Promises - Ib

1 Capítulo 1 - Lembranças.


Notas iniciais
Já tinha essa ideia de fanfic do Ib desde que terminei de jogar, hm, espero que gostem :3

"Você prometeu que voltaria..."

[...]

Sete anos após o ocorrido na galeria, minha mãe havia tido uma segunda filha e batizado-a, estranhamente, de Mariane. Ela possuía belos e longos cabelos ondulados, seu olhar era claro e meigo, diferente de meus pais e semelhante aos de Mary, pintura de Guertena. Devo confessar, isso me assustava, muito, mas ela não poderia ser a mesma Mary, correto? Meu pai alegava que Mari havia perfeitos traços, iguais aos de sua bisavó.

Agora eu tinha dezesseis anos e Mariane cinco, minha irmã era sempre a querida da família, todos a adoravam. Isso machucava-me, era sempre a adolescente problemática que precisava de terapias por suas decorrentes alucinações durante qualquer encontro familiar, era um inferno!

Sim, eu tinha terríveis alucinações com quadros saindo da parede e vindo devorar-me. Garry era sempre o principal personagem de meus mais delirantes sonhos. Ele jamais voltara após entregar-me meu lenço, agora limpo e com seu doce cheiro, conversamos por minutos e ele disse que precisava partir, despedi-me inocente na esperança de vê-lo novamente, porém isso nunca ocorreu de fato.

Na época, eu possuía apenas nove anos e tive que passar por uma terrível experiência naquela galeria, fiquei presa em um mundo paralelo com uma rosa vermelha, cada pétala que era destruída, um novo ferimento aparecia em meu corpo. Mas por um golpe de sorte, se é que posso assim dizer, encontrei Garry, ele também possuía uma rosa, azul. Passamos por diversos desafios para sair daquele local, mas aquilo parecia nunca acabar, meu corpo estava fraco e o de Garry cansando, até encontrarmos Mary, uma menina que aparentava ter mais o menos minha idade. A jovem parecia alguém de confiança, que iria nos ajudar, damos o braço a torcer e resolvemos virar um trio para tentar sair de lá. Acabamos nos separando por conta de um obstáculo, flores petrificadas bloqueavam o caminho. Eu estava com Mary e Garry sozinho. Resolvemos, juntas, ir buscar algum modo de nos unirmos novamente, os três, mas a verdadeira face da loira fora descoberta, ela na verdade era mais um solitário quadro de Guertena, não possuía vida. Estava enlouquecida! Mary tentou matar-me, se não fosse por Garry, a "menina" teria conseguido. Corremos para longe do local, mas ficamos presos em um mundo totalmente diferente, cheirava a giz de cera, como Garry dizia. Era um mundo de desenhos, denominado “Caderno de desenho”. Queimamos o quadro de Mary, assim, matando-a. Garry machucou-se com o vidro que quebrou, penetrando em seu dedo, dei-lhe meu lenço, um lenço valioso que minha mãe havia dado-me ao meu nascer, para parar o sangramento. Achamos uma possível saída, mas minha mãe apareceu, meu coração apertou-se e eu fiquei dividida entre minha mãe e Garry, mas aquele mundo era uma loucura, eu só queria sair de lá. Agarrei a mão de Garry e acordei sem recordar de nada, frente a um grande quadro que não recordo-me o nome. Corri por toda a galeria em busca de meus pais, e encontrei-o, Garry, frente a uma enorme rosa vermelha.

Ainda não lembrava-me de absolutamente nada, e o perguntei o que estaria vendo, ele respondeu que era algo que trazia lembranças escuras a ele, algo que significava mais do que uma simples escultura.

–Desculpe dizer coisas assustadoras a você criança, apenas esqueça, Ib. — Ele paralisou-se após dizer o ultimo nome. –Espere, quem é Ib?

–Eu. –Meu vocabulário não era extremamente grande, normalmente minhas falas eram curtas.

–Seu nome é Ib? Eu apenas disse por instinto, sem pensar, saiu... –Seu rosto havia ficado pálido. –Me perdoe, melhor eu ir, adeus. –Ele parou e sentiu algo em seu bolso, enfiou sua mão por lá e retirou um tecido familiar a mim. –O que é isso? Ib?

–É meu. –Disse.

–Seu? Bem, está escrito Ib. –Ele pausou dramaticamente e refletiu por alguns segundos. –Eu me lembro de tudo, eu cortei-me e uma garota deu-me isso de presente. –Ele fitou-me. –Ib! É você! Conseguimos! Eu prometi que conseguiríamos, você lembra?

–Sim.

Ele sorriu, minha memória também voltava, Garry era sempre a primeira imagem a aparecer em minha cabeça e logo após as maldades de Mary. Retribui o gentil sorriso.

–Desculpe sujar seu delicado lenço, prometo que vou lavá-lo e entregá-lo-ei limpo. –Ele apontava para mancha de sangue. -Ah, tenho realmente que ir, mas pode ter certeza, eu voltarei e conversaremos mais. Adeus! –Ele virou-se e acenou, acenei de volta.

Mentiroso! Você prometeu que levaria-me para comer Macaroni, mas não passou de mais uma de suas promessas ilusórias...