Promessas, Apostas e Incertezas!
20 Capitulo 20
Notas iniciais
E mais uma manhã chegava no Rio de Janeiro. Marina acordou com uma dor de cabeça terrivel, e o corpo todo dolorido, se remexeu e então percebeu que não estava na sua cama, abriu os olhos e viu Vanessa sentada no sofá com uma xicara na mão.
Vanessa, porque eu estou na sua casa? Que horas são? Eu devia tá na faculdade. –Marina levantou a procura do seu celular.
Ei, calma. Bom dia pra você também, e você dormiu aqui, e senta ai que não estamos atrasadas. –Vanessa disse.
Eu dormi aqui? Meu Deus, minha mãe deve tá querendo me matar. Minha cabeça tá explodindo, que droga, eu não me lembro de nada.
Eu liguei pra sua mãe ontem, relaxa, e sua cabeça está pelo fato de você ter tomado toda a minha garrafa de whisk né dona Marina, e a propósito, eu quero outro viu?
Tá, depois falamos sobre isso. E por favor me lembre de nunca mais beber assim. Cadê o meu celular?
Como se o que eu falasse adiantasse. Seu celular e sua bolsa estão em cima da mesa, na cozinha.
Marina se levantou, foi até a cozinha e avistou o celular, viu que realmente ainda estava cedo, e não tinha nenhuma ligação, nem notificação no celular, o que a entristeceu. Aproveitou que estava ali, tomou um copo de água, e pegou um pouco de café. Voltou pra sala e Vanessa estava com cara de boba, olhando pro celular.
Mas a Flavinha te laçou mesmo hein Van. –Marina riu.
Não sei porque tá rindo, quem tava chorando pela Clara ontem era você. –Vanessa riu mais alto.
Foi só um momento de fraqueza, ok?
Espero que esse momento de fraqueza tenha passado, porque hoje você vai ter que segurar a fera da Clara quando ela encontrar com a Vitória.
Isso se eu não apanhar junto né? -Marina riu. – Então eu já vou indo, vou passar em casa, ouvir minha mãe reclamar um pouquinho, e tomar um banho rápido, vai querer carona?
Eu acho que depois de ter aguentado você bebada, ouvir suas lamentações, ter guardado o seu carro, e ainda ter que aguentar você roncando a noite. Eu mereço uma carona né? –Vanessa riu.
Ei, eu não estava roncando! –Marina disse fingindo indiguinação. – E você sabe, é por isso que eu te amo Vanessinha. –Completou apertando as bochechas da ruiva.
É, eu sei, eu sei, agora vai logo, e não se atrasa.
Tchau Vanessinha. –Marina disse saindo pela porta.
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No leblon Clara acordava com a luz batendo no seu rosto.
Droga Flavia, fecha a cortina! –Gritou.
Levanta bela adormecida, ainda temos aula. –Flavinha disse saindo do banheiro.
Ah, e quem disse que eu vou pra aula? –Clara abriu os olhos.
Ah, mais você vai Dona Clara, nem que vá amarrada.
Não sei se estou preparada pra ver a cara da ex da Marina. –Clara disse.
Não acredito, Clara Fernandes com medo? –Flavinha riu.
Não é medo, mais poxa, ela foi a primeira da Marina, e imagina se ela for gostosona ainda? Ai que eu não tenho chances mesmo.
Então se prepara, porque ela é gata.
Ah, então você viu a biscate, e não me disse? –Clara disse fingindo indiguinação.
Eu vi ela rapidinho, a Vanessa não vai com a cara dela, então saiu me arrastando de lá.
E como ela é? –Clara perguntou curiosa.
É bem branquinha, mais ou menos do seu tamanho, tem os olhos azuis, e é ruiva.
Hum! Eu sou mais, a Marina que me aguarde, ela vai ver o que tá perdendo.
É assim que se fala amiga. –Flavinha sorriu. –Agora vamos que eu quero ver a Van antes da aula.
Quanto amor vocês duas hein. –Clara riu. – A ruiva laçou seu coração mesmo hein.
Shiu! Vai dona Clara, pro banho, vou te esperar lá em baixo.
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Marina chegou em casa, ouviu um milhão de perguntas de sua mãe, se explicou e depois subiu para o seu quarto. Tomou um banho rápido, tomou apenas um café, não quis prolongar a conversa com sua mãe que só perguntava de Clara. Se despediu e seguiu para a casa de Vanessa. No caminho ligou para a ruiva, e pediu para a mesma esperar em frente de casa.
Marina pegou Vanessa em casa, e foi em direção a faculdade, estacionou o carro, e viu que ainda estavam adiantadas, então foram pra cantina. Marina e Vanessa conversavam amenidades e riam, até que a ruiva ficou séria.
O que foi? –Perguntou Marina.
Olha quem tá vindo ali. –Vanessa apontou fazendo Marina se virar para olhar.
Ah não, meus problemas já começam logo cedo.
Bom dia garotas! –Vitória disse animada.
Só se for pra você. –Vanessa disse.
Bom dia. –Marina respondeu seca.
Nossa que desanimo logo cedo hein. Vou sentar aqui com vocês, posso? –Disse Vitória já se sentando ao lado de Marina.
Já sentou né? –Vanessa provocou.
Vitória pediu um café, e ficou conversando com Marina e Vanessa, que apenas concordavam com o que a ruiva falava. Logo Gisele chegou com Eduarda logo atrás delas.
Oi Van, Oi Mari. –Disse Gisele animada.
Bom dia! –Disse Duda logo atras.
Bom dia meninas. –Marina respondeu.
Perae, vocês duas chegando juntas? Com o cabelo molhado? Não vai me dizer que... –Vanessa riu alto. –Mas eu não acredito. –Continuou rindo.
Ei Vanessa, não é nada do que essa mente maliciosa está pensando.
E vocês não me apresentam não? –Vitória que até então estava calada, falou.
Ah, essa é ex pé no saco da Marina, a Vitória. –Vanessa disse.
Oi, Gisele né? É um prazer! –Vitória disse com um sorriso malicioso. – Oi –Completou, acenando para Eduarda.
Então você é famosa Vitória. –Gisele disse sorrindo.
Famosa eu não sei, mas sou a Vitória. –Sorriu largamente para Gisele.
Eduarda deu um sorriso fraco para Vitória, e puxou Gisele pela mão em direção a outra mesa.
Vamos sentar ali. –Gritou Gisele.
Marina apenas acenou com a cabeça.
Porque não me disse que tinha uma priminha linda assim, Mari? –Vitória disse maliciosa.
Mais você não muda né. –Marina disse.
Com ciúmes Mari? –Vitória provocou.
Não de você meu bem. –Marina sorriu fraco.
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Clara chegou com Flavinha um pouco antes de começar a aula. Seguiram para o refeitório para tomar um café rápido. Logo que entraram Clara avistou Eduarda e Gisele em uma mesa, e foi em direção a elas.
Bom dia casal! –Clara disse.
Casal? –Eduarda perguntou.
Não vem não, as duas com esse cabelo molhado não me engana. –Clara disse se sentando.
Bom dia meninas. –Flavinha disse rindo.
Ai Clara, você é louca. –Gisele riu. –Bom dia Flavinha.
Clara deixou a bolsa em cima da mesa e foi pegar um café, parou na fila do caixa, atrás de uma ruiva que ela não se lembrava de tê-la visto por ali. Quando a ruiva se virou com um suco na mão, tropeçou e derrubou todo o suco que segurava em Clara.
VOCÊ TÁ LOUCA? –Clara gritou chamando atenção das pessoas.
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Marina que conversa com Vanessa ouviu o grito de Clara, e logo se virou pra ver o que tava acontecendo.
Agora o barraco tá armado. –Vanessa ria. –Eu te avisei que ela ia aprontar.
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Flavinha se virou e viu o que estava acontecendo, se apressou em levantar, pra tentar evitar o barraco.
Tudo bem Clara, não foi nada. Vem, vamos no banheiro, eu devo ter outra blusa aqui na bolsa. –Disse Eduarda saindo com Gisele e Flavinha.
Me desculpa querida, foi sem querer, eu tropecei. –Disse Vitória em sua defesa.
Aham, sem querer! –Clara riu irônica.
Vai dizer que nunca derrubou nada em alguém sem querer? –Vitória disse sinica.
Não! Agora some da minha frente garota, antes que eu... –Marina interrompeu:
Chega de escândalo Clara, ela já disse que foi sem querer.
Ah, mas é claro que você tem que vir defender né? –Clara riu. –Eu deveria imaginar, é carne nova, a grande Marina tem que vir jogar seu charme.
Nesse momento o refeitório todo já prestava atenção na discussão.
Para Clara, só não quero você se metendo em confusão. –Marina respondeu.
Eu não quero saber o que você quer, então não se mete, se não vai sobrar pra você, Meirelles. –Clara ameaçou.
Meirelles apenas se calou.
Acho bom você não defender a Vitória, se não fica pior pro seu lado. –Vanessa disse.
Vitória? –Clara perguntou. –A mesma Vitória Marina?
Marina apenas concordou. E com o olhar que Clara lhe lançou sabia que estava muito mais encrencada.
Obrigada Vanessa. –Marina sussurou.
Desculpa, eu pensei que ela já sabia. –A ruiva se desculpou, e foi repreendia por Flavinha.
Continuando querida, eu espero que você fique bem longe de mim, porque se você passar perto de mim ou de alguma das garotas novamente, e sem querer obviamente, você derrubar alguma coisa em nós, eu acabo com esse seu rostinho rebocado de maquiagem. –Clara disse em tom ameaçador.
Você é maluca garota! –Exclamou Vitória.
Você ainda não viu nem um terço. –Disse Clara saindo em direção ao banheiro.
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Marina ficou paralisada vendo Clara sair desfilando, ela realmente era louca, adoravelmente louca.
Pronto minha gente, já acabou a palhaçada! –Vanessa gritou fazendo todos se sentarem novamente.
Mari, você viu? –Vitória disse.
Viu o que Vitória? –Marina perguntou sem muito interesse.
Como aquelazinha me tratou, eu disse que foi sem querer. Garota maluca, e grossa . –A ruiva se fez de vitima.
A dá um tempo vai, e se acostuma que com a Clara é dai pra pior.
E você nem pra me defender, você viu como ela me tratou Mari.
Me dá um tempo vai, não venha se fazer de santa pra mim, vou atrás da Clara. –Marina disse saindo na mesma direção em Clara saiu minutos antes.
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Marina chegou no banheiro e não encontrou Clara. O sinal para o começo da aula já tinha tocado, então imaginou que ela já estivesse assistindo aula, então saiu em direção ao corredor. Viu que a morena estava um pouco mais a frente também no corredor em direção ao armário, a morena pisava duro, parecia bufar de raiva.
“Ela fica ainda mais linda” –Marina pensou.
Clara, precisamos conversar. –Marina a chamou.
Não, não precisamos. –Clara disse sem olhar para trás. E logo chegou em seu armário, e Marina com seu velho costume o fechou. –Sério, você tem que parar com isso. –Clara disse irritada, enquanto Marina encostava no armário.
Para Clara, não é assim que se resolve as coisas.
Claro que não é assim, primeiro você mente pra mim, depois defende ela na minha frente Marina, eu sinceramente esperava mais de você.
Eu não defendi ela, como eu disse, não queria confusão entre vocês. Poxa Clara me dá um chance de se explicar
Tudo bem Meirelles, eu vou me arrepender eu sei, mas vamos conversar.
Marina bateu palminhas feito criança.
Para de ser idiota. –Clara sorriu de canto.
Posso dizer uma coisa? –Marina perguntou.
Tente. –Clara se limitou a dizer.
Marina se aproximou do ouvido de Clara e disse:
Você fica ainda mais linda quando está brava. –Marina terminou a frase mordendo o lóbulo da orelha da morena, que se arrepiou com o toque.
Ei, eu disse nada de gracinhas Meirelles! –Clara disse saindo do transe.
Mais eu nem fiz nada, foi apenas um elogio.
Estou de olho Meirelles. –Clara respondeu séria.
Então, vamos? –Marina perguntou com um sorriso esperançoso.
Ok, vamos. Mas não se acostume, não é sempre que eu mato aula. E vamos lá pra casa, não tem ninguem, é melhor pra conversar.
Tudo bem, senhora estudiosa. –Marina riu. – No meu carro ou no seu?
No seu, vou ali na sala da Flavinha entregar a minha chave, e depois ela leva o meu carro.
Ok, vou te esperar no estacionamento. –Marina disse saindo.
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Clara correu até a sala de Flavinha e por sorte a amiga estava sentada próxima a porta, então foi fácil chama-lá pra fora.
O que aconteceu pra você vir me tirar da aula, Clara?
Nada, só fica com a chave do meu carro, e leva ele pra tua casa, e depois eu dou um jeito de busca-lo.
E você não vai ficar na aula? Vai pra onde? Me explica as coisas direito caramba! -Flavinha estava curiosa.
Calma, eu vou resolver uns problemas, e depois eu te conto direitinho. –Clara sorriu.
E por acaso esse problema se chama Marina? –Flavinha riu.
Vai estudar Flávia, até mais tarde. –Clara foi saindo.
Juízo! –Flavinha gritou.
Tenho de sobra. –Clara gritou de volta.
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Clara foi em direção ao estacionamento, e demorou um pouquinho até achar o carro de Marina, que naquele dia estava meio escondido.
Nossa, precisava esconder o carro? –Clara disse abrindo a porta.
Eu gosto dessa vaga, mas como sempre eu chego atrasada, nunca consigo pegar ela. –Marina riu.
É, deve ser mais fácil trazer as piriguetes pra cá, já que ninguem vê –Clara deu um sorriso falso.
Na verdade nunca trouxe ninguem para o meu carro.
Então, vamos? –Clara perguntou.
Vamos. –Marina abriu a porta para Clara.
O caminho todo Marina fazia brincadeiras para descontrair o clima. Clara sorria, mas Marina sabia que ela ainda estava chateada. Logo chegaram no prédio de Clara, passaram pelo porteiro, comprimentaram, e subiram de mãos dadas.
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O que Clara e Marina não sabiam é que estavam sendo seguidas.
Então é aqui que a Clarinha mora. –Vitória disse. –Muito bem.
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Clara abriu a porta e olhou em volta da sala confirmando sem realmente não tinha ninguem.
É, não tem ninguem.
Foi o que você me disse né? –Marina deu um sorriso fraco, e Clara revirou os olhos.
Então dona Marina, sente-se. –Clara apontou para o sofá. –Vamos ao que interessa.
Então vamos pro quarto. –Marina deu um sorriso malicioso.
Clara a olhou séria.
Ok, ok, não tá mais aqui quem falou. –Marina levantou as mãos em rendição.
O que ainda rola entre você a Vitória? –Clara foi direta.
Não rola nada Clara. Ela é minha ex, como você já sabe, nós namoramos por um tempo, mas ela me traiu... –Marina contou toda a história do seu passado para Clara.
Mari, eu nem sei o que dizer, sério, estou me sentindo uma idiota.
Para, eu não me importo mais com isso, foi dificil, mas a gente supera. –Marina se aproximou de Clara.
Me desculpa por tudo o que eu te disse? –Clara segurou a mão de Marina.
Não se preocupa com isso meu amor, só temos que trabalhar a sua confiança né? –Marina riu e abraçou Clara.
Mas olha aqui Marina, se eu souber que você tá de gracinha com essa garota, ou se ela continuar me provocando, eu juro que não respondo por mim. –Clara disse séria.
Tudo bem, vem aqui minha nervosinha.
Logo iniciaram um beijo que demonstrava toda a saudade que sentiam. Marina deitou Clara no sofá, e colou se corpo no da amada, começaram com um beijo calmo, que logo foi tomando proporções maiores. Clara arranhava as costas de Marina por baixo da blusa, Marina segurava a morena pelo pescoço. Clara tirou a blusa de Marina, quando ouviram o barulho da chave girando na porta. Marina rapidamente se levantou colocando a blusa novamente.
De novo? –Marina perguntou a Clara.
Pois é. –Clara sentou no sofá se ajeitando.
Bom dia! –Felipe disse entrando em casa.
Tinha que ser você né? –Clara disse.
O que foi maninha?
Nada, nada Felipe. –Clara disse irritada, e saiu em direção a cozinha.
Deve ser tpm cara. –Marina sorriu para Felipe.
Acho que não. –Felipe riu e apontou pra blusa de Marina que estava do avesso.
Ai meu Deus, que vergonha. –Marina escondeu o rosto nas mãos.
Relaxa, agradeça por ter sido eu que chegou aqui, vou descansar, até mais Marina. –Felipe disse subindo as escadas.
Até.
Clara, porra, minha blusa do avesso e você nem me avisa? –Marina disse irritada. –Que vergonha do seu irmão.
Ei, eu também não vi, relaxa querida, não estavamos fazendo nada que ele não faça.
Queria que estivesse sido com você, querididinha. –Deu enfase na palavra.
Clara riu.
Então, vamos lá pra casa? Vou avisar minha mãe, se preparar pra tomar outra bronca por não estar na aula, e ai a gente sai pra fazer alguma coisa, matar a saudades, que tal?
É, parece bom, vou tomar um banho rápido, me espera aqui. –Clara saiu deixando Marina na salal
Meia hora depois Clara apareceu, usava um shorts desbotado, um all star branco, e um camisa de Rolling Stones.
Eu não sei como você consegue ficar ainda mais linda. –Marina disse sorrindo.
Viu como você tem sorte? –Clara riu.
Convencida.
Não mais que você. Agora vamos que eu já estou ficando fome. –Clara puxou Marina.
–-
Foram o caminho todo fazendo brincadeiras uma com outra, aproveitando o clima tranquilo que estava entre elas. Logo chegaram na casa de Marina.
Marina viu que a casa estava silenciosa, entrou em casa devagar e percebeu que a mãe estava na cozinha, tentou passar despercebida, mas fracassou.
Nem pense que não te ouvi chegar dona Marina. –Joana disse virada de costas para Marina.
Oi mãe. –Marina sorriu.
Tá fazendo o que aqui essas horas? Não tem aula?
Érr... –Marina se enrolou.
Eu disse pra ela dona Joana “Marina vai pra aula, tem que estudar”. Mas a senhora sabe, ela não me escuta. –Clara disse chegando logo atras.
E a senhora também hein dona Clara, coisa feia as duas matando aula. –Joana disse.
Marina apenas riu.
Como eu sei que não adianta brigar né, nem vou falar nada viu Marina.
Bom, eu vou subir e tomar um banho rápido, é rapidinho Clarinha. E mãe, te amo você sabe. –Marina beijou o rosto de Joana. E foi saindo em direção ao quarto. Deixando Clara sentada a mesa conversando com sua mãe.
MARINA. –Joana gritou. –Tem visita pra você.
Quem ? –Marina e Clara disseram juntas.
Disse que é surpresa, vai lá. –Joana sorriu. –Acho que você devia subir também Clara.
Clara não queria invadir a privacidade de Marina, mas por outro lado estava se correndo de curiosidade.
É, acho que eu vou. –E subiu logo atras de Marina.
–-
Marina chegou no quarto e abriu a porta do quarto vendo de quem se tratava. A ruiva estava sentada na cama, de costas pra porta.
Vitória?
Mari, que bom que chegou, e seu quarto hein ainda continua do mesmo jeitinho. –Sorriu.
Clara chegou e só ouviu o fim da conversa. Viu que Marina ainda estava parada na porta.
Quem ta te esperando amor? –Clara perguntou.
Ah, tem companhia. –Vitória levantou vendo Clara e sorriu.
Ah, mais eu não acredito que é você! –A morena mudou seu tom de voz.
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