Proposta Indecente
3 Mais que droga, Tom!
Notas iniciais
Bom, o capitulo de hoje só vai dar Tom e Lyra .. Eles vão ter mais uma briguinha, e aos poucos vocês começarão a entender o motivos dessas brigas estarem acontecendo, tá?
O Bill aparece só no próximo capitulo, assim como o restante dos personagens.
Deve ter algum erro de ortografia ai, então me desculpem e avisem, ok?
Espero que gostem,
Boa Leitura -.-
Capitulo III
(Contado por: Lyra)
— Se não está satisfeito – o interrompi. -, vá embora!
Essa era a última coisa que eu poderia dizer a ele, mas infelizmente disse. As palavras simplesmente saíram involuntariamente pela minha boca. Ele ficou calado, me olhando. Coloquei as mãos na boca, pois seu olhar me dizia que eu tinha acabado de cometer uma burrice.
— Não comece a descontar seu estresse em cima de mim! – diz ele.
— A única pessoa estressada aqui é você!
— Garota, você é maluca! – gritou.
— Foi como disse, se não estiver satisfeito, vá embora. – apontei para a porta.
— Quer que eu vá?
— Quero se você quiser ir, não me use como desculpa.
— Ah não, eu não vou agüentar isso.
Ele passou por mim, e abriu a porta de casa. Pela primeira vez tive medo que pudesse mesmo me deixar, mas eu não iria impedi-lo. Ele que estava errado, e não eu. Tom já estava quase saindo, quando fechou a porta e continuou de costas por um instante. O silêncio havia tomado conta.
— Amor – diz ele, se virando. –, a gente não tava discutindo de verdade, não é?
Meus olhos estavam cheios de lágrimas só por ter passado pela minha cabeça que ele poderia ter atravessado aquela porta e ido embora. Neguei com a cabeça, e num quase sussurro disse:
— Não. – uma lágrima escorreu.
Ele se aproximou rapidamente, colocando suas mãos em minha cintura, e encostando sua testa na minha.
— Me desculpa. – disse ele, me dando um selinho demorado. – Me desculpa, eu te amo. – beijou novamente. – Eu te amo.
— Te amo muito mais. – nos olhamos. – Promete que as nossas brigas sempre terminarão assim?
— Assim como?
— Com a gente se acertando. – ele sorriu.
— Eu prometo.
Tá, eu também tinha um pouco de culpa nisso, confesso.
— Você sabe que eu não quis dizer aquilo, não sabe? – perguntei.
— Claro que sei. — respondeu. – Só não faça mais isso, porque sempre vou achar que está falando a verdade. – enxugou meu rosto.
— É que eu tô... Cansada, só isso.
— Tudo bem. – sussurrou.
Às vezes desconfio desse “tudo bem” dele. É que ele tem a péssima mania de fingir desculpar as pessoas, e depois fica todo emburrado esperando que eu adivinhe o que ele está pensando, ou no que fiz para deixá-lo daquele jeito. Até parece um garotinho. O meu garotinho. O mais lindo do mundo, e que amo mais que tudo.
— Vou preparar um banho bem quentinho pra você, o que acha?
— Acho que seria uma ótima idéia, mas antes quero um beijo.
Tom me olhou nos olhos e deu um meio sorriso. Aquele típico sorriso que sempre me faz perder o chão. Mordeu o lábio inferior, o que fez aumentar ainda mais a minha vontade de beijá-lo. Colou um pouco mais meu corpo no seu, foi aproximando seu rosto devagar, até beijar de leve o cantinho da minha boca. Era uma covarde provocação.
Depois mudou totalmente o percurso da sua boca, indo diretamente para meu pronto mais fraco: o pescoço. Afastou meu cabelo, e beijou delicadamente com a boca entreaberta, me fazendo fechar os olhos. A respiração já começando a se alterar, e ele fazendo questão de provocar ainda mais, desta vez colocando sua língua. Senti seu ar quente, e quase não me controlava mais. O coração batia acelerado, eu queria um beijo e tinha que ser naquele instante!
Afastei-me um pouco, e o encarei. Acho que ele notou que eu não estava mais agüentando, então encostou seus lábios nos meus. Aprofundamos o beijo, quando entreabrimos a boca e envolvemos as línguas, que “dançavam conforme a música”.
— É melhor eu preparar seu banho, antes que eu faça uma bobagem aqui mesmo. – diz ele, com sorriso malicioso.
***
As luzes do banheiro estavam apagadas, e a pouca iluminação vinha de algumas pequenas velas espalhadas pelo local, deixando o ar um pouco mais aconchegante. Enquanto ele terminava de colocar os sais aromáticos na água da banheira, eu o observava encostada na porta.
Por vezes me pergunto se o mereço tanto, e chego a pensar que não, que ele é bom demais pra mim. Mas se estamos juntos é porque de alguma forma sou tudo aquilo que ele precisa, e me sinto uma garota de sorte por tê-lo ao meu lado todos os dias. Só tenho a agradecer aos anjos que o colocaram em minha vida, e rezar para que nunca mais saia dela.
— Pronto. – diz ele, se levantando. – A água está do jeito que você gosta, na temperatura perfeita para relaxar.
— Tem certeza que não quer me fazer companhia?
— É um convite muito tentador, mas você precisa tirar toda essa tensão de trabalho.
Ele me deu um beijo na testa, e foi para o quarto. Encostei um pouco a porta, e comecei a tirar minha roupa. Coloquei a mão dentro da água, e como Tom havia dito, estava na temperatura perfeita. Nem ao menos me lembrei de pegar uma toalha e colocar ali próximo, e entrei devagar na banheira. Brinquei um pouco com a espuma, soprando-a para o alto.
Algum tempo depois, já relaxada, resolvi sair. Olhei para os lados, e nada de toalha. Vi que tinha um roupão branco que o Tom costuma usar, e o peguei.
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(Contado por: Tom)
Estava sentado na cama lendo um livro, quando olhei de relance para minha frente. Voltei a olhar para ter certeza de que aquela visão era mesmo real ou se eu só estava tendo alguma alucinação. Lyra ficou parada aos pés da cama, e foi desamarrando o nó do roupão. Em seguida o abriu, e notei que ela estava completamente nua e meio molhada. Deixou que o roupão escorregasse pelo seu corpo até o chão. Não era algo comum de se ver, por isso fiquei sem palavras. Fechei o livro, e o coloquei sobre a mesinha de cabeceira.
Me levantei já tirando a blusa e jogando-a em algum lugar. Depois foi a vez da calça que também parou num lugar desconhecido. Me aproximei dela, puxando-a pela cintura, colando seu corpo molhado e quente no meu. Seus olhos da cor do mar me diziam exatamente o que deveria ser feito. A beijei. Era um beijo caloroso, cheio de urgência. Só paramos para retomar o fôlego que nos faltava no instante, e logo depois voltamos a nos beijar.
Fui conduzindo-a até a cama, onde repousei seu corpo com cuidado. Os beijos continuavam, e a cada segundo ia aumentando o desejo que sentíamos um pelo outro. Minhas mãos passeavam por seu corpo, fazendo-a estremecer e gemer baixinho. Minha boca desceu até seus seios, onde pude contemplá-los da maneira que desejava. Desci um pouco mais, fazendo um ardente caminho de beijos em sua barriga. Sua respiração já estava bem descompassada assim como a minha.
Cheguei ao ponto que queria. Em sua intimidade brinquei com seu clitóris e pude vê-la perdendo os sentidos. Introduzi dois dedos e fiz alguns movimentos, que a levavam a loucura. Lyra me puxou para mais um beijos, e trocamos as posições.
Ela sabia o que fazer para me deixar sem ar, e então logo iniciou. Passou sua língua na minha glande, e em poucos segundos já estava fazendo movimentos com a boca, que me faziam segurar o gemido.
Ficamos nessa brincadeira por algum tempo, até não conseguimos mais nos segurar. Continuei ali deitado, enquanto ela se ajeitava em cima de mim. Foi se sentando devagar, até que a penetrei. Ela gemeu baixinho. Apoiou as mãos em meu peito, e começou a se movimentar lentamente para cima e para baixo.
A velocidade ia aumentando de acordo nossa necessidade. Pouco depois chegamos juntos ao ápice. Lyra deixou seu corpo cair sobre o meu, e pude sentir as batidas rápidas do seu coração. Entrelacei minha mão na sua, e beijei a mesma. Com a outra mão afaguei seus cabelos. Fechei os olhos, e fiquei ouvindo nossas respirações. Adormeci sem perceber.
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(Contado por: Lyra)
A janela estava aberta, e o Sol penetrava o quarto. Acordei com o canto dos passarinhos, e o balanço das árvores quando o vento as tocava. Apalpei a cama, e o Tom não estava. Me sentei, e vi que ele estava encostado na cômoda, vestindo apenas uma calça de moletom de cor cinza. Segurava uma xícara nas mãos, e deu um meio sorriso.
— Bom dia, meu amor. – disse, sorrindo.
— Fiz café. – diz ele.
O Tom nunca foi do tipo que entrava na cozinha e preparava a melhor comida, na verdade, ele não tem muito jeito pra esse tipo de coisa. Mas a cada dia anda me superando no preparo do café.
Ele pegou a outra xícara que estava em cima da cômoda e trouxe pra mim. Dei um gole, e – em outros tempos – poderia até reclamar. Mas devo confessar que estava bom.
— Parabéns. – disse. – Está aprendendo, hein?
— Pelo menos pra isso devo prestar. – nós rimos. – Porque não foi trabalhar hoje?
— Estou de folga. – dei mais um gole na bebida.
— É sério?
— Um-hum.
— Sorte sua. – se levantou. – Vou sair daqui uma hora e meia e ainda nem tomei banho.
— Ah não, fica comigo. – fiz biquinho.
— Para Lyra. – diz ele. – Você sabe que esse biquinho ai é covardia!
— Por favor.
— Não, eu não posso. – colocou sua xícara na mesinha de cabeceira, depois colocou a minha. – Ai meu Deus, porque eu fui me apaixonar por você, hein? – se deitou sobre mim e me deu um selinho.
— Tá arrependido?
— Claro que não!
Eu tinha me esquecido da viajem que faria com o Bill na manhã seguinte, e precisava falar sobre isso com o Tom, antes que ele fosse trabalhar. Talvez agora fosse o melhor momento pra isso.
— Amor, você não se importaria se eu precisasse fazer uma viajem de trabalho por cinco dias, não é? – perguntei.
— Por quê?
— Porque vou ter que fazer.
— Mas... e o nosso final de semana? – saiu de cima de mim. – Havíamos combinado de viajar, se lembra?
— Eu sei, eu sei. – me sentei. – Só que o meu chefe vai precisar de mim pra resolver negócios do escritório.
Eu estava mentindo para proteger o Bill. Não acredito nisso!
— Poxa, tinha que ser nesse final de semana? Justo este?!
— Outros finais de semana virão, e poderemos viajar depois.
— Estávamos planejando essa viajem há dois meses, Lyra.
Ele está com raiva. Pelo seu tom de voz da pra perceber perfeitamente que está com raiva.
— Quer saber? – diz ele, se levantando novamente. – Deixa isso pra lá.
— O quê?
— Eu tô cansado de ficar marcando as coisas e você sempre arranjar uma desculpa pra não ir.
— Tom!
— É isso mesmo! Se não quer ir, fala logo. Não fica inventando essas coisas.
— Mais que droga, Tom! – me levantei, enrolando o lençol da cama em meu corpo. – Porque você tem que ser tão complicado assim, hein?
— Agora a culpa é minha?
— O quê que custa a gente remarcar essa droga de viajem?!
— O problema é que você nunca consegue um tempo pra mim, ou melhor, para nós.
— Não acredito nisso. – dei uma leve risada.
— Tá rindo do quê?
— Da sua infantilidade! – respondi, já ficando com raiva. – Deixa de ser idiota!
— Vá pro inferno, garota! – ele sai do quarto, batendo fortemente a porta.
Brigamos duas vezes em dois dias seguidos. Isso não é normal, não é nada normal. Tudo por culpa do Bill! Se não fosse por ele, as coisas entre mim e o Tom estariam bem melhores.
Vesti a primeira blusa que encontrei. Era a blusa dele, da noite passada, que estava no chão. Prendi o cabelo de qualquer jeito, e fui atrás do Tom. O encontrei sentado no sofá da sala.
— Ei. – me sentei ao seu lado. – Para de ser bobo, vai.
— Eu tô cansado, Lyra. – respondeu, com a cara meio emburrada. – Tô cansado de ficar disputando com seu chefe pra ver quem ficará com você.
— Para com isso, Tom. – segurei sua mão. – Sabe que nada disso é verdade, e que sou só sua.
— Será que é mesmo? – me olhou. – Seu chefe vive te alugando, e faz um tempão que não conseguimos ter um final de semana inteiro só pra gente.
Ele tinha toda razão. Sempre que o Bill tinha algum problema, era a mim que ele recorria. Às vezes nem era coisa de trabalho, mas algo pessoal. E devo concordar com o Tom, que isso incomoda demais. Tenho que colocar um fim nisso tudo. Depois que essa história de mentir pra mãe dele, passar vou mudar minha postura diante do Bill.
Como de costume, aquela nossa briguinha idiota terminou com a gente se acertando.
Notas finais
Estão vendo como o Bill tá começando a prejudicar a Lyra, mesmo sem a verdadeira bagunça ter nem ao menos se iniciado, né? UDSHUDISHIUSHDSUH
Não se esqueçam dos reviews *-----*
Beijos:*
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