Notas iniciais
Yo o/ E aí galerinha ^^ tudo bem? Aposto que algumas pessoas devem está querendo a minha cabeça por ter demorado tanto para atualizar essa fic. E digo que vocês tem razão --' Acabei de verificar que faz quase um mês que não a atualizo e resolvi tomar vergonha na cara e vim atualizá-la hehehehe e como eu estou com essas demoras pelo meu tempo livre estar curto que eu nem percebo a passagem do tempo direito, eu estou postando capítulos extensos, alguns leitores sempre me pedem para postar extensos e vim aqui trazer esse gigante. Desculpe-me pelo tamanho para quem não gosta do tamanho! Sobre a fic: Gostaria de dizer muito obrigada pela atenção e consideração com essa humilde escritora e claro pela confiança por esse meu mais novo trabalho. Já estamos com 45 acompanhamentos só em 1 capítulo, favoritações e vários comentários (irei responder os que faltam assim que terminar de postar esse capítulo). Espero continuar agradando a todos :D É isso pessoal! Divirtam-se com Primeiro Encontro...

Sasuke...

Apenas o som do meu dedo indicador acertando a mesa de vidro ritmicamente ecoava pelo meu escritório. Naruto abria e fechava a boca sem acreditar no que eu acabara de contar.

– Você está brincando comigo, não é Teme? – perguntou em um fio de voz temeroso pela resposta.

– Quem me dera Dobe, quem me dera – suspirei desolado esfregando as mãos em meu rosto em sinal de frustração.

– E o que você vai fazer?

– O que você acha? Eu preciso dessa criança, só posso assumir a empresa de fato se tiver um herdeiro e essa situação foi um golpe de sorte...

– Tsc, Sasuke. Essa criança é a sua filha. FILHA. F-I-L-H-A! Não é só sua fonte para conseguir a empresa, mas sim uma pessoa com sentimentos, vida e esperanças para o futuro. Alguém que precisa bem mais do que um pai que quer usá-la para fim financeiro. – exaltou-se – Sasuke, você é pai!

– Eu nunca me imaginei como pai, Naruto. – comentei baixo deixando-o calado. Levantei-me da cadeira e me virei de frente para a imensa parede de vidro que dava vista para a metrópole – Eu nem sei quem é a mãe dessa criança, não sei nem se ela é adequada. Coloque-se no meu lugar. Como você se sentiria se aos trinta anos descobrisse que teve um filho aos dezoito e nunca nem soube?

Ouvi Naruto suspirar.

– É realmente complicado, mas acho que não é pior que a minha situação que aos 18 descobrir que havia engravidado a minha namorada e tive que casar com Hinata por causa de sua família extremamente tradicional...

– Você ama a Hinata – disse virando-me para o loiro – é diferente. Você tem dois filhos, uma mulher, uma família. Agora imagina a minha situação, sou solteiro, pai de uma criança que nunca vi na vida, de uma mulher que eu nem sei se eu quero conhecer.

– Porque você não quer conhecer a mãe da sua filha?

– Ela deve ser uma cinquentona – comecei com raiva tirando risos do loiro de olhos azuis – afinal que tipo de mulher vai à uma clínica de inseminação? Mulheres incapazes de ter homem ou casadas com homens incapazes de fazer um filho de maneira normal. Para piorar a situação, imagina o que vai acontecer se uma mulher dessas descobri que eu sou o pai e que a filha é multimilionária!?

– Você está preocupado com o fato da mãe ser interesseira – supôs e eu assenti sentando inconformado de frente para ele.

– Não só a mãe, mas a menina. Minha vida vai virar um inferno se isso acontecer, já estou até imaginando a mulher sendo entrevistada por revistas de fofoca. Minha família vai querer me matar se descobrirem que eu fiz uma coisa dessas aos 18 anos e tirar sem dó o posto de presidente da empresa com a alegação de que eu não sou apropriado para a imagem da Uchiha’s Company, uma empresa de família tradicional.

– Mas você precisa de um filho, se você não quer se aproximar dessa menina vai ter que engravidar outra mulher e rápido.

– Só se um milagre acontecesse...

– Pois nenhuma mulher é apropriada para ser mãe de um Uchiha! – completou Naruto imitando a minha voz – Afinal, cara, qual é o seu problema? Qual é o problema com as mulheres? Gay eu sei que você não é e desgosto por sexo com o sexo oposto passa mais longe ainda do seu gosto porque você vive levando várias mulheres para a sua casa!

– Tsc, são todas umas desiludidas que almejam um posto de milionária, são superficiais e escandalosas. Para mim, uma Uchiha tem que ser fina, obediente, bondosa e carinhosa com os filhos e ter uma boa imagem para a empresa, principalmente vinda de uma família de nome.

– Cara, fiquei na dúvida. Ou você tem uma queda pela sua própria mãe, porque nesse seu diálogo você descreveu a tia Mikoto, ou você é um tremendo de um machista, querendo não uma mulher, mas alguém submissa que não o conteste!

– Tsc – resmunguei e Naruto suspirou esfregando as mãos no rosto.

– Ok, concordo contigo que vai ser meio difícil encontrar uma Mikoto 2, então a única saída que temos é a filha que você já tem.

– Também cheguei a essa conclusão – admitir.

– Então você vai atrás dessa menina?

– Vou, – Naruto arregalou os olhos, mas quando ia falar eu o interrompi – mas não do jeito que você está imaginando.

– Então, de que jeito?

– Você já vai descobrir – disse discando um número da minha agenda do telefone.

Investigações Hatake – soou a voz através do telefone.

– Kakashi, aqui é o Sasuke, preciso que você investigue uma pessoa para mim, o nome dela é Haruno Sarada, quero todos os detalhes que você puder conseguir o mais rápido possível – disse rapidamente.

Seu pedido é uma ordem, Sasuke-sama – disse através da linha e eu pude identificar o riso abafado. O Hatake sempre foi animado com as suas investigações.

– Sigilo total.

OK. Até amanhã Sasuke-sama.

– Hn. – disse desligando.

– Você colocou um detetive particular atrás da sua filha? – perguntou chocado o loiro.

– Como você acha que eu ia conseguir o endereço dela?

Ele suspirou.

– Tudo bem, essa você venceu teme. Aliás, Haruno Sarada é? Esse nome não me parece estranho...

– Um nome comum – disse cortando-o.

– Que seja. – abanou a mão na frente do rosto para logo abrir um sorriso travesso no rosto – Uma menina de 12 anos é? – começou a rir – Acho que acabei de achar a namoradinha perfeita para o Boruto. Que tal Sasuke, podemos ser avôs do mesmo neto!

– Isso seria um pesadelo. Eu deserdo essa garota se se envolver com a peste do seu filho. Já não basta ser meu afilhado, tê-lo como genro seria uma penitência grande demais para alguém como eu.

Naruto caiu na gargalhada.

– Mal conheceu a filha e já virou um pai super protetor, Sasuke?

– Tsc. Vamos logo, preciso terminar de verificar a organização da feira de tecnologia de amanhã – disse me direcionando para a porta de saída com o meu braço direito na empresa logo atrás de mim.

***

Sarada...

Pi... Pi... Pi...

– Mas que droga! – resmunguei colocando os óculos e desligando o despertador posicionado no criado mudo ao lado da minha cama – Deveria ser proibido acordar cedo.

– Mas para o seu desgosto querida, não é e como você ainda é de menor, você tem que se submeter ao ditadorismo que obriga as crianças à irem para a escola cedo todos os dias – entrou zombando a minha mãe no meu quarto.

– Quando eu for mais velha vou fazer topless e sair pela cidade com um cartaz "Sou contra as aulas de manhã cedo!" – falei sendo acompanhada nas risadas pelo som melodioso do riso da minha mãe sentada na borda da minha cama.

– Posso ser uma mãe mais orgulhosa? Tendo uma filha que não quer ir para aula e tem a intenção de fazer topless quando for mais velha? – disse teatralmente botando a mão direita sobre o coração.

– Não é fazer topless, é ser ativista.

– Pelo menos ser ativista parece ser uma ideia bem melhor do que aquela que você vive dizendo.

– Nada disso! – pulei ficando de pé em cima da cama – Um dia todos verão – comecei teatralmente observando com os olhos brilhando a minha coleção de jogos, videogames e cartazes de personagens dos meus jogos e animes favoritos – um dia eu serei a melhor programadora de jogos eletrônicos de toda a história do videogame e claro, irei trabalhar na Uchiha’s Company, ao lado do todo incrível Uchiha Itachi – falei o nome do meu ídolo com um pequeno gritinho que se eu ouvisse outra garota fazendo, chamaria de fresca.

– Kami, onde foi que eu errei? – falou minha mãe com os braços para o alto – Porque minha filha não é uma garota normal que brinca de boneca e não gosta de legumes e frutas, principalmente de tomates?

– Ah qual é mamãe – falei caindo de joelhos na sua frente – se eu fosse igual as outras garotas, não teria graça. Aliás, brincar de boneca é chato, prefiro meu Assassin’s Creed¹ a aquelas coisas inanimadas. E outra, eu já te falei o porquê de eu ser assim. É tudo culpa do meu pai de vidrinho – Sim, era assim que eu denominava o meu pai, já que eu não o conhecia, mas sabia que eu era fruto de uma inseminação artificial – eu devo ter puxado essas paixões esquisitas dele, afinal que tipo de homem iria a uma clínica de inseminação bater uma punheta básica?

– SARADA! – ralhou minha mãe.

– Desculpa, desculpa. – falei batendo na minha boca suja levemente – Que tipo de homem iria a uma clínica de inseminação me botar em um potinho? – falei rindo recomeçando a fala com uma expressão mais aceitável para que uma menina de 12 anos usasse – Só pode ser um cara moreno de 150 quilos, que passa o dia na frente do videogame comendo tomates.

– Me lembra de dar um soco no seu pai se um dia eu me encontrar com ele só por ter passado esse lado ruim da genética dele para você – comentou doce acariciando meus cabelos negros.

– Pode deixar – disse sorrindo.

Minha mãe me deu um beijo longo e estalado na minha testa grande, único fator genético que comprova que sou a sua filha, porque de resto somos totalmente diferentes, menos o fato de sermos um pouco feministas demais, sendo avessas ao machismo ou qualquer coisa que se assemelhe a isso.

– Está na hora de se levantar minha pequena e ir para a escola.

– Nããããoooo! – disse me jogando na cama.

– Agora Haruno Sarada! – disse saindo do quarto para ir se arrumar para o trabalho.

Sem sucesso na minha missão faltar aula para ir para a feira da Uchiha’s Company, levantei-me e fui em direção ao meu banheiro do meu quarto. Olhei-me no espelho e observei os meus traços. Cabelo curto, negro e liso com corte para o lado, olhos cor de ônix, testa gigante e uma pele nada bronzeada e para completar o desastre, eu usava óculos de grau com aro vermelho.

Suspirei.

Eu sempre admirei a minha mãe, linda e toda poderosa, dona do seu próprio nariz. Eu sempre resmunguei por não ter herdado seus cabelos rosas. Sério, ela tem cabelo rosa cara! E natural! Quem não quer um cabelo lindo daquele? Até eu quero! E olha que sou meio masculina.

Os olhos verdes então. Como eu queria ter herdado eles. Todo mundo se derrete por aqueles olhos verdes brilhantes, meus ônix opacos não eram tão impressionantes assim.

E para completar a perfeição de mulher que é, ela ainda é uma das melhores médicas que existe na cidade. Seus estudos são referências até fora do Japão. Sério, eu tenho ou não tenho a melhor mãe do mundo?

Fiz minha higiene pessoal sorrindo com essa ideia. Arrumei-me com o uniforme da Konoha High School e sair do meu quarto segurando a minha mochila e meus patins, claro que depois de depositar um beijo na imagem do meu ídolo.

– Vai de patins? Não quer que eu te deixe na escola? – perguntou a minha mãe colocando minha comida sobre o balcão que separava a sala da cozinha. Ela já estava arrumada com uma blusa de seda vermelha e uma saia de secretaria preta usando um salto alto de mesma cor, seu jaleco branco estava sobre o sofá junto com a bolsa.

– Não precisa mãe. Não quero atrasá-la e você sabe que já estou acostumada a ir desse jeito para a escola, só não vou de skate porque eu sou mais rápida de patins.

– Tudo bem, então – disse sentando-se ao meu lado para comer o seu café da manhã.

– AHHH! – gritei vendo a reportagem que passava na televisão. Nossa, acho que hoje acordei fresca! Mas minha frescura tinha justificativa, pois estavam falando da Uchiha’s Company – Aumenta, aumenta! – pedi para a minha mãe enquanto corria para frente da televisão. Ela aumentou com o controle remoto bufando ignorando a reportagem voltando ao seu sanduíche natural.

Recebemos a notícia que ontem o filho mais novo de Uchiha Fugaku, Uchiha Sasuke assumiu o posto de presidente da Uchiha’s Company...

– O QUÊ? – gritei.

– Para de gritar Sarada – repreendeu-me a minha mãe.

– Desculpa – murmurei voltando a minha atenção à televisão.

... uma notícia que abalou o mundo dos negócios do videogame que esperavam que Uchiha Itachi assumisse o posto por ser o primogênito e criador dos maiores sucessos de vendas da companhia.

– Isso aí. Concordo plenamente com você Temari-san – comentei com a jornalista que também era mãe do meu amigo Shikadai.

– Kami, minha filha é louca – brincou a minha mãe se levantando para lavar a louça do café – era só o que me faltava, ela está falando com a televisão. – Revirei os olhos – Se pensa que não vi essa revirada de olhos Sarada, está muito enganada mocinha – engoli em seco com a ameaça.

Devido a essa reviravolta inesperada no rumo da empresa, Uchiha Itachi liberou uma nota dizendo que esta foi uma decisão sábia e que ele acredita que seu irmão mais novo está bem qualificado para cuidar das questões administrativas da empresa e devido a isso, ele terá mais tempo para se dedicar a sua maior paixão, a criação de jogos de videogame.

Sorri imaginando as maravilhas que meu ídolo logo iria lançar.

Hoje teremos a feira anual na qual a Uchiha’s Company exibe seus novos lançamentos e seus próximos lançamentos. Logo voltaremos com mais informações do que os irmãos Uchiha estão preparando para...

A tela ficou negra não deixando que a jornalista que estava na frente da feira terminasse de falar.

– Ressuscita! – exclamei segurando a Televisão já com lágrimas nos olhos só cogitando a ideia dela ter queimado.

– Eu mereço – resmungou a minha mãe pronta para sair de casa – eu só desliguei.

– Porque? Eu estava assistindo.

– Hora da escola.

Suspirei desolada pegando meus patins e minha mochila saindo do nosso apartamento na cobertura do prédio de classe alta de Tóquio, todo esse luxo graças ao trabalho de minha mãe.

Dividindo o andar, só havia mais um apartamento com um morador, mas eu havia dado um jeito nele que nunca mais apareceu na minha frente e nunca mais ousou dar em cima da minha mãe.

Deslizei com meus patins para o elevador ao lado da minha mãe e esperei os longos segundos até chegar ao térreo do prédio de 32 andares.

– Bom dia Sr. Yota – dissemos em uníssono eu e minha mãe para o recepcionista assim que passamos pelo hall.

– Bom dia Sra. e Srta. Haruno – disse cordialmente erguendo seu cape em cumprimento mostrando sua careca que poderia muito bem continuar escondida na minha opinião.

– Bom dia senhores – disse minha mãe para os porteiros que abriram as portas de vidro para que passássemos.

– Bom dia Sra. e Srta. Haruno – disseram sorridentes.

– Aqui está a chave do carro Sra. Haruno – disse estendendo o molho de chaves para a minha mãe o manobrista do prédio.

– Muito obrigada e bom dia – disse sorrindo sendo recompensada por um largo sorriso e resposta do homem que logo voltou ao seu posto – Não quer mesmo que eu vá te deixar? – perguntou minha mãe já entrando em seu Jeep Renegade 2015 vermelho. Ela gostava desse tipo de carro por causa de seu gosto por trilhas e mato, algo que eu odiava veementemente. Mato para quê? Se só tem mosquitos para te picarem! Prefiro meu quarto com meus jogos, tendo como animais só os da realidade virtual.

– Precisa não! – gritei já me afastando deslizando com meus patins pela calçada. Dobrei na direita e senti a estranha sensação de ser observada, olhei para trás e vi um sedã preto com vidros negros fazendo o mesmo percurso que eu.

Desconfiada dobrei mais em algumas ruas e percebi que ele realmente me seguia. A adrenalina já tomava conta de mim, mas não por medo, era por excitação e animação.

Senti-me naqueles filmes de ação que o principal é perseguido pelos bandidos e se decorre uma cena fodástica de perseguição.

Seja lá quem for pode estar de carro, mas eu sou inteligente demais para despistar além de ter a possibilidade de percorrer trechos que carros não podem.

Dobrei algumas esquinas em alta velocidade tomando cuidado para não bater em nenhum dos poucos pedestres na rua àquela hora. O carro aumentou a velocidade, mas eu o despistei segurando em um poste ajudando-me a dobrar em alta velocidade para a direita em direção a uma pequena passagem para pedestres. O carro freou bruscamente não podendo entrar naquela passagem. Passei pela pequena ponte rodeada de Sakuras floridas e olhei para trás, esperava que os bandidos saíssem do carro e corressem atrás de mim, mas nada aconteceu, o carro apenas continuou parado.

Dei de ombros e segui meu caminho para a escola.

– Bom dia Sarada – falou de boca cheia de dangos Chouchou assim que passei pelos portões da escola.

– Bom dia Chouchou – respondi chegando ao prédio principal com ela.

Tirei meus patins e botei meus sapatos escolares negros antes de entrar no prédio bocejando.

– Uau que cara de sono é essa? – perguntou enquanto nos dirigíamos ao meu armário.

– Fiquei até de madrugada acordada tentando passar de fase no jogo online que eu estou participando – respondi guardando os meus patins e pegando os materiais que iria usar durante o dia.

– Pensei que a tia Sakura tivesse te proibido de ficar até a madrugada acordada – comentou terminando o dango, já pegando um salgadinho da mochila pronta para atacar.

Suspirei olhando a cena. Chouchou era a minha melhor amiga, para falar a verdade, ela era a única amiga mulher que eu tinha. Como viramos amigas? Bem, essa pergunta é fácil. É só olhar para nós duas que as pessoas descobrem porque somos amigas. Pelo simples fato de sermos aquele tipo de pessoa fora do padrão e motivo de bullying, eu sou a nerd e ela a gordinha.

Só penso em uma coisa quando alguém faz alguma piadinha: Bando de gente hipócrita!

Chouchou é a que menos liga para esse tipo de provocação, como ela mesmo diz: "Ela é uma gordinha feliz e assumida". Fico feliz por ela, ainda mais por ela ter o apoio da Anko-sensei. Eu por outro lado... Mesmo que eu finja que nada me atinge, eu me sinto um pouco esquisita por não ser uma garota normal de 12 anos.

– Minha mãe não sabe. Ela chega tão cansada do trabalho que acaba dormindo como uma pedra que nem percebe que a filha está jogando RPG no quarto ao lado e... – não conseguir terminar a frase, uma mão bateu nos livros que eu segurava derrubando tudo no chão.

– Bom dia quatro olhos – zombou por cima do ombro Hozuki Mika fazendo todos do corredor rirem alto enquanto ela desfilava despreocupadamente pela passagem que as pessoas lhe davam.

Bufei e me abaixei para juntar meus livros com a ajuda de Chouchou.

– Cara, eu odeio aquela patricinha ruiva de olho roxo. Ela zomba de mim como se não usasse óculos também – resmunguei me levantando.

– Não esquenta com ela não Sarada. Meus pais me disseram que esse gene chato, ela herdou da mãe, Uzumaki Karin – explicou-me enquanto me entregava os livros que havia juntado.

– Se ela é a cópia da mãe, então eu sinto pena do pai dessa criatura por aguentar a mãe – comentei caminhando para a sala de aula.

– Não seja por isso. Hozuki Suigetsu e Uzumaki Karin são divorciados há anos – ela se aproximou do meu ouvido para que só eu ouvisse a próxima sentença – mas eu ouvir meus pais dizerem que eles vivem se vendo, brigam bastante, mas quando menos se espera lá estão eles se agarrando.

– Eca! – dissemos ao mesmo tempo com cara de desgosto para depois cairmos na gargalhada entrando na sala de aula.

– Uau, seria um prazer poder parar de escutar duas gralhas gritando – disse Mika sarcástica tirando risos de seus seguidores. Simplesmente odeio pessoas populares!

– Seria um prazer não ter que sentir o cheiro de perua da tua fragrância, Mika² – desdenhei de seu nome, porque de bela fragrância ela não tinha nada. Erraram e feio o nome dessa criança.

Muitos riram da minha piada, mas foram calados pelo olhar da ruiva. Sentindo-me vitoriosa, encaminhei-me juntamente com Chouchou para a terceira carteira da fileira ao lado da janela.

Dei bom dia para Inojin e Shikadai que sentavam ao nosso lado e desandei a conversar com eles sobre o jogo da noite anterior até me calar assim que vi o loiro de olhos azuis entrar na sala.

Engoli em seco e só me endireitei fingindo não prestar atenção no Uzumaki assim que Chouchou me jogou um olhar significativo.

– Senta aqui comigo Boruto-kun – falou manhosa Mika empurrando a amiga da cadeira do lado para que ficasse liberada para ele.

– Não gosto de sentar na frente Mika – cortou a ruiva sem olhá-la. Seus olhos de safira vasculhavam a sala até parar em mim.

Engoli em seco de novo e olhei confusa para Chouchou, mas a morena também ficou confusa.

Boruto, ou Bolt como apelidávamos por ser do time de corrida e o mais rápido da escola, encaminhou-se em minha direção dando bom dia para os amigos, mas parou de frente para o menino que estava sentado atrás de mim. Com poucas palavras Bolt convenceu o garoto a trocar de lugar com ele por um dia.

Sem falar mais nada, Bolt sentou-se no lugar e permaneceu calado. Depois que Anko-sensei entrou na sala para dar aula pedindo para que nos ajeitássemos no lugar, eu dei uma olhada de canto para o loiro e ele estava olhando fixamente para mim. Envergonhada eu desviei o meu olhar para a frente.

A pergunta era: O que eu fiz dessa vez?

As aulas antes do intervalo transcorreriam tranquilamente se não fosse a sensação incomoda de um par de olhos observando minha costa vez ou outra. Mika me fuzilava sempre que podia, mas eu tentava me concentrar ao máximo nas matérias de cálculo que eram as minhas favoritas.

Enfim, o intervalo veio e pude finalmente relaxar já que sairia daquele cubículo que se aparentou bem mais claustrofóbico nas últimas horas, do que nos últimos anos.

– Preciso falar com você Sarada – disse Boruto assim que me levantei da cadeira. Confusa olhei para nossos amigos que sem entenderem nada decidiram sair da sala me deixando sozinha.

Sentei-me na minha cadeira de frente para ele assim que a sala esvaziou.

– O que você quer comigo Boruto? – perguntei firme, mas minhas mãos estavam suando muito pelo nervosismo que eu estava sentindo. Tentava disfarçadamente enxugá-las na saia curta xadrez preta e azul escuro.

– Preciso que você faça meu dever de casa – falou firme.

– Hein? – perguntei confusa.

– Você é surda?

– Nem morta que eu vou fazer seu dever de casa.

– E se eu te mostrasse isso? – disse com um sorriso diabólico mostrando dois ingressos em frente ao meu rosto, mas o que me deixou estática foi constar que os ingressos eram da feira da Uchiha’s Company – Você mudaria de ideia?

Mordi meu lábio inferior. Eu queria muito aqueles ingressos.

– Porque você quer que faça seu dever de casa?

– Estou muito mal nas matérias e você é a garota mais nerd que eu conheço – bufei indignada cruzando os braços – por isso preciso tirar notas boas, senão eu reprovo.

– Vá estudar, oras.

– Eu quero que você seja minha parceira do projeto de ciências.

Ok, aquilo era novidade para mim.

– Porque eu tive uma ideia genial, mas preciso de alguém que saiba mexer com robótica e programação.

– Você quer que eu faça seu projeto de ciências? – perguntei com um olhar de desafio.

– Você não vai fazer sozinha – bufou – eu já até comecei – me entregou uma folha A4 com um desenho perfeito de robô no formato de uma raposa laranja com... nove caudas? – ele vai se chamar Kurama, legal né?

Eu estava impressionada, aquele desenho era perfeito.

– Foi você mesmo que desenhou?

– Sim. Acho que herdei o talento do meu pai que é o designer da Uchiha’s Company – falou coçando a cabeça constrangido.

– Hn.

– Soube que o Uchiha Itachi vai estar lá distribuindo autógrafos – comentou como se não quisesse nada, mas aquela sentença foi o que faltou para eu gritar "Eu aceito!" – Ótimo, me encontre com seus patins e material em cinco minutos no muro de trás do colégio. Precisamos correr porque a feira já começou.

Eu assenti saindo da sala. Sei que é errado matar aula, mas eu precisava ir para aquela feira e nada iria me impedir.

Peguei as minhas coisas e fui para o muro dos fundos do colégio. Os alunos e os monitores estavam no pátio principal por isso não tive problemas com a fiscalização.

Olhei para o Boruto e para o muro alto.

– E agora?

– Vamos pular – respondeu ele.

– E-eu não consigo subir nisso não.

– Eu te ajudo – falou jogando o skate e a mochila no chão escalando o muro. No alto ele pediu para jogar as nossas coisas para ele. Sem cuidado nenhum ele jogou nossas coisas na calçada do outro lado – Agora só falta você – falou esticando a mão para mim.

Mordi meu lábio inferior e pulei pegando pela primeira vez na minha vida em sua mão. Ele me ajudou a subir no muro e depois pular para o outro lado.

Pegamos nossas coisas e nos arrumamos com skate e patins, sendo interrompidos apenas pela campa de término do intervalo.

– Agora não tem mais volta quatro olhos – comentou subindo no skate me deixando para trás. Inflei minhas bochechas de raiva pelo apelido, mas decidi segui-lo. No entanto, ainda sentia a estranha sensação de ser observada.

***

Assim que entramos na imensa feira o peso na consciência desapareceu completamente. Olhei admirada para todos aqueles stands com jogos. Os corredores estavam repletos de pessoas de todas as idades, mas em geral adolescentes.

Por conselho de Boruto eu tirei o meu suéter que tinha o emblema dourado da escola ficando apenas com a saia quadriculada, blusa branca de botões com manga curta, gravata semelhante a saia e meia ¾ branca, para que não nos identificássemos como fugitivos, se bem que só olhar para o nosso tamanho já saberiam que fugimos.

Troquei os patins pelos sapatos e resolvi dá uma volta à procura do meu Uchiha preferido. Boruto logo se separou de mim e foi para um stand de jogos.

Atravessei aqueles corredores encantada com os jogos de alta definição e robôs que atravessavam o local.

– Um dia eu ainda vou trabalhar aqui – falei sonhadora olhando o emblema da companhia sobre o palco longe dos stands, em um local mais vazio.

– É bom saber que jovens estão interessados em trilhar o caminho dos negócios da Uchiha’s Company – disse uma voz grossa atrás de mim assustando-me.

Virei em um impulso e dei de cara com ninguém mais, ninguém menos que...

– U-U-Uchiha Itachi – falei pulando de alegria.

Ele deu um sorriso de canto e tombou a cabeça para o lado direito me olhando divertido.

– Você me conhece?

– Mas é claro que eu te conheço – falei indignada ajeitando os meus óculos – você é simplesmente o melhor programador de jogos que eu conheço. Aliás eu tenho todos eles no meu quarto, além de vários outros lançamentos da Uchiha’s Company.

– Interessante. É difícil encontrar garotas da sua idade que se interessem por videogame, em geral elas gostam de bonecas.

– Tsc. Infelizmente é verdade – falei desolada – não sou muito fã de bonecas ou coisas de menina, eu gosto mais de videogame e o meu grande sonho é ser programadora de jogos e poder trabalhar na Uchiha’s Company – falei corando.

– Sério? – perguntou surpreso e eu só assenti envergonhada pelo olhar analisador dele – Vou ficar honrado em ter uma companheira de trabalho como você no futuro – falou sorrindo e eu bem... acho que morri de tanto pular de alegria por dentro ao escutar aquilo – mas vou avisando logo que não é um caminho fácil de se trilhar, precisa muita dedicação e estudo.

– Pode deixar, eu sou bem dedicada aos estudos.

– Tão dedicada ao ponto de matar aula para vim para a feira? – falou rindo apontando para a minha roupa e eu corei violentamente por ser descoberta – Fica tranquila pequena – falou afagando os meus cabelos – não vou contar o seu segredo para ninguém. Só que da próxima vez vem com uma roupa diferente do uniforme para disfarçar – falou piscando um olho.

– Foi de última hora que um amigo meu me chamou para vim.

– Um encontro é? – fiquei roxa ao ouvir aquilo balançando a minha cabeça em negativa e o moreno só riu.

– Itachi, vamos – gritou uma voz rouca a nossa esquerda. Olhei e vi um homem com cabelos negros azulados e olhos ônix, muito parecido com Itachi, mas havia diferença em seus semblantes, um sério e outro descontraído.

– Já vai Sasuke, só estou terminando de conversar aqui – disse apontando para mim. Sasuke olhou para mim e seu semblante mudou para pensativo, mas logo desviou de volta para o irmão.

– Apresse-se, temos uma apresentação para fazer.

Itachi assentiu enquanto o irmão vestido de terno preto semelhante a ele se afastava, não antes de me olhar mais uma vez.

– Você pode me dar um autógrafo? – perguntei antes que ele se afastasse.

– Claro. O que você quer que eu autografe? – olhei para os lados, mas na minha mochila não havia nada de interessante para autografar. Percebendo a minha situação, Itachi pegou emprestado uma câmera que revelava na hora de um fotógrafo contratado e tirou uma selfie abraçado comigo. Depois de revelado ele autografou e me entregou. Eu ainda estava estática sem acreditar que havia conhecido o meu ídolo quando ele se despediu – Tchau pequena, estude bastante, espero reencontrá-la novamente na empresa na parte da programação.

– Hai – respondi baixo, mas ele não pôde escutar porque já havia ido embora.

O resto da feira transcorreu magicamente. Os irmãos Uchiha fizeram sua apresentação e anunciaram o mais novo e futuro sucesso de Itachi. Ambos estavam no palco encantando a todos com sua beleza invejável, só que eu apenas tinha olhos para Itachi, o meu ídolo que havia escrito em nossa fotografia:

"De Uchiha Itachi

para a pequena pedra de ônix

e futura companheira de trabalho"

Eu vi Boruto ser pego no flagra pelo pai, aquilo foi minha deixa para fugir dali. Se o tio Naruto me pegasse, ele me entregaria para a minha mãe.

Assim que cheguei em casa cair na cama ainda sem acreditar na tarde mágica que havia tido, tanto com Boruto quanto com Itachi, mas nem tudo são flores e a campainha tocando foi o meu despertar para a realidade.

Minha mãe tinha acabado de sair para fazer o supermercado, ou seja só poderia ser...

– Pretendentes – disse com desgosto pegando meu capacete e taco de beisebol pronta para o ataque.

***

Sasuke...

Assim que terminei as apresentações e a feira foi encerrada eu me retirei para a minha sala.

– Sasuke, já estou indo – avisou meu irmão enquanto caminhávamos pelos corredores da empresa.

– Tudo bem – respondi. Antes que ele se afastasse, reiniciei a minha fala – Itachi quem era aquela garota que você estava conversando mais cedo?

Itachi ponderou pensativo, mas logo respondeu:

– Eu não sei o nome, mas me parece uma menina bem inteligente que quer seguir o ramo do videogame principalmente na Uchiha’s Company. – comentou sorrindo – Porque maninho?

– Os olhos dela eram parecidos com os da mamãe. Pensei que era alguma prima distante que você havia encontrado.

– Eu também pensei a mesma coisa quando a vi. Realmente os olhos delas são bem semelhantes, mas o jeitinho dela me faz lembrar mais você do que a mamãe – comentou.

– Hn. – desconversei e meu irmão se retirou.

Assim que cheguei no meu escritório encontrei o Hatake sentado em uma das cadeiras com uma pasta na mão.

– Aqui está o que você pediu Sasuke.

– Sempre eficiente Kakashi – ele sorriu agradecido.

Sem enrolar apenas entreguei o dinheiro para que o grisalho partisse me deixou a sós com a pasta.

Sentei-me na minha cadeira e abrir a pasta me surpreendendo com as fotos da garota. Eu não conseguia acreditar no que via.

– É a mesma garota que estava conversando com Itachi – balbuciei incrédulo. Folheei rápido a papelada e encontrei o que procurava, o endereço. Assim que disquei o número da minha secretária e ela atendeu, disse apressadamente – Alugue ou compre o apartamento C1 da cobertura do Edifício Palace Tóquio até o entardecer.

Desliguei e me pus a correr para pegar a minha Ferrari preta para ir ao meu apartamento e fazer a minha mala. Era hoje que o meu plano começava e já tinha a vantagem de saber que a garota era fã da Uchiha’s Company.

Kami deve estar sorrindo para mim, pensei enquanto fazia as malas.

Meu celular começou a tocar e eu soube que era Karin. Atendi de prontidão.

– Então?

Já fechei o negócio Sasuke-sama – disse com uma voz preocupada.

– Qual o problema?

O antigo morador vendeu por um valor abaixo do de mercado e pareceu aliviado em se livrar do imóvel. Eu não sei se o apartamento tem algum problema. Você quer que eu verifique pessoalmente?

– Não precisa, estou indo para lá agora, qualquer problema eu ligo – desliguei sem esperar a resposta.

Terminei de fazer a minha mala com o necessário e sair do meu apartamento após trocar o terno por uma camisa de manga azul escura que sempre puxava até os cotovelos, uma calça jeans preta e um tênis branco, em geral as pessoas não me reconheciam quando eu usava roupas normais. Enquanto dirigia pelas ruas de Tóquio repassei todos os passos do meu plano mais uma vez, aéreo com meus pensamentos quase passei direto pelo prédio de classe alta no centro da cidade onde iria morar por algum tempo.

Identifiquei-me e pude entrar no estacionamento, distraído só acordei para a realidade quando eu vi um vulto rosa passando na minha frente quase sendo atropelada por mim.

Freei bruscamente e buzinei para a mulher estática que me encarava de boca aberta. Ela usava um short jeans preto rasgado nas pontas, uma camisa de alças vermelha e um all star creme. Seu cabelo curto incrivelmente rosa estava preso em um rabo de cavalo.

– Você ficou louco ou o quê? – esbravejou alterada. Olhei surpreso para a reação dela, nenhuma mulher falava comigo daquele jeito, na verdade, em geral elas diziam que estava tudo bem e jogavam charme, na maioria das vezes terminávamos entre quatro paredes – Ei! – despertou-me para a realidade chutando o meu carro – Vai se desculpar não? Você quase me atropelou e estava errado porque eu estava atravessando na faixa.

– Você acabou de chutar o meu carro e você quer que eu me desculpe? – sair do carro para verificar se havia arranhado, por sorte não havia danificado a pintura. Olhei irritado para aquela mulher.

– Ah me poupe né, é só um carro, vale menos do que a minha vida – rebateu sustentando o meu olhar.

– Não é só um carro, é uma Ferrari. FER-RA-RI! – disse silabicamente.

– Tsc, além de emo é viado – disse revirando os olhos.

– Do que você me chamou algodão doce? – perguntei enfurecido.

– Não vou perder mais o meu tempo com pessoas metidas a besta como você que nem sabe se desculpar – falou dura seguindo o caminho.

Eu quis segui-la e tirar satisfação, mas eu me lembrei que havia coisas mais importantes para fazer do que bater boca com vizinha chata.

Assim que estacionei o carro, peguei o elevador e fui para a cobertura depois de parar no hall para pegar as chaves.

Quando sair para o corredor do último andar, percebi que havia um homem bem vestido segurando um buquê de flores. Deduzi o seu alto nervosismo pela quantidade de vezes que tentou afrouxar um pouco mais a gravata que o sufocava.

Fingi procurar as chaves para dar tempo de descobrir o que acontecia no apartamento onde a minha herdeira morava.

Bruscamente a porta vizinha se abriu saindo de lá uma criatura pequena correndo com um taco e capacete de beisebol. A criança começou a bater sem piedade com o taco no homem fazendo-o recuar.

– Eu já disse para não aparecerem mais na porta da minha mãe – gritava batendo.

– Mas...

– Nada de mas! – esbravejou batendo na barriga do homem fazendo-o recuar para o elevador ainda aberto. Como em cena de cinema, a pequena criatura pulou dando um chute no ar nocauteando o homem enquanto o elevador se fechava.

Pisquei três vezes incrédulo. Só depois que ela terminou de fazer algo parecido com uma dança da vitória foi que ela percebeu a minha presença assustando-se.

– Quem é você? – indagou e só de olhar nos olhos cor de ônix eu sabia que era a mesma garota de mais cedo.

– Prazer, meu nome é Sasuke, seu novo vizinho – estendi a mão em cumprimento, mas ela rejeitou com uma cara de desgosto.

Apoiando o taco de beisebol do lado direito e colocando o capacete entre seu braço esquerdo e corpo ela disse em alto e bom som com um olhar de desafio tipicamente Uchiha:

– Prazer, sou seu pior pesadelo.

Continua...

Feliz Páscoa!

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Traduções/explicações:

Assassin’s Creed¹: é o nome de uma série de jogos eletrônicos que se passa em várias épocas históricas, cada novo lançamento é uma época diferente.

Mika²: é um nome japonês que significa bela fragrância, por isso o trocadilho de Sarada com o perfume ruim da garota.

Notas finais
E aí pessoal? Gostaram? Mereço reviews? Finalmente Sasuke conheceu a filha, mas só avisando que não ser tipo "Eu sou o seu pai!" de cara. Nana-nina-não! Muita coisa ainda vai acontecer e esses dois ainda vão se bicar muito hahahaha Vocês já perceberam né!? Sarada não é a menina mais doce do mundo. Como diz na sinopse da história, ela tem gênio forte, talvez até mais forte que a Sakura que também não é doce quando não quer! hahahaha Sasukinho ainda vai ter que ralar muito com essas duas ^^ IMPORTANTE! Um problema que eu venho tendo é que eu ando demorando para atualizar as fics e do nada eu sumo, sem explicar o porque e vocês ficam "Cadê a Gaby gente?" Eu até recebo mensagens privadas super fofas de leitores perguntando se eu estou bem (Muito obrigada pela preocupação pessoal!) e eu sempre explico o porque do meu sumiço, eu andei conversando com as minhas amigas próximas sobre como eu poderia comunicá-los sobre as postagens se haverá ou não, pois as vezes eu digo "Semana que vem eu posto" e no final as vezes não dar para mim. Eu me coloco muito no lugar de vocês e me sinto muito mal em não podê-los comunicar com antecedência caso eu não vá conseguir postar. Eu não sei se vocês querem, mas uma amiga me deu a ideia de criar um blog para comunicar sobre a atualização das fics. Depois de pensar muito na ideia que a minha amiga me disse, eu resolvi criar o blog e colocar para vocês analisarem! Vai depender da opinião de vocês. Por favor me digam se: a- Vocês querem o blog para se manterem atualizados b- Não querem e está bom como está c- Preferem comunicação de outra maneira, se preferirem qual? Me respondam please! No blog até tem uma enquete do que você acha de A Filha da Minha Melhor Amiga. O link é: http://gabyuchihafanfiction.blogspot.com.br/ OBS: Tem um hiperlink no meu perfil também! É isso gente. Feliz Páscoa e até a próxima!