Promessas, Apostas e Incertezas!
18 Capitulo 18
Notas iniciais
Marina, quem é que tá ai com você? –Perguntou Clara do outro lado da linha.
Vi... Vitória? Você? –Marina perguntou tirando o celular da orelha e saindo do abraço da outra.
E ai, gostou da surpresa Mari? –Perguntou Vitória.
Vitória era uma ruiva de parar o trânsito, tinha os olhos azuis, e um corpo escultural, era dois anos mais velha que Marina, tinha os seus 22 anos. Foi a primeira namorada de Marina, e consequentemente a primeira por quem Marina se apaixonou e também a primeira por quem sofreu.
Mas quem é vivo sempre aparece hein. –Disse Vanessa vindo em direção as outras.
Vanessinha, mas você e Marina ainda continuam inseparáveis. –Disse Vitória abraçando a ruiva.
Sempre minha querida. Agora sem falsidade, você sabe que eu não vou com a sua cara. –Vanessa disse saindo do abraço.
Como sempre um amor de pessoa Vanessa. –Vitória disse com um sorriso irônica.
Apenas sincera meu amor, e a propósito seu cabelo continua horrivel com essa cor de água de salsicha. –Vanessa disse e riu alto.
Vitória apenas a fuzilou com o olhar.
Marina ainda estava paralisada. Como aquela mulher depois de todo aquele, tinha a cara de pau de aparecer como se nada estivesse acontecido.
FLASH BACK ON
Era um domingo entediante como outro qualquer, Marina estava deitada em sua cama, conversando com Vitória, que tinha ido passar o fim de semana em Petrópolis com a avô.
Marina: Então amor, você não vai conseguir chegar hoje a noite?
Vitória: Não vai dar bebê, os empregados só chegam amanhã cedo, e não quero deixar a vovó sozinha aqui. Mas assim que o pessoal chegar eu vou pedir pro motorista me levar, tô morrendo de saudades de você.
Marina: Eu também tô com saudades, ainda acho que eu devia ter ido junto com você.
Vitória: É, bem que eu queria amor, mais a minha vózinha precisava de um tempo comigo, ela anda muito sozinha.
Marina: Tudo bem, eu entendo.
Vitória: Amorzinho, vou precisar desligar, ficar mais um tempinho com a vovó. Se eu não estiver muito cansada, mais tarde eu te ligo.
Marina: Vou dormir um pouco agora, e depois a gente se fala amor.
Vitória: Ok bebê, te amo, saudades.
Marina: Te amo mais minha ruiva, beijo.
E assim se despediram. Marina e Vitória se conheceram em uma festa de aniversário de uma amiga que tinham em comum, Marina tinha 15 anos, e Vitória os seus 17, e assim foram se aproximando, um ano depois iniciaram um namoro. Marina era completamente apaixonada por Vitória, movia céus e terras pela ruiva.
“Ela se esqueceu.” –Marina pensou logo que desligou o telefone. Ela e Vitória fariam um ano de namoro. Marina não se importou muito com o esquecimento da ruiva, afinal ela nunca lembrava de datas comemorativas, já estava acostumada com aquilo.
Logo após desligar, Marina teve a ideia de fazer uma surpresa para a namorada. Vitória morava sozinha em um apartamento em Santa Tereza, Marina e a empregada da ruiva eram as únicas que tinham a chave do apartamento, e como a ruiva estava viajando o apto estaria sozinho. Marina resolveu tomar um banho relaxante, e em seguida ia para o apartamento da namorada, pegou tudo o que precisava, avisou aos pais e pediu ao seu motorista para leva-la. Chegou no hall do prédio, e subiu sem problemas, era conhecida do porteiro.
Boa noite dona Marina. –Disse o porteiro simpatico.
Boa noite João. –Marina respondeu ao porteiro, já indo em direção ao elevador.
Dona Marina, a dona Vitória..
Eu sei João, ela me avisou. –Marina disse sem dar tempo do homem terminar de falar.
E assim Marina subiu em direção ao apartamento da namorada, quando o elevador parou no andar correto, ela desceu e foi em direção a porta, quando colocou a chave na porta ouviu barulhos dentro do apartamento. “A empregada deve estar ai.” –Pensou.
Qualquer coisa eu dispenso ela. –Disse para si mesma.
Colocou a chave na porta, e quando girou para destrancar percebeu que a porta já estava aberta. Então girou a maçaneta e entrou no apartamento, quando adentrou na sala ouviu gemidos vindo do quarto.
Mais que merda é essa!
Colocou sua bolsa em cima do sofá e foi em direção ao quarto da namorada, chegando mais perto do quarto, o que ouviu foi:
Isso Vi, vai assim mesmo minha ruiva. –Uma voz desconhecida vinha do quarto.
Não pode ser o que eu tô pensando. — Disse já sentindo o rosto queimar de raiva.
Andou mais alguns metros até o quarto, e os gemidos foram ficando mais altos, ela parou na porta, e pensou se realmente queria ver o que estava acontecendo ali, e decidiu que sim, sem pensar duas vezes abriu a porta de uma vez só.
VITÓRIA! –Gritou. A cena que viu ali, foi a pior de sua vida até aquele momento, sua namorada estava entre as pernas de uma loira que ela não fazia a minima ideia quem era.
Marina? –Vitória olhou para a porta surpresa. — O que você ta fazendo aqui?
Mais você é uma vagabunda mesmo, e eu acreditando nessa história de vovó não é?
Marina, calma, eu posso explicar. –A ruiva disse se levantando e se enrolando em um lençol.
Não chega perto de mim, eu não quero saber o que você tem pra falar. –Disse gritando. – E você, loira de farmácia, faça bom proveito dessa ai! –Marina despejou toda a sua raiva e foi saindo do apartamento.
FLASH BACK OFF
Foi tirada dos seus pensamentos com uma voz gritando no telefone e só então se lembrou de que estava falando com Clara.
Clarinha meu amor, me perdoa. –Marina disse sem graça.
Nem vem com Clarinha, e nem meu amor, quem é que tá ai com você? E porque você me esqueceu no telefone? Quem é Vitória, Marina? –Clara disse sem dar tempo de Marina responder.
Ei calma, eu preciso desligar, to indo pra sua casa e quando eu chegar a gente conversa.
Marina, Marina me responde. –Clara disse nervosa
Tchau, beijo. –Marina desligou o telefone sem dar tempo de Clara contestar.
Ela vai te matar quando te ver, você sabe né? –Flavinha que estava atras de Marina foi dizendo.
É, eu sei. –Marina disse. –Vitória o que você tá fazendo aqui? –Marina perguntou para a ruiva em sua frente.
Nossa Mari, isso é jeito de me dar boas-vindas? Nem um abraço, um beijinho, nada?
Flavinha, vem comigo. –Vanessa disse já puxando Flavinha.
Nossa Vanessinha, nem apresenta as amigas. –Vitória provocou.
Essa é a Flávia, e não é pro seu bico. Mari, vou lá pra fora com a Flavinha, e ela te espera na portão principal lá na frente –Vanessa disse virando as costas.
Então Mari, gostou da surpresa? –Vitória perguntou novamente.
Realmente, estou surpresa com a sua cara de pau de ainda me procurar. –Marina respondeu fria.
Nossa Mari, você já foi mais carinhosa comigo. Já passou tanto tempo e você ainda tem raiva de mim, isso não faz bem pro coração.
Dá um tempo vai Vitória. –Marina riu sarcasticamente.
Tá Marina, sei que aprontei no passado, mas éramos jovens inconsequentes. Então pra que ficar remoendo o passado, já que agora vamos nos ver todos os dias, você poderia começando a me tratar um pouco melhor?
Como assim se ver todos os dias?
Pois é, meu pai resolveu morar no Brasil novamente, e eu me matriculei aqui no curso de Artes Plásticas, então vamos nos trombar sempre por ai.
Você só pode estar brincando. –Marina riu.
Ai Marina, desfaz essa pose de durona poxa, não tô te pedindo em casamento, só não quero ficar nesse clima chato pra sempre com você.
Tá ok, tudo bem, eu vou tentar, afinal tanto faz. Agora eu preciso ir. –Marina disse abrindo a porta do carro.
Então tchau, até amanha. –Vitória mandou um beijo no ar para Marina.
Tchau. –Marina deu um breve sorriso.
Assim que se despediu de Vitória, Marina seguiu para o portão principal da faculdade, onde Flavinha estava com Vanessa a esperando.
E ai, vamos? –Marina gritou de dentro do carro.
Flavinha se despediu de Vanessa e entrou no carro de Marina. Foram parte do caminho em silêncio, até que Flavinha resolveu se pronunciar.
Então, qual era da ruiva? –Flavinha perguntou.
Ela foi minha primeira namorada. –Foi a única coisa que Marina disse.
Flavinha resolveu não perguntar mais nada, sabia que com o retorno dessa ex-namorada de Marina, Clara ia surtar, afinal ela conhecia a amiga.
Enfim chegaram no prédio de Clara, subiram sem precisar avisar, afinal o porteiro já conhecia as duas. Flavinha percebeu que Marina estava aérea, talvez por estar pensando no que dizer para Clara. Então assim que tocaram a campainha, viram uma Clara abrir a porta com cara de poucos amigos.
Oi Flavinha. –Clara sorriu para a amiga. –Nossa, você por aqui Marina, pensei que você tinha algum assunto pra resolver com a Vitória. –Disse o nome com desdém.
Oi pra você também amor. –Marina ignorou o comentário de Clara, que a fuzilou com o olhar.
Oi Clarinha, melhorou? –Flavinha se intrometeu tentando acabar com o clima que se formava ali.
Melhorei sim Flavinha, vem, entrem. Obrigada por ter vindo Flavinha. –Clara sorriu.
Você é uma amiga desnaturada, depois que começou a namorar com a Marina, esqueceu das amigas. –Flavinha disse.
A gente não está namorando. –Clara disse fria. Marina a olhou, e viu nos olhos de Clara o quanto estava encrencada.
Bom, eu acho que vou indo, depois a gente conversa Clara. –Marina disse.
Ah, mais você não vai a lugar nenhum.
Gente, eu acho que quem já vai sou eu, já que você tá bem Clarinha, depois a gente se fala amiga. –Flavinha se despediu. –Tchau Marina. –E sussurrou um boa sorte só para Marina ouvir.
Tchau Flavinha, obrigada por ter vindo. –Clara levou a amiga até a porta e se despediu.
Fechou a porta atras de si e voltou a encarar Marina.
Então, não vai me falar nada? –Clara disse.
Não é melhor a gente conversar no seu quarto, sua mãe pode se incomodar. –Marina disse mantendo a voz calma.
Minha mãe não está em casa. Agora para de enrolar, quem é Vitória, Marina? Porque pelo o que eu me lembre, eu nunca ouvi falar de nenhuma Vitória lá na faculdade.
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