Promessas, Apostas e Incertezas!
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Finalmente sexta-feira havia chegado novamente, todo mundo feliz e ansioso para o fim do semana, falando em festas, encontros e outros compromissos. Marina teve uma ideia e foi logo falando para a galera que estava em volta dela na mesa:
Pessoal, esse fim de semana meus pais vão viajar, então eu tava pensando em fazer uma festa lá em casa, o que acham?
Ótima ideia, tô precisando mesmo de uma festa. –Comemorou a ruiva.
Ótima ideia Mari. –Disse Gisele.
Ótimo. –Marina disse.
Deixa os convidados comigo. –Disse Vanessa. –Pessoal! –Gritou a ruiva pra todo mundo ouvir.- Vai ter uma festa sábado a noite na casa da Marina! Tá todo mundo convidado. –Pessoal vibrou.
Do outro lado do refeitório...
Quer saber, eu vou nessa festa. –Disse Flavinha
Eu também! –Disse Eduarda.
Só pelo amor, não vão ficar bêbadas demais e depois acordar na cama de uma desconhecida, ou tambem desconhecido no seu caso né Duda, entendidas? –Disse Clara.
Não vamos beber, só nos divertir. –Disse Flavinha.
E perder todos os medos. –Completou Duda.
O intervalo acabou, e logo as últimas aulas também. Clara estava sozinha no estacionamento indo para o seu carro, já que Duda e Flavinha tinham ido ao shopping comprar uma roupa para a festa e ela preferiu ir pra casa. Antes de Clara entrar no carro, Marina apareceu e se apoiou na porta do carro.
Então, vai na minha festa? –Perguntou ela.
Não, agora me da licença. –Respondeu Clara irritada.
Até amanhã você muda de ideia?
Não Marina!
Ok, te vejo lá.
Qual parte, do Eu não vou, que você não entendeu? –Respondeu Clara.
A Duda e a Flavinha vão te convencer, tenho certeza.
Não, agora sai da minha frente.
Não até você me dizer que vai na festa. –Marina continuou insistindo.
Nossa, você fez mestrado em ser chata?
É só dizer que sim Fernandes. –Clara bufou.
Tá, tá, tá bom, eu vou. Agora sai da minha frente Meirelles. –Clara foi vencida pelo cansaço.
Mas você tem que ir mesmo.
Se você falar mais uma vez, eu desisto da ideia.
Te vejo lá então, tchau. –E deu um beijo no rosto da morena, piscou e foi embora.
Clara ficou paralisada, aqueles lábios, ela precisava senti-los, logo saiu dos seus pensamentos e murmurrou pra ela mesma:
Marina, Marina, porque você é tão atraente e ao mesmo tempo tão irritante. Preciso ir ao shopping. Merda!
–--
O final da sexta-feira passou rápido, Clara foi ao shopping, e ligou pras meninas avisando que ia a festa. No sabado acordou ansiosa, avisou a Mãe que ia sair a noite, e foi pro salão, logo a noite tinha chego. Clara estava colocando a roupa que ela havia comprado no shopping. Uma calça jeans bem justa e rasgada, um scarpin preto, uma blusa branca com um decote discreto e uma jaqueta preta com as mangas arregaçadas. Não exagerou na maquiagem, porém decidiu passar o seu batom vermelho nos lábios.
Então, como estou? –Perguntou Clara descendo as escadas.
Flavinha e Duda estavam esperando a séculos. Duda estava com um vestido soltinho preto e um salto e Flavinha com um jeans claro, uma blusa preta decota nas costas, um salto na mesma cor. Todas estavam lindas.
“Olá me chamo Clara, e estou vestida pra matar” –Provocou Flavinha.
Está linda, desse jeito a Marina vai te agarrar nem que seja a força. –Disse Duda e tomou um tapa de Clara.
Ótimo. Vamos! –Disse Clara já se despedindo e saindo com as meninas.
As três chegaram na festa e perceberam que praticamente a faculdade toda estava lá. Até os nerds estavam em peso. Entraram na casa de Marina, onde todos estavam gritando, bebendo, se beijando e entre outras coisas.
Onde será que a Vanessa está? –Perguntou Flavinha.
Provavelmente se agarrando com alguma vadia. –Provocou Clara. Duda acertou uma cotovelada nela.
Ai, estava brincando. –Resmungou a morena.
Flavinha revirou os olhos e disse:
Vou procurar a Vanessa.
Não vai dar piti se achar ela com outra hein! –Disse Clara rindo e Flavinha mostrou o dedo do meio.
Clara, não fala essas coisas pra Flavinha, você sabe que ela é sensível. –Falou Duda
É, eu sei. –Elas riram. Marina apareceu nas escadas e viu Clara, mas a morena não a viu.
Bom, vou procurar alguma coisa pra beber e ver se tem alguém legal por ai. –Disse Clara indo para o meio da sala onde estavam todos dançando.
Vai lá matadora. –Então Eduarda avistou Marina vindo em sua direção.
Minha futura namorada está aonde? –Perguntou Marina com um leve sorriso.
Foi pegar algo pra beber, e procurar alguém “legal”. –Respondeu Eduarda fazendo aspas com as mãos.
Marina avistou Clara, e foi até ela e a puxou para fora da casa em um canto mais reservado.
O que você quer? –Disse a morena irritada.
Falar com você.
Sobre? –Perguntou Clara
Nós. –Clara levantou um sobrancelha.
Já se apaixonou por mim, perdedora?
Não. –Marina se aproximou e Clara sentiu o cheiro de whisky vindo dela.
Você bebeu, está cheirando a whisky, sai de perto. –Marina riu.
Todos estão bebendo.
Jura? Eu nem percebi. –Clara disse sarcástica.
Você está lerda hoje.
Marina, quanto você bebeu? Não está me retrucando e nem entendo meu sarcasmo.
Você foi sarcastica? –Pergunrou Marina confusa. Clara riu daquilo.
Você fica ainda mais idiota bebada.
Eu sei. –Marina respondeu e riu sem motivo. E voltou pra festa. Clara riu sozinha.
Que imbecil essa garota.
Flavinha tinha achado Vanessa, felizmente sozinha. As duas dançaram um pouco, e finalmente Vanessa tomou coragem e beijou Flavinha. Duda achou Gisele, porém a mesma estava ficando com Murilo, a branca ficou chateada pois estava decidida a chegar em Gisele. Clara achou Duda emburrada e puxou ela pra dançar, algumas garotas e outros garotos deram em cima de Clara, mas ela recusou todos, Duda ficou com um garoto, porém o garoto era amigo de Murilo, e Gisele acabou sabendo, e se sentiu enciumada, pois também tinha interesse em Duda.
Era 03:00 da manhã, já não tinha quase ninguém lá, Clara e as meninas já estavam cansadas. AS três iam dormir na casa da Flavinha. Flavinha disse que queria ficar mais um pouco, e então Clara foi procurar Marina.
Vou ver se a pegadora está inteira ainda. –Disse Clara para Flavinha.
Tá bom.
Clara o procurou durante um tempo, e a achou perto da piscina bêbada, quer dizer, muito bêbada.
Marina, quanto você bebeu? –Perguntou Clara assustada.
Muito. –Disse Marina rindo, e caiu no chão o que a fez rir mais ainda. Clara acabou rindo também.
Você uma idiota, vem. –Clara colocou um braço dela no ombro e foi em direção ao quarto dela. No caminho encontram Duda, Flavinha e Vanessa.
Mari, quanto você bebeu? –Perguntou Vanessa.
Muito. –Disse as duas juntas. Marina riu.
Vou ajudar ela e depois vou pra casa. Isso como vocês podem ver vai demorar, então vão na frente.
Ok, só não vai abusar da criança. –Disse Flavinha rindo.
E pegar alguma doença? Nem sei quantas ela beijou, então, não, obrigada. –Todas riram e depois se despediram.
Vanessa deixou as meninas na casa de Flavinha, e seguiu para o seu apartamento.
Clara subiu com Marina ainda apoiada nela, Marina ria sem parar. E a morena já estava se irritando.
Qual a graça posso saber?
Nós. –E continuo rindo. Clara revirou os olhos.
Elas finalmente chegaram ao quarto. Clara se surpreendeu com o quarto, era bem limpo e as paredes eram num tom de roxo. No meio tinha uma cama de casa e dois criados mudos com abajures nos lados da cama.
Olha, você tem bom gosto. –E ela deitou Marina na cama.
Você é linda. –Disse Marina finalmente séria.
Eu sei. –Falou Clara, a observando bêbada. Ela deveria ir embora, mas queria saber como ela se comportava.
É sério, e estou apaixonada por você. –Clara riu. E Marina continuou.- Não é engraçdo. Eu sou apaixonada por você desde o ensino médio, mas acho que só percebi agora.
Se eu fosse você eu parava de falar isso, antes que a Clara aqui pegue meu celular grave tudo e use contra você. –Marina fez cara de confusa, e depois riu.
Clara é má, e isso é sexy. –Ela riu ainda mais. Clara pegou uma almofada e jogou nela.
Vai dormir. –E assim que se levantou Marina começou a vomitar.- Eu deveria ter ido embora antes. Te levo pro banheiro se você não vomitar em mim.
Palavra de escoteiro. –Disse Marina.
Clara a ajudou praticamente a madrugada inteiro, e Marina se declarando a noite inteira. Quando finalmente ela parou de vomitar, e a morena a levou até a cama.
Sabe, você deveria me amar, por te aturar bêbada. –Disse Clara.
Pelo visto você é quem me ama, porque tá cuidando de mim? –Perguntou Marina.
Fiquei com pena de você, Meirelles.
Ah, para Clara, sabemos que não é só isso vai.
Tá ok, talvez eu até te ache bonitinha. –Clara sorriu.
O seu sorriso é lindo. –Disse Marina olhando no fundo dos olhos da Morena.
“Ai meu Deus, esse olhar dela, eu não vou resistir, não vou, puta merda Clara, sai de perto, sai, você não pode, ela está bêbada.” Pensou Clara.
Enquanto isso Marina ia se aproximando cada vez mais, Clara estava paralisada, sentindo a respiração da outra. Marina segurou o queixo de Clara, e num ato automático Clara fechou os olhos. Foi quando Marina virou seu rosto e beijou o canto de sua boca.
Boa noite Clarinha! –Disse Marina virando de bruços.
“Droga, ela deve tá achando que eu tô caidinha por ela” pensou Clara.
A morena levantou exausta, pegou o celular na bolsa e viu que Flavinha tinha ligado várias vezes. Resolveu mandar uma mensagem:
“Estou bem, já a bela adormecida não sei.Volto de manhã, bjs”
Ela voltou pra cama, e observou Marina dormindo. “Como ela é linda” pensou. Então deitou do lado de Marina e dormiu.
–-
Marina acordou primeiro com uma baita dor de cabeça. Tentou lembrar da noite passada mas foi em vão. Virou de lado e viu Clara deitado do seu lado. Sorriu.
Uau! –Nem se lembrava que a morena tinha ficado. Resolveu acorda-lá.
Clara, Clara, acorda.
A morena nem se mexeu.
Clara! –Marina beijou se pescoço.
Sai, sua loca. –Disse Clara levantando. –Ai meu deus que horas são?
09:40 –Respondeu Marina.
Era pra eu estar na casa da Flavinha. Tenho que ir. –Ela foi saindo do quarto e Marina a seguiu.
O que eu fiz ontem?
Beijou um nerd. –Marina arregalou os olhos.
Eu beijei?
Não. –Clara riu. Elas já estavam descendo as escadas.
HAHA’ muito engraçadinha, preciso de um remédio para dor de cabeça. –Disse Marina.
Bem feito pelo tanto que bebeu, tenho que ir, foi saindo na porta. –Disse Clara
Espera, você tem que me contar o que eu fiz ontem.
Adeus Meirelles. –Clara bateu a porta.
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