Notas iniciais
Queridas leitoras sintam-se realizadas com esse capítulo hahaha!

Me engasguei com o ar, para desespero de Jayne e Christine enquanto Rick olhava preocupado e Ana prendia o riso.

— Pega água pra ela! — Christine gritou para alguém.

Mesmo naquele desespero vi que Rick ia correr quando Ana segurou-o pelo braço, David rapidamente chegou com um copo d'água e eu me refiz, logo no fim da aula a professora me entregou um bilhete pedindo para que eu levasse para a coordenação.

— O que é isso?

— É um bilhete para a diretora dizendo que você passou mal na minha aula.

— Mas foi só um engasgo.

— Anne — ela colocou a mão sob meu ombro — se eu fiquei pasma, imagina você. Vai pra casa, você não precisa passar o dia aqui com essa situação desagradável. Amanhã você já vai ter se preparado psicologicamente para enfrentar isso. — ela sorriu solidária.

— Obrigada. — me permiti dar um abraço nela.

Peguei meu material e fui em direção a diretoria, vi Rick e Ana me observarem de longe enquanto eu ia embora. Quando eu cheguei em casa por minha sorte meus pais estavam no trabalho, corri para a parte de cima só troquei de roupa e fiquei pensando no que tinha ocorrido, acabei adormecendo e acordei apenas no outro dia.

Na escola foi extremamente desagradável, porque toda vez que passávamos perto da Ana ela fazia questão de falar alguma frase que destacava: Meu namorado Rick.

Pior ainda era ver o olhar perdido do Rick perto dos amigos da Ana. Ele ficava olhando para o nada e de vez em quando dava uma risadinha.

— Bom, quero que vocês trabalhem juntos em dupla num livro que eu vou escolher para cada dupla.

— E como vão ser escolhidas as duplas. — uma menina perguntou.

— Eu que vou escolher. — a professora respondeu.

Ela sorteou algumas duplas, e nome de Ana já havia sido citado, mas o meu e o do Rick não.

— Anne Bergantine e Rick Bittencourt.

— Ah não. — Ana berrou.

— O que você disse Ana? — a professora fitou-a séria.

— Não professora, eu quero ficar com o meu namorado.

— Ana, você quer da porta pra fora e na sua casa, ai quem manda sou eu.

— Vou reclamar na direção.

— Sinta-se a vontade, vocês juntos vão se atrapalhar.

— E a Anne vai atrapalhar ele também.

— Isso por acaso é medo? — perguntei perdendo uma boa chance de ficar quieta.

— Medo? De que? — ela debochou.

— Não sei, pareceu tão desesperada. Achei que soubesse que um amor de mais de três anos não acaba em uma semana.

O sinal do intervalo tocou a impedindo de resposta que sorri vitoriosa, Rick passou pela mesa da professora e pegou o nome do livro.

— Onde vamos fazer o trabalho?

— Hoje aqui na biblioteca da escola, na parte da tarde após o almoço.

— Mas hoje eu marquei com a An...

— Ou você aparece ou eu faço o trabalho sozinho e falo pra professora. — fitei-o séria.

— Ok. — ele me olhou assustado.

David e Gustavo com aquelas brincadeira brutas bagunçaram todo o meu cabelo que fui no banheiro ajeitar. E pra minha infelicidade Ana estava lá e o banheiro todo vazio.

— Não pense que ganhou essa guerra por ter me dado um fora na frente de todo mundo.

— Eu nem sabia que isso era uma guerra. — respondi sem deixar de me encarar no espelho.

— Acorda garota — ela me virou pelo braço me deixando presa contra a pia — O Rick agora é meu, só meu e ele vai me amar.

— Faça bom proveito. — debochei indo em direção a porta do banheiro.

— Agora você já pode saber o que houve.

— Como assim — me virei para encará-la.

— Miami, eu, Rick e o nosso filho. — respirei fundo e cerrei os punhos.

— Então fala.

— Houve uma festa onde eu estava dançando e o Rick também e ele veio dançar na minha direção, e ficava me agarrando pela cintura, puxando meu cabelo e mordendo minha orelha — meus olhos começavam a encher d'água mas eu disfarcei — ai eu não aguentei tanta investida dele e acabei ficando com ele, ele me disse que era solteiro. Ai as coisas foram esquentando e ele pediu para me levar para o quarto do dono da festa. Nós fomos e ele começou a me pegar de um jeito que meu Deus só de lembrar dá calor — ela se abanava — E então acabou rolando, e foi tipo muito bom mesmo. Ai no outro dia ele me levou em casa e umas semanas depois eu descobri que estava grávida. Ai eu fui pra casa dele com os meus pais e conversamos lá com eles e resolvemos nos mudar para Miami, para ficar longe de você! Foi quando ele me falou de você, em Miami foi lindo, só que eu acabei perdendo o nosso bebê. Ficamos juntos até ele voltar pra cá que foi quando eu decidi que não queria mais, ai vocês voltaram e tudo mais. Só que eu percebi que ainda gosto dele e conversei com ele, ele disse que até tentou gostar de você, coitado. Mas não conseguiu. Também olha pra você, uma idiotinha que não conseguiu nem segurar o próprio homem.

— Você que é uma vadia que deu em cima dele. — falei com as lágrimas escorrendo pelos meus olhos.

— Ai tadinha, ela tá chorando. — debochou. — Ridícula — ela me empurrou.

— Não encosta em mim! — gritei pra ela.

— É porque? O que você vai fazer? — ela me empurrou de novo.

— Eu estou avisando. — minha respiração já estava fora do normal, eu ficava cada vez mais estressada.

— Eu duvido. — ela deu um tapa na minha cara.

Segurei meu rosto pro lado por alguns instantes, e em questão de segundos vi passar por mim anos de sofrimento que tinham sido causados por causa dela.

— Agora já foi demais.

Eu simplesmente voei em cima dela, caímos no chão e eu fiquei sentada sob a barriga dela, dei tanto soco nela, quando ela consegui me puxar para o chão pelo cabelo, e meu deu alguns tapas. Consegui me virar e sair debaixo dela, enquanto isso muitas garotas se amontoavam no banheiro que era grande, levantei e fui puxando ela pelo cabelo até a parede do banheiro. Ela levantou e começou a me enforcar, dei uma joelhada na sua barriga que se curvou, não me perguntem de onde tirei forças mas nessa hora eu estava levantando-a alto pelo pescoço pressionada na parede, quando ouvimos uma voz.

— Anne e Ana na minha sala na direção agora!

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Notas finais
Gente já estou escrevendo o próximo conto, se quiserem saber de algo sobre ele é só falar comigo. Espero que tenham gostado desse capítulo. xoxo