Prometida - EM REVISÃO
23 Mudança
Mikoto foi a primeira a saltar da cadeira e correr para os braços do filho, que a acolheu, abraçando-a com força, como sentiu saudades de sua mãe.
– Meu bebê, como você cresceu, está tão alto e mais bonito do que nunca – disse deixando as lágrimas caírem no rosto de felicidade – a meu Deus, minha família completa – todos na mesa reviraram os olhos, menos Eiko e Sakura.
Itachi levantou animado de sua cadeira e foi até seu irmão lhe dando um abraço, Itachi surpreendeu-se com o quanto Sasuke estava mudado fisicamente, estava até mais alto alguns centímetros que ele, irritou-se pois sabia que Sasuke se gabaria disso mais tarde.
– E ai tampinha – disse risonho o Uchiha mais novo – Itachi serrou os olhos e lhe deu as costas.
– Exibido como sempre – bufou, sentou-se a mesa ao lado de Eiko que riu da birra do marido.
– Seja bem vindo Sasuke – disse ela ainda rindo
– Obrigada – disse ele educadamente. – cadê a princesa que morava aqui? – perguntou Sasuke fazendo cara de curioso e olhando para os lados como se estivesse procurando algo.
– Aqui – gritou Mai que passou debaixo da mesa para ir até o tio e pulando em seu colo – tio Sasuke você está tão bonito, minhas amigas vão se apaixonar por você – disse ela levantando os braços ao ar animada com as possibilidades.
– É mesmo? – perguntou brincalhão, Mai o abraçou apertando o pescoço de Sasuke com seus bracinhos – Mas diga a elas que eu já sou comprometido – sussurrou no ouvido da Mai que sorriu cúmplice. A menina foi até o ouvido do tio e tapou a boca para que ninguém visse o movimento de seus lábios.
– A tia Sakura é ciumenta – sussurrou. Sasuke sorriu abertamente e colocou a menina no chão, piscando pra ela, que tentou fazer o mesmo que o tio, mas pareceu como uma careta. – Cadê meu dragão? – a menina arregalou os olhos, ao lembrar-se do pedido feito há dois anos atrás, isso surpreendeu o moreno que olhou para o irmão pedindo ajuda.
– Mai...já conversamos sobre isso mocinha – suspirou Itachi cansado, como se tivesse falado aquilo muitas vezes antes.
– Que injustiça – retrucou ela, cruzou os braços emburrada e voltou para a mesa, pegando seu pote de geléia de uva e indo para a varanda, enchendo a boca e sujando-a com o doce no caminho. Todos ali riram da atitude mimada da pequena e então logo param de rir, deixando uma situação desconfortável para a rosada que não se movia e nem pronunciava nenhuma palavra.
– É bom...acho que eu já terminei – disse Eiko e logo depois olhou para Itachi que abocanhou um pedaço de pão, esse por sua vez olhou confuso para a esposa, mas ela indicou Sakura com a cabeça e assim entendeu o que ela quis dizer. Revirou os olhos e fez cara triste, por deixar seu café da manhã pela metade.
– É, temos que ir não é? Desculpa ir assim papai, mas ainda tenho que ver uns papeis que Minato me mandou – disse Itachi ainda com o pão na boca, fazendo sua mãe ficar emburrada pelos maus modos. Eiko e Itachi se levantaram da mesa e se curvaram para os que ficaram pedindo licença.
Mikoto e Fugaku permaneceram na mesa, até que Sasuke se sentou em seu lugar, que permaneceu vazio por um bom tempo, Sakura ouviu o barulho da cadeira se arrastando ao seu lado e serrou os punhos, nervosa, suas mãos suavam e seu coração parecia que iria explodir a qualquer momento. Mikoto bebericou seu café o olhou cautelosa para o marido a sua frente, esse por sua vez ignorou o olhar da mulher e continuou tomando seu café.
– Então Sakura, não vai dizer nada a seu noivo – disse Fugaku indiferente, como se toda aquela tensão da menina fosse exagero. Sakura fechou os olhos com força e respirou fundo, tentando se controlar para não pular no pescoço de Sasuke e chorar, lhe dizer o quanto sentiu sua falta, mas não podia ela era uma Uchiha e apesar de Mikoto ser meio exaltada e esquecer disso em família, ela não queria fracassar, afinal havia prometido a seu pai, Sasuke e a si mesma que seria uma perfeita esposa. Levantou a cabeça séria, tentando não demonstrar nenhum tipo de emoção ou algo assim, pensou: “esposa perfeita e submissa”.
– Seja bem vindo Sasuke – olhou nos olhos do moreno, que arqueou as sobrancelhas diante do que viu. Aquela não era a reação que esperava e aquela mulher tão fria e sem emoção não parecia a “sua” Sakura.
– Obrigada – disse ele da mesma forma fria que a dela, serrando os olhos, mas suas palavras soaram desafiadoras. Sakura por sua vez assentiu elegante e com todo controle do mundo voltou a tomar seu café calmamente, mesmo tendo perdido totalmente o apetite.
Depois do café Sakura foi para seu quarto e caminhou até seu guarda roupa, o abriu e contemplou o lindo kimono que usaria em seu casamento, passou a mão no tecido delicadamente, com medo de que estragasse e fechou os olhos, quando sentiu a macieis e a frieza do pano.
Mordeu os lábios, ao lembrar-se do rosto de Sasuke, estava tão mais másculo e frio, sua voz, suspirou, tão rouca e marcante, seu pescoço era grosso e forte a seu olhos. Sentiu o corpo queimar ao lembrar-se de seus ombros tão largos e fortes, mesmo por baixo da camisa que usava. Assustou-se com leves batidas na porta de seu quarto e pediu em entrassem, soltou o ar quando constatou que se tratava de sua mãe. Não sabia que seus pais estavam ali ou que viriam, mas logo depois se lembrou que eles deviam ter vindo para dar boas vindas a Sasuke.
– Há querida, seu kimono é tão lindo, mal posso esperar para vê-la usando no dia da cerimônia – disse animada. Sakura sorriu fracamente. – Aconteceu alguma coisa? – perguntou preocupada, foi até a cama da filha e sentou-se ali, batendo no espaço ao lado, gesto para que a filha sentasse ao seu lado, mas Sakura permaneceu em pé, apenas a fitando séria.
– Não a nada mamãe, apenas pensando no casamento – deu de ombros.
– Há, deve esta preocupada com o depois certo? – Sakura olhou-a confusa e depois entendeu. Não havia nem pensado nisso e agora depois que sua mãe tocou no assunto aquilo não sairia da sua cabeça.
– Sim – mentiu, aquela preocupação não sairia da sua mente a partir daquele momento ou mais tarde quando fosse dormir, durante o dia teria que fingir ser perfeita e a noite poderia ser ela mesma e não pensar em nada, porem não seria mais assim agora.
– Oh minha filha, não pense nisso, é algo que acontece naturalmente, mas sabe que não pode se negar a seu futuro marido, isso seria uma falta de respeito com ele e nem quero pensar sobre o clã Uchiha, este clã me surpreende a cada momento. – sussurrou, como se fosse algum segredo. Sakura riu achando graça da cara espantada que sua mãe fez.
– Eu sei, ficara tudo bem. – assim esperava.
Sasuke estava no lago com riu Ryo que tentava pegar algumas escarpas com a boca, mas fazia mais por diversão, Sasuke estava o observando e riu quando o dragão rosnou irritado pelo mau sucesso na brincadeira.
– Desista – disse Sasuke ainda rindo do amigo
– Nunca – rebateu irritado, Sasuke negou com a cabeça, achando aquilo inútil, então resolveu mudar de assunto. Uma aura maligna tomou conta de seu corpo e sorriu de canto, mas de forma perversa. Ryo sentiu as emoções de Sasuke mudando e parou subitamente, assim olhando para seu dono. – Você está bem? – perguntou confuso, mas depois se arrependeu.
– Então você está se engraçando pros lados da Cho em... – disse malicioso. Ryo serrou os olhos amarelos e respirou fundo, pra logo depois soltar uma bola de fogo azul encima de Sasuke que levantou uma mão e a fez se desfazer facilmente, antes que essa chegasse mais perto de si. – minha vez de implicar com você – disse animado.
– Isso não tem mais graça, você está velho e eu também – disse convencido.
– Não sou eu que estou brincando de pegar peixes – rebateu zombeteiro, Ryo o ignorou e voltou a fazer o que tentava antes. – você está chato, como a Sakura... – novamente Ryo parou e olhou para Sasuke.
– Então é isso. – refletiu – Qual o problema com a Haruno?
– Bom, fora o fato dela está agindo fria, formal e sem emoção alguma, nada – deu de ombros.
– Ora, mas isso você está descrevendo todo Uchiha, ela foi ensinada para ser assim.
– Nunca quis que ela mudasse.
– Mas ela mudou, aceite.
– Não sei se conseguirei.
– Aprenda, pois agora será mais fácil. Uma esposa perfeita, muitos aqui desejam isso e alem do que isso não será difícil. A mais bonita mulher de Konoha, bela distração. – Sasuke movimentou as mãos tão rápido que mal podia se ver o movimento, da mão saiu um raio que atingiu as escamas de Ryo, mas o dragão não sentiu nada, afinal os raios não o machucavam, o lago encheu-se com a risada estrondosa e grave do dragão.
Sasuke levantou-se de onde estava sentando e foi pra casa descansar, logo teria que ter uma reunião idiota com seu pai, só pensava em qual problema seria agora, já que o fato de Sakura ter mudado tanto não o agradava muito, mas afinal ele também não mudou?!
Sasuke depois de ter dado um cochilo foi até o escritório de seu pai, onde sua mãe disse que ele o aguardava. Bateu duas vezes na porta e ouviu seu pai permitindo que entrasse.
– Feche a porta e sente-se. – disse sem deixar de analisar os papeis em sua mesa. Sasuke fez o que o pai pediu e sentou-se na cadeira de frente para o Uchiha mais velho – bom já que percebeu que as coisas mudaram e que agora terá responsabilidades, não irei lhe tratar como meu filho algumas vezes, irei lhe tratar como um Uchiha, um membro, algumas vezes é claro e essa é uma delas.
– Hn.
– Muito bem. Há uma coisa que precisamos conversar, eu você e Itachi, mas nesse momento o assunto com você é outro.
– Então diga – deu de ombros. Fugaku distanciou a cadeira um pouco da mesa e largou os papeis.
– Vou direto ao ponto então. Preciso que tente o máximo que puder engravidar Sakura depois do casamento...
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