Prometa Que Não Vai Voltar
52 Capítulo 52- Fuga
Quando acordei, Rick estava em pé na porta e fazia um sinal de silêncio com os dedos na boca.
— O que foi? – sussurrei. — Parece que algo saiu errado. Estão discutindo a um tempão. Vem ouvir. – colei o ouvido na porta junto com ele. “- Eu te falei que ele ia contar para alguém. Agora a polícia tá faltando pouquinho para descobrirem da gente. — Adrian eu preciso confessar uma coisa. — A essa hora Ana fala. — Eu não amo o Rick. — Como assim Ana? – eu e Rick nos olhamos assustados – Eu amo o meu melhor amigo, descobri recentemente. Só prossegui nessa história por orgulho e por raiva da Anne. — Espero que não dê pra trás no plano. — Claro que não.” Ouvimos passos vindo em direção ao quarto, corremos para a cama e ficamos conversando como se nada estivesse acontecendo. — Você é um imbecil. — Adrian entrou gritando e agarrou Rick pela blusa. — Me solta. – Rick gritou. — Vou fazer nada com você não, vou fazer pior. E melhor pra mim. – Ele sorriu – Bruno, Maicon! – eles entraram – Segurem o Rick! – eles atenderam o pedido. Adrian veio na minha direção e começou a tentar me beijar e eu desviando e o Rick preso sem poder fazer nada. — Me solta. – eu gritava repetidas vezes. — Isso eu não vou admitir. Ana pulou em cima do Adrian e bateu com um copo em sua cabeça que desmaiou na hora, os brutamontes saíram em direção a Ana e eu entrei na frente. E eles me seguraram. — Corre Rick, Corre Ana vai buscar ajuda. – Eu gritava. — Não posso deixar você – Rick gritava enquanto Ana o puxava pelo braço. — Por favor, vai. – comecei a chorar. Eles entraram em no carro e se foram, enquanto isso os brutamontes me prenderam na cadeira e foram tentar acordar o Adrian.Rick narrando Eu dirigia freneticamente em direção a casa da Anne, já estava reconhecendo onde estávamos. — Rick me desculpa. – Ana chorava. — Porque está fazendo isso? – perguntei — Porque você está ajudando a gente agora? — Eu estraguei a sua vida, me perdoa. Eu só quero ajudar agora. — Só vou te perdoar se você me fizer um favor. — O que você quiser. — Quando tudo estiver bem, você me promete que vai contar toda a verdade pra Anne. — Porque você não conta? — Me promete Ana. Logo! — Prometo Rick, eu prometo. Uns quinze minutos depois chegamos na casa da Anne, meus pais começaram a me abraçar, tivemos que controlar Jayne e Christine que queria voar na Ana. — Eu sei onde eles estão, me sigam. – disse aos policiais. Sai na frente, três carros de polícia atrás, os pais da Anne em outro carro, e mais dois carros que eu não sei exatamente quem foram. Eu sei que na euforia da corrida contra o tempo, mal sabíamos o que poderia estar acontecendo com a Anne, o amor da minha vida estava em perigo. — Rick cuidado. – ouvi Ana gritar. Quando olhei pra frente só vi um carro vindo em minha direção. Logo tudo ficou embaçado e o carro capotou, quando olhei para o lado Ana estava desmaiada e sua cabeça sangrava em menos de cinco minutos David, Gustavo e uns policiais apareceram. — Rick fica acordado. — David pediu. — Salva a minha morena. – pedi e escureceu tudo.Anne narrando. Faziam quase uma hora que Rick e Ana tinham saído, será que eles conseguiriam ajuda mesmo ou era só um plano da Ana? Eu estava amarrada e Adrian estava na minha frente com um saco com gelo na cabeça e segurando uma arma. — Porque você dificultou tudo? – ele perguntou – Não podia ter só se apaixonado por mim e estava tudo ótimo? Precisava me trair, não gostar de mim. Eu te amo Anne, eu sempre te amei e só queria você do meu lado pra cuidar de você. — Cuidar de mim? Quem é você pra falar de cuidados? Olha o que você está fazendo comigo, isso não é amor. É doença. E sentimento assim não dá certo não. Você quando pediu pra namorar comigo sabia que eu amava o Rick, eu sempre fui sincera com você. Eu tentei de verdade gostar de você, mas é o Rick que eu amo e sempre vou amar. — Para, para, para – ele gritava com a mão na cabeça. — Eu amo o Rick! Entende isso Adrian, me larga, me deixa ir embora. – eu chorava desesperada. Ele deu um tiro pro alto na lâmpada, quando tudo ficou escuro ouvimos uma voz lá fora, que mandava-nos sair. — Esse imbecil chamou a polícia. — Graças a Deus. – eu sorri. — Cala a boca. – ouvimos muitos disparos. – O Maicon e o Bruno! – ele gritou desesperado. E num gesto rápido naquele ambiente meio escuro, me segurou pelo pescoço e colocou uma arma na minha cabeça e foi andando comigo em direção a parte de fora da casa. — Adrian solta ela. – todos gritavam inclusive os policiais. — Não vou, se atirarem em mim eu atiro nela. – ele gritava suando enquanto eu chorava. Depois de quase meia hora naquele sufoco, o Adrian dizendo que não ia me soltar e os policiais tentando negociar. Procurei o Rick e a Ana por ali e nenhum sinal dos dois, o que será que tinha acontecido.
— Adrian. – eu consegui falar – Por favor se você me ama mesmo, se existe um pouquinho desse sentimento que seja ai dentro você vai me soltar. Eu não vou guardar mágoa de você e assim ninguém sai machucado. — Jura que não vai ficar com raiva de mim? – uma lágrima brotou em seus olhos. — Juro. — Mas eles vão me internar Anne. — Eu vou te visitar. Você era o meu melhor amigo. Agora solta essa arma por favor. Ele colocou a arma no chão devagar e eu o abracei e ele começou a chorar e pedir desculpas. — Vem. – o peguei pela mão levei-o em direção ao policial que o prendeu. — Eu te amo. – ele gritou sendo levado. Eu corri em direção aos meus pais que choravam e me abraçavam, logo vieram Jayne e Christine. — Cadê o Rick perguntei. — Ele sofreu um acidente. – Christine disse sobre os olhares reprovados dos outros.
Notas finais
Não tenho uma notícia muito boa pra vocês... O conto está chegando no fim. É claro que falta alguns capítulos, mas a próxima já está sendo escrita e assim que eu postar o último capítulo de "Prometa que não vai voltar", postarei o primeiro capítulo de "Desencantado" que será meu próximo conto, assim deixaria aqui nas notas finais o link. Não me abandonem no próximo conto, por favor. Conto com o apoio de vocês.
xoxo ;)
xoxo ;)
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