Promessas, Apostas e Incertezas!
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Clara tinha saído da casa de Marina as pressas, tinha avisado sua mãe que ia dormir na casa de Flavinha, mais a essas horas dona Chica já sabia que ela tinha dormido na Marina. Clara resolveu ligar para Flavinha avisando que ia direto pra casa. Flavinha e Eduarda obviamente fizeram um interrogatório, e Clara deu graças a Deus quando a ligação caiu. Chegou em casa e sua mãe logo veio falar com ela.
Flavinha me falou que você dormiu na casa da Marina, é a garota da aposta não é? –Perguntou Dona Chica.
Clara tinha uma relação muito intima com a mãe, e dividia quase todas as coisas com a mesma. Chica não gostou muito da história da aposta, sabia que a filha podia se machucar, mas sabia também que quando Clara colocava alguma coisa na cabeça, ninguem tirava.
É mãe, e antes que você fale algo, não rolou nada entre a gente, nem um beijo. –Bufou Clara
Tem certeza? Não precisa ter vergonha filha.
Mãe não aconteceu nada. Nada.
Tudo bem. Como foi a festa?
Normal. –Respondeu Clara
Um abraço? –Disse Chica
Tá mãe, você não desiste né, eu vou te contar. A gente quase beijou, ela disse que estava apaixonada por mim. –Disse Clara
E você filha, o que sente em relação à ela?
Ah você sabe mãe, ainda tenho vontade de arrancar a cabeça dela.
E sobre o quase beijo, o que você tem pra me dizer?
Eu odeio a Marina. Mas o que você quer saber sobre isso? –Perguntou Clara.
Eu não sei mãe o que aconteceu comigo ontem, mas eu senti vontade de beija-la, como a senhora sabe eu dormi lá, e na mesma cama que ela, ela foi me dar boa noite, e veio em direção a minha boca, e quando eu fechei os olhos, ela virou meu queixo, e beijou o rosto.
Então você queria beija-la, isso significa que você esta gostando dela minha filha.
Sabe que pensando bem agora mãe, ainda bem que eu não beijei. Imagina quantas bocas ela já beijou, vai que eu pego uma doença. –Chica riu com a resposta.
Mudando o rumo do assunto, porque você gosta tanto de provocar ela?
Porque é divertido, eu gosto de ver o efeito que tenho sobre ela. –Respondeu Clara com um sorriso vitorioso.
Filha, eu acho que está na hora de termos uma conversa de mãe e filha sobre essa aposta, não quero te ver sofrendo.
Tudo bem mãe, tem que ser agora? –Perguntou Clara
Sim, agora. Qual a sua estrategia pra conquistar ela? –Perguntou Chica.
Eu não tenho. Vou ser apenas eu mesma, para provar com ela pode facilmente se apaixonar como uma idiota. E no fim ela vai ser e se sentir humilhada.
Mas se isso acontecer ela sairia ferida, não sairia?
Eu não me importo, ela merece. –Disse Clara friamente.
E se ela quisesse fazer com você exatamente o mesmo?
Ela vai fracassar, porque eu sei me proteger dessa coisa de amor, que destrói as pessoas e fazem elas se tornarem dependentes de alguém.
Filha, me diga a verdade, você já se apaixonou por alguém? Eu sei, você sempre teve atrações por meninas, pra mim foi no dificil no começo, mas nunca houve um menino, ou até mesmo uma menina que você nunca me apresentou?
Não mãe, eu sou assim, não sei porque, mas é o meu jeito e estou bem com isso. –Respondeu Clara.
Eu gosto da sua personalidade minha filha, você tem esse seu jeito, mas é uma pessoa boa. Mas bem, e você acha que a Marina já se apaixonou?
Pelo que eu saiba sim, mas por si mesma. -Chica riu novamente com a resposta da filha.
Por que você odeia a Marina, Clara?
Mãe, não da pra gente parar de falar dela? –Falou Clara irritada.
É a última pergunta que eu faço, juro.
Tudo bem dona Chica. Mas odeio porque sim.
Você não odeia ela realmente.
Odeia sim. –Riu Chica com o nervosismo da filha.
Não odeia, senhora teimosia. O ódia que você sente por ela, é momentâneo. Em determinadas coisas que ela faz e te irrita, você odeia ela. Depois você não odeia ela. Você não sente nada nesses momentos em relação a ela. –Clara a encarou sem falar nada.
Tudo bem mãe, a senhora me deixou confusa, chega por hoje né.
Eu só quero que você entenda que você não sente ódio por ela, e que o fato de você não sentir nada, facilita o fato de você poder se apaixonar por ela. –Clara riu alto.
Tchau dona Chica, preciso de um banho e cama.
Clara subiu para o seu quarto e ficou pensando no que sua mãe lhe disse enquanto estava no banho. Dormiu quase o dia todo, só saiu do quarto para o jantar. Do outro lado lá em Santa Tereza, Marina estava deitada no sofá explodindo de dor de cabeça, quando Vanessa chegou.
E aí pé de cana. Ontem você causou hein minha filha. –Provocou Vanessa.
Hoje não Van, por favor, sermão só amanhã. –Vanessa sentou no sofá e colocou as pernas de Marina no seu colo. –Marina gemeu de dor com o gesto.
Nossa hein, mais a Clarinha te deu uma canseira mesmo viu dona Marina.
Para, até parece, você viu meu estado ontem, a gente não fez nada. O que é uma pena.
Nossa, se eu não estivesse ouvindo da sua boca, não ia acreditar que Marina Meirelles dormiu com uma mulher em sua cama, e não rolou nenhum beijinho. -Riu alto Vanessa.
Ah, Vanessinha, dá pra você rir um pouco mais baixo caramba! E você sabe a Clara é dificil de lidar. E também eu não me lembro de nada que eu fiz, e ela pra me provocar, saiu daqui e nem quis me dizer sobre ontem a noite. –Disse Marina.
Fala sério Mari, vai dizer que você não se diverte com ela?
Sim, mas ela me deixa confusa.
Clarinha tá arrasando com seu coraçãozinho hein gata. –Provocou Vanessa
Ela é dificil, mas eu gosto dela justamente por isso. –Respondeu Marina com um sorriso.
Não vai me dizer que está apaixonada por ela? –Perguntou Vanessa rindo.
Sinceramente não, mas acho que estou perto disso. –Respondeu Marina pensativa.
Só tenho uma coisa pra te dizer cara amiga, você se fudeu. –Riu Vanessa.
Fale com o autor