Promessas, Apostas e Incertezas!
9 Capitulo 9
Notas iniciais
Clara chegou em casa, e a primeira coisa que fez foi se jogar no sofá. Chica ouviu o barulho na sala e foi ver se era sua filha.
Oi filha, pensei que ia demorar mais.
Oi mãe, pois é, acabei vindo mais cedo. –Respondeu Clara.
Aconteceu alguma coisa minha filha?
Não. Tá, tudo bem. –Se levantou e pegou sua bolsa. –Na verdade aconteceu mãe.
Ai meu Deus, o que foi Clara? –Disse Chica nervosa.
Calma mãe. A gente se beijou. –Clara sorriu.
Ai Clara, pensei que era algo grave.
Mãe, isso é grave, e o que eu faço agora? –Perguntou Clara.
Como o que você faz Clara, você faz o seu coração mandar filha. Mas como foi, você gostou?
Ai mãe, foi normal. –Chica revirou os olhos. –Tá mãe, acho que não preciso te contar os detalhes não é. Vou subir e tomar um banho.
Tudo bem, vou ver o que fazer pro jantar. Filha, qualquer coisa tô aqui. –Clara sorriu e se foi.
Clara subiu as escadas até seu quarto, se jogou na cama e passou o dedo nos lábios relembrando o beijo. “Droga” –Pensou ela. Resolveu falar pra Flavinha e Duda ir até sua casa, precisava conversar.
Pegou o celular, e viu que Flavinha há pouco tempo atras estava no whats app. No celular:
– Flavinha?
– Oi Clara, acabei de sair do banho.
– Você pode vir aqui em casa?
– O que foi? Aconteceu alguma coisa?
– Não. Na verdade sim. Mas vem aqui preciso conversar.
– Quer que eu chame a Duda?
– Sim, se ela puder vir também.
– Ok, daqui a pouco chego ai.
Jogou o celular na cama, e resolveu tomar um banho pra relaxar. Passou mais tempo pensando do que realmente tomando o banho. Saiu e pegou o celular, olhou, nenhuma mensagem, nenhuma ligação, nenhum sinal de Marina. “Eu deveria imaginar” –Pensou a morena.
Clara? –Chica bateu na porta.
Oi mãe, pode entrar.
A Flavinha ta lá em baixo, peço pra ela subir ou você vai descer?
Não, pede pra ela vir aqui. –Respondeu Clara.
Tudo bem.
Clara vestiu um pijama rapidamente, e estava penteando os cabelos quando Flavinha entrou no quarto.
Oi –Sorriu Flavinha.
Oi, cadê a Duda? –Perguntou Clara.
Eu liguei pra ela, e ela me disse que tinha marcado um cinema com a Gisele, e não podia vir.
Nossa, pelo jeito elas estão se curtindo. –Sorriu Clara.
Sim. Mas me conta, o que aconteceu? –Perguntou Flavinha curiosa.
A Marina. Eu e ela. A gente se beijou. –Clara sorriu de canto.
Não! Não acredito, Clarinha, e como foi? –Flavinha estava animada.
Foi normal. -Clara disse sentando ao lado da amiga.
Normal? É isso que você me diz?
Tá, não foi normal, foi o melhor beijo da minha vida, mas você sabe, eu não posso Flavinha. Eu não sei o que fazer. Ela disse que não para de pensar em mim, e eu também não penso em outra coisa a não ser ela, eu tô confusa. –Deitou no colo de Flavinha.
Você tá apaixonada Clara, você sabe, só não quer assumir. E se ela disse que não para de pensar em você, porque não tentar? –Flavinha disse fazendo carinho nos cabelos da amiga.
Porque Flavinha, você ainda me pergunta? Ela é Marina Meirelles, porque ela ia querer alguma coisa comigo? Uma garota chata, irritante, e durona? Ela pode ter quem ela quiser.
E se ela quiser você? –Perguntou Flavinha.
Esse é o problema. Ela não me ligou até agora, não mandou uma mensagem se quer, não puxou assunto no wpp, nenhum sinal de fumaça, nada com nada. Ela provavelmente não gostou do beijo. E a tonta aqui, ainda deu um selinho nela, quando ela me deixou em casa. –Terminou Clara
Meu Deus, mais cadê a dama de ferro que eu conheço? Desde quando você espera alguém ligar depois de um beijo? Para Clara. Ela vai ligar, e se não ligar, não tem problema. Você vai levantar essa cabeça e continuar. Você sabe que eu tô aqui pra o que você precisar.
Obrigada Flavinha. –Abraçou a amiga. –O problema é dela se ela não ligar, quem perdeu foi ela. E a propósito, e você e a Vanessa, como vão?
Ela me convidou pra sair hoje, mais eu dispensei, precisava vir conversar com você. –Respondeu Flavinha.
Não acredito que você fez isso, Flavinha! Não precisava, eu ia entender. Obrigada. –Sorriu Clara.
Chica bateu na porta, e avisou que o jantar estava na mesa. Clara e Flavinha foram jantar com a familia reunida.
–--
Do outro lado do Rio de Janeiro, Marina estava deitada numa espreguiçadeira perto da piscina. Quando Vanessa chegou por trás tapando seus olhos.
Vanessinha, Vanessinha, como se eu não conhecesse essas suas mãos de defunto. –Riu Marina
Credo Marina, isso é jeito de me receber? E vem cá, porque você tá aqui nessa depressão? Sua mãe me disse que você foi levar a Clara em casa, chegou e veio direto pra cá.
Não tem nada de depressão, eu tô é muito feliz, mais que feliz. Vim pra cá porque queria ficar em paz, perto dessa piscina maravilhosa.
Pra você tá com esse sorriso idiota na cara, a coisa deve ter sido boa mesmo. –Riu a ruiva.
Foi mais que boa. Eu e a Clara a gente se beijou. –Vanessa olhou surpresa.
Como assim, você conseguiu domar a fera? –Disse Vanessa.
Pois é, eu abri meu coração pra ela, e a gente acabou se beijando.
Ah, então é por isso que a Flavinha me deu um bolo, disse que precisava conversar com a Clara, tá explicado. Mas me conta, como foi?
Ah, não sei nem explicar Vanessa. Eu já beijei tanta mulher, de todas as cores e jeitos possiveis. Mas com ela foi diferente eu senti uma coisa á mais. –Sorriu Marina lembrando do beijo.
Já vi que a porra tá séria mesmo hein, tá apaixonada por aquela loca.
Vanessa terminou de falar e ouviu passos em direção delas, olhou pra trás e viu que era Juliana.
Marina, como assim a Jú tá aqui e você nem me conta? –A ruiva foi em direção a Juliana pra abraçar a mesma.
Eu devo ter me esquecido, Van.
Claro, agora você só pensa na Clara. –Riu Vanessa
Vanessinha, a ruiva mais linda. –Disse Juliana abraçando a ruiva.
Oi Jú, que saudades. Linda como sempre. –Vanessa disse analisando a outra.
São seus olhos, Vanessinha. –Disse Juliana. –Mas então, eu ouvi o nome Clara aqui.
Pois é, sua irmã, estava aqui me contando sobre o beijo com a princesa. –Vanessa riu.
Beijo? –Juliana olhou pra Marina.
Pois é irmãzinha, vai tirando o seu cavalinho da chuva, a gente se beijou hoje. –Marina sorriu vitoriosa.
Como assim, você também já se apaixonou pela Clara, Jú? Mas gente, essa mulher tem mel. –Vanessa fez as outras duas rirem.
Me apaixonar não, você sabe que não sou disso Van, eu achei ela gostosinha. –Juliana riu.
Ei, olha lá como fala. –Marina a olhou com raiva.
Olha, tá com ciúmes. Desde quando você é exclusivista Mari? –Perguntou Juliana.
Desde hoje! –Marina respondeu seca.
Epa, epa! Vamos parar né colegas. –Disse Vanessa.
Relaxa Van. Mari, você sabe, brincadeiras a parte. A Clara é realmente linda, mais eu vi o modo como você olha pra ela. Vai em frente irmã. Mulher é o que mais tem nesse mundo, eu não iria ser mesquinha, a ponto de querer a mesma que a minha caçulinha né?
Eu acho bom. –Marina riu.
Mais e ai, vocês vão namorar? –Perguntou Vanessa.
Ai, eu não sei Van, tenho medo de fazer alguma coisa e ela se sentir pressionada. E também, ela nem me ligou, nem mandou uma sms, puxou assunto no wpp, nem nada. –Disse Marina.
E como você sabe? Eu também te liguei, e você não atendeu. –Disse a ruiva.
Droga! Meu celular, esqueci dentro do carro. –Vanessa e Juliana riram.
Marina correu atravessando o jardim, até chegar no estacionameto. Voltou com uma cara triste.
E ai Mari? –Perguntou Juliana.
Como eu previa, nada. –Respondeu Marina.
E o que você está esperando pra ligar, mandar um sms, sei lá, larga de ser tonta Marina, você nunca foi assim. –Falou Vanessa.
É, vou puxar assunto com ela no whatsapp. Bom, eu vou subir meninas, estou cansada e preciso de uma boa noite de sono.
Vai lá, a gente vai ficar aqui colocando o papo em dia –Juliana respondeu olhando para Vanessa.
Boa noite Mari, até amanhã. –Disse Vanessa.
Tchau Van, até.
Marina subiu as escadas até o seu quarto e se jogou na cama. Queria que Clara estivesse ali, abraçada com ela. Com certeza a noite seria melhor, resolveu falar com a morena, olhou e a morena tinha vizualizado a última vez as 22:32, olhou no relógio e era 22:40. “Ela deve estar acordada ainda, vou tentar” –Pensou
– Oi Clarinha... :D
Clara digitou, digitou e finalmente respondeu...
– Oi.
– Tá tudo bem?
– Sim
– Bom, só queria te dar boa noite mesmo.
– Ok, Boa noite.
Ficou esperando, e viu que a morena não iria responder. “Merda, ela deve tá chateada, eu beijei ela e não liguei, não falei mais nada. Ela saiu daqui eram 18 hras, agora são quase 23 hras. Droga Marina, ah mas ela também não veio atras, estamos quites então.” –Pensou Marina. E resolveu dormir.
Do outro lado Clara estava deitada na cama olhando o celular. Pensou em responder, mas decidiu que não. Afinal estava chateada. Resolveu dormir, o outro dia seria longo.
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