Promises - Ib

2 Capítulo 2 - Reencontro.


Era uma linda manhã de sábado, acordava ainda bêbada de sono, meu corpo estava petrificado e minha pele gelada, havia sonhado com Garry.

Depois de dois dias seguidos sem dormir nem alguns segundos, desmaiei por conta do cansaço em meio ao jantar. Não me lembro de absolutamente nada após isso, só de imagens confusas em minha cabeça, que, certamente, eram ele.

Eu estava correndo em um belo jardim, quando algo desfigurado empurrou-me de um penhasco, mas lá estava Garry, segurando minha mão para que eu não caísse. Clichê? Sim, mas isso havia me deixado feliz. Estava já cansada de seguidos pesadelos, todos os dias, agora isso havia tornado-se um verdadeiro sonho, como um que não tenho há anos.

Porém, por que Garry? Nem sequer consigo imaginar seu rosto como estaria hoje, minha saudade é tão grande assim?

Tantas perguntas logo cedo, meu coração nunca havia acordado de tal forma, pulsava freneticamente, dançando em meio às batidas.

Bom dia filha, sente-se melhor? Minha mãe alimentava Mariane. Sua irmã ficou preocupada.

Sim. Entrei totalmente na cozinha e servi-me. Não conseguia imaginar alguém como Mariane preocupada, não por sua pouca idade e sim por sua expressão, seu rosto era tão semelhante ao de Mary e causava-me náuseas.

Tanto tempo após sua infância e ainda continua com suas minusculas respostas. -Minha mãe riu debochadamente, apenas ignorei.

Meus pais nunca souberam o que ocorreu dentro daquela monstruosa galeria, Garry veio discretamente entregar-me o lenço para que meus pais não o linchassem, claro, um garoto de 17 com uma criança de 9 anos, não é de se esperar coisa boa, mas Garry era diferente...

Nunca mais pisei os pés dentro daquele inferno, a ultima coisa que desejava era entrar novamente lá. Sempre disse que estava com febre, ou coisa do estilo para escapar, meus pais deixavam-me na casa de minha vó e iam com Mariane.

Saí de casa, iria fazer uma pequena caminhada pela manhã, nada melhor do que um bom ar fresco, era meu lema.

Estava tão cansada que nem de cabeça ereta corria mais, trombei em algo, ou alguém, alto e, provavelmente, magro.

Desculpe. Segui de cabeça baixa, mas uma mão segurou a minha antes que pudesse estar longe do local, uma mão familiar, algo que lembrava meu sonho com Garry, ousei virar-me e congelei. Garry?

Ib.