Procurada
2 Antes de tudo
Notas iniciais
Esse capítulo ficou um pouco maior do que eu esperava 0-0 Mas eu simplesmente não consegui parar de escrever! Espero que isso não tirem a vontade de ler :S Mas acreditem, depois do que aconteceu muita treta vai rolar e logo logo vocês conheceram meu noivo Khian u_u podem tirando os olhos, hein? ò-ó
Duas horas antes
— O tempo hoje será muito frio e com bastante chuva, então preparem-se com agasalhos, botas, luvas, tocas e o principal capas e guarda-chuvas. Obrigado e tenham uma boa noite. — Obrigada Mônica, e vamos as notícias de ultima hora. Parece que após o incidente na fábrica de tecidos alguns moradores disseram que haviam visto pessoas saindo de lá, mas não havia ninguém na fábrica. Outros diziam que pessoas vestidas de terno estavam circulando o local alguns intantes antes, porém a policia não detectou nenham digital e provas de que aqueles depoimentos fossem verdadeiros. Isso é intrigante, não é mesmo Rafa? "Click" e a televisão desligou. Mari, uma adolescente de 17 anos que era órfã e aos 15 fugira de um orfanato. Estava esticada no sofá, de forma confortável, seu gato de estimação pulou sobre sua barriga e foi se esgueirando até chegar no rosto de sua dona, tinha um pelo branco com pequenas manchas em suas patas e uma pinta em forma de estrela no seu olho esquerdo. Ao se aproximar, deu vários miados e com a patinha tocou os emaranhos dos cabelos.— Hum... Kurt... Tá bom, tá bom! Vou por sua comida. — Levantou-se relutante, era inverno, sabia disso mas o vento gelado da frestinha da janela era de congelar os ossos. Extremeceu e enfiou as mãos no fundo do moleton. Foi até aonde seria a cozinha e pegou uma tigela jogou um pouco de seral e abaixou-se. Kurt se aproximou e fez uma pequena careta, mas comeu com vontade. Mari vivia em uma casa 'emprestada', os donos viajaram e deixaram a chave exatamente no telhado na casa. Então era só pular o murinho quando ninguém via e entrava pelos fundos. Naquele dia não havia nada de especial na televisão, então resolveu ir na rua andar um pouco e vê se descolava algum dinheiro. Pegou o cachecol azul escuro com alguns brilhos, vestiu a bota por cima da calça, pegou a touca branca feita de crochê e por fim vestiu o casaco preto longo por cima da blusa branca. Com um afago carinhoso na cabeça de Kurt saiu.A noite na cidade era movimentada, cheia de luzes e pisca-pisca para todos os lados. Pessoas andando distraídas com seus ipods, celulares e tablets mexendo e revirando, algumas conversavam usando os fones que pareciam malucos falando sozinhos e outras resmugavam olhando para a tela do celular como se este fosse uma pessoa. Decidiu quem seria o alvo daquela noite, fechou os olhos, contou até cinco e tornou a abri-los, foi quando um carro havia parado na rua seguinte. Não parecia ser algo especial, mas Mari tinha uma habilidade especial, ela podia prever o futuro em alguns momentos, nada muito certo só imagens disfocadas e coisas que poderiam acontecer hoje, amanhã, nesse momento ou talvez algo que vai acontecer daqui alguns dias. Mas ao deparar-se com aquele carro, sentiu que alguma coisa valiosa estava ali, pegou um jornal que alguém deixara no banco da rua, abriu-o de qualquer forma e fingiu estar lendo atentamente enquanto observava.Um senhor, que parecia ter uns 40 anos, usava óculos, chapéu e terno saiu do carro olhando de um lado para o outro, parecia nervoso e preocupado. Seguido por ele um outro senhor, gorduxo e baxinho, usava roupas formais e tinha um bigode que lhe dava a impressão de ter o dobro da idade do outro, ele voltou-se para o banco do motorista, devia ter-lhe dito para ir embora pois logo em seguida o carro pegara a estrada e sumira. Eles começaram a conversar, pareciam muito tensos, Mari resolveu que precisaria se aproximar para entender melhor. Ainda com o jornal, dobrou-o e perguntou ao rapaz que ficava na porta do restaurando recepcionando as pessoas as horas, fingiu que estava esperando alguém e que este ainda estava atrasado. Por fim, andou mais um pouco para próximo dos senhores e reencostou-se na parede, cruzou os braços e vingiu cara de aborrecimento, se ela investisse nisso seria uma ótima atriz, pensou e conteve um riso. Não demorou muito e conseguiu ouvir a conversa, o senho magro dizia:— Ah, meu caro amigo, é seguro mesmo? Estou com uma sensação esquista desde que me ligou... Esses caras, eles são os mesmo dos noticiários?- e extremeceu, apesar do frio podia-se perceber pequenas gotas de suoar brotanto de sua testa.— N-não se preocupe! Escolhi esse lugar justamente por ser bastante movimentado, eles não vão poder fazer nada conosco aqui nessa multidão. — Parecia que estava tentando se convencer disso, embora sua mão tremia.— Você está com... aquilo aí? — Falou mais baixo para o gordinho. Este acenou e apontou para o bolso. De repente alguém esbarrara em Mari, que quase caíra, quando voltou-se para reclamar o rapaz simplesmente havia continuado a andar como se nada tivesse acontecido. Decidida, foi atrás do rapaz quando percebeu o que ele ia fazer. Na sua mão havia um pequeno frasquinho ele suavemente passou a mão por entre as vestes do homem gordo, retirou algo que estava envolvido em um pano e esbarrou propositalmente nele e pôs um objeto quase do tamanho do outro, depois de tirar a atenção do senhor abriu o frasco e jogou o liquido nos dois. E fez uma coisa que teria passado muito bem despercebida por qualquer pessoa que não tivesse acompanhado todos os seus movimentos.Pôs as mãos na cebeça e começou a falar com uma voz de desculpas e lamentos:— Ah não! Desculpem-me. Droga! Era a amostra do perfume que vai lançar, minha namorada vai ficar decepcionada. — E passou as mãos nos cabelos. Os senhores falara em coro:
— Mas que droga, seu muleque! Quase nos matou de susto! Saia daqui, não temos tempo para perder com você e esse seu perfume barato. — Pôs as mãos distraidamente nos bolsos e sentiu que ainda estava com um pesinho ali, mas não percebeu que o objeto era diferente.Mari não pensou duas vezes, o quer que fosse aquele item era importante demais e aquele era o momento exato de agir. Aproximou-se do rapaz e disse em tom de raiva:— Hey! Você quase me derrubou ali no chão e nem pediu desculpas, onde estão seus modos? — Disse cutucando com o dedo indicador o ombro dele. Isso pareceu irritá-lo, segurou as mãos dela e disse em tom seco.— Não lembro, devo ter feito isso enquanto andava distraído. Desculpe-me. — E soltou minha mão, com um pouco de medo, Mari aceitou seu pedido e saiu andando á passos rapidos e largos. Porém ela mal sabia com quem estava se metendo.
Notas finais
OMG! Só a Mari pra ser louca o suficiente para roubar e conseguir fugir numa situação dessas! O que acharam? Estão odiando (TToTT) ? Gostando ( *O*/)? Obrigada por lerem até aqui, beijo no queijo :*
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