Proibido

20 Capitulo 20


Mais um dia de aula, totalmente tranquilo, a Larissa estava toda apaixonada, mas eu não fico brava dela vim dizendo " Ele tem um sorriso tão lindo não acha?. Ontem ele disse que estava apaixonado por mim de verdade" Porque eu sei o que é está apaixonada, é ficar boba, e ser idiota, OH eu sei bem o que é isso.

– E você Cami, não está apaixonada por ninguem? — Matheus me olhou arqueando a sobrancelha, estávamos no intervalo sentados no pátio, pois do lado de fora do colégio caia uma garoa chata, e a temperatura havia abaixado, eu estava com as mãos no meio das minhas pernas para esquenta-las, e olhando para elas, levantei o olhar para o Matheus, sem pique pra uma resposta.

– Eu não, não me apaixono — pisquei.

– Claro, coração de pedra — Larissa rio

– Ainda bem que seu coração não é assim né amor ? — Daniel disse a abraçando.

– Bleee, gays — fiz careta, rimos. — Queria comprar um café.

– Eu vou com você — Matheus se ofereceu.

Eu sorri pra ele e fomos caminhando até a lanchonete da escola.

Ele me deu um leve empurrão, para que eu olhasse pra ele — E o Paulo?

– O que tem ele ? — eu disse cruzando os braços e dando uma leve olhada para o Matheus, ficando na fila para pedir.

– Você não gosta dele ?

– Não.

Silêncio.

– E você — pigarrei

– O que tem eu ? — disse confuso.

– Gosta muito da Bela? — suspirei.

– Que pergunta Camila — ele revirou os olhos — Estou apaixonado pela sua irmã pô.

Eu me virei e pedi meu café — Vai querer ? — me virei perguntando, ele fez que sim, eu pedi dois cafés expressos. Peguei os mesmo, e dei o do Matheus em sua mão, dando um gole no meu, sentindo meu corpo se aquecer com o liquido.

– Vocês transaram? — perguntei sem mais delongas

Matheus começou a ter uma crise de tose:

– Desculpa — limpou a garganta — Por que, essa pergunta agora?

– Nada, mas você podia ser sincero comigo. — O sinal tocou, fomos caminhando para a sala.

– Não, a gente não transou — ele pareceu estar sendo sincero.

– Tudo bem, Valeu — eu sorri de lado — Vão sair hoje ?

– Vou levar ela no boliche, ta afim de ir ?

– Nãaao — eu respondi com um tipo dãr.

– Vai que você encontra alguem bacana lá.

Olha, a unica pessoa que eu " queria" era seu pai, e olha que ele nem é bacana, não tenho fetiches pelos " bacanas" fofos, simpáticos, educados, príncipes encantados e inexistentes.

– Não estou afim de encontrar ninguém, para de tentar bancar o cupido — dei a lingua, ele riu.

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Minha irmã saiu com o Matheus, e meus pais estavam no trabalho, casa só minha! Me sentei sobre a sala com uma coberta fofinha, pensando e pensando nessa minha confusão que eu estou metida, acho que não há nada mais fodido, quando a gente pensa na foda da noite passada no dia seguinte. Quando tu deixou tua virgindade, mas tá tudo ok né? Como diz Tati Bernardi, tudo certo como 2+2=5.

Verson Fernando

Já era bem tarde, fiquei encarando o teto do quarto tentando entender o quanto insuportável e chata você é Camila, e extremamente gostosa na minha cama. Minha cabeça como sempre uma bagunça, e a vontade de você era a única coisa arrumada em mim. Não importava quantas vezes eu saia, olhe alguma mina e sinta vontade de empurrar ela na minha cama… Não era mais aquilo. Agora pelo menos eu sabia o que eu tava perdendo, e só sabia que queria de novo. Resolvi te ligar avisando que iria buscar um maço de cigarros que ficou em seu short, aproveitando que provavelmente seus pais deviam estar trampando e o Matheus tinha saído com sua irmã, e Raquel tinha ido passar a noite na Ingrid depois da gente ter uma baita discussão, ( É A TPM) tudo porque eu tinha deixado a toalha em cima da cama, e não tinha ido buscar ela no serviço, estava muito ocupado com essa confusão na minha cabeça, por causa da Camila, que andava mexendo muito comigo ultimamente, merda.
“Posso passar aí?”
“Vem pegar os cigarros?”
“Posso te pegar também, ambos são drogas.”
“E viciantes.”
Sempre odiei esse teu jogo de menina durona, esse jogo que tu faz de manipular. De ser difícil, e de mesmo sempre depois da birra, se entregava dava um beijo, e saia com seu discurso de sempre " Que somos errados" Mas pra mim isso é a parte mais divertida entre nós, porque mesmo sabendo que a gente não daria certo, a gente continua, e essa nossa teimosia só me faz te querer mais. Sem contar sua mania de me deixar louco, e fechando o fecho do sutiã. Aquele fecho deu trabalho pra abrir, e tu fecha como se não fosse nada.

Peguei meu carro, parei em frente seu portão, incrível que eu estava nervoso só porque iria te ver, cara, como pode? resolvi te mandar mensagem.

"Estou aqui em frente a sua casa."

"Vai entrar?"

–"Quer que eu entre?"

Ela apareceu no portão com o rosto palido, e com uma carinha meiga, quando seus olhos encontraram os meus, um sorriso se fez em seu rosto, e ela me chamou com a mão. Tranquei o carro e fui até sua direção, digamos que meio sem jeito, porque essa pirralha me deixa completamente sem jeito. Gostosa, ela estava com uma calça de moleton, e uma blusinha curta, mostrando aquela barriga linda dela, ligeiramente já imaginei ela toda nua, em cima de mim.

Verson Camila

Ele veio andando todo atraente, sem esforço pra ser tão lindo, lançou um sorriso presunçoso e parou em minha frente a mililitros de distancia, por um segundo eu esqueci como se respirava.

– Posso entrar? — perguntou num murmuro calmo

Eu dei de ombros passando a frente, e ele veio atrás, me encostei na parte de trás do sofá, e fiquei observando ele se aproximar novamente.

– Vou ir buscar seu cigarros.

Fernando se aproximou de mim rapidamente, e me calou com um beijo cheio de fervor, gemi sobre seus labios, sentindo o sabor daqueles labios almejados por mim, ambos sorrimos, o flashback da gente se amando no dia anterior veio em minha mente, minha respiração estava perturbada. Suas mãos foram percorrendo minhas coxas, e ele colocou minhas pernas em volta do seu quadril.

– Eu já estava com saudades. Dá pra acreditar? — sussurrou com os labios colados no meu, enquanto suas mãos alisavam minha traseira, novamente me pos no chão, e eu ja havia esquecido o que era falar.
Sem mais delongas, ele arranca a regata, me deixando apenas com minha calça cinza de moletom, e me vira de costas pra ele, me grudando na traseira do sofá. Então, ele me puxa, colando seu corpo no meu e começa a beijar a minha nuca enquanto os seus dedos invadem meu seio, por dentro do sutiã, e brincam no meu mamilo.
Suspiro alto. Ele deixa que sua mão desça por dentro da minha calça,até a minha calcinha e começa a alisar meu intimo
– Ah, por favor. — gemi abafado — Para Fernando.

Ele me virou novamente de frente a ele, me calando novamente com seus labios, e me segurando no colo. Não sei como, mas ele conseguiu dar a volta no sofá, ainda me beijando, e me jogou no mesmo, caindo sobre mim, pesando seu corpo no meu, sorriu novamente, aquele maldito sorriso lindo, não dá pra acreditar que esse filha da mãe fuma, com esse sorriso todo perfeito. Suas mãos foram acariciando meu braço, fazendo meus pelinhos se arrepiarem.

– É melhor eu ir buscar seu maço de cigarros — murmurei, me levantando, e procurando minha blusa aos arredores, fui interrompida com Fernando segurando firmemente em meu punho, fazendo eu olhar pra ele, que se encontrava sentado no sofá.

– Fica sem, está linda assim.

Eu ri, soltando meu braço de sua mão e subi a escada a procura do seu maço de cigarros que eu havia guardado no meu guarda- roupa, queria me ver longe disso mesmo, digo e repito, odeio cigarros!

– Toma — estendi o mesmo em sua direção, ele segurou e sorrio de orelha a orelha.

– O que foi ?

– Acabo de perceber, que você consegue ser mais viciante do que meus cigarros — ele disse enquanto pegava o mesmo, e foi acendendo.

Eu franzi a testa.

– Então apaga essa merda, Fernando.

– Então só se você deixar eu tragar de você — ele riu

Eu me sentei no sofá, e ficamos nos entreolhando fixamente. — Me tragar? — eu ri com désdem.

– Isso mesmo, Mila, eu quero você.

– Ahhh, acha que é facil assim...

Ele me calou com um beijo, e foi acariciando meu rosto.

– Fica quietinha vai

Ele tira a sua roupa, ficando apenas de cueca e se deita por cima de mim, começa a fazer movimento, rebolando por cima, me deixando cada vez mais molhada.
Me embriago em seu cheiro enquanto afundo o meu rosto em seu pescoço. Suas mãos percorrem a minha cintura, apertando e me deixando em êxtase. Eu enlouqueço com o seu hálito quente sussurrando sacanagens no meu ouvido.

Fernando foi abaixando minha calça de moletom, e a jogou no chão.

– Delicia — ele disse mordendo meu pescoço
Abaixo a sua cueca o mais depressa possível, numa tentativa desesperada de senti-lo dentro de mim. Ele tira a minha calcinha e deixa uma trilha de beijo na minha barriga e finalmente, deixa um beijo lá. Puta merda, é tão gostoso. Me contorço ao sentir aquela sensação deliciosa. Então ele começa a sua sadica tortura, sua língua circulando todo o meu clitóris. Me fazendo gritar de prazer.
– Por favor.
– O que você quer? — ele diz com um sorrisinho especular no rosto, roçando seu nariz no meu carinhosamente
– Eu quero você.
Entendendo o meu recado, ele cobre o meu corpo com o seu, novamente, e me penetra. Finalmente sinto aquele delicioso atrito, ele entrando cada vez mais fundo em mim e eu rebolando de encontro a ele. É tudo tão gostoso.
Ele intensifica o movimento, dando estocadas cada vez mais fortes. Gemo quase gritando e cravo as minhas unhas em suas costas, deixando-a toda marcada.

– Os vizinhos vão achar que eu estou te matando, Camila — ele disse sem parar com as investidas em mim.

– É o que você esta fazendo — digo entre meus gemidos.

E ele mete mais fundo em mim, me levando ao ápice do prazer. Explodo num orgasmo intenso, que me faz perder os sentidos e ele goza, dentro de mim , chamando o meu nome.
E cada vez que nos encontramos ele me faz querer mais dele. Me faz querer mais de nós dois. Ficamos deitados com a respiração ofegante, olho no relogio da parede, já estava ficando tarde, e Bella poderia aparecer a qualquer momento.

– Bom, acho melhor você ir embora -

– Ahhhhhh — ele protesta dengoso — Queria ficar aqui com você.

– Quer me foder, Fernando?

– Acabei de fazer isso, mas se quiser 2 round eu não me importo — Risos.

– Oh, que engraçado — revirei os olhos, me levantando do sofá, e empurrando sua coxa com o pé — Alguém pode chegar já já.

– O que eu posso deixar com você dessa vez pra buscar depois?

Eu ri, balançando a cabeça negativamente.

– Desta vez, eu vou lhe presentear — sussurro, pegando minha calcinha e colocando no bolso da sua calça. Ele abriu um sorriso imenso — Agora vaza — exigi, vestindo minha calça, e minha blusa.

Ele foi se vestindo lentamente.

– Anda Fernando — fui puxando o mesmo pelo braço, o guiando até o portão.

– Linda, linda — ele envolveu seu braço em minha volta, dando inumeros beijos em meu rosto.

Risos — Vai logo — disse o empurrando.

Ele foi saindo, olhando pra mim, e ligeiramente voltou, segurando firmemente em minha nuca e roubando mais um beijo carinhoso.

– Se cuida, Mila.

– Cami — adverti, rimos e ele se foi.

E no mesmo momento, eu me peguei morrendo de vontade de ir logo buscar minha calcinha.

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Era dia de curso.

Cheguei atrasada e só tinha lugar no final da fileira, só abaixei a cabeça e fui até o banco vago, porque não á nada pior do que chegar atrasada, e todos os olhares se direcionarem exclusivamente a você.

Depois que a professora começou a falar, rodei meu olhar pela sala, encontrei Rosangela olhando pra mim lá no começo da fileira, e colocando o dedo na garganta, fiz uma careta confusa com um interrogação na testa, ela balançou a cabeça para sua esquerda, e eu segui com o olhar, até encontrar Paulo tagarelando com a Melissa, na mesma hora, meu sentimento foi o mesmo, ânsia! Olhei novamente pra Rosangela, e franzi a testa, fazendo cara de nojo também, rimos.

Depois disso não consegui focar muito na aula, Paulo não deixou de conversar com a Melissa em quase nenhum segundinho, e nem se quer deu o trabalho de acenar pra mim.

Deu a hora de irmos embora.

– Você viu que escrotice ? — Ro, me esperava na porta.

– Sem comentários — bufei, e fomos indo para a saida.

– Não vai esperar ele? — ela perguntou hesitante.

– Olha, acho que ele nem faz questão viu — murmurei zangada, olhando pra trás, e me deparando com Melissa, o abraçando.

Acelerei o passo e fui embora. Ele não teve a coragem de me mandar uma mensagem depois disso. Chega mensagem do Fernando.

"Eai, quando vai vim buscar seu pertence ? "

"Logo"

Ainda estava brava, não sei direito porque, talvez por que justo a rainha do diminutivo. Não tinha nenhuma garota pior não? Céus.

Fui bloqueada dos meus pensamentos de ira, quando meu pai apareceu na porta, dizendo que iriamos jantar fora.

Matheus foi junto, quando estávamos no restaurante, propôs.

– Minha mãe quer conhece-los. Ela diz que quer conhecer a familia da minha namorada e bláblá — riu.

Não, mas o que ? Pra que ?

– Claro, ótima ideia! Podemos marcar um churrasco, algo assim. — Minha mãe, sugeriu toda animada.

Bela logo olhou pra mim, desvendando minha cara de taxo com a ideia.

Merda.

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Estava com meus fones de ouvido, cantarolando, juro! Desta vez eu estava com esperança que Paulo não ia me ignorar, até porque eu não tinha chegado atrasada, o vi encostado no tranco de arvore, vou acelerando meus passos em sua direção, embora, ele ainda não tenha me notado. Porém não sabia que se reclamaria do seu pouco caso comigo ontem, afinal, deveria? Não queria pegar pegajosa, até que, uma criatura com cabelo dourado surge do além, o agarrando e depositando beijos em seu rosto.

De onde eles criaram tanta intimidade, de um dia pro outro?. Engoli a seco, mudando minha trajetória, e entrando dentro da instituição. Me sentei ao lado da Ro, mas hoje teriamos que fazer uma atividade em grupo, sinto alguem cutucar em meu ombro, era a vadia.

–Ei gatinhas, vamos fazer com a gente? — sorriu amarelado.

Eu e Rosangela nos entreolhamos, ela respondeu por nós.

– Não, querida — sorriu forçado.

– Vem, meninas! — Paulo disse, aparecendo por trás do ombro de Melissa, com um sorrisinho no rosto.

Eu me virei, perguntando para um grupo semi formado que sentava ao nosso lado se poderíamos participar, e eles concordaram, me viro, e Rosangela, ainda esta negando a proposta.

– Não precisa, Valeu — disse friamente — Vem Ro — a chamei e ela se sentou ao meu lado, no circulo do nosso grupo.

– Só eu que não estou curtindo essa aproximação do Paulo, com a vaquinha da loira oxigenada ?

– Nem fala — respirei fundo.

– Você deve estar se sentindo pior, porque vocês são tão amigos, e nesses dois dias, digamos que ele se afastou e esta dando dedicação total a ela.

– Casas bahia ? — Rimos — Obrigada Rosangela, você é animadora.

– Desculpaaa — ela disse tampando a boca.

– Relaxe — sorri.

Mas meu, quem ele estava achando que ele era? Ele era meu parceiro, somos amigos dês de que me conheço por gente, dês da epoca que ele não sabia nem se vestir, dês da época que eramos dois pirralhos, eu não ia perder meu melhor amigo assim. Tudo bem que eu estou exagerando, mas, que merda é essa ?

Parei em frente a instituição, e Paulo via vindo conversando com uns garotos, nossos olhares se cruzaram, e eu franzi a testa olhando diretamente a ele. Paulo se despediu dos rapazes e veio andando vagarosamente até a mim.

– Camiiii — cantarolou se aproximando.

– Seu idiota!

– Nossa, que amorzinho você — disse ironicamente — Pra que, simpatia né? — perguntou retoricamente.

– Cala boca, sabe que eu não sou dessas veadagens, encontrou alguem que te bajule, e fique te lambendo, por isso ta se distanciando de mim? — grunhi.

– Está maluca? — ele foi andando, e eu fui o acompanhando, eu fiquei em silencio, aguardando que ele me desse mais alguma desculpa, se justificasse, falasse qualquer abobrinha a mais, mas não, se silencio, e nosso silencio me sufocou.

– Certo — murmurei, sentindo um incomodo em mim.

Fomos em silencio até a parada de ônibus, inconformada, tinha que protestar mais um pouquinho, e fazer um draminha mexicano, se não, não seria eu.

– Tá pegando a Melissa?

– Mais ou menos — ele deu de ombros

– Como que pega alguem mais ou menos?

– Estamos se entendendo — ele riu

– Eu não gosto dela.

Ele sorriu, e me abraçou, e ficou me balançando, como se eu fosse um bebe.

– Para com isso — rugi, batendo em seu peito.

– Está com ciumes?

– Eu realmente não gosto dela — bufei — E porra, você me ignorou total esses últimos dias.

– Para de mentir.

– Antes fosse mentira — disse zangada, me virando e cruzando os braços.

– Me desculpa tá?

Fiquei em silencio.

– Cami, camizinha.

Eu precisei rir.

– Espero que você use mesmo camisinha com aquela ali, deve ter Dst — fiz cara de nojo.

Ele me abraçou por trás me sufocando. É isso Paulo, é isso que eu quero, quero nossa aproximação, não quero você me ignorando por causa de uma garota, dá pra equilibrar os romances com a amizade!

– Desculpa — disse sussurrando, e beijando minha cabeça.

– Faz isso de novo, e você esta morto — avisei, dando sinal pro meu ônibus que se aproximava, ele lançou uma piscadela, e eu acenei enquanto entrava no ônibus.

Sábado.

Larissa tinha ido em casa, pra gente passar um tempo juntas, já que meu melhor amigo estava apaixonado, ela já havia me deixando pelo amor da sua vida, e minha irmã não largava por nada o Matheus, e seu pai? Bem, seu pai tem seus compromissos, tem sua familia, tem sua mulher, eu estava me sentindo sozinha, me aliviei por Larissa vim ficar comigo.

Ficamos comendo inúmeras de porcarias industrializadas, e jogando conversa fora, quando já havia anoitecido. Bela entra no quarto animada.

– Amoresss — cantarolou

– Uhu, lembrou que tem irmã — sorri trincado.

Ela revirou os olhos — Para vai, tenho uma noticia.

– Qual é a boa?

– Amanhã, nossos pais vão fazer um churrasco, um almoço pra conhecer a familia do Matheus, aproveitando e chamando a nossa familia e tudo. Vai ser perfeito.

Eu olhei pra ela, e suspirei formando um bico no rosto, ela pareceu se tocar mas não comentou nada.

– Que beleza, vai ser ótimo mesmo amiga — Disse Larissa animada, e eu era a unica de mal com a vida ali.

– Vem tambem amiga!

– Eu combinei de ficar com o Dan amanhã — ela fez um beicinho.

– Trás ele! — dei de ombros, mastigando um biscoito

– Sério? — eu assenti — Então iremos vir, e você amiga, não esta mesmo afim de ninguem?

Bela novamente olhou pra mim, a gente nunca mais havia conversado no quesito Fernando, na verdade, mal conversávamos, já que Matheus tava quase morando la em casa.

– Não, ninguem — disse um pouco cabisbaixa.

– Logo, você encontra seu par ideal irmã — Bela murmurou alisando meu cabelo.

– Não fiquem com pena de mim, estou sem pressa — eu ri.

– Chama o abestalhado do Paulo — sugeriu a Lari.

Eu assenti, me levantando e indo na varanda ligar pro Paulo.

– Onde esta ? — perguntei ouvindo um barulho constante de vozes, e som alto.

– Sábado a noite, acha que eu estou aonde ?

– Badalando por ai, e sarrando alguma garota.

Ele gargalhou, parecendo não estar tão sobrio assim.

– Olha, não sei se você vai se lembrar disso amanhã, mas vai ter um almoço, e quero que venha, se quiser vir.

– Não vou esquecer, eu vou minha liiiindaa

– Certo, vá curtir sua festa.

– Você precisa sair mais Camila — ele murmurou antes de eu desligar.

Ele tinha razão.

– Dá proxima eu vou com você então.

– Vou cobrar.

– Tchaau — eu ri, e desliguei.

Ao menos eu não ia ficar cem por cento sozinha, ao menos ia ter meu amigo comigo, já que o almoço de amanhã, esta mais pra encontro de casais, e falando nisso, meu estomago se embrulha, só de pensar, que Fernando entrará acompanhado pela Raquel, atuando o casal magico e perfeito. Grrh!