Proposta Indecente
2 De gata borralheira para Cinderela.
Notas iniciais
Fiquei super feliz com os reviews de vocês. Agradeço às meninas que deram aqueles toques sobre a ortografia e tal .. vou procurar melhorar a cada dia para satisfazê-las.
O capitulo de hoje tem comédia e uma briguinha lá no final, que continuará no próximo capitulo. O Tom vai aparecer hoje também, e quero avisá-las que ele será um pouquinho diferente. Diferente como? Vocês me perguntam. Ele será, ao mesmo tempo, um cara "fofo" e "tarado", entendem? DUSHIDUSHIDUSHIDSH
Eu sinceramente adorei essa mistura (66'
Quanto ao novo visual da Lyra, isso será revelado pelo Bill no capitulo da viajem..
Mas enfim, qualquer erro é só avisar.
Espero que gostem do capitulo,
Boa leitura para todas.
Capitulo II
(Contado por: 3º pessoa)
No fim de tarde daquele mesmo dia, Lyra arrumava suas coisas para ir embora. Ela havia passado todo o tempo só pensando na besteira que estava prestes a fazer e nem conseguira trabalhar direito. Mentir não era o seu forte, muito pelo contrário sempre que tentava de alguma maneira, se sentia mal e acabava confessando em seguida. Ao contrário de Bill, que mentia como quem conta uma verdade.
Ela colocou seu casaco, se despediu de Nana e foi para o elevador. A porta do mesmo estava quase se fechando, quando ouviu uma voz bem familiar gritar: “Segure o elevador”. Ela colocou a mão na frente, impedindo que a porta se fechasse. Bill entrou meio ofegante, ele havia corrido um pouco. Estava segurando sua pasta, e sorria sem parar.
— Tá com algum problema? – pergunta Lyra.
— Só estou feliz. – respondeu. – Não posso?
Ficaram calados por uns instantes. Eram os únicos ali dentro.
— Não acredito que vou te ajudar. – diz ela, olhando para frente.
— Nem adianta, porque não dá pra voltar atrás agora! – ele a olhava.
— Isso é loucura, Bill. – ela coloca uma mecha do seu cabelo atrás da orelha, e o olha.
— Loucura é você ser minha namorada e usar essas roupas. – ele a critica.
— Eu não sou sua namorada, e qual o problema com as minhas roupas? – se avaliou.
As portas se abrem, e os dois caminham lado a lado.
— Parecem que foram compradas num brechó antigo. – diz ele, e ri. – Não vou apresentá-la a minha mãe se estiver vestida assim.
— Como é que é?
— Você tem que parecer a namorada de um empresário bem sucedido. – ele explicava. – Quero criar a ilusão de ter uma primeira namorada linda e gostosa, entende?
— Tá legal. – ela para, e cruza os braços. – Como você quer que eu seja?
Ele não responde de imediato. A olha de cima a baixo, depois olha para os lados, e sorri.
— Vem comigo. – diz ele.
Eles foram andando, e ela se quer sabia para onde estava indo. Em poucos minutos chegaram numa das ruas mais caras da cidade, onde todas as lojas eram extremamente luxuosas. Entraram na primeira loja de sapato feminino e foram atendidos por uma moça simpática e que não parava de sorrir: Cathy.
— Posso ajudá-la, senhorita? – pergunta Cathy a Lyra.
— Por favor, poderia mostrá-la alguns sapatos? – diz Bill.
— Claro. – responde. – Me acompanhem, por favor.
Bill se senta numa confortável poltrona, tomando um cafezinho, enquanto Lyra calçava o primeiro par de sapatos e cor azul. Ela não era tão acostumada a usar saltos tão altos, e estava com certo receio e medo de se levantar e cair na frente de todo mundo. Cathy entendeu bem, e a ajudou em sua primeira tentativa.
— Eles são tão... – nem terminou a frase, e já estava cambaleando sobre o salto. – Ui. – e foi segurada por Cathy.
— Bonitos. – Bill completa, dando um gole no seu café.
— Me desculpe, não estou acostumada. – ela vai bambeando devagar, até um enorme espelho. – Ai meu Deus! – coloca as mãos na boca. – São lindos. – fez uma breve pausa. – Quanto é que custam?
— Mil e setecentos. – responde Cathy, sorrindo.
— Mil e setecentos? – pergunta Bill, com a cara mais sínica. – E você por acaso vem juntos? – o sorriso das meninas desaparece. – Algum jogador de basquete assinou neles? – estava indignado com o preço. – Mil e setecentos. – repetiu. – São de pele de panda?
— Ah, quer saber? – diz Lyra. – Não vou precisar deles mesmo. – ela voltava para seu acento. – Afinal, a sua mãe não vai se importar de conhecer a futura nora, enquanto ela estiver usando chinelos, vai?
Aquela era uma boa jogada. Deveria se aproveitar um pouquinho da situação, já que não era apenas para seu beneficio. E ninguém mandou ficar inventando mentira.
— Saquei, muito esperta. – diz Bill, tirando a carteira do bolso. – Vamos levá-lo. – Lyra sorri. – Essa é a sua gratificação de natal.
— Jura? – ela se empolga. – Então acho que quero um vermelho também. – ele coloca a xícara de café na mesinha ao lado, se levanta e vai até ela.
— Se começar assim, vai acabar me levando a falência.
— Estamos namorando há menos de um dia, e já está me tratando assim?
— Não é um namoro de verdade, é apenas uma tramóia que armamos, e tô começando a te achar uma aproveitadora.
É, ela estava mesmo se aproveitando. Mas a culpa era inteiramente dele, e os dois sabiam disso. Bill entregou seu cartão de crédito a Cathy, que achou aquelas palavras um tanto “agressivas” para alguém que tinha acabado de iniciar um namoro, e resolveu dar uma apimentada no negócio.
— Sabe, eu acho que vai precisar de uma bolsa pra combinar com o sapato.
— É, eu concordo. – diz Lyra. – Obrigada Cathy.
— Disponha. – ela se retira.
— As garotas sempre se protegem, não é? – diz Bill.
— Claro.
— Ela está do seu lado, que gracinha.
— Você me colocou nessa. A idéia foi toda sua!
— Acabei de ter outra idéia.
Aproveitando-se da pouca experiência com saltos da “mais nova aproveitadora”, Bill deu um leve empurrãozinho sem esforço algum, fazendo-a cair.
***
Aquele realmente era um dia de transformações. A dupla ia entrando em praticamente todas as lojas que encontravam pela frente, e uma era mais encantadora que a outra. Havia uma loja de bolsas, que Lyra saiu carregando pelo menos três das mais bonitas. Depois foram numa boutique para experimentar algumas roupas.
— Tá vendo isso daqui? – Bill a mostra a amiga como se fosse algo de outro mundo.
— Sim. – responde a vendedora.
— Muda. – diz ele. – Pode mudar tudo! Faça essa gata borralheira se transformar numa cinderela.
Lyra experimentou um vestido laranja com um leve decote na frente, e se olhou no espelho. O modelo era bonito, mas a cor não lhe agradou muito. Depois um rosa claro com detalhes em renda preta, que em sua opinião, estava curto demais – cinco palmos acima do joelho. Em seguida um roxo, que lhe caiu perfeitamente bem.
De cada loja sempre saiam carregados de sacolas, e o responsável por levá-las era o Bill. Pela primeira vez ela estava se sentindo uma verdadeira princesa, pois ninguém nunca havia lhe dado uma oportunidade como esta, então era hora de aproveitar enquanto há tempo.
A Lua já tinha aparecido no topo do céu juntamente com as estrelas, e aquela era a última parada dos dois: o salão de beleza. Seu cabelo não era o mais terrível de todos: era longo, loiro, completamente liso, e sem um corte. O cabeleireiro a colocou sentada numa cadeira em frente a um espelho quadrado, e ficou analisando-a.
— Não! – o cabeleireiro quase grita. – Não mesmo. – ele caminha e se aproxima dela, pegando em seu cabelo. – Assim não dá!
— O que quer dizer com isso? – pergunta Lyra. – Não o quê?
— Não vai dar. – responde. – Só existe uma palavra pra isso: negligência. Sim, essa palavra resume o cabelo todo. – vira-se para Bill. – Você é o marido, namorado, o quê?
— Sou chefe.
— Como é que agüenta isso todos os dias? – Bill não responde. – Seu cabelo é bagunçado. – diz a Lyra. – Nem sei como começar. Ele é ruim, sem vida, e sem brilho.
— Não esquece que é fedorento. – Bill cai na gargalhada.
— Meu cabelo não fede! – Lyra contesta.
— Deus! – diz o cabeleireiro. – Vou ter que fazer um verdadeiro milagre!
— Tá legal, eu já entendi. – ela se rende. – Pode... Pode fazer tudo, menos pintar.
O cabeleireiro chama uma equipe de quatro pessoas, e inicia a transformação.
— Eu adoraria ficar até o final e ver como ficará. – Bill se levanta. – Mas tenho que ir pra casa para arrumar as malas. Como sei que você vai precisar de um tempinho pra convencer aquele seu noivinho, amanhã não precisa ir trabalhar. Só não se esqueça que o nosso vôo sai na sexta-feira pela manhã, e te encontro lá no aeroporto, tá?
— Ok.
— E também não se preocupe com as compras, o meu motorista vai te levar em casa junto com elas.
***
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(Contado por: Lyra)
Eu deveria ter chegado em casa há três horas. O Tom deve estar preocupado comigo, já que não costumo chegar tão tarde assim sem avisar. O motorista do Bill me levou até em casa. Abri a porta e pedi que ele colocasse todas as compras próximo do sofá.
Chamei pelo Tom, mas não houve resposta. Ele só poderia estar no banho, ou ouvindo música com fones de ouvido. Olhei para tanta coisa e mal acreditei. Fui até a cozinha pra fazer um lanche, eu tinha passado aquele resto de tarde sem comer nada. Tom aparece perguntando:
— Querida, o que são todas... – ele interrompe a frase e fica me olhando com cara de bobo.
— O que foi?
— Nada. – respondeu, mas continuou olhando. – É que... Você está tão... Diferente.
— Diferente feia, ou diferente bonita?
— Linda, ainda mais linda. – me aproximei dele. – O que significa todas aquelas sacolas e com que dinheiro comprou tudo aquilo?
— O meu chefe resolveu me dar uma pequena gratificação por eu estar ajudando-o. – voltamos para a sala.
Estava ansiosa para abrir uma por uma daquelas compras e mostrá-lo. Nos sentamos no sofá, e comecei.
— Olha só esse sapato. – o mostrei. – Não é uma graça?
— Sim, é muito. – disse ele. – Não acha que é um pouco alto?
— Eu também achei, mas me acostumarei rápido. – ele pegou o sapato para ver os detalhes.
— Caramba! – ficou espantado. – Esse sapato custa praticamente o meu salário. – me olhou. – Deve ter feito mesmo um ótimo trabalho, pro seu chefe lhe dar uma gratificação como esta.
— O que está insinuando?
— Nada. – colocou o sapado de lado. – Só estou dizendo que isso tudo parece ser caro demais, e que não deveria ter desperdiçado toda sua gratificação com bobagens.
— Bobagens? Esperai, eu vivo trabalhando feito uma condenada, e não tenho direito de comprar umas coisinhas pra mim?
— Claro que tem, mas boa parte desse dinheiro poderia ter sido guardado para comprarmos nosso apartamento.
— Tom, vou repetir mais uma vez: NÃO vamos comprar um apartamento, porque eu NÃO vou vender essa casa.
Não somos acostumados a brigar ou discutir, pois gostamos de resolver os nossos problemas à base de conversa. Ma geralmente, sempre iniciamos uma briguinha pelo mesmo motivo: a casa dos meus pais. Tom quer se casar e se mudar para um apartamento no centro da cidade, e eu não aceito isso porque passei a minha vida inteira nessa casa.
— Meu amor – ele alterava o tom de voz, mas não gritava. -, nós moramos afastados de praticamente tudo! Nós gastamos a maior parte do que ganhamos colocando gasolina nos carros, e se morássemos mais perto de nossos empregos, economizaríamos muito.
— Não tô nem ai com o quanto a gente gasta! – eu já estava mais alterada, e quase gritando. – Não vou me livrar disso aqui nunca!
— Por favor, eu não tô dizendo para vendê-la. Mas poderia alugá-la para um casal de velhinhos aposentados.
— Chega Tom! Já chega! – gritei e me levantei.
— Lyra... – ele também se levanta.
— Se não está satisfeito – o interrompi. -, vá embora!
Essa era a última coisa que eu poderia dizer a ele, mas infelizmente disse. As palavras simplesmente saíram involuntariamente pela minha boca. Ele ficou calado, me olhando. Coloquei as mãos na boca, pois seu olhar me dizia que eu tinha acabado de cometer uma burrice.
Notas finais
Cadê os reviews expressando a opinião de vocês, hein?
DUSHUSHDSUH
Beijos, seduções:*
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