Promessas, Apostas e Incertezas!
15 Capitulo 15
Notas iniciais
Clara desligou a ligação com um sorriso bobo nos lábios. Realmente, estava amando aquilo e tinha que confessar pra si mesma, tomou seu banho e desceu para o jantar, encontrou Dona Chica com Helena e Virgilio.
Hello familia! –Disse Clara sorridente.
Oi dona Clara. –Chica falou séria.
Oi irmã. Oi cunhada. –Helena e Virgilio disseram juntos.
Ei, dona Chica pode ir tirando essa cara de séria, que eu sei que é tudo fingimento. E eu não fiz nada demais, ok. –Clara se sentou junto aos outros.
O que aconteceu? –Perguntou Helena.
Depois conversamos sobre isso. –Disse Chica.
Mas então dona Chica, como foi seu encontro misterioso? –Clara perguntou rindo.
Eu queria mesmo falar sobre isso, queria que todos estivessem reunidos, mas o Felipe parece que nem mora mais aqui, então eu falerei pra vocês e depois converso com ele. –Chica disse num tom sério.
Ih, lá vem bomba. –Clara disse.
Desembucha mãe! –Helena estava curiosa.
Então meninas, vocês sabem, depois do pai de vocês nunca mais tive ninguem. Mais na ultima viagem que eu fiz, conheci uma pessoa, e bem, a gente estava se conhecendo, e agora resolvemos ter algo mais sério, então quero um jantar para vocês conhece-lo. O que acham?
Mãe, não acredito, estava na hora mesmo. –Helena disse.
Parabéns minha sogra, você merece. –Virgilio sempre simpatico.
Olha só, dona Chica me surpreendendo, até a senhora namorando mãe. –Clara brincou.
Você acha que só você que pode? –Chica rebateu.
Clarinha ta namorando? –Helena perguntou curiosa.
Não, e chega dessa conversa. Mãe, eu fico muito feliz pela senhora, mas agora vou subir porque eu to cansada. Boa noite pra vocês. –Clara se foi sem dar tempo de alguem perguntar mais alguma coisa.
A morena chegou no quarto e se deitou fitando o teto, começou a pensar em como sua vida tinha mudado, ela que sempre odiou a Meirelles, agora estava ali toda boba, apaixonada. “Como o mundo dá voltas” –Pensou.
Clara resolvou ligar para a amada antes de dormir. Chamou e no segundo toque, uma voz diferente atendeu:
Alô?
Alô, quem é? –Uma voz feminina perguntou.
Eu quero falar com a minha namorada, da pra chama-la por favor? –Clara respondeu nervosa.
Namorada? Mas pelo o que eu sei a Mari nao tem namorada. –A voz respondeu do outro lado.
Vem cá, quem você pensa que é, pra você é Marina, e chama ela pra mim. –Clara estava mais nervosa.
Nossa. –A pessoa do outro lado ria deixando a morena mais nervosa. –Clarinha, você é ciumenta hein, e eu que pensei que esse posto era da Mari. Aqui é a Juliana, pensei que conhecesse minha voz.
Você é uma idiota mesmo. Não teve graça, chama a Marina por favor vai, liguei pra falar com ela e nao com você. –Clara disse seca.
Como sempre um amor né, só a Marina pra aguentar. –Juliana riu e chamou Marina que estava saindo do banho.
Oi amor. –Marina disse sorrindo.
Sua irmã é uma idiota. –Clara se acalmou.
Sim, ela é. –Marina riu. –Esta tudo bem?
Sim, e com você? Quis te ligar antes de dormir, te atrapalhei? –Clara perguntou.
Não amor, que isso, você nunca atrapalha. Mas ja vai dormir? Ainda tá cedo.
Vou sim, estou cansada. E a senhora também vai, porque amanha teremos um dia cheio. –Clara disse.
Teremos? –Marina perguntou.
Sim, dona Marina, vou passar na sua casa as 11 da manhã, porque nao sou obrigada a acordar cedo, e espero que voce esteja acordada. E ai a gente sai pra almoçar e depois a gente faz outra coisa.
Tá bom, a senhorita é quem manda.
Mari, te liguei só pra dar boa noite mesmo, estou cansada, vou dormir. –Clara disse bocejando.
Minha noite seria boa se voce estivesse aqui.
Quando menos você esperar estarei ai, Boa noite Mari, te amo branquela.
Dorme bem, eu também te amo, até amanha amor. –Marina se despediu.
Até Beijo! –Clara se despediu e desligou.
Após terminar a ligação Clara ficou mais uma pouco pensando em como as coisas mudaram, e resolveu dormir, teria um dia longo.
A noite passou tranquila. Clara acordou, fez sua higiene matinal, avisou a mãe que passaria o dia fora. Ligou pra Flavinha e disse todos os seus planos para aquele dia, pediu pra amiga avisar Vanessa. Assim seguiu rumo ao shopping, tinha deixado o presente de Marina reservado uns dias antes, então apenas o pegou e colocou no porta-malas, assim não corria o risco de Marina ver. Depois de deixar tudo certo, seguiu para a casa de Marina. Chegou em frente a mansão e resolveu não descer, ligou para Marina avisando que estava esperando no portão. Logo avistou Marina vindo em sua direção, linda como sempre.
Oi amor. –Marina entrou no carro, e logo seu perfume se espalhou pelo ambiente.
Esse cheiro, é maravilhoso. –Foi a primeira coisa que Clara disse.
O meu corpo todo cheira assim. –Marina deu um sorriso safado.
Aé? –Clara chegou perto, e passou o nariz pelo pescoço de Marina.
Não faz isso. –Marina sussurrou.
Eu terei todo o tempo do mundo pra sentir esse cheiro por cada parte do seu corpo. –Clara sorriu e deu partida no carro.
Marina ficou sem reação. Clara raramente dava o braço a torcer, e isso deixou Marina surpresa.
As duas foram ao shopping, almoçaram comida japonesa, a comida preferida de ambas. Até foram brincar um pouco na area de lazer do shopping, pareciam duas crianças juntas, quem as visse, sabia o quanto se amavam, o quanto se completavam. A tarde passou rápido, logo Clara recebeu uma msg no celular, era Flavinha avisando que tinha chegado ao shopping com Vanessa.
Clara pegou Marina pela mão, e foi a levando sem que a mesma percebesse até onde a ruiva e a morena estavam.
Olha amor, a Vanessa e a Flavinha ali. –Marina apontou pra elas.
Vamos lá. –Clara respondeu.
Oi meninas, que coincidência. –A morena e ruiva disseram juntas.
Pois é, o que estão fazendo aqui? –Marina perguntou.
Viemos ao cinema. –Vanessa respondeu.
Podiamos assistir a um filme juntas o que acham? –Flavinha sugeriu.
Ótimo. –As outras três responderam.
Marina estava feliz, porém achou estranho que Vanessa não lhe deu os parabéns, a ruiva nunca esquecia de seu aniversário. Clara também não tinha falado nada, mas podia ser o jeito dela, e Flavinha talvez nao soubesse. Mas resolveu deixar pra lá.
Marina e Vanessa foram comprar as pipocas e os ingressos, deixando Flavinha e Clara sozinha.
Cadê a Duda? –Clara perguntou.
A gisele arrastou ela pra encher umas bexigas acredita? –Flavinha riu.
Bexigas sei. –Clara riu também.
Logo as duas chegaram, Vanessa e Marina compraram os lugares das poltronas longe uma da outra, proposiltamente. Entraram no cinema, e as luzes começaram a se apagar, as poltronas eram longe uma da outra mesmo. Clara e Marina estavam comendo em silêncio. Logo largaram a pipoca de lado, e começaram a se provocar, o filme todo foi cheio de beijos, carinhos e provocações. O filme terminou e elas foram para entrada do cinema. Vanesse e Flavinha não estavam mais lá, tudo fazia parte do plano.
Perdemos elas. –Disse Marina.
Que pena. Liga pra Vanessa. –Disse Clara.
Boa ideia. –Marina pegou o celular e discou o número de Vanessa que logo atendeu. – Onde vocês estão? ... Não faço a minima ideia de onde fica essa loja... Ah, Van, uma loja de sapatos sério? Deve ter umas 300 aqui... Ok, vejo vocês lá – Marina olhou para Clara. –A gente vai encontrar elas lá em casa, tá bom?
Tá bom, vamos, que já esta ficando tarde. –Clara sorriu. Parte do plano já tinha dado certo.
Elas seguiram para o estacionamento, e Clara foi o caminho inteiro fazendo carinho na amada, que as vezes desvia a atençao do transito para dar um selinho na morena. Finalmente chegaram na casa de Marina. O único carro que estava lá era o de Vanessa, provavelmente o restante do pessoal tinham estacionado os carros em outra rua até Marina chegar. Já passavam das 20:00, assim como Clara tinha combinado com Joana. Marina saiu do carro e Clara também, e ela fez questão de bater a porta com força.
Ei, cuidado. –Marina disse. – Tá nervosa? –Completou.
Foi sem querer. –Clara deu um sorriso fraco.
Quando terminou de falar, Clara recebeu a sms que tanto esperava no celular, e sorriu.
Que foi? –Marina perguntou.
Nada. –Clara pegou na mão da amada e foi em direção a mansão.
Você tá estranha. –Marina disse abrindo a porta.
SURPRESA. –Todos disseram em coro.
Surpresa! –Clara gritou depois todos a abraçou Marina por trás.
Fale com o autor