Notas iniciais
Sei que eu tenho mais duas longs em fase de andamento, mas eu não aguentei e tive que publicar essa história *-*Prometo que logo logo estarei dando atenção para as minhas outras histórias: A Filha da Minha Melhor Amiga e Quebra de Contrato.É isso gente! Divirtam-se...

12 anos atrás...

Isso é humilhante. Humilhante. H-U-M-I-L-H-A-N-T-E.

Já disse o quanto é humilhante? Sim? Pois eu vou dizer de novo. É humilhante.

O que é tão humilhante?

Ter amigos idiotas? Sim, isso também é humilhante, mas o que me humilha mais ainda é o bendito copinho de plástico na minha mão onde eu tenho que ejacular. Porque? Culpa dos meus amigos idiotas e uma maldita aposta.

– Maldito Naruto – resmunguei analisando o copinho em frente ao meu rosto – Tsc, porque drogas eu fui aceitar aquela aposta idiota!

Suspirei. Não teria saída, eu teria que fazer aquilo, teria que ejacular naquele copinho e doar o meu esperma para aquela bendita clínica de inseminação artificial que eu estava no momento.

Mas que merda de ideia foi aquela do Naruto!

Só a cabeça oca dele para pensar em um pagamento de aposta como aquela.

Concentra, concentra, concentra. Vai lá Sasuke, você consegue ejacular nesse copinho.

– Dificuldades aí Sasuke-chan? – perguntou debochado entre risos Naruto do outro lado da porta. Conseguia ouvir os risos de Sai, Kiba e Suigetsu – Você quer que a gente te ajude para ser mais rápido?

– Vai a merda Naruto! – berrei causando mais um acesso de risos entre os quatro.

Estava cheio de tudo aquilo, queria acabar logo com aquela humilhação.

Concentrei-me mais avidamente, estimulei-me e por fim veio o bendito sêmen.

Com a cara amarrada sai do banheiro e me encaminhei até o balcão. Meus "amigos", sim entre aspas porque exigir o cumprimento de uma aposta dessas não é amigo, aguentavam-se para não rir.

A loira do balcão estava com o rosto corado. Por mais que eu tivesse apenas 18 parecia que eu tivesse mais e pela minha beleza acabava chamando atenção até de mulheres mais velhas como aquela recepcionista.

– Você tem certeza disso Uchiha-sama? – perguntou Shizune aproximando-se de mim assim que botei o frasco em frente à sua recepcionista.

Limitei-me apenas a assenti em concordância. Suspirando, ela me estendeu os papeis de confidencialidade e eu assinei.

Não me despedi, apenas me retirei daquela clínica maldita tentando ignorar meus amigos que me seguiam rindo.

Uma tempestade acertava o solo com fúria. Assim que alcancei a calçada sem me importar de estar me ensopando acabei esbarrando com força em alguma coisa pequena que corria.

– Ai – reclamou entre soluços a pequena mulher caída no chão.

– Tsc, olhe por onde anda – falei rude, a fúria da situação que eu estava vivendo não deixava espaço para gentilezas.

Abaixando um pouco o braço que cobria o seu rosto eu pude visualizar dois olhos verdes inchados de tanto chorar. O cabelo rosa curto até a altura do queixo grudava-se na face. Suas roupas simples e curtas estavam ensopadas mostrando o corpo com pouquíssimas curvas.

Por mais que não fosse avantajada de corpo supus ter a minha idade.

– Sasuke-chan! – cantarolou Naruto do topo da escada perto da porta de vidro da clínica – Cadê você?

– Tsc – resmunguei correndo para o meu carro deixando a mulher caída para trás. Entrei no meu sedã preto de luxo ligando o para-brisas.

Olhei mais uma vez para a menina de cabelos róseas que se levantava com dificuldades antes de desviar minha atenção para a direção do carro.

Enquanto cortava as ruas de Tóquio apertando no acelerador eu só pensava em uma coisa: teria que voltar e exigir que jogassem fora o meu sêmen, pois eu que não seria pai de filho de senhoras de meia idade que não tiveram a capacidade de arrumar um homem para ser o pai...

***

Sakura...

Corria desesperada pela rua agora deserta de uma noite chuvosa. As gotas de chuva acertavam fortemente minha pele alva, mas nem a dor física mascarava a dor que eu estava sentindo por dentro.

As lágrimas nublavam minha visão e me impediam de ver para onde estava indo, apenas minhas pernas continuavam o trajeto que meu subconsciente tanto conhecia.

Sem querer esbarrei em algo e caí sentada no chão.

– Ai – reclamei entre os soluços que não cessavam.

– Tsc, olhe por onde anda – falou rude uma voz grossa à minha frente assustando-me.

Abaixei o braço que cobria o meu rosto e focalizei no moreno em pé a minha frente que tinha um olhar cheio de raiva. Por mais que ele olhasse para mim, eu sabia que aquela raiva não era por minha causa.

Seu olhar cor de ônix percorreu o meu corpo rapidamente e depois focou nos meus olhos.

Por mais que aparentasse ter mais idade, eu sabia que ele devia ter 18 anos assim como eu.

A tempestade ensopava seus cabelos negros grudando alguns fios em seu rosto perfeito. Suas roupas escuras colavam-se ao corpo cheio de múculos.

– Sasuke-chan! – cantarolou alguém no topo das escadas – Cadê você?

– Tsc – resmungou o moreno fazendo-me descobri o motivo de sua irritação. Sem dizer mais nada ele passou por mim, sem nem ao menos se desculpar.

Lembrando-me dos meus próprios problemas me levantei com dificuldade sentindo um olhar pesado sobre mim. Quando me virei para ver, o sedã preto de luxo já disparava em alta velocidade. Os outros jovens também correram para os seus carros seguindo o outro.

Corri para dentro da clínica sem ligar se estava encharcada e molhando o piso.

– Ei, não pode entrar assim aqui – repreendeu a recepcionista.

Sem ligar adentrei o consultório de Shizune, uma amiga próxima da família que depois que fiquei órfã sempre me deu auxilio assim como minha madrinha Tsunade.

– Shizune! – chamei jogando-me em seus braços entre lágrimas.

– Por Kami, Sakura! O que aconteceu? – perguntou preocupada correspondendo o meu abraço.

– Eu perdi – choraminguei – eu perdi o meu filho, o filho que eu esperava.

– Sakura – exclamou assustada, mas depois se suavizou me ajudando a me sentar em uma das cadeiras do consultório. Assim que ela sentou à minha frente prosseguiu – Pense que a vida está te dando uma segunda chance. Você só tem 18 anos Sakura, ainda tem muito o que viver. Você merece bem mais do que aquele marginal do Sasori que só te usou e depois te largou.

– Eu sei que ele não presta, mas era o meu filho, meu, só meu – rebati soluçando, as lágrimas vinham mais fortemente ao me lembrar de Sasori me dispensando quando soube da gravidez. Por um segundo, naquele dia, eu pensei que ele largaria a vida de crimes para ter uma vida de verdade comigo. Como eu estava errada. Como eu fui idiota. Mas eu decidi criar meu filho sozinha, no entanto... eu o perdi.

Muito tempo se passou enquanto conversava com Shizune e nada mudava a ideia que eu queria o meu filho de volta. Eu já o amava e em um ato impensado disse:

– Quero fazer uma inseminação artificial.

– O-o quê? Ficou louca?

– Por favor Shizune, eu pago o quanto você quiser, claro que parcelado – eu tinha um dinheiro razoável que recebi de herança, mas nada para se esbanjar, mas para se ter uma vida tranquila – Por favor.

– Eu não vou fazer isso.

– Se você não fizer, eu irei em outra clínica – disse me levantando, mas a morena segurou o meu pulso.

– Sakura, você vai conhecer outros caras e vai se apaixonar novamente. Quando você for mais velha você poderá engravidar naturalmente. Você é fértil, não precisa disso.

– Por favor Shizune – pedi sem olhá-la – eu não quero nunca mais sofrer por um homem como eu sofri pelo Sasori. Eu sei que amarei essa criança como eu amei o meu com o Sasori. Eu quero ser mãe solteira – falei firme – já tenho 18 anos e pago as minhas contas, se eu quero uma inseminação, eu posso fazer, está na lei.

– Nada do que eu disser vai te convencer do contrário, né? – suspirou derrotada.

– Nada – falei firme a olhando nos olhos. As lágrimas não caiam mais, porém seu trajeto ainda manchava o meu rosto.

– Tudo bem, eu prefiro fazer sua inseminação do que me arriscar a ver você se metendo nessas clínicas de segunda. – falou com desgosto e eu ri – Tsunade não gostará nada disso...

– Deixa que com ela eu me entendo – falei tentando forçar um sorriso.

– E para a sua sorte tivemos um doador jovem hoje. Isso aumentará as chances de sucesso do procedimento – sorri mais abertamente – que tal começarmos o quanto antes?

– Seria perfeito.

***

Sasuke...

E lá estava eu novamente naquela clínica.

– Isso é humilhante – resmunguei entrando no local. A recepcionista sorriu abertamente ao me ver, mas ignorei o fato e perguntei pela Dra. Shizune. Ao descobri que ela estava sozinha em sua sala me dirigir ao local sem ser anunciado.

– Uchiha-sama? – perguntou confusa ao me ver. Alguns papéis estavam em suas mãos.

– Hn. – resmunguei me sentando na cadeira. Antes que falasse o que vim falar, os papeis me chamaram a atenção – O que é isso?

– Ah, é só os resultados que confirmam que uma paciente querida minha teve sucesso em sua inseminação – É minha impressão ou ela está nervosa ao falar isso para mim, pensei, mas logo desviei meus pensamentos para o que eu havia ido fazer ali.

– Que seja – resmunguei – Eu só vim dizer para jogar fora o meu sêmen.

– O-o quê? – perguntou assustada.

– Sei que já fazem duas semanas que eu vim doar, mas na realidade eu não queria, só fiz isso porque era uma aposta. Sério, olha pra mim, você acha mesmo que um cara como eu iria mesmo querer doar o seu sêmen para uma clínica de inseminação?

– Desculpe-me Senhor Uchiha, mas o senhor doou e assinou a papelada autorizando o uso do seu sêmen pela clínica, não há como voltar atrás.

– Você está dizendo que já utilizaram o meu esperma? – perguntei desconfiado.

– Na-na-não – gaguejou e eu suspirei aliviado.

– Ótimo, porque eu não quero ser pai de nenhum filho de mulheres que têm idade para serem a minha mãe. É melhor você jogar fora se não, caso meus pais descubram o que eu fiz, eles entrarão na justiça e a forçarão a fazer tal coisa. – ameacei – Acredite Shizune-san, eu só estou pensando no bem da sua clínica.

– Eles fariam isso?

– Sim. Minha família faz tudo para manter a boa imagem da família Uchiha – ironizei.

– Tudo bem eu jogarei fora o seu material.

– Ótimo – sorri de canto para a mulher com semblante preocupado. Seus olhos estavam grudados nos exames de sua "querida" paciente sobre a mesa – foi bom fazer negócios com você – disse saindo da sala.

Pelo menos, o problema estava resolvido.

***

Hoje em dia...

Olhei para a papelada sobre a mesa e ainda não acreditava no que estava acontecendo. Mal fazia uma semana que eu havia enterrado meu pai e até agora aquele homem conseguia me surpreender.

Três meses...

Esse era o prazo para eu arrumar um herdeiro, o prazo para alguma mulher ficar grávida de mim ou por algum milagre um mini Uchiha brotar do chão.

Justificativa dele?

Medo da Uchiha’s Company ficar sem um futuro e claro para ser mais uma tentativa de me colocar na linha, levando-me para o lado da caretice familiar.

Mas o que o meu pai não entendia era que nenhuma mulher era boa o bastante para mim e todas só queriam uma coisa ao me ver, a possibilidade de se tornar a Senhora Uchiha e ser multimilionária.

– Tsc, bando de hipócritas – resmunguei jogando a cópia do testamento sobre a mesa.

– Sasuke-sama – chamou-me minha secretária Karin na porta. Seu rosto estava corado e um sorriso que com certeza era uma tentativa frustrada de ser sedutor estampava-se em seu rosto.

– O que é?

– Tem uma senhora que se intitula médica querendo falar urgentemente com o senhor.

Ergui uma sobrancelha para a sentença dela, mas resolvi não prolongar.

– Mande-a entrar – assentindo Karin deu espaço para uma mulher de quarenta e poucos anos entrar. Assim que ficamos sozinhos perguntei para a morena – Quem é você?

– Talvez você não se lembre de mim Uchiha-sama, mas eu sou a Dra. Shizune dona da clínica de inseminação artificial onde você doou seu sêmen aos 18 anos.

Arqueei as sobrancelhas me lembrando.

– E porque está aqui?

– Para reparar o meu erro de tantos anos atrás.

– E qual seria?

– Eu estou em fase de câncer terminal e não poderia partir sem corrigir um erro. – explicou e eu assenti para que continuasse – Quando você me pediu para jogar fora o seu material, eu realmente joguei. Mas o que eu não lhe contei foi que eu já havia utilizado o seu espermatozoide para fecundar uma paciente minha.

– O QUÊ? – esbravejei.

– Você tem uma filha de 12 anos de idade, Sasuke-sama.

Olhei atônito a morena na minha frente. Talvez eu tenha me enganado. Talvez Uchihas brotem mesmo do chão...

Agora era a hora de ir atrás da minha herdeira e assumir como dono oficial e incontestável a empresa!

Continua...

Notas finais
E aí gente? Gostaram? Não gostaram? Pode ser melhorado?Quero saber a opinião de vocês hein aiaiai! Não me deixem no vácuo >.< Comentem! isso não vai demorar e eu ficarei feliz em ouvir sua opinião ^^Espero que tenham gostado e até a próxima pessoal!