Project Forgotten
1 Capítulo 1- Os minerais do poder
Notas iniciais
E lá estava eu em mais um trabalho que era pra ser do meu tio, o general, supervisionando as escavações. Eu, um atirador de elite, vendo pessoas escavando. Bem, na verdade, quem escavava eram máquinas. As pessoas só operavam. Para falar a verdade, havia muita tecnologia lá. Era uma base bem avançada.
–Mas afinal, o que tem de tão especial aqui? — eu, Drake Russel, perguntei.
–Estes são minerais jamais encontrados antes! — afirma o estudante Jeremy Flintom.
–Interessante. Já sabem pra que servem tais minerais?
–Ainda não. Apenas sabemos que emite um tipo especial de radiação. Álias, quem é você?
–Sou Drake, o segurança de vocês.
–Segurança? Pra quê?
–Para garantir que nenhum espião venha aqui.
Meu tio havia me falado sobre o grupo terrorista CGR, também conhecido como Contra-Governo e Revolucionários. Não faço ideia do que queram, mas já presenciei um ataque deles ao Banco Nacional. Existem outros sub-grupos terroristas que se dizem da CGR, mas segundo meu tio, a CGR é composta pela "elite" no quesito técnico, e não é qualquer zé-ninguém que participa dela. Mesmo que ele dê a vida por isso.
–Senhor Drake – diz Ernest Jawell, o cientista do local.
–Sim? — respondo.
–Foi detectada uma movimentação fora da base. Peço que dê uma olhada por lá.
–Pode deixar.
Movimentação lá fora? Será que finalmente terei um pouco de ação? Este lugar estava muito monótono. Eu só via equipamentos de última gerações pra cá e pra lá, além dos trabalhadores com roupas especiais, na parte interior da base, bem próximos ao misterioso mineral.
Chego ao fim da base, e vejo apenas grandes árvores e arbustos. Tudo parece normal. Até que noto um movimento atrás do arbusto. Puxo minha arma e ando lentamente em direção a ele. Até que sai uma simples raposa de lá. Quando me viro para retornar à base, escuto uma explosão.
Gritos e mais gritos. Vou correndo ao local. E lá está, Jeremy, o estudante, ou suposto estudante, segurando Ernest e com uma arma em sua cabeça. A explosão ocorrera em uma área um pouco mais distante, e estava vazando radiação por lá. Os homem desprotegidos corriam para escapar daquele gás, que pelo menos eu, não sabia o que poderia fazer. Volto meus olhos para Jeremy, procurando um momento de distração para disparar minha arma. Mas ele se mantém atento.
–Jogue a arma no chão, ou eu atiro! — diz Jeremy, com frieza em seus olhos.
–Calma cara. Esse cara tem mulher e filhos. Larga ele. — tento acalmar a situação, mas não tenho sucesso.
–LARGA A ARMA AGORA!
–Ok. Só fica tranquilo.
Elevo a arma na altura da minha cabeça. Porém, antes de jogá-la ao chão, reparo numa luz improvisada bem acima de Jeremy e de Ernest. Ela estava segura por uma forte corrente, mas não tão forte para resistir a um tiro.
–Eu vou largar a arma – digo novamente.
Ernest entende o esquema.
–LARGA AGORA! — diz Jeremy, acertando uma coronhada na cabeça de Ernest.
Hora de colocar minhas habilidades de atirador de elite em prática!
Fingindo jogar a arma, aponto para a corrente e atiro. Neste mesmo momento Ernest acerta uma cotovelada em Jeremy e sai correndo pra não sei aonde. A luz cai aparentemente em cima de Jeremy. Uma fumaça sobe das luzes queimadas e dela salta Jeremy com a arma na mão, disparando dois tiros em mim, e acertando um na barriga e outro no ombro esquerdo.
Um cheiro estranho começa a subir. Seria do mineral? Não importava nessa hora, afinal, você se preocuparia com um cheiro estranho quando se está prestes a morrer?
–E agora, o golpe de misericórdia! — diz Jeremy, apontando novamente a arma em minha direção.
Espero a hora da minha morte, fecho meus olhos. Escuto o som da arma disparando. Mas não sinto a bala penetrando em mim. Abro meus olhos e vejo o local começar a brilhar.
–Droga! — diz Jeremy.
–O que houve? — pergunto, enquanto tento superar a dor das outras duas balas.
–Acho que a faísca da arma reagiu com o mineral...
E então o brilho se intensifica, e tudo explode.
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