Project Forgotten
4 Capítulo 4- É criado um monstro
Notas iniciais
Hora da ação. Esperei muito tempo por isso. Não vou fazer nada de errado. Vou só pegar o que deveria ser meu e esse governo idiota rouba.
- Vamos lá! — digo aos meus companheiros nessa luta pela revolução.
Estamos de frente ao banco. Há uma porta com detector de metais à frente. Dane-se.
- ATIREM! — digo.
Eles sacam as metralhadoras e atiram sem dó. As portas se destroem e várias pessoas são atingidas. Entramos.
- Vocês terão a libertação apenas conosco! Chega desse governo que pisa em vocês. CHEGA! Vocês estão tão acostumados a serem pisoteados que nem reclamam. CLAMEM PELA LIBERDADE. Eu só quero a paz. Mas para se atingir a paz, devo fazer isso. — com essas palavras, puxo o pino da granada e jogo no caixa.
A explosão faz milhares de notas voarem. As pessoas gritam desesperadas. E um estrondo é ouvido. E um dos meus companheiros cai no chão, morto.
- Malditos atiradores de elite! Acabem com eles. Eu pego o dinheiro. — digo, entrando nas partes mais internas do banco sem interrupções.
Estou radiante. Depois de 10 anos tentando atentados sem sucesso, finalmente posso fazer surgir um rombo financeiro nesse governo. Pode não ser muito, mas ajuda a grupos como os nossos. Pego dinheiro suficiente para comprar armas. Lanço gasolina no restante do banco. E ponho fogo.
Missão cumprida. É o que penso até chegar de volta à entrada do local. Meus companheiros mortos e 8 policiais fortemente armados apontando seus fuzis para mim.
- Abaixe a arma e se entregue. — diz um dos policiais.
- Não me entregarei! — grito.
No momento que aponto a arma para um deles, sou baleado no pé direito.
- Veja seus amigos! Eles resistiram. — diz o policial.
Olho para meus companheiros e vejo que todos levaram um tiro na perna e um na cabeça. Seria esse meu destino? Morrer?
Uma parte de mim dizia para resistir e morrer como um herói que tentou libertar esse povo. Mas meu espírito de sobrevivência me diz para me entregar. Não posso! Isso é contra tudo que acredito. Mas não tenho forças. Abaixo minha cabeça, jogo a arma e me entrego.
- Bom garoto. — diz o policial, que coloca um saco preto na minha cabeça e me leva para algum lugar.
No caminho para o lugar que não conheço, revejo minha vida. Desde os 16 anos luto para libertar essa cidade desse governo corrupto e insustentável. Mas ninguém me escuta. Ninguém escuta os estranhos, os revolucionários. Me chamam de radical, mas eu luto pelo bem dessas pessoas. Agora que sofram na mão desse governo.
Chego ao local de meu sofrimento. Mais pela consciência de não ter dado minha vida do que pelo fato de ser preso. Me fazem sentar numa cadeira e retiram o saco preto, mas não antes de me amarrarem à correntes na cadeira.
- Então, você é James Thomas, revolucionário radical, certo? — pergunta um homem de terno à minha frente.
- Eu sou aquele que vocês odeiam. Aquele que luta pela liberdade! — digo.
- Liberdade? Você mata pessoas inocentes! Você é um louco! — ele me acerta um tapa.
- Você sempre serão cegos. Isso é necessário.
- Como assim?
- Você acha que é fácil administrar uma população em larga escala? É claro que não!
- Você é ABOMINÁVEL! Mata pra facilitar a administração? Ridículo. Psicopata!
- Vocês todos os dias matam pessoas inocentes para que não contem seus furos. Isso é para não atrapalhar a administração!
- Não ouse...
- No fundo, vocês são iguais a todos nós.
- CHEGA! Ernest, venha.
-Ernest? O cientista? O que ele vem fazer?
- Ver se você tem utilidade. — ao dizer isso, ele sai da sala.
Homens chegam na sala e retiram minhas correntes. Eles me conduzem até outra sala. Nela, havia uma espécie de cama, com um suporte especial para braços e pernas.
- Deite-se. — diz o cientista Ernest.
- Pra quê? — pergunto.
- Iremos experimentar algo novo. É necessário. Se não o fizer, será executado.
Algo novo? O que seria? Seria um tipo de droga novo? Seja lá o que for, qualquer opção será melhor que a morte. Essa é uma frase de um revolucionário covarde, e eu acho que sou. Deito-me na "cama" e coloco meus braços e pernas nos suportes adequados. Ernest mexe em um computador e, ao apertar o botão, o suporte me prende à "cama". Ela começa a se mexer até ficar na vertical. Um dos homens do cientista trás o que parece ser um globo de metal. Ele o põe em uma espécie de "base" apropriada para o objeto. Logo após tal ato, sobe um tipo de porta de vidro entre eu e o cientista. O globo estava na minha frente, no mesmo lado da porta que eu, ligado por fios ao outro lado.
- Vamos começar. — diz Ernest.
Ele então aperta alguns botões do computador. O globo começa a emanar uma luz roxa.
- Ativar. — diz ele.
Do globo sai um raio. E me atinge em cheio.
- AHRRRRGGGGGGGG!!! — grito, pois a dor é insana.
Logo após isso uma sequência de raios me atinge. É uma dor insuportável.
- AHRRRRGGG!!!!!
- Só mais um pouco. — fala Ernest.
- Isso é um massacre! MALDITO GOVERNO!
- ARGGGGGGGGG!!!
E finalmente, os raios cessam.
- Sinto muito. — diz Ernest.
- SENTE NADA! — digo, usando minhas últimas forças para gritar.
E escuto uma explosão. Tiros ecoam. Ernest abre uma passagem secreta no local e corre. Pela porta entra um rapaz de uns 24 anos e mais 3 mascarados fortemente armados. Nas suas vestimentas havia "CGR". Incrível! Nunca pensei que viveria para vê-los! Eles são demais.
- Onde está Ernest? — pergunta o rapaz.
- Ele foi por aquela porta. — indico a passagem.
O rapaz então me solta da "cama" e se apresenta: Jeremy Flintom.
- Vão atrás de Ernest. Terei uma conversa com este rapaz. — fala Jeremy.
Ele olha nos meus olhos, à procura de algo.
- Você por acaso é James Thomas? — pergunta Jeremy.
- Sim! Sou eu. — respondo animado.
- Venha conosco. Você tem potencial para ser da CGR.
O meu sonho, participar de um grupo revolucionário de tal magnitude acaba de ser realizado. Resta só salvar o mundo desses governantes idiotas.
- Agora vamos embora. — diz Jeremy.
- E o cientista, digo, Ernest? — eu pergunto.
- Meus homens o localizarão. Agora vamos, não temos tempo a perder.
E fugimos do local.
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