Procura-se uma Uchiha

5 Trauma de um Passado


Notas iniciais
[IMPORTANTE] RESULTADO DA VOTAÇÃO: PÁGINA DO FACE E BLOG! EMPATE! Página do face: www.facebook.com/gabyfanfiction Blog: http://gabyuchihafanfiction.blogspot.com.br/ Yo Minna! Voltei e eu havia dito que seria o capítulo "Como chamar uma Haruno para sair" só que ele ficou gigante e eu dividir em dois! Esse se chama "Trauma de um Passado" (obs: temos um mini flash back) e o próximo, já terminado, se chamará "Como chamar uma Haruno para sair", só que esses dois capítulos estão interligados! Obrigada pelos muitos comentários (meus olhos brilham e eu rio muito com eles!) irei responder assim que possível, pois estava me dedicando esses dias para escrever as fics! Hoje eu queria destacar uma pessoa incrível que deixou uma recomendação linda para Procura-se uma Uchiha! Isso aí galerinha! A fic mal começou e recebeu a recomendação dessa autora que eu admiro e rio muito com suas fanfic! Sim! Estamos falando da incrível Carol! Essa garota, que é a minha conterrânea de estado, simplesmente é sensacional, se você nunca leu alguma fic dela, só digo uma coisa... LEIA! E morra de rir! Nada melhor do que rir depois de ler as minhas fics dramáticas hahahaha Pessoal de A Filha da Minha Melhor Amiga e Quebra de Contrato que o diga hahaha Carol, sua danadinha, muito obrigada por todos os elogios *-* Hahaha você fala do meu Sasuke safadinho, mas os seus mirins não ficam atrás não hein! Verdade mana, até eu me surpreendi com o fato da Sarada do mangá não conhecer o pai como na fic, já que a fic foi lançada um mês antes do Gaiden (Inner Gaby: Acho que sou vidente! hehehe), mas na minha o Sasuke tem que se lascar indo atrás dessa pimentinha hahaha É isso Carol-san, muito obrigada pela linda recomendação, fico muito feliz em saber que você está se divertindo e que já até indicou para várias pessoas *o* Justamente por isso, que esse capítulo é dedicado à você! Divirtam-se...

Sarada...

O lápis caia no chão. O giz riscava a lousa negra. As crianças riam. A professora repreendia seus alunos.

Mas nada me chamava a atenção...

Nem os números da matéria que eu tanto gostava faziam com que eu parasse de vagar pelos meus pensamentos, principalmente pelo local que tinha nome e endereço. Mais especificamente no Edifício Palace Tóquio.

Não posso negar fiquei assustada e preocupada com o que ocorreu no elevador.

Mais um motivo para não ir para a medicina como a minha mãe sonha, pensei revirando os olhos.

Odeio sangue. Odeio cheiro de éter. Odeio perder pessoas.

Por Kami! O que faz uma pessoa ir para uma profissão onde vive vendo sangue, cheirando aquele cheiro horrível em um local que tem a mesma cor de um sanatório?

Só loucos mesmo...

Bem que a minha mãe é meio louca mesmo, dei um mínimo sorriso de canto com esse pensamento.

Mas meu sorriso morreu assim que me lembrei da horrorosa cena do elevador.

Suspirei aliviada assim que o sinal tocou anunciando o intervalo.

– LIBERDADE! – Gritou Boruto se levantando eufórico, fazendo-me revirar os olhos.

O menino poderia ATÉ ser bonitinho. Até ser! Mas era um baka convicto!

– Boruto! – Repreendeu nossa sensei de matemática, mas ele não deu a mínima e saiu correndo da sala como um presidiário reencontrando a liberdade, o que não deixávamos de ser, pensando sobre a escola por esse ângulo – Sarada – chamou-me assim que me encaminhava para a saída.

– Sim, Kurenai-sensei.

– Notei que você estava um pouco aérea hoje, algo realmente raro em se tratando da sua matéria preferida. Algum problema com a aula?

– Não, Kurenai-sensei – sacudir minhas mãos na minha frente, enfatizando a minha resposta para que a minha professora se acalmasse e não pensasse que a culpa era dela – não é nada disso que você está pensando!

– Fico feliz em saber que não sou eu o problema – falou aliviada depois de suspirar – você está com algum problema em casa para agir dessa forma?

Calei-me olhando para a mulher à minha frente.

Eu estou com problemas em casa?

Não!

Então porque é como se tivesse acontecendo alguma coisa de errado?

– Se você não quiser falar tudo bem – falou com um pequeno sorriso amistoso no rosto – só espero que atitudes como essas não se repitam, entendeu? Você é a minha melhor aluna, preocupo-me com você.

– Entendi, Kurenai-sensei.

– Ok, vai lá para o intervalo.

Assenti e apressei meus passos para não perder mais tempo.

Assim que cheguei no pátio do colégio, avistei Chouchou embaixo de uma árvore com Inojin e Shikadai conversando.

Dei um leve aceno assim que eles saíram se despedindo de mim.

– Algum problema? – Perguntei para a morena enquanto me sentava ao seu lado.

– Nenhum. Shikadai e Inojin só estavam me lembrando que teremos uma reunião familiar hoje de novo – falou bufando enquanto devorava um saco de batatinhas – será que eles não se cansam de se ver?

Dei uma leve risada para a revirada de olhos dela.

– As famílias de você são muito próximas, gerações de filhos sendo amigos. Os pais de vocês só esperam que vocês também sejam amigos.

– Mas eu já sou amiga de Inojin e Shikadai. Não da forma como você é, já que não entendo tanto assim de coisas de menino como você, mas eu sou. Já vejo eles todo dia na escola, não preciso ver eles também em cada reunião familiar que está cada vez mais frequente.

Dei de ombros. De certa maneira, Chouchou estava certa.

– Porque a Kurenai-sensei te chamou? – Perguntou com a curiosidade estampada em seu rosto me fazendo sorrir.

– Ela só perguntou porque eu estava tão aérea em sua aula.

– Bem que eu percebi isso – falou assentindo enquanto mastigava mais um de seus amados salgadinhos – você estava estranha. Aconteceu algum problema Sarada?

– Na verdade não – suspirei – é só que estava pensando no meu novo vizinho que teve um ataque alérgico no elevador hoje. Foi horrível, ele ficou vermelho e parecia que não conseguia respirar.

– Que horror! – Falou surpresa, mas logo voltou a normalidade comendo seu salgadinho – Mas, e aí? O que aconteceu depois?

– Eu não sei – admiti – mamãe mandou eu vim para o colégio, com certeza ela ia cuidar dele.

– Nossa, mas conta aí, Sarada. Teu novo vizinho é bonito? – Perguntou com uma sobrancelha arqueada ansiosa pela resposta fazendo-me corar.

Já disse que a Chouchou tem uma tara por homens bonitos? Acho que não né! Pois bem, ela tem.

– Se ficou vermelha é porque ele é – falou com os olhos brilhando – então como ele é? Loiro? Moreno? Ruivo...

– Chouchou – repreendi envergonhada pelas perguntas que ela me fazia. Suspirei me acalmando enquanto dava uma olhada ao redor, nos pré-adolescentes que conversavam entre si e nem ao menos notavam a nossa irrelevante conversa na opinião dos populares – o meu novo vizinho é o Uchiha Sasuke – admiti em um sussurro.

Chouchou parou de comer instantaneamente e me olhou incrédula. Pela primeira vez na vida, Chouchou jogou os salgadinhos que ela tanto amava para o lado e me olhou com olhos em formato de corações.

Suspirei sabendo o que aconteceria a seguir...

– EU NÃO ACREDITO! O SEU VIZINHO É UCH...

– Shh... – chiei tampando a boca dela – quer que a escola toda saiba?

– Desculpa Sarada, mas... mas... Ahh! – Deu um gritinho feliz – você tem ideia do que isso significa? – Neguei com a cabeça suspirando. Entre os irmãos Uchiha, Chouchou preferia o Sasuke. Por beleza, não por talento, devo destacar isso. O que eu achava um ultraje com o meu perfeito Itachi – Sua sem coração – resmungou – você tem um pedaço de mal caminho como vizinho e age como se tivesse um shinigami no lugar dele.

– Arg, Chouchou, o cara é um mala, se fosse pelo menos o Itachi-san... – suspirei derrotada – mas nem para isso eu tenho sorte – murmurei com o olhar baixo.

– Você pode até não ter sorte, mas a Tia Sakura tem uma sorte das grandes – disse feliz batendo palminhas.

– O que você está querendo dizer, Chouchou? – Perguntei desconfiada.

– Ora, Sarada, não me diga que você ainda não raciocinou!? – Neguei com a cabeça mostrando que eu não estava entendendo nada, o que a fez bufar indignada – E eu pensando que você era mais esperta do que eu, mas tudo bem, vamos ao que interessa. Se aquele moreno dos deuses passou mal e a sua mãe foi cuidar dele, para onde você acha que eles iriam?

– Para o apartamento da minha mãe – sussurrei arregalando os olhos.

– Para o hospital que não seria, né querida – zombou – mas vamos continuar com o raciocínio. Dois adultos, sozinhos em um apartamento, a mulher cuidando do homem, o que será que vai acontecer quando ele melhorar, justamente o cara que tem fama de ser o maior garanhão entre os ricaços solteiros?

– Pera lá Chouchou você não acha que eles iriam...

– Pode até não acontecer, mas que ele iria dar em cima, com certeza iria, ainda mais com o passado e presente mulherengo dele – interrompeu-me.

Desesperei-me pensando na possibilidade.

O idiota me passou a perna.

– Você acha que ele poderia ter causado o ataque de propósito para ter acontecido isso – falei ameaçadoramente para Chouchou que se surpreendeu com a possibilidade.

– Você acha que ele faria isso?

Lembrei-me do dia anterior quando nos conhecemos e de seu olhar desafiador tentando me convencer de que era inútil disputar com ele.

Apoiei minha boca nas minhas mãos cruzadas apoiadas nos cotovelos.

– Opa, opa, Sarada. Quando você faz isso, é porque você vai aprontar.

– Se ele acha que vai conseguir passar a perna em mim, ele está muito enganado, os jogos mal começaram – sussurrei em forma de ameaça, fazendo minha melhor amiga engolir em seco sabendo que eu falava sério...

***

Sakura...

– Sakura.

Abaixei os prontuários que analisava antes de focar meu olhar na minha amiga loira de sempre que me olhava desconfiada.

– Porque você chegou tarde hoje?

Suspirei. Se eu sabia de uma coisa é que não conseguia enrolar Ino. Aquele ser de um loiro incrivelmente natural, sabia perfeitamente o que se passava comigo. Talvez ela me conhecesse melhor do que eu mesma.

Contei a ela o que havia acontecido pela manhã e quando disse o nome do indivíduo após a indagação dela, a loira ficou estática com as duas safiras quase saltando pelas orbitas.

– Ino – chamei balançando minha mão na frente de seu rosto. Nenhuma reação – INO! – Gritei dando um tapa no seu ombro.

– Ai, Sakura! Doeu – murmurou alisando o local.

– Tsc, então deveria ter respondido. Ficou igual uma estátua aí, tinha que fazer alguma coisa.

– Tenho certeza que não é dando um tapa que você reanima os seus pacientes. – Fuzilei ela com o meu olhar e ela levantou as mãos rendida para a minha ameaça silenciosa – Ok, ok, não está mais aqui quem falou! Só fiquei surpresa ao saber que o moreno delícia todo tesão Uchiha Sasuke é seu novo vizinho – falou com ar sonhador.

Estreitei o meu olhar.

– Até onde eu sei você é casada.

– Amiga, eu posso até ser casada, mas não sou cega e aquele homem não passa despercebido.

– Tudo bem. Lembre-me da próxima vez que me encontrar com o Sai, para dizer que ele pode parar de se fingir de ser cego toda vez que passa uma mulher bonita ao lado dele. Afinal, ele pode ser casado, mas não é cego – provoquei piscando um olho fazendo a loira médica inflar as bochechas já vermelhas.

– Ai do Sai se fizer isso – disse raivosa – aí sim ele vai saber o que é uma greve de sexo pra valer.

– Você fez greve de sexo? – Perguntei incrédula piscando duas vezes os meus olhos.

Ino ficou extremamente vermelha, logo percebi que aquilo não deveria ter sido pronunciado.

– Tudo bem – falei balançando minha mão no ar – você sabe que as coisas que você me fala não saem daqui – ela assentiu mais relaxada.

– Eu vi o Sai dando uma olhada generosa, diga-se de passagem, em uma loira no shopping, fiquei extremamente com raiva, mas não disse nada – Ok, Ino não disse nada? Isso é extremamente raro! – pensando que ele ia perceber a burrada que havia feito, mas quem disse!? Ele simplesmente continuou agindo normalmente e quando chegamos em casa simplesmente insinuou para que fossemos mais cedo para o nosso quarto, acreditas? – Apenas assenti com a cabeça para que ela continuasse, ao mesmo tempo que desejava uma pipoca, porque, por mais que ela descrevesse de maneira calma eu sabia que na verdade tinha acontecido um barraco daqueles merecedores de Oscar – Eu disse para o Sai que não estava afim de ficar sozinha com quem não me merece – finalizou com um olhar determinado de que quem fez o certo o que me deu vontade de rir.

Se tinha uma coisa que eu sabia é que a minha amiga loira de longa data não era uma mulher calma e que tinha dito mais coisas do que "Não estou afim!".

– Acho que você fez o certo – dei corda, mas ela abaixou o olhar – Ino?

– A greve de sexo só durou uma noite – admitiu e eu bati minha mão na minha testa.

– Eu deveria ter imaginado – murmurei.

– Desculpa, não consigo resistir muito ao homem da minha vida – defendeu-se envergonhada e eu dei um mínimo sorriso reconfortante para a loira que me retribuiu.

Por mais que eu não dissesse e tivesse trauma dos homens, colocando-me de forma extremamente feminista, eu tinha certa inveja das minhas amigas estranhas, mas que eram casadas.

Elas amavam seus maridos e eram amadas da mesma forma.

Abaixei o meu olhar.

Era triste e depressivo relembrar aquilo.

Uma vez na minha vida eu pensei que havia encontrado o homem com o qual eu teria as mesmas experiências que as minhas amigas, no entanto, apenas dor e repulsa me restaram daquela época.

Pela manhã quando acordei e me deparei com Sasuke de olhos fechados aproximando-se de mim com a intenção de me beijar, eu fiquei estática.

Por um segundo. Por um mísero segundo. Eu pensei em deixa-lo me beijar, mas...

A dor de ser usada e descartada vieram à tona. E as lembranças dolorosas lembraram-me o porquê de ter me tornado uma pessoa fechada para a paixão.

Sasori, o que isso significa?

Sakura, Sakura. Você ainda insiste em vim atrás de mim? Deixe de ser tola e aceite de uma vez que você nunca significou nada para mim. Você foi só mais uma na minha cama, nada demais.Cuspiu na minha cara a verdade enquanto era humilhada pelas risadas das mulheres que alisavam o corpo nu do homem que eu tanto amava enquanto os três estavam sentados na cama de casal na minha frente. A mesma cama que durante tantas noites eu me entreguei para ele, pensando ser a única.

A rosadinha aí sem sal achou que significava alguma coisa – zombou a ruiva do lado direito de Sasori enquanto alisava o peito nu do homem – coitada, tão jovem e se iludindo – os três caíram na risada e eu nunca me senti tão humilhada na vida.

Uma lágrima escorreu pela minha bochecha direita que eu tratei logo de enxuga-la.

Ownn... A rosadinha sem graça está chorando – provocou a morena do lado esquerdo do homem – patética – as duas caíram na risada, enquanto que o homem permanecia com um mínimo sorriso no rosto focando os olhos castanhos em mim.

Olha essas roupas sem graça.

Olha esse corpo sem curvas.

Olha esse cabelo ridículo.

CHEGA! CHEGA! CHEGA!

Gritava em pensamentos enquanto ouvia estática o que elas falavam de mim.

Ai Sasori-kun, ela é uma pobre coitada sem futuro. – Desdenhou a morena sentando-se com as pernas sobre o membro do homem como se a minha presença fosse insignificante ali – Vamos nos focar em fazer coisas bem mais divertidas – sussurrou entre arfares, enquanto que a ruiva chupava o pescoço de Sasori.

Eu queria vomitar. Sair correndo. Gritar! Mas eu não conseguia me mover, eu não conseguia respirar, sentia que a qualquer momento eu iria desmaiar e perder a consciência, mas até para desmaio eu estava sendo inútil.

Sasori permaneceu olhando para mim, enquanto as duas mulheres faziam seu trabalho de satisfazê-lo. Um sorriso surgiu em seu rosto. O mesmo sorriso que me fazia derreter. O mesmo sorriso que me causou o pior calafrio naquele momento antes de proferir as palavras que tanto me machucaram:

Que tal se juntar a nós – fez a proposta estendendo a mão para mim que arregalei os olhos de incredulidade – Como se você não fosse gostar do que vai acontecer depois...

Eu não esperei mais, saí correndo em lágrimas e sem rumo, ainda ouvindo os risos das mulheres ecoando na minha mente.

Outros homens surgiram na minha vida, mas a maioria queria se aproveitar de mim de alguma maneira ou por medo de um relacionamento mais sério que poderia me fazer sofrer, eu evitava.

E foi a raiva de tantas desilusões que eu descontei em Sasuke ao perceber que ele era mais um como tantos outros.

No início eu achei que tinha exagerado com ele, mas assim que eu ouvir a maldita frase. O maldito "Como se você não fosse gostar do que ia acontecer depois", eu não me aguentei, naquela hora quem estava na minha frente, não era Sasuke, mas sim Sasori.

Desde a primeira vez que eu vi Sasuke, todas as vezes que eu via suas tentativas frustradas de cantada, era Sasori quem eu via. Os mesmos sorrisos, o mesmo deboche e a mesma frase.

A dor a muitos anos guardada e trancafiada em meu peito estourou assim que eu fiquei sozinha e não evitei chorar...

– Sakura? – chamou-me Ino tirando-me dos meus pensamentos. Encarei a loira sem entender sua expressão preocupada – O que aconteceu? Porque está chorando? – Só então percebi que as lágrimas escorriam silenciosamente pelo meu rosto – Foi alguma coisa que eu disse?

– Claro que não né, Ino! – Falei fingindo que não estava abalada ao mesmo tempo que tentava limpar as lágrimas sem borrar a maquiagem – Só caiu um cisco no meu olho – menti e ela não acreditou – Por favor, Ino, você pode me deixar sozinha agora?

A contragosto a loira assentiu preocupada e me deixou sozinha em minha sala.

Absorta em meus pensamentos e meu passado...

***

Sasuke...

– SASUKE!

Suspirei assim que ouvi o meu irmão chamando o meu nome, logo após ter passado pelas portas de vidro da Uchiha's Company.

– O que eu fiz dessa vez? – Resmunguei sem parar de andar pela imensa recepção em direção aos elevadores com o meu irmão ao meu encalço.

– O que você fez!? O que você fez!? – Exclamava incrédulo atrás de mim. Entrei no elevador panorâmico e levantei uma sobrancelha questionando silenciosamente se ele iria entrar. Bufando Itachi entrou e as portas se fecharam. Fiquei olhando os diversos andares que tinham visão para o saguão principal – Seu imenso atraso é o problema de tudo. Sabe o quanto foi chato ouvir o Conselho atrás de mim perguntando onde você estava? Naruto ficou uma pilha de tanta preocupação com você e decidiu ir atrás de você.

– É eu encontrei o Dobe pelo caminho – murmurei andando pelo último andar em direção a minha sala. Karin estava em pé com um largo sorriso no rosto, esperando-me na sua mesa de secretária segurando um conjunto de papéis para me entregar. Dei um pequeno sorriso de canto e uma piscadela que a fez corar e se derreter antes de continuar a prosseguir para a minha sala.

Tinha que pelo menos repor o fora que eu havia levado e deixado minha moral para baixo.

Pelo menos no meu reinado, eu não era ignorado. Passei quase uma hora dentro do carro escondendo com o meu cabelo os tapas que havia levado.

Meu irmão entrou junto comigo bufando e revirando os olhos.

– É ridículo ver você cantando qualquer rabo de saia que encontre.

Bufei sentando na minha cadeira.

– Não é minha culpa se qualquer rabo de saia dá moral para mim – parei um segundo pensando na rosada – ou quase qualquer uma – murmurei.

– O que você disse, Sasuke? Eu não ouvi o final.

– Nada não. Só pensei alto agora – fugi do assunto. Não precisava de pessoas sabendo do que ocorreu.

– Isso não muda nada. Você tem o Conselho inteiro atrás de você e uma cláusula esquisita para cumprir para manter o cargo, você não está ajudando nada chegando tarde no trabalho.

– Mas é justamente cumprir essa cláusula maldita que eu estava tentando resolver hoje de manhã – esbravejei calando o meu irmão.

– Sasuke, eu não acredito que você chegou atrasado porque... Tsc, faça isso a noite e não na hora do trabalho!

Minha boca fez um perfeito "O" sem acreditar no que ele pensava que eu estava fazendo.

– Eu não estava transando.

– Mas foi isso que deu a entender, já que você precisa de um filho e para fazer um...

– Itachi! Eu já tenho uma filha! – Cortei-o e me arrependi do que disse na hora que eu vi meu irmão ficar paralisado sem acreditar no que acabara de ouvir.

– O quê? – Perguntou inutilmente.

– Ela já tem 12 anos de idade – falei de uma vez, vendo meu irmão perder a cor.

– Como você pode ter uma filha e nunca ter me contado.

Suspirei e contei toda a história para Itachi, desde a aposta idiota que eu perdi até a minha chegada no trabalho.

– Uau, eu nunca pensei que isso poderia acontecer com você.

– Nem eu – resmunguei.

– E pensar que eu conversei com a minha sobrinha ontem e nem sequer sabia o que ela era para mim. – Falou Itachi sonhador com os olhos brilhando – E ela é minha fã! – Disse feliz se levantando da cadeira e eu bufei – Eu sou o melhor tio de toda a história dos tios!

Entortei meu rosto ao escutar aquilo.

– Menos Itachi, menos – pedi me servindo de uísque no meu bar particular antes de voltar a me sentar em sua frente.

– E essa rosada hein – começou a rir – acho que me apaixonei por ela na hora que você disse que ela chutou seu carro. – caiu na gargalhada. Apenas fiquei fuzilando o meu irmão esperando que ele parasse de rir – Ah, qual é onii-san, é engraçado.

– Não é engraçado ter o carro chutado por uma mulher de cabelo rosa.

– Ok, ok, desisto. – Levantou as mãos para o alto rendido – Você é muito chato, sabia? – Não me dei ao trabalho de responder, apenas voltei para o meu uísque – Mas voltando a seriedade... Como você vai contar para essa pimentinha de gente que é o pai dela e precisa dela para manter o posto de Presidente da Uchiha's Company?

Suspirei voltando a olhar meu irmão.

– Eu não quero ninguém interesseiro perto de mim, se eu quisesse esse tipo de gente já teria casado e tido muitos filhos a muito tempo.

– Mas essas duas não parecem ser assim.

– É eu percebi – passei a mão pelo meu cabelo – mas é muito cedo para tomar uma atitude drástica dessa e dizer a verdade. Antes eu quero conhecer elas, me aproximar de outra forma que não seja dizendo que eu sou o pai da Sarada, só quando eu tiver certeza e confiança nelas é que eu vou falar a verdade.

– Entendi. Então, você quer que elas te conheçam de uma forma "espontânea" – fez aspas com as mãos – e não da maneira forçada? – Assenti com a cabeça – Se eu não te conhecesse bem diria que era porque você queria conhecer sua filha e se aproximar dela antes de dar uma de Darth Vader e dizer "Eu sou seu pai". – Disse imitando a voz do personagem antes de rir arrancando uma carranca de mim – Se bem que eu acredito nessa segunda possibilidade – piscou um olho se levantando, olhei-o sem entender – talvez você se surpreenda com essa aproximação, onii-san – disse andando até a porta – Sasuke, — chamou-me – só não faça uma idiotice. – Advertiu antes de me deixar a sós na sala – Aliás, adorei a marquinha sexy dos dedos – o bendito voltou do além para zombar do tapa no meu rosto. Com raiva peguei a primeira coisa que tinha na minha frente e joguei na direção do meu irmão risonho, só que ele fechou a porta e o porta-canetas bateu na porta de madeira antes de acertar o chão.

Suspirei e apoiei meus cotovelos no vidro da mesa. Passei as mãos nos cabelos tentando relaxar antes de levantar a cabeça tendo uma ideia.

– É isso! – Murmurei pegando a pasta que Kakashi havia me dado com informações sobre a Sarada.

Folheei algum tempo até que achei os arquivos referentes à Haruno Sakura. Peguei as poucas folhas e encontrei a que eu tanto desejava...

O horário diário de tudo que a Haruno fazia durante o dia!

Dei uma olhada me surpreendendo com alguns fatos antes de suspirar aconchegando-me em minha cadeira:

– Eu tenho que levar a Sakura para sair – falei com um sorriso de canto encarando uma foto que Kakashi havia tirado da rosada quando ela entrava no hospital – o problema agora é como eu vou chama-la...

***

Joguei-me no sofá da minha sala. Estava morrendo de cansaço, ainda mais pelo esforço que eu fiz de terminar todo o trabalho importante em uma velocidade que surpreenderia qualquer administrador de empresas, tudo, para que eu conseguisse chegar em casa antes das Haruno.

Suspirei.

Tinha que botar o meu plano em ação antes que alguma delas chegasse.

Levantei-me a contragosto e troquei as roupas sociais por roupas mais apropriadas. Peguei meu equipamento eletrônico e mecânico que eu precisava e sair do apartamento para ir até as escadas do prédio.

– Tenho meia hora até a Sarada chegar da escola.

Agachei-me na frente da pequena porta metálica na parede em frente à escada.

Como não havia câmeras no local e estava no último andar, não havia risco de ser descoberto ou pego no flagra.

– Hora de invadir o sistema – murmurei rindo enquanto olhava o emaranhado de fios na minha frente.

Sentei-me no chão, abrir a planta de toda a parte eletrônica do prédio que eu morava e que consegui com o suborno básico de um dos funcionários. Liguei meu notebook e pus o equipamento mecânico.

Algumas faíscas saiam da placa enquanto mexia nos inúmeros fios. Vez ou outra olhava para a planta do prédio para ter certeza que estava fazendo o certo, mas me desculpe sociedade, eu sou um gênio e não preciso dessas futilidades de fato.

– Dez minutos – murmurei.

Relaxa Sasuke, você ainda tem muito tempo!

Assim que eu encontrei o bendito fio azul que eu estava procurando, meu sorriso aumentou.

Fiz os reparos que eu precisava e com um equipamento eletrônico, conectei os dados com o meu computador via rádio frequência.

Com poucas batidas de teclas, surgiu na tela do computador a imagem de todas as câmeras de segurança do prédio.

– Eu sou um gênio – disse satisfeito algo que eu já tinha certeza.

Ajeitei o que eu precisava e sair daquela escada o quanto antes deixando o aparelho de rádio frequência conectado ao fio por onde passava os dados de vídeo.

Deixei o meu computador no sofá da sala, peguei uma escada pequena e uma maleta com equipamentos antes de sair para o corredor.

– O que você está fazendo? – Ouvi uma voz infantil e desconfiada me indagar.

Sorri antes de me virar para a morena que me analisava dos pés à cabeça.

– O que você acha que eu estou fazendo? – Respondi com outra pergunta enquanto posicionava a escada de frente para o meu apartamento.

A menina se aproximou olhando o meu equipamento. Fingir que não ligava para ela enquanto colocava um cinto com vários bolsos para colocar os parafusos que precisava com o intuito de evitar descidas desnecessárias.

– Câmera de segurança? – Indagou me olhando com a sobrancelha arqueada – Pra quê?

Suspirei colocando os óculos de proteção.

– Sarada, eu sou o Presidente de uma companhia milionária, você acha que eu não me importo com a minha segurança e com a privacidade do meu apartamento? – Mentira, na verdade queria aquela câmera para vigiar o corredor e poder monitorar a saída e entrada do apartamento vizinho, mas claro que eu não diria isso. Na verdade, mentiria na maior cara lavada do mundo.

A morena me encarou por um momento, mas pareceu engolir a minha mentira.

– Tudo bem – deu de ombros e partiu para o seu apartamento o que me fez franzir o cenho.

Ué, cadê a garota que disse que ia me fazer sair correndo daquele prédio? Cadê as ameaças? Cadê o olhar questionador? Cadê a desconfiança? Ela acreditou mesmo nisso?

– Boa noite, Sasuke. Tenha um ótimo trabalho – sorriu antes de fechar a porta me deixando incrédulo.

– Essa garota vai aprontar alguma – murmurei olhando para a minha furadeira.

Suspirei. Não poderia pensar naquilo por hora, tinha que me focar no meu plano.

Comecei a trabalhar na instalação da câmera até que percebi que já estava na hora da Sakura chegar.

Beleza, hora do show parte 1!

Tirei a minha camisa rapidamente e joguei de qualquer jeito dentro do apartamento. Senti a sensação de ser observado e sabia que Sarada deveria ter me visto pelo olho mágico.

Depois eu cuido da criança, agora eu tenho que focar na mãe!

Voltei a colocar o suporte na parede com o auxílio da furadeira até que eu ouvi o som das portas metálicas se abrindo e não pude deixar de sorrir e canto ainda fingindo que trabalhava.

Duas risadas femininas e sons de saltos fizeram-se presentes.

– Hein? – Perguntou uma voz que não era da Sakura e me fez virar instantaneamente para ela encontrando a loira de olhos azuis, esposa de um amigo meu, com a rosada logo atrás me olhando sem entender nada.

– Ino? – Perguntei sem entender. Ok, eu esperava encontrar a rosada, mas não a loira que estava quase babando por mim, não.

Afinal, que mulher resistiria àquela visão? Eu lindo e maravilhoso, em cima de uma escada de três degraus como se fosse o pedestal que eu mereço, usando apenas uma calça jeans com um cinto de equipamentos, tênis e um óculos de proteção, deixando amostra o meu peito nu suado. Fácil, ninguém resistiria.

Dei um sorriso de canto com esse pensamento, mas meu pensamento foi morto, massacrado, pisoteado, jogado aos cães no momento que visualizei a rosada de braços cruzados com cara de tédio para a amiga.

– Oi Sasuke, a quanto tempo! Que surpresa te encontrar aqui! – Falou a loira empolgada sem disfarçar seu olhar para o meu abdome.

Será que eu devo contar para o Sai que a mulher dele me secou?

Sakura revirou os olhos com o comentário da amiga, como se...

Pera lá! A algodão doce falou de mim para a loira?, pensei sorrindo de canto.

– Oi Ino, como vai o Sai? Não sabia que você era amiga da Sakura – falei apontando para a rosada enquanto descia das escadas, tirava as luvas e os óculos para me aproximar das duas, principalmente de Sakura.

– Nos conhecemos na faculdade, um pouco antes de conhecer o Sai.

Então quer dizer que a rosinha é amiga da Hinata, do Naruto, da Ino e consequentemente do Sai? Quantos amigos mais tínhamos em comum?

– Não sabia que nós tínhamos tantos amigos em comum – sorri de maneira encantadora olhando para a rosada, no entanto, quem se derreteu mais foi a loira, enquanto que a Haruno só me olhava com uma sobrancelha erguida.

– Nem eu – disse laconicamente antes de se virar para a loira, me ignorando completamente, só que não deixei transparecer a minha indignação – Ino, vamos entrar? – Perguntou, mas a loira a ignorou – Ino! – Chamou mais alto.

– Hã, o que? Ah, sim, claro – respondeu a de olhos azuis saindo de seu transe.

– Ótimo – murmurou a rosada e olhou para mim apontando um dedo – e você...

– Eu... – interrompi.

– Não quero sujeira no meu corredor depois – disse encaminhando-se até a sua porta, assim que a abriu revelou a Sarada que olhava tudo pelo olho mágico e tinha lágrimas nos olhos, mostrando que havia rido muito da situação. Assim que ia fechando a porta, ela se virou para mim – Boa noite, Sasuke – dito isso fechou a porta me deixando para trás incrédulo.

Nem uma olhada em mim ela havia dado, um ultraje na minha opinião.

– Boa noite, Sakura – murmurei depois de um suspiro voltando ao trabalho da instalação.

***

Eram duas e meia da manhã e eu já havia verificado três vezes todas as câmeras do prédio. Todos os moradores estavam dormindo em seus apartamentos, menos os vizinhos do sétimo andar, no qual o cara do 702 aproveitou a viagem da sua mulher e filhos e resolveu fazer uma "visitinha" à vizinha solteira e gostosona do 701 que apareceu só de lingerie no corredor daquele andar assim que a mulher do cara foi embora.

Fiz até pipoca para assistir os pegas dos dois no corredor, ria a cada topada na mesa de vidro, até do vaso de porcelana eles quebraram e pela cara que fizeram, era da mulher do cara.

– Se ferrou – falei com a minha boca cheia de pipoca enquanto ria do casal atrapalhado.

Todos os andares tinham câmera, menos a cobertura, bem... não tinha, agora tem!

Depois que eles entraram no 702, nada de interessante aconteceu. Apenas alguns seguranças perambulavam pelo prédio.

Cansado de esperar me levantei esticando meus músculos.

– Hora do show – murmurei sorrindo usando minhas habilidades em computação para dar pane em todo o sistema de vídeo.

Sai correndo de maneira silenciosa para fora do apartamento. Agora com todo o sistema em pane, nenhum guarda veria o que eu faria.

Peguei o elevador e apertei o botão da garagem.

Assim que cheguei na garagem, verifiquei se havia algum vigilante fazendo ronda por ali, assim que constatei que não havia perigo, me dirigir à garagem da rosada e encarei o Jeep vermelho.

Por mais que a cor parecesse feminina, o fato de ser um Jeep me intrigava.

Suspirei e abri o capô. Verifiquei pelo meu celular conectado ao meu computador como estava a situação e vi que ainda não haviam organizado a situação.

Olhei para o equipamento do carro e encontrei o fio que eu queria. Fiz as minhas artimanhas e depois sequei dois pneus.

Sorri vitorioso pela minha arte como uma criança fazendo sua primeira travessura antes de voltar para o elevador.

O tempo da pane do sistema estava acabando e assim que eu entrei no meu apartamento configurei para voltar ao normal.

Sorri ao ver alguns operadores na sala de comando respirarem aliviados ao verem o sistema voltar ao normal "milagrosamente".

Mal sabem esses pobres mortais que estão lidando com o primeiro e único Uchiha Sasuke...

Continua...

Notas finais
Mereço reviews? *---* Acho que aquele flash back tirou algumas dúvidas que ficaram no capítulo passado né gente! hahahaha esse final foi só o início do plano diabólico (beleza, não é tão diabólico assim!) para chamar a Sakura para sair heheheh O que vocês acham que ele vai aprontar no próximo? Lembrando que a Sakura não vai dar mole pra ele não hein! Nesse capítulo ele deu uma de marceneiro gostosão e dou a leve dica que no próximo ele vai se meter em outra profissão (estou atiçando a curiosidade de vocês hehehe sou do mal!) De qual outra profissão vocês acham que ele vai se vestir? Aviso que essa é difícil de acertar! hehehe É isso gente! Beijokas! Até os comentários ou até a próxima! Novas fics postadas! SASUSAKU: One-shot: Pais: http://fanfiction.com.br/historia/622086/Pais/ Amor à nossa maneira: http://fanfiction.com.br/historia/623183/Amor_a_nossa_maneira/ Short fic: Perdidos: http://fanfiction.com.br/historia/623681/Perdidos/