Promessas, Apostas e Incertezas!
14 Capitulo 14
Notas iniciais
Será que vocês podiam pelo menos ter a decência de ir para um quarto? –A voz ecoou o ambiente.
As duas pararam o beijo na hora e se viraram para encarar a pessoa mais atás. Clara desceu do colo de Marina.
O que você tá fazendo aqui Flávia, aliás, como você entrou aqui? –Clara perguntou irritada.
A gente tinha combinado de estudar na sua casa, lembra? E como você não atendia essa porcaria de celular, eu vim pra cá, toquei a campainha e ninguem atendeu, então resolvi pegar a chave que fica atras daquele vazo na porta e entrei pra esperar você. Não tive culpa, você quem se esqueceu. –Flavinha se defendeu.
Claro, eu me esqueci completamente, droga! –Clara respondeu.
Marina estava totalmente decepcionada por ter sido interrompida. “Flavinha empata foda, deixa ela vai ter o troco” –Pensou Marina.
Gente, perdão, eu vou indo embora deixar vocês mais a vontade. –Disse Flavinha.
Não! Que isso Flavinha, eu é que peço desculpas por você ter presenciado a essa cena. Eu já vou indo, vocês podem estudar. Tenho umas coisas pra resolver no estúdio. –Marina respondeu.
Tem certeza? –Clara perguntou.
Relaxa amor, tá tudo bem. A gente vai ter muito tempo pra isso, e quero que seja uma coisa especial. –Marina fez um carinho em Clara.
Flavinha percebeu o clima e se retirou da sala, deixando as duas a sós.
Bom, então eu te levo até a porta. –Clara disse.
Eu já vou indo mesmo amor, tenho que resolver umas coisas do ensaio da semana que vem. –Marina parou na porta.
Tá bom, não sei se vai dar pra gente se ver hoje a noite, minha mãe marcou um jantar com os meus irmãos, não sei o que ela quer, deve ser pra dar bronca. Mas amanhã eu te sequestro logo cedo, tenho surpresa para o grande dia de Marina Meirelles. –Clara sorriu.
Como assim grande dia amor? Que surpresa? –Marina perguntou.
Seu aniversário amor, tá esquecendo? –Clara riu.
Nossa, é mesmo. Mas perae, como voce sabe o meu aniversário?
Digamos que eu tenha meus contatos, meu bem. –Clara deu um selinho na outra.
Não vai me dar nenhuma pista da surpresa amor, tadinha de mim. –Marina fez bico.
Sem bico dona Marina, nem essa cara de cachorro sem dono. Mas se prepara que eu já tenho planos para o dia todo. –Clara respondeu.
Então tá né, já vi que não vou conseguir arrancar nada, então eu vou indo, tchau amor, depois a gente se fala. –Marina disse.
Deram mais um beijo apaixonado. E sussuram ao final do beijo um eu te amo.
Vou morrer de saudades. –Disse Marina indo para o elevador.
Não mais do que eu. –Clara estava parada na porta e mandou um beijo para a amada que sorriu. “Ah, esse sorriso” –Pensou a morena.
Clara fechou a porta atras de si. E viu Flavinha que saiu da cozinha comendo algo.
Queria saber da onde vem tanto fogo. –Flavinha disse.
Clara tirou a jaqueta que vestia por conta da temparatura que tinha caido de repente, e jogou no sofá, e logo se jogou no mesmo também.
Mais de anos de atração sexual reprimida dá nisso mesmo. –Duda respondeu saindo da cozinha.
Perae, da onde voce saiu Duda? Não te vi quando cheguei. –Perguntou Clara.
Estava na cozinha, comendo o bolo maravilhoso que a Rosa deve ter feito. –Duda respondeu.
Clara correu para cozinha, os bolos de Rosa eram o seus preferidos. Pegou um pedaço grande do bolo que estava em cima da mesa, e abriu a geladeira para pegar um pouco de suco e acabou ficando na frente da mesma.
Tá quente aqui, vocês não acham? –Clara perguntou.
Clara, a temperatura tá em... –Flavinha olhou no celular e prosseguiu. – 19º. Tá longe de estar quente. –Duda e Clara riram.
Só estava querendo me refrescar. –Riu a morena fechando a geladeira. – Então, o que vamos fazer? –Completou.
Estudar né Clara, é isso que eu vim fazer. –Flavinha respondeu.
E eu vim encher o saco mesmo. –Duda disse rindo.
Ok, eu vou pegar uns livros. –Clara se virou e foi em direção as escadas.
Não muito tempo depois, Clara voltou com alguns livros e um notebook. Elas abriram o livros e começaram e ler. Flavinha discutia algumas coisas com Duda que não entendia nada sobre Administração. Clara estava no mundo da lua o tempo todo, olhando pro nada e com um leve sorriso no rosto.
Ei! –Flavinha começou a estalar os dedos na frente de Clara. – Terra chamando Clara.
Que foi?! –Clara perguntou.
A gente tem que estudar. Se concentra. –Flavia respondeu.
Essa matéria é fácil. Eu nao preciso estudar. –Clara fechou o livro que estava na sua frente.
Tem certeza? –Flavinha perguntou.
Tenho. –Clara sorriu.
–--
Marina já estava uns vinte minutos dentro do carro, no estacionamento do prédio de Clara, tinha o celular na mão. Estava morrendo de vontade de voltar pra casa da amada, mas Flavinnha estava lá, e ela mesma disse que não se importava. Os último momentos com a morena não saíam de sua cabeça.
“Droga, Marina o que tá acontecendo com você, sempre foi segura de si.” –Pensou.
Eu preciso dela. –Sussurrou para si mesma. – Mas preciso ter calma, com ela tem que ser especial. –Então ligou se carro e saiu dali em direção a sua casa.
–-
Do outro lado do Rio de Janeiro, já se passava das seis da tarde. Flavinha e Duda foram embora e Clara como estava sozinha resolveu subir e ficar no seu quarto. Foi decidir que vestido usaria na festa de Marina, tinha que estar linda. Ficou em duvida entre um vestido preto e um azul escuro. Jogou os dois em cima da cama e estava realmente indecisa. Pegou seu celular e ligou para Marina.
Oi amor. –Marina falou do outro lado da linha. –Olha só, você acabou de me fazer perder uma partida de XBOX para a Jú, sinta-se honrada por eu parar e te atender, eu tava quase ganhando. –Marina riu.
Nossa, vocês parecem ter 5 anos de idade ainda. –Clara riu.
As vezes voltamos a infância. –Marina riu do outro lado.
Clara pegou o vestido azul escuro na mão. E logo em seguida jogou o vestido de volta na cama. Bufou.
O que foi? –Marina perguntou percebendo a frustação da outra.
Qual cor é mais bonita, azul escuro ou preto? –Clara perguntou.
Azul escuro. Eu fico incrivelmente sexy de preto. –Marina riu do outro lado.
“Realmente” –Pensou Clara.
Ok, vai ser preto. –A morena disse.
O que vai ser preto? –Marina ficou curiosa.
Nada. –Clara respondeu guardando o outro vestido no armário.
Clara ligou o chuveiro e em seguida disse:
Eu vou tomar banho agora, então tchau Mari, depois a gente se fala.
Você estava falando comigo esse tempo todo nua? –Marina disse com um sorriso malicioso.
Não. –Clara respondeu.
Que pena. –Marina disse. As duas ficaram mudas. Até que Marina disse:
Então tchau amor. –Marina falou.
Mari? –Clara chamou antes de desligar.
Oi?
Agora eu estou nua. –A morena disse com a voz mais sedutora possivel e desligou na cara da amada.
“Bandida” –Marina pensou do outro lado, com um sorriso bobo nos lábios.
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