Notas iniciais
Bom, eu ia apresentar a vocês o Khian, porém vou deixá-lo para o próximo e vai ser de tirar o fôlego haha Bom, fiquem com mais um capítulo!
Mari começou a andar tão depressa que praticamente estava quase correndo, após se afastar o suficiente para se sentir segura, encostou-se na parede, ofegante. Saía fumaça de sua boca a adrenalina passara, pôs as mãos nos bolsos e retirou o pequeno embrulho. Quando abriu, por um instante achou que tinha pego o objeto errado mas depois olhou-o mais atentamente, era uma espécie de bússola misturada com um relógio de bolso, dourada e com um aspecto antiguado, tinha vários símbolos que não compreendia. Tentou abri-la,mais foi em vão, parecia que precisava de um outro objeto para destravar. Com um suspiro de desapontamento tornou a por o objeto no bolso e foi andando para o caminho de volta para casa. Esbarrou em uma moça que acabara de sair do hotel mais caro da cidade, a mulher olho-a como se ela estivesse vestida da pior forma possível e com um "Humpf" saiu com o nariz empinado. Assim que virou a esquina Mari deu um risinho e forçou a voz dizendo:
— Me desculpe, mademoissele, mas acho que esse colar de pérolas fica muito mais bonito comigo. — E deu uma rodado no colar com o dedo indicador, depois pôs no bolso do casado. Foi até a parte mais escura da cidade, haviam várias lojas ilegais ali. Parou perto de uma pequena barraca onde um rapaz magricela, cabelos oleosos e loiros estava.
— Ei, Tedd! De novo mexendo nesse computador? Que estranho, alguma máquina te dando trabalho! — E riu.
— Mari! Que nada, essa velharia não tem concerto. Vou pegar algumas peças e jogar o resto fora. Mas o que a trás no meu humilde castelo? — Disse mexendo as sombrancelhas e acertando o óculos fundo de garrafa que escorregava do seu nariz.
— Bom, eu trouxe esse cordão aqui, vê quanto eu posso arrumar? — E entregou-lhe. O menino apanhou-o, buscou uma máquina que parecia uma câmera antiga do tipo quando as pessoas tiravam foto em preto e branco ainda, puxou vários espelhos que aumentavam e diminuíam a imagem, após alguns minutos voltou com os olhos marcados de tinta preta. Mari riu horrores e disse-lhe que havia sujado o rosto. O menino ficará envergonhado sua tentativa de limpar havia piorado a situação.
— Bom, isso aqui não é totalmente de ouro, só o pingente é puro a corrente é alumínio pintado. Então posso te dar R$ 200,00 reais. Nem mais e nem menos, pegar ou largar!
— Só? Pensei que valeria mais... Está bem.- Pegou o dinheiro e por fim resolveu voltar para casa, estava congelando e parecia que ia chover a qualquer momento.
Quando chegou em casa, o relógio da cozinha marcavam exatamente '1h25' da manhã. Kurt havia comido todo o sereal e estava encolido em cima de uma pilha de jornais na mesa. Não fez questão de ligar a televisão, estava cansada pois havia presenciado um feito e tanto. Pegou de novo o objeto esquisto, deitou no sofá e ficou passando-o entre os dedos. Pensando porque aquele cara roubou isso e como ele sabia que estaria com aqueles senhores? Ele não parecia ter dúvidas do que ia roubar. E quando segurou seu braço parecia que qualquer movimento em falso e ele o quebraria. Foi assustador... Depois de alguns minutos acabou caindo no sono.
Teve um pesadelo aquela noite, mas não era só um sonho qualquer. Mari sabia que esse eram os seus momentos mais angustiantes. Ela estava andando nas ruas como sempre fazia procurando um novo alvo, quando um homem com o rosto escondido na sombra do seu chapéu segurava seu braço com força, apontou uma arma nas suas costelas e sibilou entre dentes:
— Vire a direita e nem pense em fugir, posso quebrar seus braços e pernas e ninguém vai perceber. Só preciso levar você com vida, mesmo que seja em pedaços — Ela não podia ver ser rosto, mas sentia que ele havia sorrido com essas ultimas palavras. Dizendo isso, ela fora levada pelo caminho, quando virou a esquina um carro azul escuro a aguardava, quando ia ser levada, despertará.
Gotas de suor brotaram na sua testa. Ela sabia que corria perigo, eles sabiam quem fora o culpado pelo sumiço do objeto. Não pensou duas vezes, vestiu-se o mais depressa que pode, pegou Kurt que resmungará e colocou-o na casinha móvel. Colocou o máximo de comida que podia em sua mochila e fugiu.
Não sabia para onde ir, mas ficar ali não era uma ideia sensata. Lembrou-se que Tedd uma vez oferecera uma espaço em sua loja, onde dormia também. Segui o caminho, o céu estava carregado e algumas cotas finas e frias começavam a cair, olhou o relógio que marcava '4h45'. Chegou na casa do rapaz, bateu na porta diversas vezes até que por fim escutou os resmungos e um 'já vou'. Quando ele abriu a porta, teve que coçar os olhos várias vezes e por fim disse:
— Isso aqui ainda é meu sonho ou tá rolando alguma coisa que eu não sei? — Mari deu-lhe um beliscão na bochecha e o garoto tornou a falar. — Ah! Segunda opção... Que pena!"- e convidou-a para entrar e antes que ele começasse a perguntar a menina abrira a casinha de Kurt que dormia tranquilamente e acomodou-se no sofá.
Quando o dia amanheceu, Tedd abriu a loja, mas desistiu de perguntar qualquer coisa pois sempre que tentava, ela desviava do assunto. Mari ficou com medo de sair para andar nas ruas aquele dia, estava com muito medo.
Notas finais
Tedd é um amor, né não? E agora, o que será que vai acontecer? Cenas dos próximos capítulos! Beijo no queijo :*
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