Promessas, Apostas e Incertezas!
19 Capitulo 19.
Notas iniciais
Não é melhor a gente conversar no seu quarto, sua mãe pode se incomodar. –Marina disse mantendo a voz calma.
Minha mãe não está em casa. Agora para de enrolar, quem é Vitória, Marina? Porque pelo o que eu me lembre, eu nunca ouvi falar de nenhuma Vitória lá na faculdade.
Marina realmente não sabia o que dizer, qualquer coisa que tentasse dizer Clara não ia querer ouvir, afinal, sabia o quanto outra era cabeça dura.
Vai Marina, vai ficar o dia todo me olhando e não vai me explicar? –Clara disse nervosa.
Ei, primeiro dá pra você se acalmar? Eu não fiz nada demais pra você tá me tratando assim. –Marina disse séria.
Ah, claro. Santa Marina, não fez nada, só me deixou plantada no telefone enquanto dava moral pra alguma vadia.
CHEGA CLARA! -Marina gritou. –Vai ficar me acusando o tempo todo, ou vai me deixar falar?
Sou toda ouvidos. –Clara disse e sentou no sofá.
Marina estava realmente em duvida se contava ou não sobre Vitória. Se ela contasse, Clara ia no minimo surtar, e se não contasse e Clara descobrisse depois, talvez podia ser um pouco pior.
“Droga Marina, fala alguma coisa logo” –Pensou.
Então... –Marina começou e coçou a orelha. – A Vitória, é uma conhecida de muito tempo atras...
Você tá mentindo Marina. –Clara interrompeu. –Toda vez que você fica nervosa e coça a orelha é porque tá mentindo.
Perae, quem te disse isso? –Perguntou surpresa.
Eu te conheço. Agora me diz a verdade.
A Vitória foi minha primeira namorada. –Marina soltou de uma vez.
Ah mais é claro, ex namorada, quem seria a grande Meirelles sem uma ex correndo atras não é? Você só ta comigo por diversão não é? Ja matou a saudades da Vitoria? Ja se agarrou com a vagabunda?
Você é louca? Escuta o que você tá falando Clara.
Eu sei muito bem o que eu to falando, ou vai me dizer que não? Eu conheço a sua fama Marina, você quer fazer comigo, o que faz com todas as outras, mas dessa vez você tá muito enganada.
Senhor! –Marina exclamou.
Chega Marina, chega dessa palhaçada...
Quer saber? Chega! CHEGA! –Marina gritou. – Chega mesmo de eu ficar feito trouxa tentando te fazer entender que eu gosto de você Clara, EU GOSTO DE VOCÊ, SEMPRE GOSTEI. Eu te respeitei desde quando começamos a nos aproximar, mesmo não tendo nada oficial, eu te respeitei, eu dispensei todas que vieram atras de mim, mas eu errei sabe, errei quando pensei que você tambem gostava de mim, quando pensei que você confiava em mim, mas eu devia é ter continuado, afinal, como você disse pra Flavinha, a gente não esta namorando, e se tivemos alguma coisa, acabou por aqui. –Marina cuspiu as palavras em Clara e saiu batendo a porta.
Quando Clara ouviu o barulho da porta batendo, sentiu o peso das palavras de Marina.
Droga, droga, droga! –Clara se jogou no sofá.
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Marina estava com o rosto queimando de raiva, e só percebeu que tinha descido os cinco andares até a saida do prédio, porque sentiu o cansaço ao parar na porta do seu carro.
Marina? –Ouviu uma voz atras de si.
Marina se virou e viu de quem se tratava.
Flavinha? Você não tinha ido pra casa?
Eu ia, mas eu sabia que ia rolar briga, conheço a Clara, então resolvi ficar e esperar você descer. E pelo jeito estou certa né?
Pois é, sua amiga é louca. A gente nunca vai dar certo. –Marina suspirou.
Para Marina, a Clara gosta de você, acho que desde que eu conheci ela, claro que ela nunca assumiu, mas eu sempre soube. –Flavinha sorriu.
As vezes gostar não é o bastante. Mas sobe lá, ela deve tá precisando de você. –Marina deu um sorriso fraco.
Tudo bem, eu vou lá. Fica bem. –Flavinha se despediu e foi em direção a porta de entrada do prédio.
Marina entrou no carro e saiu rumo a casa de Vanessa.
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Flavinha pegou o elevador e subiu em direção ao apartamento da amiga. Tocou a campanhia, uma, duas, três e nada de atender. Ligou no celular de Clara e ninguem atendia. Então bateu na porta.
Vai Clara, eu sei que você tá ai. –Disse enquanto dava batidas na porta.
Vai embora Flavia, eu quero ficar sozinha. –Clara gritou do outro lado.
Vou acampar aqui até sua mãe voltar então. Abre vai, juro que não vou dizer nada, mas a gente pelo menos vê um filme e come brigadeiro a tarde toda. –Flavinha terminou a frase, e ouviu a chave girando na porta.
O que seria de mim sem você? –Clara sorriu fraco.
Ô minha amiga. –Flavinha abraçou a amiga.
Vem entra, e faz aquele brigadeiro que só você sabe.
Flavinha entrou e foi pra cozinha, enquanto Clara escolhi um filme qualquer para assistir. Ela sabia que nada ia distrai-la, as palavras de Marina a acertaram em cheio. Clara não se reconhecia mais, nunca foi tão ciumenta assim, o que estava acontecendo, logo com Marina, ela nem queria assumir um compromisso, tinha medo, e agora estava nessa situação
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Marina dirigiu rápido, quase bateu o carro umas duas vezes. Ainda estava nervosa. Chegou na casa de Vanessa e tocou a campanhia desesperadamente.
Wow, quem vai tirar o pai da forca? –Vanessa disse abrindo a porta. – Ah, Marina, o que aconteceu?
Nada Van, não quero falar. Cadê aqueles seus whiskys maravilhosos? –Marina perguntou sentando no sofá.
Eu não sei o que aconteceu, mas pelo visto a coisa foi feia. –Vanessa saiu em direção a cozinha.
Logo Vanessa voltou com uma garrafa e dois copos com gelo. Marina tomou a garrafa da mão da amiga, tirou a tampa e virou na boca, o liquido desceu queimando a garganta.
Marina, você tá louca? –Vanessa perguntou surpresa.
Ah, era disso que eu precisava.
Pelo jeito é pior do que eu pensava.
Senta, que a história é longa Van. –Marina disse com um sorriso fraco.
Então Marina contou todo o surto de Clara para Vanessa.
Mas Marina, a Clara é mais louca do que eu imaginava. –Vanessa riu. –Então você terminou com ela, um relacionamento que nunca começou?
É, mais ou menos isso, você sabe Van, depois da Vitória, eu nunca mais fui fiel a ninguem, nunca me amarrei a ninguem, mas com a Clara foi diferente. –Marina deitou no colo de Vanessa.
Você se apaixonou por ela. –Vanessa disse enquanto fazia carinho nos cabelos da amiga.
Eu acho que todo aquele “odio” –fez aspas com as maos. – que eu sentia dela, era um amor reprimido, eu sempre achei a Clara diferente das outras. Eu amo ela Van, mas eu não vou voltar atras.
Marina disse, e Vanessa apenas sorriu. Ficaram sem silêncio por um tempo, e Vanessa logo viu que a amiga já chorava baixinho, não interrompeu, deixou ela chorar, amanhã ela estaria melhor. Fez carinho nos cabelos de Marina, até a mesma adormecer.
Pelo jeito a Vitória veio pra bagunçar sua vida novamente. – Vanessa sussurrou.
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No leblon, Clara se acabou no brigadeiro e depois subiu pro seu quarto com Flavinha, que não muito diferente de Vanessa, ouvia a amiga choramingar por causa de Marina.
Flavinha, eu pisei na bola, eu sei, deveria ter sido mais compreensivel. Mas e se ela nao me perdoar? –Clara choramingava.
Ela vai Clarinha, ela vai. Nem que a gente faça uma serenata em baixo da janela dela. –Flavinha disse fazendo Clara sorrir.
Boba, só você pra me fazer rir. –Clara disse.
Então ficaram em silêncio por mais um tempo, até que Flavinha percebeu que Clara tinha dormido, e resolveu ligar para Vanessa.
O telefone chamou e no segundo toque a ruiva atendeu.
Oi Van. –Flavinha sussurou.
Oi, porque tá falando assim? –Vanessa perguntou.
Eu tô na Clara, e ela ta dormindo. Desculpa não ter dado noticias o dia todo.
Ah, eu devia ter imaginado, a Marina tá aqui também, veio chorar as pitangas. –Vanessa riu.
A Clarinha tá mal. –Flavinha disse.
A Marina nem se fala, tomou uma garrafa de whisk sozinha.
Vanessa! –Flavinha repreendeu.
O quê?
Você não podia ter deixado ela beber assim.
Ela tá dormindo, daqui a pouco melhora. E você como está?
Tô bem, com saudades. –Flavinha disse timida.
Também estou. –Vanessa disse e ouviu Marina resmungar no sofá.
A gente tem que ajudar elas se reconciliarem Van.
Deixa elas sofrerem um pouquinho. –Vanessa riu. –Tô brincando, a gente vai dar um jeito, nem que eu mande dar uma surra na Vitoria.
Ah Claro. –Flavinha riu.
Agora deixa eu cuidar da bebada aqui, amanhã a gente se vê. –Vanessa disse.
Ok, boa noite. –Flavinha se despediu.
Boa noite! –Vanessa disse por fim.
Ao desligar o telefone, Flavinha olhou e viu que Clara dormia profundamente, resolveu tomar um banho e descansar também, afinal o outro dia, Clara encontraria Vitoria pelos corredores da faculdade, o que com certeza não daria muito certo.
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