Quando acordei, Rick estava em pé na porta e fazia um sinal de silêncio com os dedos na boca.

— O que foi? – sussurrei.

— Parece que algo saiu errado. Estão discutindo a um tempão. Vem ouvir. – colei o ouvido na porta junto com ele.

“- Eu te falei que ele ia contar para alguém. Agora a polícia tá faltando pouquinho para descobrirem da gente.

— Adrian eu preciso confessar uma coisa.

— A essa hora Ana fala.

— Eu não amo o Rick.

— Como assim Ana? – eu e Rick nos olhamos assustados – Eu amo o meu melhor amigo, descobri recentemente. Só prossegui nessa história por orgulho e por raiva da Anne.

— Espero que não dê pra trás no plano.

— Claro que não.”

Ouvimos passos vindo em direção ao quarto, corremos para a cama e ficamos conversando como se nada estivesse acontecendo.

— Você é um imbecil. — Adrian entrou gritando e agarrou Rick pela blusa.

— Me solta. – Rick gritou.

— Vou fazer nada com você não, vou fazer pior. E melhor pra mim. – Ele sorriu – Bruno, Maicon! – eles entraram – Segurem o Rick! – eles atenderam o pedido.

Adrian veio na minha direção e começou a tentar me beijar e eu desviando e o Rick preso sem poder fazer nada.

— Me solta. – eu gritava repetidas vezes.

— Isso eu não vou admitir.

Ana pulou em cima do Adrian e bateu com um copo em sua cabeça que desmaiou na hora, os brutamontes saíram em direção a Ana e eu entrei na frente. E eles me seguraram.

— Corre Rick, Corre Ana vai buscar ajuda. – Eu gritava.

— Não posso deixar você – Rick gritava enquanto Ana o puxava pelo braço.

— Por favor, vai. – comecei a chorar.

Eles entraram em no carro e se foram, enquanto isso os brutamontes me prenderam na cadeira e foram tentar acordar o Adrian.

Rick narrando

Eu dirigia freneticamente em direção a casa da Anne, já estava reconhecendo onde estávamos.

— Rick me desculpa. – Ana chorava.

— Porque está fazendo isso? – perguntei — Porque você está ajudando a gente agora?

— Eu estraguei a sua vida, me perdoa. Eu só quero ajudar agora.

— Só vou te perdoar se você me fizer um favor.

— O que você quiser.

— Quando tudo estiver bem, você me promete que vai contar toda a verdade pra Anne.

— Porque você não conta?

— Me promete Ana. Logo!

— Prometo Rick, eu prometo.

Uns quinze minutos depois chegamos na casa da Anne, meus pais começaram a me abraçar, tivemos que controlar Jayne e Christine que queria voar na Ana.

— Eu sei onde eles estão, me sigam. – disse aos policiais.

Sai na frente, três carros de polícia atrás, os pais da Anne em outro carro, e mais dois carros que eu não sei exatamente quem foram. Eu sei que na euforia da corrida contra o tempo, mal sabíamos o que poderia estar acontecendo com a Anne, o amor da minha vida estava em perigo.

— Rick cuidado. – ouvi Ana gritar.

Quando olhei pra frente só vi um carro vindo em minha direção. Logo tudo ficou embaçado e o carro capotou, quando olhei para o lado Ana estava desmaiada e sua cabeça sangrava em menos de cinco minutos David, Gustavo e uns policiais apareceram.

— Rick fica acordado. — David pediu.

— Salva a minha morena. – pedi e escureceu tudo.

Anne narrando.

Faziam quase uma hora que Rick e Ana tinham saído, será que eles conseguiriam ajuda mesmo ou era só um plano da Ana? Eu estava amarrada e Adrian estava na minha frente com um saco com gelo na cabeça e segurando uma arma.

— Porque você dificultou tudo? – ele perguntou – Não podia ter só se apaixonado por mim e estava tudo ótimo? Precisava me trair, não gostar de mim. Eu te amo Anne, eu sempre te amei e só queria você do meu lado pra cuidar de você.

— Cuidar de mim? Quem é você pra falar de cuidados? Olha o que você está fazendo comigo, isso não é amor. É doença. E sentimento assim não dá certo não. Você quando pediu pra namorar comigo sabia que eu amava o Rick, eu sempre fui sincera com você. Eu tentei de verdade gostar de você, mas é o Rick que eu amo e sempre vou amar.

— Para, para, para – ele gritava com a mão na cabeça.

— Eu amo o Rick! Entende isso Adrian, me larga, me deixa ir embora. – eu chorava desesperada.

Ele deu um tiro pro alto na lâmpada, quando tudo ficou escuro ouvimos uma voz lá fora, que mandava-nos sair.

— Esse imbecil chamou a polícia.

— Graças a Deus. – eu sorri.

— Cala a boca. – ouvimos muitos disparos. – O Maicon e o Bruno! – ele gritou desesperado.

E num gesto rápido naquele ambiente meio escuro, me segurou pelo pescoço e colocou uma arma na minha cabeça e foi andando comigo em direção a parte de fora da casa.

— Adrian solta ela. – todos gritavam inclusive os policiais.

— Não vou, se atirarem em mim eu atiro nela. – ele gritava suando enquanto eu chorava.

Depois de quase meia hora naquele sufoco, o Adrian dizendo que não ia me soltar e os policiais tentando negociar. Procurei o Rick e a Ana por ali e nenhum sinal dos dois, o que será que tinha acontecido.

— Adrian. – eu consegui falar – Por favor se você me ama mesmo, se existe um pouquinho desse sentimento que seja ai dentro você vai me soltar. Eu não vou guardar mágoa de você e assim ninguém sai machucado.

— Jura que não vai ficar com raiva de mim? – uma lágrima brotou em seus olhos.

— Juro.

— Mas eles vão me internar Anne.

— Eu vou te visitar. Você era o meu melhor amigo. Agora solta essa arma por favor.

Ele colocou a arma no chão devagar e eu o abracei e ele começou a chorar e pedir desculpas.

— Vem. – o peguei pela mão levei-o em direção ao policial que o prendeu.

— Eu te amo. – ele gritou sendo levado.

Eu corri em direção aos meus pais que choravam e me abraçavam, logo vieram Jayne e Christine.

— Cadê o Rick perguntei.

— Ele sofreu um acidente. – Christine disse sobre os olhares reprovados dos outros.

Notas finais
Não tenho uma notícia muito boa pra vocês... O conto está chegando no fim. É claro que falta alguns capítulos, mas a próxima já está sendo escrita e assim que eu postar o último capítulo de "Prometa que não vai voltar", postarei o primeiro capítulo de "Desencantado" que será meu próximo conto, assim deixaria aqui nas notas finais o link. Não me abandonem no próximo conto, por favor. Conto com o apoio de vocês.
xoxo ;)