Project Forgotten

2 Capítulo 2- Fora dos Planos


Notas iniciais
Episódio narrado por Jeremy Flintom

Abro meus olhos. Isso é surpreendente. Estou vivo. Olho para os lados. Só vejo destruição e restos do mineral. Bendito mineral. Há dois meses, o governo desta nação indentificou algumas jazidas desse minério. É claro que não iriam usar toda aquela tecnologia caso ele não valesse muito. E era para saber sobre isso que eu fui mandado. Mas não cumpri minha missão. Eu, disfarçado como um estudante, não recebi as informações mais profundas. Quem talvez soubesse disso fosse Ernest. Mas ele fugiu. Agora eu, no meio de uma floresta, terei que voltar ao meu lugar. Seria fácil se os helicópteros não tivessem explodido junto com a base. Saio daqui sem informação alguma. Só perguntas: Que mineral era aquele? Como sobrevivi? Drake estaria vivo?


- Hora de andar. — digo a mim mesmo, tentando encontrar ânimo.



Ando em meio aos destroços, em busca do que era a saída da base. Meu celular me indica o caminho. Devo ir para o OESTE para encontrar uma cidade. Não seria sensato ligar para a CGR daqui. Esse local deve ser vigiado, e eles poderiam interceptar o sinal. Claro que com tudo destruído, há pouca chance de ter uma vigilância eficiente aqui. Mas é melhor se prevenir. Imagino que o chefe já deve estar louco com essa perda. Imagine se ainda detectassem nossa base. Não posso arriscar.



Finalmente saio dos destroços do que já foi uma base altamente tecnológica. Vejo a densa floresta na minha frente.



- Não deve ser tão longe... — digo a mim mesmo.



Depois de trinta e dois minutos de caminhada vejo algo assustador a poucos metros: um urso da floresta. Fico paralisado. Por dentro, sentia a vontadade de sair correndo. Mas a razão me dizia para ficar parado, como uma estátua. O urso vem em minha direção. E passa. Como se não tivesse me visto. Continuo paralisado, por mais uns dois minutos. E noto que o urso já está fora de vista.



Sede, penso eu. Olho para à direita e vejo uma belíssima fonte. Vou correndo para lá. Quando chego na fonte, bebo a sua água como se não houvesse amanhã. Até que noto algo estranho. Não via meu reflexo na água. E agora que eu notara que também não via meu próprio corpo. Eu estava invisível!



- Foi por isso que o urso me ignorou! — chego a conclusão.



Fico pensativo. Imagino que a CGR tem todo tipo de profissional. Do maior atirador de elite até o maior gênio da ciência. Mas nenhum com a minha capacidade. Nenhum com poder de verdade. Mas no momento, não poderia me separar. Antes de tudo, tenho que descobrir mais sobre o mineral. Ele que deu meu poder? Se sim, o Drake também pode ter recebido poderes? Seriam iguais?



Minha cabeça está cheia de dúvidas e planos. Isto porque finalmente posso provar minha superioridade em relação ao resto da humanidade. Mas devo esperar a hora certo. Ainda sou um mortal, eu acho. Seja como for, ainda estou a uma hora da cidade. Terei que caminhar muito ainda.



- Vamos lá! — digo confiante.



Exatamente uma hora se passa e fianlmente vejo os primeiros traços de civilização. Era uma pequena cidade, mas já servia. Ligo para o chefe.



- Alô? Sou eu, Jeremy. — digo.

- Finalmente! Informações? — responde Lewis, que é secretário de segurança do país, sendo secretamente líder da CGR.

- Não muitas. Apenas que a base explodiu.

- Explodiu? Como assim?

- Venha me buscar. Sobre isso, falamos pessoalmente.



Ele pareceu insatisfeito, mas aceitou me buscar. Com apenas quinze minutos de espera, lá vem um helicóptero, com ele dentro. Logicamente, a população da cidade estranha um helicóptero no local. Porém, submissos, não questionam. Já estão acostumados com os segredos e autoritarismo que quem os governa tem.



Entro no helicóptero. Ele decola.



- Me explica essa história de "explodiu". — diz, insatisfeito, Lewis.

- Se acalma. O que houve é que eu tentei sequestrar Ernest. Aí vazou o mineral ou gás, sei lá. E ele reagiu com a faísca de minha arma. E aí tudo explodiu. O Ernest acabou fugindo. — respondo, calmamente.

- "Explodiu"?! E como você tá aqui vivinho da silva? Você deve ter se drogado!

- Falo sério. Eu também não entendo. Mas o mineral tem algo haver com minha sobrevivência. Eu APOSTO.

- Hum. Enviei mais espiões para as outras jazidas. Aguardarei informações.

- Obrigado. Desculpe-me.

- Não. É bom que você me prove que serve para algo. A CGR não é pouca coisa.

- O que devo fazer para o senhor me reconhecer novamente?

- Encontre Ernest e traga-o para mim.

- Sim senhor.



Velho idiota! Ele me subestima. Preciso encontrar uma oportunidade pra inverter esse jogo e tomar a CGR pra mim. Mas devo ter calma. Devo entrar no jogo dele.