Proibido
8 Cap 8
– Que demora — Minha irma arqueou a sobrancelha.
– Ah, eu estava com muita sede Bella, depois me deu piriri pra ir usar o banheiro, e tinha uma fila não muito interessante por lá — bufei
Ela apareceu acreditar, começamos a conversar sobre assuntos aleatórios, eu ainda estava incapaz de procurar a mesa de Fernando aos arredores. Ri do meu pai comentando, o quanto ele odeia seu patrão e o apelido carinhoso que ele havia lhe dado de Cabeça de nós todos.
– Pai que maldade — balancei a cabeça no negativo, logo abrindo um estonteante sorriso ao ver que a nossa pizza havia chegado. Nos servimos, e eu fui me deleitando de cada pedacinho. Observei minha irmã, que mastigava lentamente com os olhos pra fora da mesa. Eu conhecia esse olhar, Isabela não me engana. Me virei pra ver aonde seu olhar estar prendido
Como assim ? Era o Matheus, com uma camisa rosa, na mesa do Fernando ? Eles riam demais, estavam juntos da Loira da caminhada, mais uma menininha que devia ter seus 7 anos, e uma mulher morena com um batom bem vermelho, e uma senhora de cabelos grisalhos. Um turbilhão de ideias se passaram em minha mente, sera que eles eram vizinhos, sera que eles eram irmãos ? Estavam mais pra uma família mesmo. Meu Deus. Sera que o Fernando tinha compromisso com alguma das mulheres na mesa ? Ou seriam todos irmãos ? Primos talvez ? Eu estava lá perplexa os olhando, nem me toquei que já estava minutos demais na mesma posição encarando a mesa, foi quando o olhar de Fernando encontrou os meus, eu soltei todos os ares do meu pulmão, e me virei.
– O que você tanto encarava ? — cochichei pra minha irmã
– Eu ? — ela riu — Você virou uma estatua olhando pra lá — fez uma careta.
– Eu só queria saber o que você tanto olhava — sussurrei, colocando mais um pedaço da massa com frango catupiri sobre a boca.
Observamos nossos pais, conversarem de outro assunto e eu gesticulei com a cabeça pra que ela falasse.
– O Garoto lá na outra mesa, de rosa. Me atraiu, nada demais — ela sorriu.
– Eu o conheço
– O que ? — ela alterou um pouco a voz — De onde ?
– Ele é da minha sala — sorri — Posso apresentar vocês.
– Jura ? Não! Ele vai achar que eu estou afim dele. Não diga nada.
– Não vou dizer nada, apresento vocês informalmente, não precisa ser agora. Relaxe — pisquei, e ela fez que sim.
Eu ainda estava me questionando tantas coisas em minha cabeça, idealizando tantas possibilidades. Matheus, nem me viu, porque estava tão focado em dar risada com a '' família'' ou sei lá quem seja as pessoas na mesa, que nem notava o resto em sua volta. Eu também, decidi nem olhar pra trás, não queria cruzar olhares novamente com Fernando, já estava constrangida o suficiente.
–------
Ao entrar na sala de aula, disparei meu olhar pra mesa do Matheus. Não me diga que .... ele não veio hoje ? Que azar!
Me sentei sobre minha cadeira, batucando a caneta sobre a mesa, com os olhos atentos em direção a porta, eu queria ver ele, queria perguntar quem eram aquelas pessoas com ele na pizzaria ontem. Mas a primeira aula se passou, e com ela a segunda, e todas as outras, e com elas a esperança da chegada do Matheus, e a perguntas que estavam revirando minha cabeça.
– Cami, você esta bem ? — Larissa me perguntou, tocando em meu ombro, acho que porque estava com uma cara de desligada.
– Estou bem sim, eu só ... — suspirei, ela arqueou a sobrancelha — Nada, eu estou bem — segurei em sua mão, a apertando e mandando um beijo, ela sorriu não muito convincente.
Só de pensar, que eu ainda tinha curso hoje, me sentei de baixo de uma árvore que tinha em frente a instituição, e cumprimentava com a cabeça e alguns murmurinhos os alunos que eu via passar. O Paulo, que não chegava, argh! Isso só fazia minha vontade de ligar os dados moveis do meu celular aumentar, mas eu não queria... e lá no fundo eu sabia o porque.
Desisti em hesitar, e liguei os dados, tinha mensagens de qualquer outro ser do Planeta, menos do Fernando. Você precisa parar de ser ingenua Camila — indaguei pra mim mesma.
Resolvi mandar uma mensagem pro Paulo, ele disse que estava com uma maldita febre e não iria ir. Desgraçado, vai me deixar sozinha mesmo ? Hoje não é meu dia. Mas até que a aula foi tranquila, eu conversei o básico com os alunos que se sentavam perto de mim, eles eram engraçados, e parecia até que a gente já se conhecia a bastante tempo.
– Gloria a Deus. Parecia que essa aula de hoje não ia ter fim — Rosângela, a menina que se sentava próximo de mim murmurou, recolhendo o seu material, eu sorri pra ela fazendo o mesmo.
– Concordo — lamentei — Então até semana que vem gatinhos — mandei um beijo esparramado no ar, e caminhei em direção a saida do Camp.
– Oi florzinha — era a loira,acompanhada do mesmo lacinho broxante na cabeça
– Oi — disse com um sorriso forçado.
– O Paulinho não veio hoje né ? — Ela falava tudo no diminutivo ? Não era obvio ? se o Paulo tivesse comparecido, ela teria o visto, e provavelmente soltando um '' flertizinho'' nele.
– Não — revirei o olhar, um pouco impaciente.
– Queria lhe pedir um favorzinho — ela fez um bico
– Pode falar — sorri de lado, se ela falasse no diminutivo mais uma vez, Senhor ....
– Me passa o numero dele ? — ela sorriu, mordendo o labio em seguida
Eu concordei, passei o numero do Paulo. Sabia que ele ia gostar disso, e sai as pressas. Estava preocupada com ele falar nisso, resolvi passar em sua casa, mesmo sabendo que o Paulo é extremamente Exagerado em quesito '' estou doente'' é tipo falar que estar com dengue, em receber uma picada de pernilongo.
– Oi Paulinho — disse abrindo a porta do seu quarto, pois sua mãe já havia me recepcionado e deixando eu entrar.
– Paulinho ? — arregalou os olhos – O que você quer? — disse rindo
– Só estou imitando a Loira lá — falei com uma cara de nojo, me sentando na sua cama.
– Que loira lá ?
– Do Camp, ela me pediu seu numero. Ainda não recebeu mensagem ? — Ele me observou enquanto falava, deixando surgir um sorrisinho sacana nos lábios, era incrível como mesmo doente ele era tão lindo, com aquele sorriso branco como neve, e aqueles cabelos lisos e negros caido sobre a testa, e sua pele bronzeada toda de fora, já que ele se encontrava sem camisa.
– Eu nem peguei em celular, depois de te responder — deu de ombros.
– E você como esta ? — perguntei preocupada.
– Estou bem. Obrigada por ter vindo — disse com sinceridade nas palavras
– Magina, eu fiquei preocupada contigo. Mesmo sabendo que você é exagerado. — Ambos rimos
– Porra, eu estava pegando fogo.
– E não vai ir no medico ?
– Minha mãe mediu minha temperatura, eu já estou bem. Mas estou ótimo deitado aqui, vou permanecer assim.
– Sua preguiça me enjoo a — faço careta
– Quem vê pensa, como se você não fosse. Dá um menos Cami — bufou
Risos
– Okay, já que sei que esta bem — sorri — Eu vou indo Ok ?Cuide-se — beijei seu rosto e sai.
–--------
Eu teria de esperar o dia de amanhã pra falar com o Matheus, se não ia mostrar muito desespero pra saber. Amanhã era seu aniversario, era dia de unir Larissa e Daniel, e quem sabe minha irmã e Matheus. Resolvi convida-la
– Bella ? — Bati em sua porta
– Vaza Cami — ela gritou do outro lado, e eu abri a porta mesmo assim me encostando sobre a porta a encarando, onde se encontrava deitada na cama, com o celular em mãos.
– Posso saber que bicho lhe mordeu Dona Isabela ?
– Só não estou com paciência por hoje — respondeu em um tom baixo, mas eu fui capaz de ouvir. Caminhei até a cadeira giratória do seu computador e me girei sobre a mesma, em seguida a introduzindo pra andar até perto de sua cama.
– Já que você não quer me contar tudo bem. Mas também , nem vou mas te convidar ..... Ah, deixa pra lá — Me levantei, lhe dando as costas
– Cami, volte aqui — ela exclamou, e eu deixei escapar um riso de meus labios. — O que era ? — perguntou curiosa
– Agora você quer saber né ? — cruzei os braços na altura do peito.
– Eu só estou de Tpm. É sério. — ela disse me olhando, e colocando uma mecha do cabelo pra trás
– É só isso mesmo ? — perguntei repulsiva
– Sim. Você sabe que eu confio em voce pra falar qualquer coisa. — me assegurou — Agora me conta! Ia me convidar pra onde ?
– Aniversario do Matheus — cantarolei
Ela abriu a boca pasmada — Esta brincando — ela sorriu
– Não. É amanhã, vamos ?
– Nossos pais vão deixar ?
– Claro que vão. E você ira se comportar né.
– Eu sempre me comporto — deu de ombros.
– Ainda assim, vou ficar de olho em você — pisquei, saindo do quarto.
Agora era só esperar o dia de amanhã, eu não via a hora de ir logo pra essa festa.
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