Prometa Que Não Vai Voltar
39 Capítulo 39 - Imprevisto
Levantamos e fomos colocar os biquínis, não tinha café da manhã na mesa pois minha mãe e Rosalie tinham levado tudo para a praia. Assim que chegamos lá ela não estava com uma cara muito boa.
— O que foi mãe? – perguntei. — David, Jayne, Christine, Gustavo e Adrian terão que ir embora hoje! — Por quê? – perguntei assustada. — Viagem de negócios. Eu, você, Rick, Rosalie, seu pai e Olavo iremos viajar para Miami. — Logo pra Miami? – gargalhei. — É, vamos direto pro aeroporto depois do almoço. Recolhemos as coisas e voltamos para casa, quem tinha que ir embora foi, mas antes de ir Adrian me disse uma coisa que me deixou muito assustada. — Quando você voltar, na segunda eu vou te buscar no colégio e a gente vai conversar sobre a sua primeira vez. – ele sorriu me deu um selinho e entrou no carro. Virei e entrei no carro do meu pai, assim que chegamos no avião meu lugar era ao lado do Rick. — Quero sentar na janela. – pedi. — Mas o MEU lugar é esse. — Por favor Rick, o que custa? — Um beijo. — Tá deixa pra lá. – bufei. — Estou brincando, senta chatiAnne. — Eba – sentei-me sorrindo – Em quanto tempo a gente chega lá? — Em oito horas e quarenta e cinco minutos. — Isso tudo do seu lado? – provoquei – Acho que vou ter um troço. — Vai nada, você ama. Ah a Christine disse que você tinha um sonho pra me contar. — Não acredito que ela fez isso. – sem dúvidas quando eu voltasse eu mataria Christine. — Me conta vai. — Não, claro que não. Em hipótese alguma eu conto pra você! — Porque? Está com vergonha? — Sim, quer dizer não. Só acho que não te diz respeito em nada. — Se foi comigo, me diz respeito sim. — Mas eu...Tá eu estou com vergonha. – confessei. — É porque? – ele me olhou sério. — Porque, foi um sonho tenso. — O que? – ele fez cara de espantado – você teve um sonho erótico comigo? Não acredito. – ele começou a gargalhar. — Ri baixo, você não está na sua casa não. E sim tive, não sou eu que mando nos meus sonhos. — Como foi? — Eu não vou te contar. — Vai sim. — Não. — Então me dá um beijo? — Não Rick, para que agonia. – dei um tapa em seu braço. — Fala, fala, fala por favor Anne. — Tá, mas promete que não vai rir? — Prometo. — Eu sonhei que você entrava lá no quarto e tipo trancava a porta, e pediu pra eu voltar com você. Eu falava que não, ai você começou a me agarrar e tal, ai eu tirei a sua blusa. — Você tirou a minha blusa? – ele perguntou olhando pro nada como se tivesse visualizando. — É, ai você tirou a minha camisola, e perguntou se eu realmente queria que se não era melhor a gente parar por ali, eu respondi que sim e você foi buscar um preservativo e voltou, continuamos ficando tensamente, ai você tirou a parte de baixo – respirei fundo lembrando do sonho – e quando você foi tirar a última peça... O meu despertador tocou. — Caramba! – ele começou a rir descontroladamente – tadinha de você morena, não foi dessa vez que você matou a sua curiosidade. — Deixa de ser ridículo! – minha bochecha começou a queimar e eu bati em seu braço – eu não tenho curiosidade, idiota, ai eu odeio você! — Odeia nada – ele suspirou parecia cansado de tanto rir, passou o braço sobre os meus ombros e beijou o topo da minha cabeça – Relaxa, eu já sonhei bastante assim com você também. — Credo Rick, chega desse assunto. Deitei a cabeça no seu ombro e cochilei, quando acordei faltavam umas três horas, ficamos conversando e rindo muito. Pensei nas atitudes do Adrian, e conclui que eu já tinha feito o que eu pude para me apaixonar pelo Adrian, mas ele não colaborou e não tinha mais como forçar algo que eu tinha certeza de que não ia conseguir. — Vou terminar com o Adrian. – falei sem olhar para o Rick. — Porque? – ele arregalou os olhos. — Eu tentei, eu juro que eu tentei ama-lo. Mas eu não consegui, e ele falou pra mim que queria uma prova de amor, pra eu me entregar pra ele. — Como assim? – Rick se mexeu desconfortável – Ele disse que queria uma prova de amor pra você se entregar pra ele? Ele é um imbecil. Faz bem em terminar com ele. — Eu te amo. – falei baixo. — Então volta pra mim Anne, não há outro caminho pra eu e você sermos felizes. — A gente pode conversar isso quando estiver em terra? — Ok. – ele sorriu e me deu um selinho. Meia hora depois pousamos, mais meia hora para pegar as malas e pegar o táxi. — Onde vamos ficar pai? – Rick perguntou — Em um condomínio onde teremos uma praia particular. — Nossa, como diz a Christine “arrasou”! – eu sorri. Quando chegamos na casa ela era linda, colocamos as malas nos quartos. E depois fomos fazer alguma coisa para lanchar. — Estou faminto. – Rick disse esfregando as mãos uma na outra. — Para de exagero que você comia tudo dentro do avião. — Não é pra tanto. — ele me abraçou e vimos um sorriso de satisfação dos nossos pais. Lanchamos, e quando terminamos íamos andar na praia, e nossos pais foram se arrumar para o jantar de negócios. — Não vou caminhar na areia, não quero sujar meus pés.
— Tá anoitecendo, vai ficar uma noite linda. Vamos Anne para. — Não. — Você vai por bem, ou por mal.
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