Notas iniciais
Demorei? Acho que não, né? SIHDSHDISHDSUHDUH
Mas enfim, aqui estou eu .. No capitulo de hoje as coisas vão começar a esquentar, literalmente..
É melhor vocês lerem pra saber SDISHIUDUSH
Me desculpem pelos erros, avisem..
Espero que gostem,
Boa Leitura ♥

Capitulo XIII

(Contado por: Lyra)

5º Dia à noite

Apesar de ter feito várias coisas erraras, ou melhor, apesar de ter feito tudo errado desde que cheguei, não posso me esquecer de que ainda tenho um noivo. É estranho o que estou sentindo no momento. No mesmo instante em que tenho plena certeza sobre meus sentimentos em relação ao Tom, quando vejo o Bill começo a ficar confusa.

A sala estava iluminada apenas pela luz que vinha do abajur em cima da mesinha do telefone. Eu me encontrava sentada no sofá, pensando um pouco na vida. Simone e Fofão saíram um tanto cedo para irem num jantar e ainda não voltaram. O Georg e a Carla resolveram antecipar a lua de mel, e saíram.

— Como estou? – pergunta Bill, dando uma voltinha para mostrar sua roupa.

— Está legal. – respondi. – Vai sair?

— É, vou dar uma volta. – procurou algo em seu bolso. – Está só “legal”?

— Sim, está legal.

— Ótimo. – encontrou as chaves do carro no bolso, as jogou para o alto e pegou em seguida.

Era um encontro. Ele com certeza estava todo arrumado daquele jeito para se encontrar com a irmã do amigo. Como é que ele vai ter coragem de fazer esse tipo de coisa? Me deixar sozinha?

— Vai, confessa. – disse, me levantando e cruzando os braços. – Vai se encontrar com ela, não é?

— Ela... Quem? – se fez de desentendido.

— Jura que você não sabe? – o encarava.

— Não é um encontro oficial. – confessou.

Filho da mãe! Desgraçado! Idiota! Não acredito que ele vai mesmo sair com aquela vadia! E ainda tem coragem de dizer isso na minha cara! Que vontade de cravar minhas unhas no seu pescoço e só soltar quando estiver completamente sem ar. Ah, como eu queria fazer isso.

— Que... Imbecil! – disse, num momento de raiva.

— Sou um homem livre, se esqueceu? – se aproximou de mim.

A raiva estava praticamente me consumindo por dentro. Fechei os olhos, respirei fundo, e controlei minhas mãos. Deus dê-me paciência pra não acabar com ele assim que eu abrir os olhos.

— Tem razão. – forcei um sorriso, e fingi não me importar. – Você é um homem totalmente livre e tem todo o direito de sair com quem quiser.

— É isso ai. – passou por mim, caminhando em direção à porta.

Quando fechou a porta, tive a certeza de que falava a verdade. Tudo que eu poderia fazer era... Nada. Eu não poderia fazer nada além de me sentar novamente no sofá e continuar pensando na vida. Você tá ficando doida, Lyra? Se o seu noivo descobre uma palhaçada dessas...

Fiquei distraída por alguns minutos, e isso foi o bastante para o Bill entrar em casa e eu nem notar. Não foram nem dez minutos! Que tipo de encontro é esse?

— Não ia conseguir ficar olhando pra ela e imaginando você. – diz ele, se sentando novamente ao meu lado.

— Você sabe que eu estava só brincando, não sabe? – menti.

— Não. – se aproximou mais. – E sei muito bem que não era brincadeira.

— Insinua que eu estava com ciúme?

— Só falta você rir e dizer que não, pra eu ter ainda mais certeza.

Qualquer coisa que eu dissesse poderia ser usado contra mim. Pensa, pensa, pensa rápido Lyra. Ele está te olhando e você precisa pensar rápido.

— Sim. – disse. – Era ciúme mesmo. – ele sorriu. – Mas se quer saber, não me importaria se saísse com ela.

— Duvido. – quase sussurrou, e lambeu os lábios.

Irresistível. Era dessa maneira que eu conseguia defini-lo. Comecei a imaginar mil coisas, e dessa vez não deu pra controlar qualquer tipo de coisa que eu sentisse. O beijei. Uma de suas mãos estava em minha cintura, e me puxava para perto do seu corpo. Em pouco tempo eu estava sobre seu colo, e nos beijávamos cada vez mais com desejo.

Paramos apenas para respirar, e foi quando retomei minha consciência e me levantei. Fiquei afastada, pra não correr o risco de sentir seu perfume e me deixar levar novamente.

— O que houve? – perguntou.

— Eu tenho que ligar pro Tom.

Ligar pra ele talvez me fizesse parar com todas essas besteiras. Ouvir a sua voz de alguma maneira me faria relembrar tudo que vivemos e só então eu me livraria dessa vontade do Bill. Peguei no telefone, e a porta da sala se abriu novamente. Georg e Carla acabam de chegar, na maior felicidade.

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(Contado por: Tom)

Cheguei cansado do trabalho e tudo que eu mais queria era tomar um banho bem quente, comer algo e me deitar. A rotina sem a Lyra anda um pouco complicada, já que quando eu chegava o jantar estava pronto e a mesa feita, eu só precisava me sentar e comer. Falávamos sobre nosso dia e planejávamos o que aconteceria na manhã seguinte. Agora tenho que conviver com a solidão, enquanto ela não volta pra me alegrar.

As caminhadas matinais também saíram da minha lista de atividades. Não tem graça fazer esse tipo de coisa sem ela. As minhas refeições também mudaram um pouco, mas espero que tudo volte ao normal o quanto antes. Esse negócio de ficarmos longe um do outro por tanto tempo assim, não é nada bom. Me acostumei com sua presença e agora me sinto deslocado sem ninguém por perto.

Sai do banho com a toalha enrolada em minha cintura e fui direto ao guarda roupa. Encontrei um vestido que ela adorava usar, e o peguei. O tecido era leve e me dava a impressão de ter a mesma delicadeza que sua pele. Seu cheiro estava impregnado ali, e ao senti-lo imaginei que estivesse em meus braços.

O telefone começou a tocar, e sem largar o vestido fui atendê-lo. Sentei-me na cama e peguei o aparelho.

— Estava pensando em você. – disse.

— Também não paro de pensar em você, meu amor. – diz ela. – Mas me conte o que anda fazendo ai sem mim.

— Nada. – respondi. – As coisas perdem a graça sem você.

— Ah, que fofo.

— Quero que volte pra casa, Lyra. Você disse que seriam apenas cinco dias e agora pretende ficar mais?

— Desculpa, mas estou trabalhando.

Ficamos conversando por horas, e sinto que foram apenas segundos. A saudade apertava a cada instante, e provava o quanto eu era forte. Estava ficando um pouco tarde, e eu tinha que ir dormir. Na manhã seguinte daria uma palestra em outro colégio, e não poderia aparecer lá com cara de sono. Me despedi dela com um aperto no coração, e repetindo duas vezes que a amava.

Só após ter desligado o telefone que fui colocar as minhas roupas. Estava até ficando com um pouco de frio por causa disso. Vesti uma calça de moletom velha, e uma blusa de cor cinza. O vestido dela fora colocado do seu lado da cama. A minha fome havia passado, e agora minha prioridade era dormir. Me deitei, desliguei o abajur e fechei os olhos.

Novamente o telefone toca.

— Será que a Lyra se esqueceu de alguma coisa? – me perguntei, ligando o abajur e pegando o aparelho. – Alô?

— Tom?

— Sim, sou eu. – disse. – Quem fala? – não tinha certeza se era voz feminina ou masculina.

— Alguém que pretende te alertar sobre sua noiva.

— Como é? – não estava entendendo nada. – Poderia ser mais claro, por favor?

— Ela não está numa viajem de negócios, como imagina.

— Do que está falando? – perguntei. – Quem é?

— Vou lhe dar todas as coordenadas de onde encontra-la, mas precisa chegar amanhã antes das quinze horas.

Eu não fazia ideia do que falar e estava completamente confuso. Porque estavam me ligando àquela hora da noite para me falarem coisas sobre a Lyra. Isso eu realmente não sabia, mas confesso que fiquei curioso. Confio nela de olhos fechados, mas ninguém faria algo semelhante sem ter pelo menos um motivo.

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(Contado por: 3º pessoa)

6º Dia.

Ele precisava resolver algumas coisas antes que começasse a enlouquecer. A palestra correu bem, mas não estava concentrado o suficiente. Retornou ao colégio onde costuma das aulas, bateu na porta e entrou. Três homens – dois professores e o diretor – estavam sentados na sala enquanto Tom terminava de falar. O diretor demorou um momento antes de responder.

— É um pedido incomum. – disse, ponderando a situação. – Está querendo dizer que este assunto urgente não pode esperar até mais tarde ou até amanhã?

— Não, diretor, não pode. – respondeu Tom, rápido demais.

Relaxe, disse ele a si mesmo. Respire fundo.

— E não tem nada a ver com o colégio?

— Não, diretor. É de natureza pessoal. Eu sei que é incomum, mas é algo que eu realmente preciso resolver.

O diretor recostou-se na cadeira, avaliando por um momento o professor. Se o pedido fosse aceito, os alunos ficariam sem aula por dois ou três dias, e isso não seria algo muito aceitável pelos pais. Por outro lado, um professor substituto poderia ser colocado em seu lugar.

— Não gosto nada disso. – ele disse por fim. – Mas como nunca fez um pedido semelhante antes, presumo que se trate de um assunto muito importante.

Fez uma pausa em nome do efeito meio dramático, depois olhou para os outros professores.

— Volte em no máximo dois dias.

— Muito obrigado, diretor. – agradeceu Tom.

Dois minutos depois Tom saia do colégio. Andou até o carro que tinha estacionado do outro lado da rua, entrou e com as mãos trêmulas, partiu em direção ao aeroporto onde pegaria o primeiro voo para a Bahamas.

Continua...

Notas finais
E agora? O que será que vai acontecer?
Visheee, não consigo nem imaginar.. UDSHDIUSHSH
Gostaram do capitulo?
Beijos:*