Prometa Que Não Vai Voltar
49 Capítulo 49 - Morto
Na hora da saída combinei de encontrar com o Rick, ficamos lá atrás juntos e ouvimos um barulho quando nos viramos era Ana nos olhando com a maquiagem toda borrada chorando.
— Eu te avisei Rick! Eu te avisei. — Não Ana por favor. — ele a segurou pelo braço — Por favor não fala nada. — ele começou a chorar soluçando. — O que está acontecendo aqui? — perguntei desesperada. — Você vai morrer Anne, eu odeio você — ela gritava enquanto Rick a segurava — Porque que você existe? Eu ainda mato você, eu juro. — Anne, vai pra casa. Rápido. — Rick gritou. Eu fui de táxi pra casa, nunca que eu iria sozinha andando depois daquilo, Ana parecia transtornada. Me acalmei e cheguei em casa fingindo que não havia ocorrido absolutamente nada. Durante o dia não obtive mais notícias do Rick. Estava me preparando psicologicamente pra ficar sem contato com o mundo durante o fim de semana. Meus pais estavam arrumando a mala. — Onde vocês vão? — Vamos viajar a negócios, vida de empresário é assim. — Vão me largar aqui no fim de semana sem telefone e internet? — Mas você ainda tem televisão. — Pai eu não converso com a televisão, só quando eu respondo o "Boa noite" do Willian Bonner, mas fora isso vou ficar deprimida. — Para de drama Anne. Vamos deixar o telefone residencial ai para que você ligue apenas para nós e nós apenas para você! — E como vocês vão saber. — Querida, nós temos controle sobre isso. Nem tente nos desobedecer. — Tá bom — bufei. Duas horas depois eles saíram, fiquei assistindo filmes na televisão. Morrendo de medo, como eles me deixavam sozinha com o Adrian maluco a solta? Tá eles não sabiam, mas ainda sim. Fiz a minha janta e voltei para os meus filmes quando ouvi um barulho no jardim. Corri até a janela com o coração na boca e o carro preto estava lá novamente. — Ai meu Deus, ai meu Deus. Isso está parecendo um filme de terror! Fiquei sentada no sofá tentando me acalmar, quando meu telefone de casa tocou, era novamente aquele número privado. — Alô? — mudo — Alô? Olha se isso é algum tipo de brincadeira pode parando por favor, eu odeio isso. Alô? Desliguei e fiquei suspirando, tranquei a casa e subi para o meu quarto e me tranquei lá, acordei no outro dia assustada, aquela noite tinha sido muito estranha, eu juro que eu ouvi passos dentro de casa e algumas vozes e não eu não estava ficando maluca, quando fui destrancar a porta a porta já estava aberta. Comecei a chorar compulsivamente, tomei um banho para me acalmar, tranquei tudo e ativei todos os alarmes. Eu estava sentada na sala vendo televisão, quando vi alguém na porta, me virei e era o... Rick. — Que susto maluco, o que você está fazendo aqui? — Anne a gente precisa fugir agora. — O que? Pra onde? — Eles querem nos matar. — Eles quem Rick? — ele me puxava pelo braço. — A Ana e o Adrian estão com muita raiva, eles falaram que se eu voltasse com você eles nos matariam. — Para, eu estou ficando com medo de verdade! — Mas é pra ficar. — O que nós fizemos? — Anne olha pra mim — ele me segurava pelos dois braços virado pra ele — Eles são pessoas psicopatas, e tem inveja de nós desde sempre. Desde três anos atrás. O Adrian é louco por você e a Ana por mim, tentaram de todas as formas nos separar, esses três anos separados foram por causa deles, agora eles estão cheios de raiva porque acharam que tinham vencido. A Ana voltou pro Brasil porque os pais acharam que ela estava bem, e o pai do Adrian põe ele pra trabalhar com ele pra ganhar mais tempo vigiando ele, porque ele não é normal. Agora precisamos fugir. — E pra onde iremos? — falei com os olhos cheios d'água. — Pra qualquer canto, longe daqui. Cadê seu celular? — Meus pais levaram com eles, tô de castigo. — Tadinha — ele me deu um selinho — Agora vamos arrumar suas malas. — Ok Subimos as escadas, peguei uma bolsa e coloquei três mudas de roupa, uma cinco roupas íntimas, escova de dente, desodorante, e todo o dinheiro que eu tinha guardado, o Rick estava com a bolsa dele. — E agora pra onde nós vamos Rick, pensa em algum lugar. — Meus pais tem uma casa de campo que ninguém conhece, nós vamos pra lá de táxi. Porque se nós formos com um carro conhecido eles vão saber. — Mas de táxi vai sair caro. — Eu vou dirigindo o táxi, e outra coisa vamos pega esse carro em um lugar movimentado onde tenham muitos para que eles não saibam identificar. Prende o cabelo! Fiz um coque e quando estávamos abrindo a porta do quarto ouvimos um barulho de algo quebrando lá em baixo. — Eles estão aqui. — Rick tampou minha boca. — E agora? — Eu vou lá em baixo, fica aqui. — Fica comigo. — Anne, eu nunca vou deixar você sozinha. Eu posso não ser perfeito, mas o que eu puder fazer que estiver ao meu alcance pra te proteger eu vou fazer. Eu te amo. — Eu também te amo. Ele me beijou ternamente e desceu, passaram-se dez minutos e ele ainda não havia aparecido, resolvi descer. Desci devagar sem fazer barulho, quando cheguei lá não havia ninguém, mas muitas coisas haviam sido quebradas. Fui andando até a cozinha e Rick estava lá caído com sangue em sua boca, parecia morto.
— Ai meu Deus! — falei chorando e tampei a boca. Senti algo em minhas costas. — É melhor não gritar, ou vai acontecer a mesma coisa com você. — ouvi a voz de Adrian. — Vira bem devagar — quando virei ele estava com uma arma apontada pra mim.
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