Quando os filmes acabaram, David e Gustavo foram entregar os DVDs, Jayne e Christine foram arrumar a bagunça da casa e eu fui lavar os copos e as vasilhas enquanto o Rick guardava. Eu estava lavando o copo quando ele beijou meu pescoço na parte de trás.

— Ei! – Para com isso disse toda arrepiada.

— Que foi, ficou nervosinha? – ele debochou.

— Será? – virei-o e coloquei encostado na pia – É uma pena não estarmos mais juntos – cheguei perto da sua boca – Não podemos nos beijar.

— Mas... – ele não conseguiu falar e cheguei mais perto ainda e ele estava cerrando os olhos.

— Acho melhor não voltarmos com isso. – me afastei com um sorriso no rosto. – Preciso voltar a lavar louça.

— Ah não. – ele me puxou pela cintura e veio me beijar eu coloquei o dedo sob seus lábios.

— Nada disso Rick. Continue a sua tarefa, guardando as coisas.

— Mas você está provocando.

— Aprendi com você. – pisquei e sorri.

Ele olhou pra baixo e bufou, mas sorriu discretamente porque sabia que eu não cederia como antes, ouvimos a campainha e eu corri para atender. Era o pai do Adrian.

— Boa noite, entra. – ele entrou.

— Boa noite Anne, gostaria de ter uma conversa séria com você.

— Claro. Licença. – Jayne e Christine saíram.

— Anne, eu gostaria de te pedir desculpas em nome do meu filho. – ele colocou as mãos no rosto – Você sabe como a criação do Adrian foi difícil, ele e eu fomos abandonados pela mãe dele quando ele tinha 5 anos. E ao mesmo tempo em que eu não podia deixar de trabalhar, eu tinha que cuidar dele.

— Eu entendo, e me desculpa mas ele é meio perturbado.

— Eu sei, mas eu achava que se a gente ignorasse não iria evoluir. E eu estou aqui Anne, porque ele não está preso em cadeia, ele está numa clínica psiquiátrica e ele está melhor, não cem por cento, talvez deva ficar lá mais uns dois anos. Mas eu queria que você fosse vê-lo, você e o Rick. Ele que pediu.

— Até o Rick?

— Sim, ele quer pedir desculpas. E os meus votos sinceros são que vocês fiquem juntos. De verdade, vocês sempre se gostaram desde pequenininhos, e esse amor nunca morreu independente do tempo que passaram afastados. Eu acho isso lindo. Mas a questão é eu não posso voltar atrás e corrigir os erros do meu filho. Me perdoa Anne. – uma lágrima brotou de seus olhos.

— Não há do que se desculpar. – eu o abracei – quando eu e Rick poderemos visita-lo?

— Amanhã, a visita é amanhã. Vocês podem almoçar com ele. Tem o refeitório, um gramado enorme pra eles fazerem atividades ao ar livre e tudo mais.

— Ah então por mim tudo bem, quando for umas onze da manhã estaremos chegando lá.

— Muito obrigado, nem sei como te agradecer.

— Que isso. – eu sorri.

Ele levantou-se e foi embora. Respirei fundo e fui até a cozinha, eles tinham terminado de arrumar a cozinha.

— Rick, amanhã vamos visitar o Adrian onze horas, almoçar lá com ele.

— Tá. – ele sorriu.

Todos foram para sua casa e eu fui dormir logo após a chegada dos meus pais. No outro dia me arrumei e eu e o Rick pegamos um táxi e fomos. Chegando lá, encontramos o Adrian sentado na sombra de uma árvore lendo um livro, milagre, nada de games.

— Bom dia Adrian – Rick foi o primeiro a cumprimentar.

— Rick? – ele abriu um sorriso – Tudo bem?

— Tudo cara e você?

— Estou melhorando. – ele olhou por cima dos ombros do Rick – Oi Anne.

— Oi Adrian. – eu o abracei.

— Então, vieram almoçar comigo?

— Sim. – Rick respondeu sentando-se na grama e foi acompanhado por mim e por Adrian.

— Eu queria pedir mil desculpas pra vocês. Eu estou fazendo um grande avanço nos quatro primeiros dias com a consulta com o psicólogo que está me acompanhando eu consegui descobrir quando começou meu problema.

— Nossa Adrian, isso é muito bom. Parabéns.

— Pois é, eu espero que quando eu sair daqui eu consiga continuar minha faculdade e trabalhar com meu pai e quem sabe arranjar alguém e casar.

— Isso aí cara, é assim que se fala. – Rick bateu nas costas dele.

— Pode ficar tranquilo Rick, dessa vez eu vou arrumar uma pra mim. – rimos com ele – dessa vez não vou mais perturbar vocês.

— Não estamos mais juntos. – falei.

— Porque? – ele me encarou sério. – Mas vocês... Por minha causa né? Desculpa gente, pelo amor de Deus.

— Não, foi uma decisão dele. – eu olhei séria pro Rick.

A enfermeira nos chamou para o almoço, em si foi um dia muito agradável, logo voltamos para casa. E eu fui para casa do Rick, meus pais estavam lá. Fomos para o quarto dele.

— Vou dormir. – eu disse deitando na cama.

— Só se for comigo! – ele veio sorrindo.

— Sai! – gritei sentando na cama dele.

— Para de ser chata.

— Eu sou chata? Você termina comigo pela milionésima vez e depois que ficar comigo? Me poupe. Próximo passo é arranjar um novo namorado.

— Já parou? – ele gritou e eu gargalhei.

— Ai que ciumentinho.

— Ei, essa fala é minha. – ele veio e começou a me fazer cócegas.

Notas finais
Gente, postarei o último capítulo no DOMINGO! E começarei o próximo no domingo também. Gente, espero muito que gostem do próximo. Não me abandonem :D