Notas iniciais
ooi ooi gente, e aqui estou eu novamente haha' Espero que estejam gostando da história de verdade, tô emocionada com os comentários, vocês são todas umas lindas *-* Esse capítulo tá maiorzinho, e como eu não ando fazendo nada na vida por enquanto tá fácil atualizar. Enfim, boa leeitura... ah, e pra quem pediu meu twitter, ta aí de novo _AneC_

Clara nem tinha percebido, mas a aula já chegava ao fim. Já estava na sua última aula. Foi quando a coordenadora entrou na sala, e pediu para todos se juntarem no ginásio da faculdade. Clara levantou acompanhada de Eduarda e Flavinha, e seguiram conversando até o ginásio.

Muito bem pessoal, Bom dia, prestem atenção por favor –Alguns olharam curiosos, outros não- Como esse ano temos uma turma de Direito e ou outra de Ciências Socias que estão no último semestre, recebemos uma proposta dos alunos para fechar o curso com chave de ouro. Vamos realizar um baile beneficiente, voltado para doações para Ong’s que apoiam o movimento LGBT. Tudo isso devido aos grandes acontecimentos contra homossexuais. –Alguns ficaram animados, outros nem tanto.- Bem, então como um baile não é completo sem uma dança, vocês irão se apresentar no dia do baile e a propósito, pelo fato do motivo do baile, os casais seram meninas com meninas, e os meninos com meninos, quanto à vestimenta, inovem, e criem algo. Portanto, a partir da semana que vem, você terão ensaios em todas as segundas-feiras. Alguma dúvida? –Clara levantou a mão.

Pois não senhorita Fernandes?

Nem todos são obrigados a participar não é?

Todos são obrigados, é por uma boa causa, e creio que todo mundo aqui goste de uma boa festa.

Obrigados? E os direitos de um pais livre? –Falou com raiva

Não quero discutir com você sobre direitos senhorita Fernandes, por favor se conforme. –Disse Márcia, a coordenadora.

Não irei me conformar, nem dançar. –Disse sorrindo

Vai sim, ou terei que te dar uma suspensão novamente? –Desafiou

Não vou dançar. –Continuou irredutível.

Qual é, eu serei seu par, tenho certez que vai querer. –Disse Marina que apareceu bem atras delas se intrometendo. Clara e Jéssica olharam pra ela. Outras garotas baixaram a cabeça triste, por perderem a oportunidade de dançar com ela.

Eu não vou dançar com você! –Falou Clara

Exatamente, eu vou dançar com você bebê. –Falou Jéssica.

A discussão começou a chamar atenção dos que estavam ali presente, até que Márcia a coordenadora interrompeu:

Isso vocês resolvem depois por favor.

Não precisa ser discutido, eu vou dançar com a Clara. –Marina olhou para Jéssica. -E a propósito estamos acabadas. –Jéssica olhou para Clara com raiva e disse:

Isso não vai ficar assim. –E saiu.

Eu não vou dançar com você, Meirelles. –Clara repetiu.

Dance com ela Clarinha, que mal vai fazer? –Se intrometeu Flavinha.

É Clara. –Concordou Marina com um sorriso. As duas recebendo um olhar reprovador de Clara.

N Ã O! Você entende? Não, vou, dançar, com, você, Meirelles! –Respondeu Clara

Tudo bem, até lá você muda de idéia. –Sorriu Marina.

Não mesmo! –Nisso o sinal bate para a saída da faculdade.

Ok pessoal, semana que vem estejam preparados com seus pares. –Disse Márcia por último.

Clara, aceite! –Disse Flavinha já saindo com Eduarda.

Nunca Flávia Campos! –Disse sorrindo.

Clara voltou para a sala, para pegar um caderno que tinha esquecido, e quando está saindo, Marina para na sua frente entendendo a mão como se fosse um comprimento de um inicio de dança.

Senhorita. –Clara apenas ficou olhando. –Por favor aceite essa dança com essa pobre moça? –Continuou insistindo. Clara ergueu uma sombrancelha.

Você tem noção de que você é uma idiota não é?

Eu tenho noção de que vou dançar com você Fernandes.

Não, agora sai da minha frente. –Respondeu

Não, até você aceitar. –Sorriu novamente.

Clara pensou em como ela tinha um sorrindo lindo e encantador, mais logo tratou de sair desses pensamentos, e respondeu:

Ótimo, eu tenho todo tempo do mundo, morreremos aqui. –E se sentou na cadeira. Clara estava de shorts, pois naquela manhã fazia um grande calor no Rio. Reparou que Marina olhava descaradamente para as suas coxas.

–Para! –Disse Clara.

Não posso fazer nada se você tem belas coxas. –E sentou na cadeira ao lado.

Vou tentar te explicar de um forma simples para o seu cérebro tentar processar mais rápido: Eu não sou igual as outras garotas que ficam babando por você, só porque você me elogiou!

Você é complicada demais. –Respondeu.

Eu sei. –E piscou pra ela.

Nisso, Clara se levantou e foi até a porta, mas Marina foi mais rápida e a agarrou pela cintura. Ela tentou se soltar, mas apesar de ser mais magra, Marina era mais forte.

Eu disse até você aceitar. –Falou Marina

Eu odeio você! –Respondeu Clara.

Não se esqueça que amor e ódio andam lado a lado.

Olha, você consegue usar o cérebro as vezes.

E novamente Clara tentou se soltar, mais Marina continuou segundo a morena firme pela cintura. Clara chutou, socou, estapeou, mas ela não largou. E susurrou próxima a orelha dela:

Você até que é fortinha hein? –Clara estremeceu ao ouvir aquela voz aveludada no seu ouvido, mas logo se recuperou quando viu o monitor vindo na direção deles.

Ai não, me solta logo Marina, estou perdendo a paciência.

O que foi? Está com medo de levar mais uma advertência para sua coleção? –Dessa vez Clara acertou uma cotovelada no seu estômago, Marina gemeu mais continuou firme.

Na verdade, o que eu quero mesmo é acertar um golpe desse nele, pra ele parar de me perseguir com essas advertências.

Palavrinhas mágicas, ai eu te solto. –Clara permaneceu em silêncio, enquanto o monitor se aproximava cada vez mais.- Vamos, palavras mágicas Clarinha. –Maina susurrou novamente.

Tá ok, eu danço com você! –Finalmente disse.

Garota esperta você, jurava que ia falar por favor, me solta, socorro! –Clara de um tapa no ombro de Marina.

Ai. –Respondeu Marina.

Cala a boca. –O monitor se aproximou das duas.- A aula já acabou monitor, já pode ir embora. -Disse Clara.

É Erick meu nome. –Respondeu o menino de óculos grandes.

Tanto faz. –Clara e Marina falaram juntas. Clara encarou Marina.

É meu dever retirar os alunos que ficam na sala após a aula. –Disse Erick

É seu dever... –Clara ia falar mas Marina a interrompeu.

Lembra daquele favor que você tava me devendo cara?

Lembro, sim. –Respondeu.

Clara observava a cana confusa. O que Marina tinha feito para Erick? E também estava brava, afinal, Marina tinha a interrompido.

Então, não nos dedure, fechado?

Só dessa vez. –Erick deu meia volta e sumiu em outro corredo. Marina olhou para Clara que a olhova com uma expressão enfurecida. Então disse:

O que foi agora?

Quem você tá achando que é pra me interromper assim? –Aumentou o tom de voz.

Calma Clara, eu só livrei a gente disso de um jeito pacifico. –Colocou as mãos nos ombros dela, que logo empurrou as mãos de volta.

Estou calma. –Porem falou com raiva na voz. E saiu andando. Marina a acompanhou.

Então, te vejo na segunda, e nos ensaios. –Marina piscou pra ela.

Eu não vou... — ...dançar com você mas, pensou que essa poderia ser uma forma de conquista-la, e Marina também ia aproveitar a oportunidade por meio dos ensaios, mas tudo tem um preço. – Te vejo nos ensaios sim. –Continuou e sorriu, e saiu andando na frente.

Marina continuou caminhando lentamente e ficou apenas observando a morena sumir pelo corredor. Ela iria conquista-la de qualquer jeito, afinal ela era Marina Meirelles, tinha qualquer garota em seus pés, só nao sabia se seria fácil, quer dizer, ela sabia que iria ser dificil. Ainda mais Clara, que apesar de ser lésbica, Marina nunca à viu com ninguem desde que a conheceu.

Clara estava quase na saída quando viu Flavinha e Vanessa juntas.

Você é uma imbecil. –Disse Flávia. Clara continuou observando de longe, querendo se meter, mas se quisesse saber o que estava acontecendo teria que ficar quieta.

Flavinha, você não vai morrer por causa disso. Tá parecendo a Clara, é muita convivência né? –Clara levantou uma sobrancelha, mas elas ainda nao haviam notado ela ali. Do nada, e bem atras dela, apareceu Marina e sussurrou novamente em seu ouvido.

O que você acha que está acontecendo? –Perguntou.

Quer me matar de susto sua louca? Eu não sei. –Respondeu Clara sussurrando.

Vamos observar. –Disse Marina. Clara revirou os olhos e com isso Marina sorriu.

Primeiro não me chama de Flavinha, pra você é Flávia, e segundo se a Clara souber que você disse isso dela, ela vai querer socar sua cara.

Tão esperta. –Clara sussurrou.

Ok. Só aceita dançar comigo? Aposto que a Marina já conseguiu convencer a Clara a dançar com ela. –Disse Vanessa

Tão esperta. –Dessa vez Marina sussurrou, e Clara a olhou:

Idiota. –Marina sorriu novamente.

Tá bom, eu danço, com uma condição. –Flavinha falou, visivelmente vencida pela cansaço.

Qualquer uma. –Respondeu Vanessa animada.

Você vai me ajudar a fazer a Marina se apaixonar pela Clara, e a Clara se apaixonar por ela. – Clara e Marina arregalaram os olhos, olharam uma para a outra e disseram juntas:

O que?! –Vanessa e Flavinha olharam pra elas. Ficaram um tempo as quatro se encarando. Clara finalmente falou:

Você vai me explicar isso agora Dona Flávia Campos, eu pensei que você era minha amiga. –Ela estava furiosa.

Clara, eu só... Esquece, você e nem ela iriam entender. Ja desisti da ideia, não se preocupe. -Se defendeu Flavia.

Ótimo. Vamos embora. –E puxou Flavinha pelo braço para fora da faculdade. Vanessa e Marina ficaram um tempo em silêncio e de repente começaram a rir.

Não sei quem é mais louca, Clara ou a Flavia. –Disse Vanessa.

Clara, com certeza. –E continuaram a rir.

Flavinha entrou no carro seguida de Clara. Antes de ligar o carro Clara disse:

Eu te mataria se você não fizesse brigadeiros tão deliciosos. –Flavia riu.

Me desculpa, eu só estava tentando ajudar. Mas então, você aceitou dançar com a Marina?

Sim, mas é só uma forma de deixar ela caidinha por mim. –Disse Clara sorrindo.

Saiba que ela vai usar a dança para o mesmo propósito.

Eu sei, mas vale a pena. E você e a Vanessa, o que está rolando? –Perguntou Clara

Nada, ela só me pediu pra fançar com ela.

Aposta quanto que isso é uma aposta entre ela e a Marina pra fazer você se apaixonar por ela? Afinal, nenhuma das duas prestas mesmo.

Se for, eu acabo com a raça dela. –Disse Flávia

É assim que se fala minha garota. –Clara finalmente ligou o carro e sairam dali.

Notas finais
Então é isso, espero que tenham gostado. E cooomenteem muito, que eu tô amando o comentário de vocês! Beeijo e até o próximo.