Promessas, Apostas e Incertezas!
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Eu te amo! –Sussurraram, uma olhando nos olhos da outra.
Terminaram o beijo com vários selinhos. Marina abraçou Clara. A morena saiu do abraço e disse:
Desculpa por hoje.
Shi! –Marina colocou o indicador nos lábios dela. – Não fala nada, esquece isso. O que importa é o agora. –Completou.
Clara deu mais um beijo e Marina.
Como eu te amo! –Falou Marina mais alto. –Eu amo essa mulher! –Gritou.
Para sua louca, alguém pode ouvir e vir aqui ver o que tá acontecendo. –Disse Clara abraçando Marina. –Eu preciso voltar pra sala, já perdi bastante aula. –Completou.
Tudo bem, te vejo mais tarde? –Sorriu Marina.
Claro. –Deu um selinho em Marina e saiu.
“Ai meu Deus, que beijo, essa mulher me enlouquece, e esse cheiro na minha roupa, eu estou perdidamente apaixonada.” –Pensou Marina
Marina ficou no banheiro pensando sobre o beijo e logo também, voltou pra sala de aula, com um sorriso enorme estampado no rosto.
Que sorriso é esse? Viu um passarinho verde lá no banheiro? –Perguntou Vanessa, assim que Marina entrou na sala.
Um verde, rosa, azul, amarelo. –Riu Marina.
Você não presta mesmo, Mari. –Riu Vanessa.
Depois eu te conto os detalhes, Van.
–--
No outro corredor Clara também já tinha entrado na sala. Estava com uma cara bem melhor do que quando saiu, Flavinha logo percebeu a mudança de humor da amiga.
Aconteceu alguma coisa Clarinha? –Perguntou Flavia.
Não, não, porque? –Perguntou Clara.
Não sei, você tava toda pra baixo, e agora volta com esse sorriso.
Não foi nada, só que eu não sou de ficar triste. –Respondeu Clara.
Então tá. –Finalizou Flavinha.
E assim, logo a aula terminou. Marina resolveu esperar Clara no estacionamento. Mandou uma mensagem avisando:
Estou te esperando no estacionamento linda.
Tá bom Mari, tô chegando. :*
Vem logo, estou com saudades já.
Clara viu a última mensagem e abriu um sorriso.
Recebeu mensagem de quem, que tá com essa cara de boba? –Perguntou Flavinha.
Ih, Dona Flávia, não é nada, foi só um coisa engraçada que eu vi aqui. –Respondeu a morena.
Sei Clara, sei! –Disse Flavinha desconfiada.
Eu preciso ir. –Disse Clara já se despedindo.
Tchau. –Gritou Flavinha.
Clara andou rápido até o estacionamento, procurando por Marina, olhou, olhou e não a viu. “Cadê ela” –Pensou. Até que ela se assusta com alguém te abraçando por trás.
Ai Marina, que susto! –Disse Clara sorrindo.
Queria te fazer uma surpresa. –Marina lhe deu um selinho. – Então vamos almoçar juntas? –Completou.
Não vai dar, eu combinei de almoçar com a minha mãe, ela vai ficar sozinha hoje, meus irmãos tem compromissos. –Respondeu Clara.
Tudo bem. –Respondeu Marina triste.
Ei, não faz esse bico, se não eu vou arrancar ele. E não fica triste, mais tarde a gente se vê.
Mais tarde eu tenho uns ensaios pra fazer, não é nada demais, mais eu não posso dispensar.
Tudo bem então, me liga quando terminar?
Não, que tal você ir assistir ao ensaio? –Marina sorriu.
Claro, vou adorar.
Então, eu te busco em casa. Te ligo um pouco antes avisando.
Tá bom, agora me dá um beijo que preciso ir. –Clara abraçou Marina.
E mais uma vez deram um beijo apaixonado. Pararam pra buscar o ar, Marina disse:
Nunca vou me cansar de te beijar.
Somos duas! Preciso ir, não quero mais preciso. –Deu mais um selinho em Marina.
Tá bom, te vejo mais tarde então.
Até mais tarde, beijo.
Marina esperou Clara entrar no carro e sair. Quando entrou no seu carro, a porta do passageiro se abriu, era Vanessa.
Você se esqueceu que ia me dar carona Mari? –Perguntou a ruiva.
Ai, Van, me esqueci completamente.
Agora eu sei porque você tá com esse sorriso idiota, culpa da Clarinha, eu vi vocês, não queria atrapalhar o momento do casal 20. –Riu Vanessa.
Ela disse que me ama hoje, eu tô apaixonada Van.
Eu sei, vocês são é loucas. –Riu Vanessa. –E vamos embora logo, tô morrendo de fome.
E assim Marina saiu do estacionamento em direção a sua casa.
Clara chegou em casa mais feliz do que nunca. Chica estranhou aquela felicidade toda, mas resolveu não perguntar. Almoçaram tranquilamente, conversando bobeiras. Depois do almoço, Clara tomou um banho e resolveu dormir um pouco antes de Marina chegar. Resolveu mandar uma mensagem pra amada:
Oi Mari
Marina viu a mensagem, e seu coração acelerou, respondeu de imediato.
Oi Clarinha, já estava com saudades.
Eu também estou /:
Já já, a gente vai se ver.
Eu vou dormir um pouquinho, antes de você vir, me liga, to cansada.
Tudo bem, vou terminar as coisas aqui, e arrumar o estúdio tambem, dorme bem, sonho comigo Rs.
Não poderia sonhar com outra coisa, beijo.
Mil beijos.
A tarde passou voando, Marina como combinado ligou pra Clara antes de ir. E nada de Clara atender. “Ela ainda deve estar dormindo” –Pensou Marina. Resolveu ir até a casa da morena mesmo assim. Chegou na frente do prédio dos Fernandes, se identificou ao porteiro e subiu. Tocou a campainha. Uma mulher parecida com Clara, um pouco mais velha atendeu a porta.
Você deve ser a Marina não é? –Disse Chica sorrindo.
Sim, e a senhora deve ser a mãe da Clara. –Disse Marina retribuindo o sorriso.
Sim, sou eu. Entra Marina. Mas sinto muito em dizer, que a Clara ainda está dormindo. Tentei acorda-la, mais ela parecia tão cansada.
Imaginei que ela tivesse dormindo, eu liguei e ela não atendeu. Posso acordar ela? –Perguntou sorrindo.
Se você conseguir.
Obrigada. –Marina sorriu. Chica explicou com chegar ao quarto da morena. E assim ela o fez, subiu as escadas, e foi na segunda porta a direita. Abriu a porta do quarto lentamente. O quarto estava um pouco escuro, Clara estava deitada de bruços, ela vestia um pijama de tecido fino, o short era curto, e a blusa estava um pouco levantada. Marina sentiu a boca ficar seca diante daquela cena. “Que mulher é essa? Se controla Marina, se controla” –Pensou.
Chegou perto da morena devagar, e disse suavemente:
Clara, Clarinha, acorda. –Clara nem se mexeu.
Marina começou a beijar o pescoço dela. Sussurrando pra ela acordar.
Desse jeito, eu vou fingir que estou dormindo só pra ganhar esses beijos. –Disse Clara.
Não precisa fingir, é só pedir que beijo. –Piscou Marina.
Eu perdi a hora né?
Na verdade, eu vim mais cedo,imaginei que você estava dormindo.
Vou tomar uma banho e a gente já vai tá. –Se levantou e deu um selinho em Marina.
Tá bom. –Marina a observou. A morena estava com uma cara de sono, mas mesmo assim linda. A blusa do pijama era um pouco decotada e ela estav sem sutiã, Marina teve que se controlar pra não tirar sua roupa ali mesmo. Clara percebeu o olhar de desejo e resolveu provocar. Baixou uma alça da blusa bem devagar, e depois a outra, até que sentiu a blusa cair por suas pernas. Assim tirou o short, e ficou só de calcinha. Virou e viu uma Marina paralisada, ela a olhava com desejo.
O que foi? –Perguntou Clara.
Você faz de propósito né?
Faz o que? –Clara se fez de desentendida.
Já disse, quem brinca com fogo, se queima. Agora vai tomar banho, antes que eu perca me auto controle e te agarre.
Clara sorriu maliciosamente pra Marina. E se virou, pegou uma roupa na gaveta. Maquiagem em outra foi pro banheiro e fechou a porta.
Marina se deitou na cama com as mãos atras da cabeça e ficou olhando pro teto. A mãe de Clara abriu a porta. Marina a viu e rapidamente se sentou na cama.
Eu vou ao supermercado, e volto em uma hora. Provavelmente vocês não estarão mais aqui, avisa a Clara pra mim por favor.
Aviso sim, senhora Fernandes. –Sorriu Marina.
Me chama de Chica por favor. E mais uma coisa. Cuide da minha menina. –Chica disse e saiu.
Logo Clara saiu do banheiro pronta.
Que rápida você. –Disse Marina.
Falta o rímel Marina, esse demora. –Disse Clara abrindo as cortinas.
Não precisa disso, você já e linda.
Clara já estava concentrada em passar o rímel, e nada respondeu. Depois de uns seis minutos, ela estava quase acabando. E Marina a abraçou por trás fazendo borrar a maquiagem.
Marina! Não acredito, sua sorte é que é facil consertar. –Clara bufou e pegou um cotonete na comoda próxima e limpou o borrado, consertou os cílios e estava pronta. Marina continuava abraçada nela.
Pronta minha nervosinha, tá linda como sempre, agora podemos ir? –Disse Marina dando beijos no pescoço de Clara.
Vamos, antes que eu não responda pelos meus atos. –Sorriu Clara.
Desceram para o estacionamento do prédio. Clara se despediu do porteiro. E assim entraram no carro. O caminho foi cheio de carinhos, Clara foi o caminho todo encostada no ombro de Marina. Chegaram no estúdio um pouco atrasada. Vanessa era uma auxiliar/sócia/amiga de Marina, a ruiva já esperava a outra nervosa.
Ei Marina, como é que você vai ser uma fotógrafa internacional, sendo que sempre se atrasa, assim não rola meu bem. –Disse a ruiva, e assim que terminou de falar, viu Clara entrando no estúdio. –Tá explicado a demora pra chegar. –Completou Vanessa.
Dá um tempo vai Van, foram só dez minutinhos. Vamos começar! –Respondeu Marina.
Eu vou ficar aqui te olhando, juro que não vou atrapalhar. –Disse Clara.
Fica tranquila amor, é coisa rápida. –Respondeu Marina.
“Amor? Ela me chamou de amor? Quando penso que não, eu me apaixono ainda mais por ela.” –Pensou Clara e sorriu.
E assim o ensaio se passou tranquilo. Vanessa com as suas brincadeiras de sempre. Clara de olho nas modelos que tinham um olhar diferente para Marina.
Pronto gente, obrigada a todas, por hoje é só. Parabéns meninas! –Marina finalizou.
Ai, eu estou morta. –Disse Vanessa.
Clara se levantou indo em direção as duas que estavam em pé. A morena estava maravilhada com todo aquele talento de sua amada.
E então? –Sorriu Marina.
Foi lindo, tudo maravilhosa Mari, você tem um talento incrivel. –Respondeu sorrindo.
Nossa hein, como as coisas mudam, se eu não tivesse vendo com meus próprios olhos, não ia acreditar que era a mesma Clara Fernandes aqui na minha frente. –Se intrometeu Vanessa.
Van! –Marina a repreendeu.
Dá um tempo vai Vanessa. –Respondeu Clara.
Credo, eu hein, vocês são é locas, uma hora estão se matando, e em outra se amando. Mulher já é um bicho complicado, mais acho que não tem coisa pior do que a tal da sapatão. –Vanessa riu alto.
Van, você não tá cansada? Que tal ir pra casa? –Disse Marina.
É, que tal ligar pra Flavinha. Talvez ela te dá um jeito. –Completou Clara.
Tá ok. Já entendi que eu tô sobrando, tô indo embora já. Mas me fala ai, vocês tão namorando, ficando, enrolando, como vai ser isso ai? –Perguntou Vanessa.
Tchau Vanessa. –Marina respondeu seca.
Fui, beijo gatas. –Disse a ruiva rindo.
Clara estava séria. Marina tinha desviado do assunto. E então a morena disse:
Porque não respondeu a Vanessa? E então, o que a gente tem? Como ficamos?
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