Project Forgotten
3 Capítulo 3- Um brilho no céu
Notas iniciais
O céu em chamas. Era o que parecia. Não me lembro bem. Apenas de ver uma pedra ou sei lá o quê atravessar o parabrisa e atingir meu peito em cheio. É a útima coisaque me lembro. E agora acabei de arcodar em uma cama de hospital. Acredito que eu já tenha sido operado. Ponho a mão em meu peito e sinto a cicatriz. Pelo menos estou vivo, penso.
A porta abre. Lá está o médico.
- Doutor, como estou? — pergunto.
- Muito bem. Foi uma cirurgia simples. — diz o médico.
- O que aconteceu?
- Você foi atingido por um estilhaço de algum mineral.
- Como é que é?
- Houve uma explosão. Estilhaços voaram e você deu azar. Mas agora está bem. Seus níveis de radiação foram medidos, e está tudo dentro do normal.
- Obrigado doutor.
Explosão? Que sinistro. Olho para o relógio ao meu lado. Pela hora, devem ter passado umas quatro horas do acidente e até agora não tem nenhuma noticia na TV sobre a explosão. Não era algo simples. Era uma explosão de cor diferente. Não era fogo. Seja como for, já sei o motivo. O governo deve estar escondendo algo. Como sempre faz. Provavelmente foi vítima de um atentado da CGR. Claro que não posso só falar mal do governo, afinal, a saúde aqui é ótima e a educação também. Mas as pessoas são alienadas. O governo esconde coisas delas. Por isso há dois anos tenho juntado um grupo de pessoas que lutam pela melhora da cidade. De vez em quando fazemos protestos pacíficos. Não é que nem a CGR. Terroristas! Roubam vidas inocentes em nome de uma missão não revelada. Não falam de terras nem poder. É ridículo.
A porta do quarto é novamente aberta. Entram dois médicos. Mas o que é estranho é que eles trancam a porta. E ao tirarem o jaleco, eu vejo a verdade: Eram membros da CGR.
- Não grite! — diz o homem mais alto.
- O que vocês fazem aqui? — fico com medo.
- A pedra! Onde está a pedra? — diz o mais baixo.
- Que pedra? Do que vocês tão falando?
- Você foi atingido por um estilhaço do mineral. Uma pedra! — diz o alto. — — Eu não sei onde ela está! — respondo.
Um homem olha para o outro.
- Devem ter restos dentro dele. — diz o homem mais baixo.
- Que começe a cirurgia. — diz, friamente, o homem mais alto.
O homem mais alto me segura. Quando o mais baixo vem com uma máquina perfurante eu grito e tento me libertar. E algo impressionante acontece: O homem que me agarrava voa e bate com tudo na parede. O mais baixo avança e eu tento um soco. Mais uma vez o fantástico ocorre: Ele voa longe, caindo pela janela.
- MEU DEUS! — digo pra mim mesmo. Eu matei um homem. Mesmo que sem querer.
A porta então é destrancada por fora e aberta. O médico verdadeiro fica pasmo ao ver a cena: O paciente de pé, o vidro da janela quebrado e um membro da CGR se contorcendo de dor próximo à parede. Eu corro.
- Peguem ele! — diz o médico aos guardas.
Ótimo. Agora têm homens fortes e preparados fisicamente atrás de mim. Entro numa sala. Sem saída, a não ser a janela. O guardas entram na sala. E então olho pra baixo, pela janela. E vejo um enorme caminhão passando.
- Tomara que eu resista a queda! — digo a mim mesmo, e salto.
Incrivelmente caio sem sentir dor nenhuma em cima caminhão. Os guardas do hospital olham-me atordoados. Aquilo não seria possível para uma pessoa normal. Não importa, tenho que fugir daqui. A CGR está afim da minha cabeça.
Vejo um carro de polícia passando e me desespero. Sorte minha, estavam indo em direção ao banco. Estava ocorrendo um assalto.
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