Fui para o meu quarto, deitei e acabei

adormecendo, sonhei que o Rick aparecia e ficava perguntando por que eu tinha trocado ele, e ele ainda me amava. Acordei com o coração acelerado.

- Maldito! – gritei sozinha.

Olhei para o relógio eram três da manhã, voltei a me deitar, adormeci novamente, não sonhei desta vez. Quando acordei fui logo tomar uma ducha fria. Arrumei-me e encontrei meus pais almoçando.

- Não vai almoçar filha? – perguntou minha mãe.

- Não mãe, eu vou almoçar na casa do Adrian.

- Olha o que eu te falei hein filha. – gritou meu pai.

- Pode deixar. – sorri pra ele.

Fui andando até a casa dele, eram apenas duas quadras depois da minha, chegando lá toquei a campainha. Fui recebida por ele.

- Oi meu amor, entra. Estávamos te esperando para almoçar.

- Oh, claro. – disse eu com um sincero sorriso no rosto.

Almoçamos, e pra minha surpresa logo depois do almoço Jayne e David chegaram.

- Chamei-os para assistirmos um filme. Que tal?

- Que bom.

- Que péssimo! Temos que aturar essa coisa aqui. – disse Jayne se referindo ao David.

- Porque você me trata assim? – ele perguntou.

- Drama em forma de pessoa. Para! – ela disse.

- Você ainda vai me pedir para ficar com você.

- Ata, faça-me rir!

- Gente. Por favor. Vamos ver o filme.

Ficamos sentados assistindo o filme, nos divertimos muito, o meu namoro com Adrian estava me fazendo bem, Jayne e David tinham ido embora, eu já estava

indo embora quando a minha mãe me ligou.

Mãe: Querida, ao sair do Adrian. Vá até lá em casa pegue a chave em cima do balcão e pegue um ônibus. Estamos na casa da sua tia.

Eu: Ok, mamãe pode deixar.

Mãe: Beijo, tchau.

Eu: Beijo.

- Ligação Finalizada —

- Amor, eu vou para casa, pegar a chave e depois ir de ônibus até a minha tia.

- Nada disso, eu levo você de carro.

- Não precisa.

- Precisa sim, vamos

Resolvi não discutir, entrei no carro dele, ele estacionou em frente a minha casa, desci e notei uma movimentação na casa do lado. A casa onde o Rick morava, havia homens entrando e saindo da casa, cheio de caixas. Entrei na minha casa, peguei a chave e fui falar com um homem parado na porta com uma

prancheta na mão.

- Oi, eu sou vizinha aqui. E gostaria de saber que movimentação é essa.

- Oh, claro. Uma família vai se mudar pra cá. Então estamos trazendo as coisas. Amanhã um pessoal vai vir aqui desencaixotar e arrumar tudo. E a família se

muda pra cá depois de amanhã.

- Você não sabe qual é a família que vai se mudar pra cá não?

- Não senhorita, não temos contato com a família.

- Ok, obrigada.

Sai andando, e entrei no carro novamente. Adrian me levou até a casa da minha tia, ele me deu beijo e eu saí do carro. Entrei na casa da minha tia, cumprimentei meus tios, minha prima e meus pais. Sentei-me ao lado deles.

- Então Anne, e aquele menino, o... Rick?

- Não tia, eu e o Rick não namoramos mais. – como me doía dizer aquela frase. – Faz três anos.

- Eu sei, achei que você sabia algo sobre ele. Mas vocês faziam um casal tão bonito.

- É, obrigada. Eu acho.

Era incrível que mesmo depois de três anos longe de mim, aquele infeliz conseguia atrapalhar a minha vida. Minha prima Christine notou meu desconforto.

- Anne, que tal irmos lá ao quarto? Comprei um livro novo que você vai adorar.

- Ah claro. – notei a armação. – Vamos.

Pedi licença e me retirei para o quarto de Christine que era uma das minhas melhores amigas.

- Desculpa prima, minha mãe é sem noção às vezes.

- Não tudo bem.

- Mas e ai como você tá?

- Estou bem, na medida do possível. Estou namorado o Adrian.

- O Adrian? Nossa que legal, mas você gosta dele?

- Eu? Claro. – disse eu não enganando ninguém.

- Prima...

- Que foi Christine?

- Eu sei muito bem que até outro dia você ainda amava o Rick e o Adrian era apenas seu amigo.

- Não fale desse idiota, por favor.

- Anne eu...

- Será que a minha família não entende que tudo entre nós acabou. Vocês precisam se conformar.

- Que tal você se conformar primeiro?