Proibido
21 Capitulo 21
Era o dia do esperado almoço, a família acordou cedo, Isa desceu pra ajudar minha mãe no almoço, e eu fiquei por conta de dar uma organizada na casa junto com meu pai. Após toda faxina, fui tomar meu banho, coloquei um cropped de crochê vinho e um short de cintura alta, coloquei um colar de pedra, e fiz uma maquiagem, dando mais atenção a minha boca, depois de limpa, arrumada e cheirosa, desci pra recepcionar os convidados.
Já estava cheia de fome, almejava que todos chegassem logo para que eu pudesse me deliciar do almoço da minha mãe que aparentava ter ficado deleitoso. Vi Isa saltar do sofá com um sorriso imenso, segui seu olhar, e vi quem eu imaginava passar entrar pela porta. Os três, Matheus abriu um sorriso imenso tambem, e Raquel estava com o braço enroscado no Fernando, ele estava lindo com uma calça preta justa, e uma camisa social azul bebe, calçava um sapatênis, e aquela cara de mal completamente sexy. Vi Isa os receber e os dois irem entrando, em seguida foi a vez dos meus pais os receberem, e claro, eu tinha que ir né.
Fui caminhando até eles, e logo nossos olhares se cruzaram, Fernando me mediu de cima a baixo, enquanto eu me aproximei deles.
– Boa tarde — disse animada, e fui cumprimentando um a um com um beijo no rosto, deixei Fernando por ultimo. Aproveitei para passar a mão entorno do seu quadril, e ao colar nossas bochechas, sentir aquele odor incrivel, ele estava tão cheiroso, me despertou uma vontade maluca, de agarrar ele ali mesmo.
– Você esta linda — sussurrou bem baixinho, ainda quando nossas bochechas estavam coladas, e eu pude sentir os pelinhos da sua barba semi crescida, roçar em meu rosto.
Eu dei um passo pra trás, e esbocei um sorriso, meia desnorteada, minha mãe foi levando eles pra se aconchegarem, e foram conversar, mas preferi não intervir, sai para o jardim de casa, e comer uns petiscos em cima da mesa, logo vejo Larissa e Daniel chegarem, logo a Isa e Matheus se entrosaram também.
Nos reunimos no jardim e ficamos lá conversando e bebendo, eu como sempre, a vela. Falando nisso, me levantei da rede que estava deitada, e fui ligar para o Paulo.
– Posso saber onde o senhor está ? — grunhi
– Olha pra trás
Me virei toda animada com um sorriso de orelha a orelha no rosto, mas rapidamente meu queixo foi ao chão, apagando os dentes em meus labios, dando lugar para uma cara zangada. Ele estava lá, todo bonitão, com a mão em volta da vaca da Melissa, que se encontrava com uma expressão de vitoria no rosto, e ela estava bem mesmo. A unica derrotada na historia era eu. Engoli a seco, e Paulo se aproximou parecendo notar minha cara de poucos amigos.
– Oi Cami, eu trouce a Mel, sem problemas né? — perguntou receoso.
Problema? Tirando que eu não suporto ela, esta tudo mil maravilhas.
– Tá okay — respondi friamente — Eai Melissa
– Oi Camiiii — ela exclamou como uma bezerra
– Fiquem a vontade — pisquei, passando por eles, e indo pra cozinha, me servir com um belo copo de vodka.
Não acredito que quem eu achei que seria meu refugio, que não me deixaria só, estava lá com outra garota, cujo é a pessoa mais detestável. E o cara no qual eu estou afim esta na minha própria casa com sua esposa.
Senti uma onda de vazio intenso dentro de mim, eu era só o segundo plano do Fernando, eu não o teria por hoje, não teria o Paulo, porque ele simplesmente tambem cansou de ser meu segundo plano.
Deixei inúmeros copos de bebidas irem descendo por minha garganta, lá estava eu toda cabisbaixa, logo todos começam a se servir no jardim, onde minha mãe havia montado a mesa, e eu ainda estava na pia, terminando de digerir uma Jack Daniels, e meus pais estavam tão alegrinhos que nem aviam se dado conta do meu exagero com a bebida.
Me sentei sobre o sofá, e fiquei encarando o chão, quando percebo a presença de alguém ao meu lado, levanto a cabeça, e encontro os olhos castanhos esverdeados do Fernando olhando fixamente pra mim, fiquei olhando na mesma frequência que ele, após alguns segundos ambos sorrimos. Encostei meu tronco no sofá, fazendo que meu braço encostasse no braço do Fernando.
Ele arrastou delicadamente sua mão até minha coxa, e foi fazendo um carinho misterioso sobre ela.
– Eu vi você enchendo a cara, está bem ?
– Estou ótima — disse com a linguá um pouco enrolada.
– Não vai vim almoçar ?
– Você sempre se importando com minhas refeições né — bufei.
– Eu me importo com você — segurou em minha mão. — Vamos?
– Não — neguei com a cabeça, soltando nossas mãos — Vai lá, alguém pode ver a gente aqui — revirei os olhos.
– Estou com saudades — sussurrou — Não foi buscar seu pertence até hoje.
Eu ri de leve — Eu estou exitada nesse exato momento — disse bebericando minha bebida.
– Você esta é bebada.
– Tambem — apoiei minha cabeça em seu ombro — Você esta lindo hoje — suspirei.
Ele riu
– Você não existe Camila.
Eu sorri.
– Eu estou abandonada.
– Não está não, você que esta afastada. Vamos logo sair lá pra fora.
– Esta com pressa de voltar pros braços da sua mulher né ? Não quer ficar a sós comigo?
– Claro que não, minha pequena. Minha vontade é de ficar aqui, e não sair mais — disse olhando em meus olhos, eu corei revirando o olhar.
– Não mente — disse levantando
– Nem to, viu — ele sorriu me olhando — Você esta incrivel.
– Eu sou incrivel! — exclamei, dando um voltinha.
Ele mordeu o labio, dando um sorriso malicioso.
– Mila, me mostra aonde é seu banheiro ? — sussurrou, se levantando e se aproximando de mim.
– Claro — passei a frente, indo até o corredor do banheiro, abri a porta, e estendi o braço para que Fernando passa-se — Prontinho — sorri de lado.
Ele me agarrou pela cintura, me colocando dentro do banheiro, e me escorando na porta, fazendo com que a mesma batesse com força. Rimos
– Ué, o que esta fazendo? — disse olhando em seus olhos, enquanto passava minha perna no interior da sua.
– Estou matando minha saudade — sussurrou, colando nossos labios, e prensando meu corpo no seu, fui levando minhas mãos pela sua camisa engomada, enquanto suas mãos, iam explorando todo meu corpo, e me apertando, ele me segurou e me posicionou em cima da pia, e foi beijando todo meu pescoço, foi apertando meu seio, que estava sem sutiã, o que fazia eu o sentir melhor, fui suspirando, enquanto voltei faminta para seus labios com aquele gosto de bala de menta, sua linguá quente foi se chocando com a minha, e nossa respiração alta, e nossos suspiros era o som que rolava dentro do banheiro.
Fernando foi apertando minha coxa com força, me enlouquecendo, eu desci da pia, indo selvagemente para seu pescoço, o mordendo, e embrenhando minha mão naquele seu cabelo liso, com fios grossos, fui sentindo a calça jeans apertada do Fernando, roçar em mim, com seu volume delicioso, fazendo eu intensificar meu agrado, e ir chupando com vontade seu pescoço, enquanto o ouvi arfar.
Ouço um barulho, e giro o rosto pra porta, era o Paulo, ele estava com a mão na maçaneta, olhando sem piscar pra nós dois, e eu ainda estava com o corpo grudado com o de Fernando. Fiquei completamente sem reação, sentindo uma dor na barriga, e meu coração acelerar descomunalmente.
– Foi mal — disse com uma cara nada boa, se retirando.
– Fudeo — respirei fundo, me afastando do Fernando, e colocando minha mão sobre a cabeça, desarmada.
Ele segurou em minha cintura me girou de frente a ele.
– Ele é seu amigo não é ? Ele não vai contar pra ninguém.
Eu assenti.
– E eu achei bom que ele tenha visto, não suporto esse moleque, bom que ele para de ficar dando em cima de você.
– Para de criancice né Fernando — rugi — Vamos sair logo daqui, antes que mais alguém apareça.
É, Fernando você sempre me dando essa sensação que vai bagunçar toda minha vida.
Deixei ele dentro do banheiro, pra que ele saisse posteriormente pra não ficar na cara, fui até o jardim a procura do Paulo, e o mesmo estava grudado com a Melissa, estremeci. Como que eu iria falar com ele ? Se a Melissa fica igual a um carrapato na cola dele ? Maldição.
Resolvi me servir, Paulo tambem estava colocando seu almoço, mas toda vez que eu tentava me aproximar, ele se distanciava. No meio dessa confusão entre eu tentando colar e ele desgrudar, terminamos de nos servir, e ele voltou a se sentar ao lado da Melissa, me veio uma ansia novamente, mas que raiva. Me sentei sobre minha querida rede, e vi Fernando desfilar em minha frente e sentando ao lado do Matheus e da Isa, logo que remexi os olhos, meu olhar parou com o do Paulo, que percebia eu admirando Fernando, ligeiramente corei sem graça, e ele fechou a cara, se virando e conversando com a Melissa.
Após engolir toda minha comida, sem pique algum, só podia sentir o clima pesado sobre mim, ainda a Raquel estava tão amiga da minha mãe, que eu senti uma vontade de chorar, e estava me sentindo tão sufocada, não demorou muito, pras minhas tias sentarem ao meu lado e ficarem tagarelando " E você, e os namoradinhos" Justo, porque eu era a irmã mais velha e não namorava, no entanto, não sentia vontade disso. Minha cabeça estava prestes a explodir, eu continuava bebericando um copo de cerveja, e eu nem gosto de cerveja, e isso estava me irritando ainda mais, porque eu sei que cerveja lembra o Fernando, porque ele adora, e não havia largado suas garrafinhas da sua mão, eu não conseguia manter meu olhar com o Paulo, porque toda vez que eu olhava doia, ainda mais, piorando a situação, nem um olhar de desprezo com a sobrancelha arqueada ele não me olhava mais, ele simplesmente não me olhava. Porque a loira ridicula tinha conseguido toda sua atenção.
Terminei de digerir aquela bebida, era uma cerveja com certeza ruim, de uma marca ruim, quente, e num momento ruim. Respirei fundo e me levantei, voltei pra dentro de casa, sabia que minha mãe poderia reclamar do meu pouco caso com os convidados " como se eles tivessem dando ibope pra mim" . Me deitei na cama, e senti um embrulho, um soco no estomago, de " minha nossa" Maldita hora que o Paulo, foi presenciar aquela cena, não que eu devesse algo pra ele, mas por algum motivo solto no ar, eu estava me sentindo muito mal, porque entre todas as pessoas, por ultimo quem eu queria que soubesse essa minha palhaçada era o Paulo.
Contraditório, eu sei, porque a algumas semanas, eu estava afim de desabafar unicamente com ele, mas de uns tempos pra cá, eu andava o vendo de uma forma diferente, deve ser por eu sei muito idiota mesmo, aquele maldito beijo fudeu tudo, e tudo é culpa minha! E se eu perdesse a amizade do Paulo, seria a coisa mais terrivel que poderia me acontecer, porque eu preciso dele, ele é meu melhor amigo, ele me conforta, ele que me anima sem nem precisar de esforço. Maldição!
Deve ter sido por conta da bebida, e eu já estava tontinha da silva, e acabei capotando, sinto um toque sobre meu braço, fazendo com que eu me arrepiasse, e eu giro pela cama, abrindo os olhos com lentidão, abri a boca pra dizer alguma coisa, mas perdi o foco, sem acreditar que ele estava ali.
– Oi Camila — Era o Paulo, ele disse sem expressão, eu me sentei na cama, analisando cada canto do seu rosto, tentando decifrar o que ele sentia.
– Oi — eu suspirei — que horas são ? — desviei meu olhar do seu, balançando a cabeça, a procura de um relógio
– Seis horas, todos já foram embora. — me respondeu
– Ual, Eu capotei
Ele assentiu.
– Esta bravo comigo? — mordi o labio.
– Um pouco — deu de ombros.
– Eu sinto muito, sabe, é que ...
– Cala boca — me interrompeu — Deixa eu falar.
Me calei.
– Eu fiquei bravo com voce até um momento, e depois pensei, pra que ? Porque ? Porra, você é minha melhor amiga, eu — ele pausou por um momento, olhando pra baixo- Acho que foi por esse mesmo motivo, você vem querer tomar satisfação comigo, e ta pegando o Fernando Camila? Porra meu, o cara é casado, ele tem o dobro da sua idade! Me diz que você não deu pra ele — me fuzilou
Eu engoli a seco, e ele me olhou zangado.
– Eu dei pra ele! — declarei — Perdi minha virgindade com ele, e talvez eu até goste dele. Temos algo em comum, porque eu não suporto aquela garota, e voce tem a capacidade de trazer ela aqui em casa ! Qual o seu problema? — deixei uma lagrima escorrer pelo meu rosto, de raiva mesmo, e ver que eu não consegui prender essas lagrimas idiotas descendo por meu rosto, fez minha ira aumentar, eu resmunguei, revirando os olhos.
– Certo — ele suspirou — Acho que nós dois vacilamos por hoje, mas vai prometer que não vai ter mais segredos entre a gente, começando de agora! Que você vai explicar tudo isso — bateu na minha perna de leve, e se sentou ao meu lado.
– O que quer saber ? Sei lá sabe, rolou. Eu conheci ele antes de saber que ele era pai do Matheus, tudo bem, que eu estou sendo errada, mas é uma tentação, esse lance do proibido me instiga, saca ?
Ele riu — O problema é que eu tambem não suporto ele.
– Não faz diferença — eu abaixei a cabeça — Eu estou só me iludindo, eu e Fernando nunca vamos dar certo.
– Ei — segurou em meu queixo, levantando minha cabeça, fazendo com que eu olhasse pra ele, deixando meu rosto numa proximidade minima do seu — Não fica triste por isso, você é a garota mais incrivel que eu conheço, pô Camila, você é linda, é gostosa, é inteligente, você merece coisa melhor né. Não esta tão inteligente assim — balançou meu queixo, fazendo meu rosto balançar, eu ri.
– Ah, é tudo complicado.
– Porque você complica — juntou sua testa com a minha — Vacilona — sussurrou, acariciando meu braço, e senti meu coração acelerar rapidamente. — Eu to indo tá, flw — se levantou, com aquela cara marrenta, saindo de nariz empinado.
– Estou indo, estava ajudando sua mãe com umas coisas, mas já vou indo.
– Fica! Eu disse em voz baixa.Ninguém me faz tão bem quanto você. Eu sei, você é apenas meu amigo, mas fica? Por mais que fique apenas sentado à minha frente, quieto. Por favor, você me faz um bem danado
Ele voltou — Eu gosto de você — disse ele em voz baixa, olhando diretamente no fundo dos meus olhos. Aquelas palavras foram as melhores que já ouvi.
– Dorme comigo hoje ?
– Você me ama pra caralho né.
– Não implica agora, é sério. — disse me deitando — Voce foi tão filha da puta hoje, me deixou sozinha.
– Pode parando senhorita Drama.
"ahaha" soltei uma risadinha ironica sem muito humor. Mas senti a sensação de alivio e felicidade, porque eu realmente ...
– É, eu te amo pra caralho — o abracei, e ele retribui o abraço parecendo confuso, e após um tempo depositou um beijo em minha testa.
– Eu também Cami.
Meu celular vibra, me viro e pego o mesmo que se encontra do lado da minha cama, dou uma olhada no visor, e vejo que a mensagem pertence ao Fernando, fiquei alguns segundos imovel apenas olhando.
– É seu coroa ?
– Paaara
– UÉ — ele riu.
Eu resolvi que não iria ler, deixei o celular lá.
– Gosta mesmo dele ? — depois de uns minutos em silencio, ele perguntou.
– Sei lá o que eu sinto, mas ele mexe comigo, eu não sei — suspirei, realmente, estava tudo tão mais confuso agora.
– Sabe o que é seria ótimo agora ? — Eu murmurie um barulho com a boca pra que ele continuasse — Beber.
Gargalhei — Cara, eu perdi a conta do quanto eu bebi hoje, estou até meia tonta, acho que é ressaca antecipada.
– Então vamos beber mais. — deu de ombros.
– Vamos — sorri, segurando em sua mão e descemos até a cozinha, meus pais estavam na sala, então fomos em ponta dos pés e pegamos uma garrafa de heineken
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