Prometa Que Não Vai Voltar

55 Capítulo 55 - Recaída 2


Notas iniciais
A imagem é um giiiif *------*
Espero que gostem.

Mais um mês se passou, faltavam exatamente uma semana para as férias do meio do ano, eu e o Rick nunca mais havíamos nos beijado, encostado ou até mesmo falado. Por dentro eu enlouquecia aos poucos, mas ao mesmo tempo me confortava saber que ele estava por perto.

- Anne? – reconheci sua voz e o seu toque no meu ombro.

- Oi Rick.

- Vim dizer que a mãe da Ana me ligou, ela está melhorando deve acordar do coma em breve. Ai se você ainda quiser pode ir falar com ela.

- Não sei se quero, só quero esquecer essa história.

- Esquecer de mim também?

- Sim.

- Eu te amo. – ele murmurou de cabeça baixa.

- Eu também te amo Rick, só que de verdade.

E sai em direção a Jayne e Christine, que me esperavam no portão da escola para ir embora.

- Desistiu mesmo dele prima?

- Não porque eu quero, mas porque é preciso!

- Mas ele... – Jayne começou e eu a interrompi.

- Mas ele não vai me contar a história, e um casal não pode haver mentiras, nem segredos.

- Tá certa amiga. – Jayne me abraçou – Mas se a Ana acordar você vai querer saber?

- Talvez sim. – confessei.

- Seria capaz de perdoa-lo depois de saber a verdade? – Christine perguntou.

- Dependendo da história sim, eu o amo demais. Só que não rola pra mim ficar correndo atrás dele e ele fica comigo e depois... enfim. Cadê os meninos?

- Foram jogar bola. – elas riram.

- Mas eu preciso confessar uma coisa.

- Ih caramba. – Jayne riu.

- Que saudade que eu sinto dele me abraçando, me beijando sabe?

- Nossa se eu ficasse longe do David por um mês eu teria um troço.

- Engraçado ouvir isso dela né Anne? – Christine debochou – Porque no começo do ano nem queria ouvir o garoto.

- Isso é passado! – ela riu.

- Ainda bem que o Rick parou de ficar com esse negócio de recaída, porque acho que teria uma recaída fácil, fácil. O amor é isso.

- Ainda acho que você devia conversar com ele, porque caso a Ana acorde ela vai falar a verdade e vocês podem reatar.

- Pode ser. – respirei fundo – vou falar logo com ele. A noite.

- Mas o que foi que aconteceu com ela, que já está um mês em coma?

- Confesso que não sei direito, mas no momento ela está com coma induzido!

- Atá.

Cada uma foi pra sua casa, eu fui para minha, tomei um banho, almocei, fiz as tarefas de casa, liguei para o trabalho do meu pai e falei com eles. Assisti um pouco de televisão e quando chegou a noite eu fui lá na casa do Rick. Toquei a campainha duas vezes antes que alguém atendesse.

- Oi Anne, entra. – Era o Rick de toalha todo molhado.

- Ah obrigada. – eu disse morrendo de vergonha sem querer encará-lo.

- Então senta aí – ele apontou e eu sentei, ele sentou-se ao meu lado. – Meus pais não estão em casa. Pode falar.

- É então... Quando a Ana acordar eu vou conversar com ela e sei lá, pela história a gente pode voltar... Se você quiser é claro.

- Seu eu quiser, deixa eu pensar. – ele passou a mão sobre os meus ombros.

- Não começa.

- O que você acha? – ele beijou meu pescoço, mordeu minha orelha, mexeu no meu cabelo.

- Rick nã...

Antes que eu terminasse de falar ele me beijou, as coisas começaram a esquentar na sala dele, ele a pegou-a no colo e a levou para o quarto dele, e aquela saudade que eles estavam tanto um do outro, passou naquela noite.

Depois de tudo, ficamos abraçados nos olhando.

- Eu não devia ter feito isso! – olhei pro outro lado.

- Porque não?

- Porque nem namorando nós estamos... Rick essa é a sua última chance ou me conta o que aconteceu agora ou nunca mais olha na minha cara.

- Mas a Ana...

- Eu vou ouvir a versão da Ana também.

- Eu mal sei de toda a verdade Anne, eu tomei nojo da cara dela, depois que vocês conversarem ela vai te contar do porque que ela arquitetou tudo, e como arquitetou.

- Quero ouvir da sua boca.

- Sinto muito Anne. – ele me encarou.

- Pois agora Rick, acabou de vez. Eu não te quero mais, se você tiver que ir pra Miami vai, não estou nem ai pra você!

- Tem certeza? – ele me segurou pelo braço enquanto eu me vestia.

- Tenho, eu te odeio.

- Mentira.

- Me promete uma coisa agora?

- O que você quiser.

- Que você nunca mais vai me procurar.

- Eu... prometo. – ele respirou fundo.

Engoli o choro e fui em direção a minha casa.

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