Proibido
9 Capitulo 9
A noite estava tão calorosa, que me fez despertar, abri os olhos e me sentei sobre a cama, peguei meu celular pra iluminar meu caminho em direção a cozinha, fui indo em ponta dos pés, pois já era de madrugada, e eu não podia acordar os outros. Porque eu sei como é ruim, quando o sono é atrapalhado, detesto isso!
Liguei as luzes da cozinha, e bebi acho que uns três copos d'água bem gelada, ergui minha blusa pra cima, por conta do calor, e fiquei me abanando com a almofada da sala. Maldita Insonia. Fui ver oque tinha de bom no meu celular, o que raramente tem. Lá estava .... A mensagem daquele numero desconhecido, cliquei sobre a mesma, e visualisei a foto, era o Fernando, uma foto dele deitado aparentemente sobre sua cama, e MELHOR, sem camisa! Tive que ficar apreciando alguns instantes a imagem. Fui verificar o que o mesmo havia me mandado " Boa madrugada Mila, ops Cami hahaha " Dei uma meia risada, ele era meio criança, e aparentava ser aquele tipo de cara de bem clichê mesmo, bem cafajeste! Sua cara é de um total cafajeste. Mas eu fiquei brava comigo, quando me deparei com um sentimento de arrependimento, por ter dormido cedo demais e não ter visto quando ele mandou a mensagem. Entretanto, não tinha sido tão cedo assim, sua mensagem estava marcada como 2:55 AM . O que ele queria me mandando mensagem a essa hora ? Olhei no relogio do celular que eram 4:22 AM , e depois de ler essa mensagem provavelmente eu teria mais dificuldade pra dormir.
Me deitei sobre o sofá, me remexendo pra lá e pra cá, na esperança de alcançar o sono tão almejado. NADA. Resultado, fui até o armário com alguns remédios, e vi que tinha um lá pra ajudar a dormir. Sabia que tomar essas drogas, faziam mal, e eu acordaria bem tarde com a sensação de ser esmagada por um caminhão, e sabia também que minha mãe me mataria se soubesse. Mas a tentação foi maior, e puf Capotei sobre o Sofá.
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Acordei já sobre minha cama, provavelmente meu pai me trouce até aqui. Olhei no relógio da parede eram 3:00 PM. COMO ASSIM ? EU DORMI TUDO ISSO ? E como assim minha mãe não me arrancou da cama ? Ainda incrédula com esses acontecimentos me levantei, me guiando em direção ao banheiro, ao um banho bem fresco, já que a temperatura continuara Alta. O que por um lado eu até gostei da ideia, pois assim poderia usar uma roupa mais a vontade pra festa mais tarde. Desci e todos da minha família habitavam na sala assistindo a Tv, inclusive minha irmã mais velha Beatriz que casou recentemente.
– Beaaa ! — gritei, e corri pra abraça-la
– Pensei que tivesse morrido! — ela abriu a boca me abraçando.
– Falar nisso, por que não me acordaram ? — perguntei abismada
– Por que né ? A gente só faltou jogar um balde de água em você. Estávamos até preocupados, dai eu vi no lixo a embalagem do remédio. Eu já disse que eu não quero vocês usando esse tipo de remédio. — Minha mãe, me deu sermão.
Aquele remédio ainda permanecia em casa, porque meu pai fez uma cirurgia no braço a um tempo atrás, e as dores eram tão violentas, que a solução era tomar esses remedinhos pra que ele não sentisse tanta dor. Porem, acho que esqueceram de jogar fora.
– Desculpa mãe, eu estava com insonia, e queria descansar — fiz um bico.
Ela reclamou mais um pouquinho, e depois acabou esquecendo, eu lhe informei da festa que iriamos mais tarde, ela ficou fazendo as perguntas e os ditados de sempre " Com quem ? Aonde ? Volta cedo ... Cuidado "
Já estava na hora de começar a me aprontar, fui para meu quarto, depois de tomar meu banho e fazer minhas higienes pessoais, me enchi de perfume, e hidratante, eu gosto de estar sempre cheirosa. Fiquei meia hora em frente ao guarda — roupa. Em constante discussão com o mesmo, sem achar uma peça de roupa que me agradasse, até que me satisfiz com um vestido ciganinha preto, coloquei um cintinho neutro fino sobre o quadril, coloquei um salto da mesma cor, na maquiagem, abusei bastante dos meu cilios, que eu adoro, e prefiro que estejam bem realçados e marcados, um batom vermelho bem contornado sobre os labios e um blush bronze, coloquei dois brincos interessante que encontrei no meio da minha bagunça, e espirrei mais um pouquinho de perfume só pra constar.
Fui até o quarto da minha irmã, ela estava toda linda com um vestido tomara que caia gelo, que se ajustava até a cintura, e rodava até acima dos joelhos.
– Uol — exclamei — Vamos ? — sorri animada
Ela fez que sim, peguei minha bolsa e despedimos dos nossos Pais, agora era a hora de ir até a casa do Matheus, peguei o endereço que estava dentro da minha bolsa, só pra conferir o numero. Pois eu já havia uma noção do Local.
– Cami, eu vou ir na padaria comprar uma bala, depois eu vou lá! — Minha irmã murmurou quando eu já havia apertado a campainha.
– Depois você compra Isabela! Espera ai — exclamei
– Relaxe, eu já volto — ela saiu, atravessando a rua, e quando eu ia gritar por ela...
– Meu deus do Céu — senti os toques de Matheus, percorrerem meu quadril, para um abraço, sem aviso prévio, retribui um pouco assustada, me afastando pra olhar pra ele, que também estava um pitel, com uma calça jeans azul clara, e uma camiseta preta com uma gola V, ele usava um tenis bege, e tinha um enorme relógio de ouro em seu pulso, sem contar seu perfume, que meu Deus. Seu cabelo era um topete bagunçado, aparentemente de proposito.
– Você esta linda Cami. Linda — repetiu a palavra, sem necessidade.
– Até que você esta bonitinho — sorriu.
Ele veio me puxando pelo braço, todo atacado pra entrar em sua residencia, lembrei-me de minha irmã que se encontrava lá fora.
– Matheus! — exclamei, tentando parar quando entramos na sua casa, habitando a sala de estar e a mesa de jantar, que eram divididas por uma parede completa de marmore
Era toda moderna, com um lustre no alto, os sofás enormes e brancos, havia a Tv embutida na parede, nada mais nada menos que vermelha, a mesma cor das almofadas, a mesma de jantar era enorme e de vidro, reparei que havia uma janela enorme de vidro, oque parecia cobrir uma varanda com jardins, tambem havia uma balaustra de vidro, em torno da escada de madeira, igualmente ao piso, que também era de madeira. Fiquei um pouco de boca a berta, com a beleza da casa do Matheus, fui desconectada do meu encanto, quando ouvi seu nome ser chamado, antes que eu pudesse reclamar, que minha irmã ainda estava lá fora.
– Matheus — ouvisse o grito — Cade minha camisa azul, filho? — Me virei ouvindo o som daquela voz instrumental.
– Não sei Pai. Procura direito — Matheus franziu o cenho, olhando para a escada, onde surgia seu ... PAI ?
Não tem palavras que descreva os tremores que percorreram por meu corpo, eu por pouco, não cai ali mesmo, minhas pernas tremeram, e todo o ar do meu corpo pareceu desaparecer dali, era ele. O Fernando, eu tentava juntar oque acabava de ouvir, tentando reorganizar aquela cena, pra que eu realmente tivesse ouvido coisa, talvez eu tivesse embriagada de tanto perfume que passei, ele não podia ser pai do Matheus.
Ele desceu as escadas lentamente, ajustando seu cinto preto, da mesma cor da sua calça social, justa demais pro meu gosto, me fazendo recordar das suas pernas torneadas, ele estava com uma cara fechada nada boa, e sem camisa! Com seus gominhos a mostra, até o ombro dele era bonito, dando espaço para aquele tatuagem que tambem era linda, junto com tudo que contia naquele homem.Ele bagunçou o cabelo com frustração, quando parou na quina da escada. Ai eu notei, que eu estava lá, parada como uma estatua, o admirando sem reação alguma. Ele me notou, e seus olhos se arregalaram um pouco esbanjando um leve sorriso.
– Me desculpe. Não sabia que tinha visita — ele corou um pouco, voltando a subir as escadas .
Eu ainda estava imóvel, no mesmo lugar, só parei quando vi Matheus rondando sua casa, e abrindo uma garrafa do que parecia ser uma champagne. Consegui obter uma reação, acho que um meio sorriso quando Matheus olhou pra mim como se estivesse percebendo minha cara de espanto. Mas ele não podia notar.
– Seu pai é tão novo — murmurei, me mexendo, pra comprovar a mim mesmo, se eu não tinha virado uma estatua.
– Ele é. Começou as coisas cedo — deu de ombros, ainda tentando abrir a garrafa. Revirei os olhar vendo o Fernando que já estava no mesmo andar que o nosso, com uma camisa social, dobrada as mangas na altura dos ombros, não era a azul que ele queria, era uma lilás, mas muito bonita.
– Essa ficou até melhor — O Matheus opinou olhando pro Pai.
– Eu fico boa em qualquer uma — ele sorriu — Mas eu queria era aquela — deu de ombros, parecendo não se importar mais tanto assim.
Ele se aproximou, e eu voltei a corar, minhas bochechas queimaram, eu não sabia como reagir.
– Boa noite. Eu sou o Fernando — se apresentou. Eu sei quem você é, seu Filho de uma .... Olha!
Eu grunhi,não consegui não demonstrar minha insatisfação, percebi que Matheus nos olhava, engoli a seco, e respirei fundo, esboçando um sorriso trincado.
– Eu sou Camila — Nunca tive tanta dificuldade em falar.
– Então Vamos ? — Ele se virou pro Matheus — Eu preciso chegar logo no Casamento do Ricardo.
Fiquei me perguntando quem era Ricardo, e se sua esposa iria ir tambem . Porque droga, ele não fez o Matheus sozinho, involuntariamente senti uma dorzinha aguda no peito, isso havia me deixado mal, e por que ? Caramba, eu nem conheço o cara. Só acabei de constatar que ele é um babaca, e como eu imaginava... Um Cafajeste! Um Cafajeste dos bons, e pior aqueles cafajestes que cheiram bem e são lindos.
Eu estava com tantas perguntas vagando na minha mente, se ele era um motorista de onibus, por que raios, ele tinha aquela mansão? E Matheus era um boy, só pelas roupas que usa, já se nota. Entretando, tudo fazia mais sentido agora, na pizzaria, o Matheus estava com a familia, cacetada, sera que a menina mais nova tambem era filha dele ?. AAH, e aqueles olhos tão misteriosos, por qual eu tinha tanta curiosidade em saber se eu já conhecia de algum lugar . Era isso, os olhos de Matheus remetiam ao do Pai.
– Filho, desista dessa champagne ok ? — Ele riu, da lerdeza do filho, eu soltei um breve riso, mas estava difícil rir, respirar, qualquer coisa pra mim estava complicado
– Vamos logo! — concluiu, pegando as chaves em cima da mesa de assento, que aparentavam ser a de seu carro.
Observei Matheus grunhir consigo mesmo, e eu o esperei passar em minha frente seguindo o Fernando. Que saiu pra rua, me virei pra um lado e para o outro, até encontrar minha irmã que corria em nossa direção
– Você chegou só agora ? — Perguntei franzindo a testa, quando ela chegou até a mim.
– Desculpe-me — ela estreitou os olhos, achando que receberia bronca. Mas eu a ignorei, puxando Matheus pelo braço, quando notei que Fernando, droga... seu pai manobrava o carro, que por sinal, era um carro bem chique, era branco, não sei a marca, pois eu não manjo em nada que envolva carros, só posso afirmar que é um dos que esta na moda.
– Essa é minha irmã Matheus, Isabela! — Os apresentei repulsiva, pois ainda não havia dito que a levaria. Embora, sua mãe não parecesse aparecer pra ir ao tal casamento.
– O-o-Lá — ele gaguejou, e eu aliviei, satisfeita com o olhar de bobo alegre do Matheus sobre minha irmã, que sorriu timidamente, enquanto se aproximavam para um beijo no rosto
– Prazer — ela murmurou, e antes que Matheus respondesse, fomos interrompidos com Fernando assobiando e gesticulando com as mãos, pra que andássemos até o carro.
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