Procurada

4 O estranho rapaz


Notas iniciais
Yeeeey! Mais um capítulo quentinho saindo do forno! Espero que gostem :3

Após uma manhã inteira sem fazer nada, o tédio a dominara. Tedd estava no balcão de sua loja conversando com alguém pelo telefone. Mari não estava com muita vontade de andar nas ruas, decidiu ligar a TV e procurar um filme legal. Quando finalmente achou o controle da televisão, que estava escondido por entre as dobras do sofá, deu um 'click'.

—... Não percam! Somente hoje, o circo terá sua ultima aparição na cidade quem sabe quando voltará. Traga sua família para uma noite agradável e alegre. — Mari tinha esquecido que estavam na cidade, por um momento teve muita vontade de ir mas ao lembrar-se de seu sonho sentiu um calafrio. Começava o jornal e o repórter começou:

— Boa noite! O tempo frio parece que não tem previsão para ir embora. Ainda estamos sem pistas sobre o que aconteceu na fábrica de tecidos. Ontem a noite dois senhores um de 43 e outro de 55 anos tiveram um ataque na rua e faleceram sem sintomas encontrados. Relatos de alguns curiosos diziam que eles foram atacados e outros de que estavam conversando um pouco tensos mas nada fora do normal.O primeiro chamava-se Billy Park, era um banqueiro e sempre era visto em exposições de arte. O segundo, John B. subdono da maior rede de hotéis, os dois eram amigos havia décadas. Faleceram ontem a noite em frente a um restaurante. O rapaz que estava ali, disse que eles simplesmente começaram a ter falta de ar e cairam duros no chão, a ambulância só chegou 1h depois e constataram que foi uma morte narutal, porém a policia não concorda e continua investigando o caso.

Mari deixara o controle cair, as fotos que apareciam na tela deram um soco em seu estômago. Aqueles eram os mesmo senhores da noite anterior, que carregavam o objeto e agora ela estava em perigo. Começara a entrar em pânico, pois aquele rapaz da voz congelante vira seu rosto e era questão de tempo até que a encontrassem. Aquele lugar não era seguro, sempre vinha até a loja de Tedd trocar os objetos qualquer um podia dedurar seu esconderijo. Tentou se acalmar e pensar o mais claramente que podia, foi quando o garoto entrou na casa e tocou-lhe o ombro fazendo com que ela desse um salto e caísse sentada no so chão.

— Êpa! Desculpa, Mari. Não queria te assustar, mas aconteceu alguma coisa? Você está pálida. — Vendo que a menina ainda estava em choque mas matinha seu olhar na direção da televisão, então continuou: — Ah! Você deve ter visto esses caras ontem né? Assustador! Ainda bem que não sou rico, imagina não poder andar nas ruas sem preocupação? Acho que eles foram mortos! Estão encobrindo alguma coisa, bom só vim ver o que era o barulho. Vou voltar lá pra frente, qualquer coisa me manda um bat-sinal. — E saiu.

Após alguns instante presa em seus pensamentos, Mari voltou a si. Precisava fugir não para uma casa, mas para uma outra cidade literalmente sumir do mapa. Quem quer que sejam aquelas pessoas ela parece que não medem esforços para ter o que querem, mataram dois senhores em praça pública, ela tinha certeza de que fora isso. De repente um estalo lhe ocorreu, durante toda a ação a única coisa que fora sem sentido é aquele frasco de 'perfume'. Não precisaria daquilo, pois quando o utilizou já havia pego o objeto! Então aquilo deve ter sido um tipo de veneno, isso mostra que eles são perigosos.

Mari levantou-se do sofá com toda a coragem que lhe restara, suas mochila ainda estava do mesmo jeito da noite anterior, ela só precisava agora pensar por onde ir. Quando lembrou do item roubado, não sabia o que era e muito menos o que fazia, mas sentia que não devia deixar cair nas mãos erradas precisava escondê-lo em algum lugar, lembrou-se de um e sem exitar puxou um casaco preto, vestiu seus jeans surrados e pôs seu all star preto personalizado cheio de desenhos nas pontas. Embrulhou a coisa em um pano com o maior cuidado, jogou no bolso do casaco e foi até onde Tedd estava.

— Hey, hum... Tedd! Eu vou dar uma voltinha, sabe como é arrumar mais dinheiro essas coisas. Não sei se volto antes do jantar, mas farei um esforço. — Quando começou a andar parou de novo e concluiu. — Hum, Tedd se eu não voltar, bem poderia cuidar de Kurt para mim? . — O menino fitou seu rosto sem saber se aquilo era sério ou uma brincadeira de mal gosto, por fim respondeu:

— Claro Mari! Eu amo gatos! Mas, aonde você vai? Quer que eu vá com você? — Disse preocupado e com o rosto duro. Mari deu-lhe um sorriso, não queria que ele se metesse na confusão apesar de tudo ele era um bom amigo e a aceitára em sua casa mesmo sendo de madrugada. E por fim disse:

— O que há com essa cara? Está parecendo um senhor de 40 anos! Não se preocupe, eu vou fazer o que faço de costume mas parece que terei que arrumar outro ponto, aquele já ta batido, a polícia agora deve estar zanzando por lá graças ao ocorrido. Bom, até mais! — E saiu andando a passos largos. Tedd parecia ter engolido sua explicação e tirara um pouco de tensão do rosto.

Andou ao que parecia por um dia inteiro, o relógio marcava "16h05" mas com o céu nublado e parecia que já passava das 18h. Mari cobriu os cabelos com o capuz do casaco quando as primeiras gotas começaram a mergulhar do céu. Faltava pouco para chegar ao esconderijo, foi quando percebeu que estava sendo seguida. Seu sangue gelou, seus músculos travaram e o coração espancava-lhe o peito. A chuva agora havia aumentado e alguns cubinhos de gelos caíram em sua cabeça, Mari viu uma cerca e um pequeno buraco feito em baixo dela. Correu em sua direção e plaft escorregou por entre a grama molhada. O seu perseguidor havia perdido ela de vista pois olhava em todas as direções e então virou-se para o outro lado da rua e fez sinal para um segundo cara ir para outra direção.

Mari soltou um pequeno palavrão baixinho, olhou em volta e só viu uns carros estacionados e mais a frente um túnel tão antigo e a placa torta enferrujada da qual não conseguia mais ler nada. Devia ser aqueles túneis antigos que foram substituídos e logo serão demolidos, pois estava com várias faixas de "Perigoso, não se aproxime". Foi se esgueirando por entre os carros e voltou-se para observar se ainda estavam em sua cola, foi quando viu o segundo cara passar por entre a grade, segurou um soluço e foi o mais rápida que pode para o túnel. Foi aí que conhecera a menina de vestido branco que a ajudara.

Enquanto ainda ficava encostada na parede, abraçando suas pernas e tentando pensar no que fazer, uma sombra surgiu no fim do túnel. Mari tentava focar sua visão e levantou-se depressa quando ouviu um "Miau". Era Kurt! Então o rapaz disse:

— Olha, já conheci muitos idiotas nesse mundo. Mas você, puft ganha de todos de lavada! Bom, como é que vai ser, vamos ficar aqui a noite toda ? Porque eu pretendo dormir em um lugar quente essa noite. — E jogou a mochila de Mari que a apanhou meio sem jeito.

Notas finais
Quem será esse menino? E como ele estava com as coisas de Mari? *O* Cenas dos próximos capítulos! Beijo no queijo :*