Promessas, Apostas e Incertezas!
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Marina se levantou, fez sua higiene matinal, e desceu, seus pais já tinham saido, Juliana ainda estava dormindo. Decidiu só tomar um café forte e foi pra faculdade.
Resolveu esperar Clara no estacionamento, já que não tinha visto o carro dela por ali ainda, esperou, esperou e nada da morena chegar. Resolveu entrar e procurar Flavinha ou Duda. Quando entrou no refeitório avistou Clara sentada com as meninas. “Como eu não à vi” –Pensou.
Bom dia meninas! –Disse uma Marina sorridente.
Bom dia! –Flavinha e Duda responderam juntas. –Clara continuou em silêncio. Um silêncio se formou sobre a mesa. Flavinha então falou:
Bom, eu e a Duda temos que buscar uns livros na biblioteca, né Duda?
Duda estava concentrada tomando o seu café da manhã, sem se dar conta do clima na mesa.
Hum? É, temos? –Flavinha a olhou brava. –Sim, temos mesmo, eu tinha me esquecido, vamos Flávia.
Clara então se pronunciou:
Eu vou com vocês!
Marina que até então estava em silêncio, segurou a mão da morena e pediu olhando em seus olhos:
Fica! –Clara, nada disse, apenas ficou.
Então, vamos sair daqui? Ir pra um lugar mais reservado, podemos nos sentar nos banquinhos lá fora, não vai ter ninguem. –Sugeriu Marina.
E porque eu iria? –Perguntou Clara.
A gente precisa conversar.
Ok, vamos.
Chegaram em ponto mais afastado do prédio da faculdade e então se sentaram. Ficaram em silêncio, olhando o horizonte, até que Marina resolveu falar:
Então Clara, eu queria te pedir... –Foi interrompida por Clara.
Não, espera! Eu sei, não precisa me pedir desculpas. Foi um erro, eu sei, a gente tá parecendo duas adolescentes mimadas. –Disse Clara
Foi um erro? Você quer dizer que o beijo foi um erro? –Marina perguntou incrédula.
Sim, eu e você sabemos disso, nunca daríamos certo juntas. Você, é Marina Meirelles, a galã, tem quem você quiser.
Clara, eu me declarei pra você. –Disse Marina.
Eu sei, e disse também que estava confusa. E é isso Marina, tudo isso que aconteceu, a gente se confundiu, é e melhor não levar isso adiante, antes que ambas saiam machucadas. –Disse a morena sem olhar pra Marina.
Você só pode estar brincando.
Não, eu não estou. Você sabe, a gente se odeia e vamos continuar nos odiando. A gente só tava agindo feito idiota, tentando fazer uma se apaixonar pela outra, a gente confundiu tudo, não tem sentimentos. –Respondeu Clara.
É Clara, verdade, foi tudo por causa dessa porcaria de aposta! E por mim, chega! Chega! Não tem mais aposta nenhuma. Você não sentiu nada quando te beijei, é isso, tudo bem. Você quer fugir, tudo bem, então faça-me o favor, e se afaste de mim, afinal foi tudo por causa dessa merda de aposta, então sem aposta, não precisamos mais nos falar! –Marina disse tudo e saiu em direção a entrada da faculdade sem olhar pra trás.
Clara ficou estática. Não espera que as coisas fossem ficar assim. Ela não queria machucar Marina. Bem que todos avisaram, a aposta era idiotisse.
Clara e Marina tinham prova naquela manhã, o que impediu as duas de irem embora, depois daquela conversa.
Clara sabia que tinha ido mal naquela prova, não conseguia se concentrar. “Droga, eu sou uma idiota, me acho tão forte, e de repente fujo assim, com medo de me machucar.” –Pensou a morena.
Já Marina, em outra sala, não conseguia parar de lembrar das palavras de Clara naquela manhã. “Eu é que não vou ficar sofrendo, ela quis assim, então é assim que vai ser.” –Pensou Marina.
Clara saiu da sala, precisava chorar. Naquele horário, quase final das aulas, os banheiros ficavam vazios, e então ela resolveu ir pra lá. A morena estava andando no corredor, quando avistou Marina de longe entrando no banheiro no último banheiro do corredor.
Suspeita! –Sussurou Clara para si mesma. –Aquele banheiro quase ninguem usava, justamente por ser no final do corredor. E outro fato era que ficava bem longe da sala de Marina. “Porque será que ela saiu de tão longe pra vir aqui” –Pensou Clara. Uma garota de cabelos negros logo apareceu e foi indo em direção ao mesmo banheiro. Ela logo reconheceu a garota, era uma das ficantes de Marina. Clara correu e parou na frente dela. A garota arregalou os olhos.
Eu preciso me trocar. –Disse a garota.
Não, você não precisa. –Disse Clara seca.
Licença, o banheiro é público você não pode me impedir de entrar. –A garota tentou passar mais Clara a barrou.
Interessante, Marina Meirelles entra no banheiro que ninguem nunca usa, e logo depois você que estuda no outro bloco, aparece por aqui também, e por coincidência você é uma das ficantes da Marina. Achei que vocês fossem mais espertas. –Clara disse fazendo cara de decepção.
A Marina estava ai? E-eu não s-sabia. –Disse a garota.
Ah, mas você sabia, dá meia volta e cai fora. –Disse Clara.
E desde quando você manda em mim?
Eu não mandou. Mas e se caso seu namorado ficar sabendo, que a namoradinha dele anda se agarrando no banheiro com outra garota. –A garota arragalhou os olhos novamente. –Vai, circulando. –Continuou Clara. A garota saiu dali bufando. Clara entrou no banheiro e nenhum sinal de Marina, então resolveu abrir as portas uma a uma. Quando chegou na última, resolveu mudar um pouco a voz:
Marina? –Disse Clara. Marina apareceu de trás da última porta sorrindo sedudoramente, mas assim que viu Clara parou de sorrir. A morena fechou a cara. –Esperando alguém Meirelles?
O que você fez Clara? –Perguntou irritada.
Eu deveria imaginar mesmo, tá vendo como eu estava certa. Me beijou ontem e já tá aqui querendo se agarrar com outra. –Marina revirou os olhos.
Cadê ela?
Fazendo o que ela deveria fazer em uma faculdade, estudando. –Respondeu Clara.
Eu não acredito que você expulsou ela. –Marina estava nervosa.
Eu apenas apresentei fatos e ela decidiu sair por conta própria.
Você é uma... –Marina disse com raiva.
Estraga prazeres? –Marina ficou calada.
Vai, sai correndo atrás dela, ainda dá tempo! –Clara disse.
Com que direito você mandou ela embora. Você chega em mim de manhã, e diz que nosso beijo foi um erro. Diz que não quer nada comigo, e que foi tudo por causa de uma merda de aposta, e agora você vem querer ficar brava por eu querer ficar com alguém? A gente não tem nada Clara, NADA! –Gritou. E continoou. – A gente não daria certo não é? Não teve sentimentos, eu me confundi, pois então, agora não vem achar que eu te devo satisfações. O mundo não gira em torno de você, eu fui atrás, me declarei, mas e você? Jogou tudo fora. –Marina terminou de falar ofegante. Olhou e Clara estava com lágrimas nos olhos. A morena então levantou a cabeça, se aproximou de Marina, e sussurou em meio á lágrimas:
Eu te amo!
Marina a viu tão perto, tão frágil e não resistiu. Agarrou a morena pela cintura e a beijou. Sentiam o gosto salgado das lágrimas da morena. O beijo tinha sido diferente, Clara beijava com vontade, e Marina também. Era um beijo carregado de desejo, de amor por ambas as partes, Marina empurrou Clara na pia do banheiro, e foi descendo beijando o pescoço da morena. “Talvez eu esteja indo rápido de mais” –Pensou. Subiu novamente e a beijou com carinho, um beijo calmo e doce. Foram parando as poucos, com selinhos. Quando se soltaram, ambas sorriram largamente. Clara em meio à lágrimas
Eu te amo! –Sussurraram, uma olhando nos olhos da outra.
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