Prometa Que Não Vai Voltar
47 Capítulo 47 - Broncas
Quando chegamos a diretoria a minha vontade foi de esconder a cara, eu nunca em ano nenhum eu tinha ido a coordenação.
— Eu estou muito decepcionada com vocês, principalmente com você Anne eu nunca tinha visto você metida em confusão e você estuda aqui desde pequenininha. — Não é possível que todo mundo puxe saco dessa garota. — Ana reclamou olhando para o nada. — Ana, ninguém aqui está puxando o saco dela estou apenas dizendo que me sinto decepcionada ao vê-la aqui para tomar uma repreensão por tal motivo, já a senhora é bem vista aqui por esses motivos. Quando cheguei ao banheiro vocês estavam parecendo duas pessoas sem nenhuma educação. Quero saber o que houve! — Olha senhora diretora — comecei — houve que eu fui no banheiro ajeitar o cabelo e ela estava lá. Quando ela começou a me provocar, me empurrou duas vezes e eu fiquei quieta na minha. Quando ela me deu um tapa na cara, ai eu admito eu voei em cima dela. — Um tapa na sua cara? — a diretora perguntou horrorizada. — É verdade isso Ana? — Sim é verdade, eu odeio essa garota. — Independente de quem odeia quem, espero que saibam que os responsáveis de vocês irão ficar sabendo, vocês duas graças a Deus vem de família direita e tenho certeza que receberam educação. Então preciso conversar com eles para saber o que houve com duas moças educadas para acontecer esse tipo de comportamento! Eu espero não ter que chamá-las aqui novamente ou terei que tomar uma medida mais drástica! Espero que estejam avisadas. — Sim senhora. — respondi — Podem ir pra sala. — eu me levantei — E você senhora Ana, não vou tolerar mais comportamentos desse tipo seus aqui dentro da escola, mais um e você já sabe. Fui até a sala o mais rápido que pude, a professora tinha saído para fazer não sei o que, assim que eu entrei a sala inteira me aplaudiu eu não sabia se ria ou se ficava assustada. — Prima arrasou eu vi a briga. — Todo mundo viu pelo visto! — respondi. — Claro né Anne, uma menina que chegou na hora do tapa na cara que ela te deu filmou tudo e já colocou no youtube. — Jayne gargalhou batendo palmas. — Ai que vergonha. — Vergonha nada, foi o máximo. Estou com a alma lavada. — Que isso, Anne lutadora. — David riu me abraçando. — Para gente. Só de pensar que hoje eu ainda terei de fazer trabalho com o Rick a tarde toda. — Mas você vai voltar pra casa? — Vou pra almoçar. Logo a professora voltou e continuamos assistindo as aulas. Quando Ana voltou a sala ela me encarou séria e a turma inteira prendeu o riso, ai sim eu reparei que ela estava com a boca cortada e um olho roxo e eu não tinha nenhuma marca dela felizmente, ela ia dizer algo mas a professora ordenou que ela se sentasse. No final voltei almocei e quando acabei de almoçar meus pais estavam atrás de mim de braços cruzados me encarando, o susto foi tão grande que a comida quase voltou. — Que susto gente! — Susto foi o que nós tomamos quando a diretora ligou para reclamar do seu comportamento. — minha mãe estava com seu tom bravo. — Isso nunca tinha ocorrido antes, você brigando na escola que tipo de educação nós te demos para que isso pudesse ter acontecido? — Mas olh... — Não terminamos Anne — meu pai trincou os dentes, ferrou — Eu quero saber o que houve e não importa o que aconteceu você continua bem ferrada com a gente, está de castigo esse fim de semana. — eu o olhei assustada. — Pode falar agora! Contei tudo que tinha ocorrido, livrou bastante a minha culpa mas eu ainda estava de castigo no fim de semana. — Isso tudo por causa do Rick. — Não foi por ele, foi pelo abuso dela mãe! Se ela tivesse falado mil coisas e não tivesse encostado um dedo em mim eu nem ia ligar, mas pro azar dela ela me deu dois empurrões e bateu na minha cara, aí... Eu me estressei. — Vai ficar em casa esse fim de semana, sem telefone e sem internet. — Sem vida também né. — Isso foi uma resposta Márcia? Essa menina está respondendo a gente? Porque se tiver eu juro que ela fica um mês de castigo. — Não paizinho lindo, não foi uma resposta. Desculpa. — Acho bom, quer uma carona até a sua escola? Afinal você tem trabalho a tarde lá né? — Pois é. Entramos no carro e eu ainda fui ouvindo muitos sermões. Será que ninguém entendeu que a culpa simplesmente não era minha? Quando chegamos lá eu fui direto a biblioteca. — Eu não sabia que eu valia uma briga. — Rick me olhou debochado. — E não vale, na verdade você não vale é nada. A briga só ocorreu porque a sua namorada encostou em mim três vezes, e ao contrário dela não tenho sangue de barata. — Então eu não valho nada? — Nunca valeu. — É e porque? — Primeiro que uma pessoa com essa bipolaridade sua, que uma hora me ama eternamente e na outra já está namorando outra garota já te faz perder o valor. E agora que eu descobri toda a verdade Rick, você vale menos ainda. — É? Que verdade. — A Ana me contou tudo! — ele sacudiu a cabeça confuso, parecia que ia explodir.
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