Notas iniciais
Olha só, estou eu aqui de novo... Obrigaada suas lindas pelos comentários, que diminui bastante :(( Enfim, tou tentando postar com frequencia, bora lá...Boa leitura!

Clara estava séria. Marina tinha desviado do assunto. E então a morena disse:

Porque não respondeu a Vanessa? E então, o que a gente tem? Como ficamos?

Aliás, deixa pra lá. Porque se você tiver me fazendo de idiota, achando que eu sou mais uma dessas garotas fútil que você fica por ai, eu não sou Marina. Você me conhece muito bem, eu abri meu coração pra você, e só eu sei o quanto isso foi dificil pra mim. Então pensa bem no que vai me responder agora, porque eu não me responsabilizo pelos meus atos. –Clara parou de falar parar recuperar o ar. E percebeu que Marina estava com um sorriso torto no rosto. – Porque está sorrindo assim? Marina não brinca comigo. –Completou a morena.

Você fica ainda mais linda brava sabia? E para de ser apavorada assim, parece que não conhece a Van. Ela solta a bomba e some. E não Clara, eu não estou te fazendo de idiota, eu estou estupidamente apaixonada por você. E o que a gente tem, eu não sei dizer, mais isso não me importa, o importante é que estamos juntas, namorando, ficando, que diferença faz? Somos eu e você e o nosso amor. Vamos vivendo um dia de cada vez. –Respondeu Marina.

Eu já disse que te amo hoje? –Sorriu Clara.

Deixa eu ver. –Marina fez cara de pensativa. – Não, acho que não. –Sorriu.

Pois então, eu te amo, te amo, te amo. –Clara abraçou Marina.

Clara tomou a iniciativa e com delicadeza beijou os lábios de Marina. Clara passou as mãos em volta do pescoço de sua amada, e sentiu Marina segurando sua cintura firmemente. O beijo era lento, mas as linguas de ambas exploravam cada canto da boca de cada uma. Um beijo carregado de sensualidade, porém sem deixar o sentimento de lado. Marina foi parando o beijo com vários selinhos, Clara sorriu, Marina deu uma leve mordida no lábio inferior da morena.

Você ainda continua sendo uma idiota. –Falou Clara.

Porque? –Marina questionou.

Pra não perder o costume. –Clara riu.

Boba. Eu podia ficar aqui te beijando, o resto da noite. –Marina disse.

Eu bem queria, mas amanhã temos que acordar cedo, e já está ficando tarde. Isso não são horas de uma moça de familia ficar andando por. –Clara fez Marina rir.

Não se preocupe madame, eu deixarei a donzela indefesa na porta de casa. –Marina sorriu.

Imagina Mari, está tarde pra você atravessar o Rio de Janeiro e depois voltar sozinha. –Clara fez um carinho no rosto da outra.

Imagina amor, eu não me importo, te peguei em casa, vou te deixar em casa.

Nada disso Meirelles, dessa vez não. Eu pego um táxi, e você sem fazer bico, nem manha, vai concordar comigo, estamos estendidas? –Disse Clara.

Tudo bem amor, não tenho escolha. Então, nos vemos amanhã?

Claro, te espero no estacionamento antes da aula. –Respondeu Clara.

Mais olha só, se não é a Clarinha, que vem até Santa Tereza, e não faz questão de atravessar o jardim pra me comprimentar. –Juliana interrompeu a conversa entrando no estúdio.

Oi Juliana. –Clara sorriu. Marina fez uma cara de quem não gostou da atitude da irmã.

Oi Clarinha. –Juliana beijou o rosto da morena. – Pode parar dona Marina, com esse ciúmes. Só estou comprimentando, não vou roubar a Clara não. –Riu da cara de Marina.

Jú, vou levar a Clara até o portão, ela ja estava de saida. –Disse Marina seca.

Tudo bem. Até mais Clarinha. –Juliana sorriu.

Até mais Juliana. –Clara se despediu.

Marina levou Clara até o portão. Ficaram trocando carinhos enquanto o táxi não chegava. O táxi finalmente chegou, Marina esperou Clara entrar e depois entrou pra casa. Subiu direto para o seu quarto, estava exausta.

Clara entrou no táxi, passou o endereço ao motorista. Estava cansada, o dia foi de grandes emoções. Estava perdida em pensamentos quando sentiu o celular vibrar. “Deve ser a Marina.” –Pensou. Olhou e viu que era um numero desconhecido, atendeu rápido, a curiosidade era maior.

Alô? –Disse Clara.

Oi, é a Clara? –Perguntou a voz de uma mulher do outro lado.

Sim, quem é?

Oi Clara, aqui é a Joana, mãe da Marina.

Oi dona Joana, aconteceu alguma coisa? –Perguntou a morena preocupada.

Só Joana, por favor Clara. –Sorriu. – Então, Clara, você pode falar agora?

Sim. –Disse curiosa pra saber do que se tratava.

Bom, então, o aniversário da Marina é no sabado, e eu pensei em fazer uma festa surpresa pra minha menina. A ideia me veio de repente e tenho que organizar. E eu queria sua ajuda para distrai-la durante o dia.

Porque eu? –Clara não conseguiu conter a curiosidade. Afinal ninguem, além de Vanessa, sabiam que elas estavam juntas.

Bom, porque minha intuição de mãe diz, que com você, ela nem vai se lembrar de voltar pra casa. Ai, você pode trazer ela a noite. –Disse Joana.

Clara sorriu.

Mas então, posso contar com você Clarinha? –Completou Joana.

Pode, claro que pode.

Ok então, obrigada Clara. Vou ter que desligar. Tchau. –Se despediu Joana.

Que nada Joana. Até mais.

Clara começou a pensar no que faria pra deixar Marina fora de casa naquele sabado. Foi tirada dos seus pensamentos, pelo motorista que avisou que haviam chegado. Clara passou pelo porteiro o comprimentou e foi em direção ao seu apartamento. Abriu a porta e a primeira coisa que viu foi Flavinha sentada no sofá.

Finalmente dona Clara. Esqueceu que a gente tinha marcado de ir ao shopping hoje a noite? –Disse Flavinha.

Flavinha, meu amor. Me desculpa, eu esqueci mesmo. Me perdoa? –Clara fez biquinho.

Te perdoou, com a condição de você parar de enrolar e me contar o que tá acontecendo. –Flavinha estava curiosa.

Cadê a minha mãe? –Perguntou Clara.

Saiu com a Helena, eu acho, disse que ia demorar. –Respondeu Flávia.

Ok. Então, eu e a Marina... A gente...

A gente o que Clara? Fala logo. –Flavinha estava impaciente.

A gente ta ficando. –Sorriu.

Mas o que? Como assim? Sua vaca, e você não me conta nada?

Ah, Flavinha, foi tudo muito rápido. E até achei que a Vanessa já tinha te contado.

A Van sabia e não me disse? Olha só, deixa ela comigo. Mas me conta tudo vai. –Flavinha queria saber de todos os detalhes.

Clara começou a contar desde o beijo, até o ensaio na casa de Marina. Contou como realmente estava apaixonada, e se sentia uma boba por isso.

Enfim, e aí a mãe dela quer ajudar pra fazer a surpresa. –Finalizou Clara.

A gente por marcar de ir ao shopping, e depois ir ao cinema? Eu, você, a Van e a Marina. E depois a gente vê o que faz. –Flavinha sugeriu.

Claro Flavinha, você é um gênio mesmo. E vai me ajudar a escolher um presente pra ela. –Clara sorriu maliciosamente.

Gata, você tem a amiga mais inteligente desse mundo. –Flavinha piscou pra morena.

Ficaram conversando bobeiras, e resolveram subir até o quarto de Clara. Estava tarde e Flavinha resolveu que dormiria na amiga novamente, foi tomar um banho e deixou a amiga no quarto. Até que o celular de Clara toca, mostrando uma nova notificação. Era Marina.

–Marina: Oi amor, ia te ligar, mas fiquei com medo que já estivesse dormindo. Quando você saiu, subi pro quarto e acabei pegando no sono, perdi a noção das horas.

–Clara: Oi Mari, não estou dormindo. A Flavinha tava aqui em casa quando cheguei, tinha me esquecido que a gente tinha marcado de ir ao shopping acredita. Tudo culpa sua HAHA’

–Marina: Ta vendo, fica pensando muito em mim, e esquece dos outros. Manda um beijo pra Flavinha.

–Clara: Eu mando sim. Ela tá no banho. Mari, estou cansada, vou dormir já. Amanhã a gente se fala.

–Marina: Tudo bem minha linda. Dorme bem e sonha comigo. Te amo. E já estou com saudades.

–Clara: Só não está com mais saudades que eu. Te amo o dobro minha branquela. Sonha comigo.

Flavinha saiu do banheiro, e viu a amiga com um sorriso bobo nos lábios.

Tava falando com a Marina é?

Sim. Ai Flavinha, eu tô perdidamente apaixonada por ela, não tem mais volta. Ah, ela te mandou um beijo.

Ela tambem está apaixonada por você. E a propósito vocês fazer um casal bonitinho. Só não mais bonitinho que eu e a Van. –Flavinha riu.

Ah, vocês são um casal agora? –Clara recebeu uma almofada da amiga.

Vamos dormir dona Clara. Amanhã é sexta e a gente acorda cedo.

Boa noite Flavinha. –Disse Clara rindo.

Boa noite Fernandes.

Notas finais
E ai, o que acharam? COOOOOOMENTEM MUUUUUITO!