Prometa Que Não Vai Voltar

50 Capítulo 50 - Sequestro


Notas iniciais
Gostaria de dedicar esse capítulo a linda da Rafaelly que recomendou o meu conto, e eu fiquei completamente apaixonada pelo que ela escreveu.

Ele estava todo vestido de preto, calça, tênis e casaco logo apareceram mais dois caras vestidos da mesma forma.

— Adrian, o que você vai fazer?

— Eu vou levar você daqui e lá eu decido o que fazer com você!

— Me levar pra onde?

— Cala boca! — ele falou — Maicon tampa a boca dela e amarra ela com as mãos pra trás.

— Não — eu gritei tentando correr quando o outro bruto me agarrou pela cintura e simplesmente me tirou do chão. — Me solta seu monstro.

— Cuidado com a moça Bruno! — Adrian debochou.

Eles me amarraram, tamparam a minha boca e me vendaram para eu não ver pra onde íamos. Tentei perguntar pelo Rick mas eles riam toda vez que eu tentava perguntar com a boca tampada, só me restou chorar muito lembrando dele caído no chão morto. Quando chegamos no tal lugar eles pararam o carro e o tal do Bruno me pegou no colo me jogando por cima dos ombros, eu sabia que era ele porque o Adrian e o tal do Maicon não tinham porte físico pra me colocar daquele jeito. Ele me colocou sentada numa cadeira e me amarrou a cadeira pela cintura e tirou a venda dos meus olhos. Adrian estava parado a minha frente.

— Quero ficar a sós com ela. — ele pediu, todos saíram e ele destampou minha boca e eu ainda chorava — Você sabe que agora eu posso fazer o que quiser com você não sabe?

— Eu quero o Rick, seu psicopata ridículo idiota. Eu não acredito que você o matou.

— Eu não matei o Rick sua idiota! — ele puxou meu cabelo pra trás e chegou perto do meu rosto — Mas devia.

Ele então tentou me dar um beijo, mordi com força o seu lábio que se afastou com a mão na boca.

— Tá maluca? — ele gritou.

— Não ouse se aproximar de mim, tenho nojo de você! — berrei.

Ele deu um tapa muito forte em meu rosto que queimou, pegou uma cadeira e sentou na minha frente, pegou uma garrafa d'água e deu uma golada forte.

— Você é um imbecil. — disse olhando-o com desprezo.

— Se eu fosse você não me xingava não. Eu tenho você bem aqui nas minhas mãos, posso fazer o que eu quiser!

— É? — debochei — E o que você vai fazer? Me matar? Continuará sem mim! Matar o Rick? Fará eu te odiar e vai continuar sem mim.

— Você vai ficar aqui comigo pra sempre! Vai ser minha mulher.

— Poupe-me seu nojento.

Fomos interrompidos por uma batida na porta, Adrian parou para ver o que era e eu ouvi a voz da Ana.

— Quero ficar a sós com ela — ela disse entrando e fechando a porta — Anne, Anne, Anne querida — ela se sentou na minha frente — Podia me vingar de você, te dar uma bela de uma surra.

— Vá em frente. Estou amarrada.

— Não, eu vou fazer pior, ajudar o Rick. Vou me fazer de vítima como se não soubesse que o Adrian faria isso com você, vou me fazer de amiga e conquistar ele. Enquanto o Adrian te leva pra outro país para morar com ele, como prisioneira.

— Esse é seu plano? — ela confirmou com a cabeça e eu dei uma gargalhada muito alta — Se manca. E vai falar o que? Que o Adrian me matou? Ele nunca acreditaria nisso.

— Talvez um acidente possa acontecer.

— Acho que não.

— Cala a boca garota! — ela gritou.

— A única forma de você é colocando aquele negócio ali. Porque fora isso eu vou falar. Me solta sua vadia, eu quero o meu namorado agora.

Ela veio até mim e segurou o meu rosto me fazendo engolir uma água, poucos minutos depois minha vista começou a pesar, senti muito sono, apaguei.

Quando acordei estava em um quarto velho, deitada em uma cama de casal bem antiga encostada na parede e um criado mundo com um abajur e um copo d'água em cima um sofá na parede em frente a cama e uma estante.

— Alguém me tira daqui! — gritei batendo na porta.

— Para de escândalo. — ouvi a voz do Adrian do outro lado — Trouxemos companhia.

— Quem?

— Só vai ver amanhã. Tá com fome?

— Um pouco. — confessei.

— Vou levar comida ai.

— Não, tem veneno. — gritei.

— Pra que eu vou querer matar você?

Ele entrou com um prato de comida, eu comi estava faminta, não sabia por quanto tempo eu estive dormindo. Depois de comer deitei-me novamente na cama e comecei a sentir os mesmos sintomas da água e apaguei.

Quando acordei estava amarrada na sala, e quando olhei pra frente Rick estava lá também.

— Rick! — gritei — Rick.

Ele se mexeu confuso na cadeira, olhou em volta e me encarou, mesmo naquela situação ele sorriu pra mim.

— Meu amor, eu estava tão preocupada com você! — ele disse com a voz fraca.

— Ah linda essa cena — Adrian apareceu — Ana não está aqui, então acho que posso fazer umas coisinhas.

— O que você vai fazer? — perguntei assustada.

— Isso. — ele deu um soco no Rick — Gostou?

— Para monstro! — gritei enquanto Rick gemeu de dor.

Bruno me desamarrou me pegou pelo braço e me jogou dentro do quarto, minutos depois ouvi Rick gritar de dor e logo depois ser jogado no quarto junto comigo.

— Amor — eu corri até ele que nem respondia de tanta dor — Calma eu vou cuidar de você.