Notas iniciais
Leitoras lindas, como prometido aqui está mais um capítulo. Como ele não ficou tão grande quanto o esperado, vou postar a continuação logo em seguida. Enfim, boa leitura!

A dor de cabeça devia ir embora junto com o sono. Quando me levantei, demorei alguns segundos para reconhecer aonde estava, e mais alguns ainda para me lembrar de como havia chegado ali.

– Mason, acorda- chacoalhei ele, e resmungando ele abriu os olhos.

– Que horas são? — perguntou bocejando.

– Exatamente oito da manhã — revirei os olhos — anda, não quero que ninguém nos veja.

Vasculhei o quarto procurando minha roupa, e logo me troquei. Fiz um rabo de cavalo alto e lavei o rosto, tirando o suor e a cara amassada.

– Anda Mason, eu não vou falar de novo — ralhei enquanto tentava o derrubar da cama.

– Cala a boca Bárbara — ele levantou furioso, coçando os olhos — você tá com medo de quê? De descobrirem que a princesinha dormiu com o galinha aqui? — e então entrou no banheiro batendo a porta.

Irritada, sai do quarto e resolvi pegar um ônibus para voltar pra casa. Não queria falar nem ver nenhum dos meus dois melhores amigos depois dessa noite extremamente confusa.

Quando desci no ponto na esquina de casa, fui cortando pelo jardim dos vizinhos para evitar que algum dos meus queridos colegas de escola me vissem chegando. Se bem que, eles deviam estar tão destruídos quanto eu, e duvido que alguém já tenha acordado depois da noite de ontem.

Cheguei em casa sem fazer barulho, e presumi que meus pais ainda estavam dormindo, até que vi um bilhete na mesa de jantar — "Caso você chegue antes de nós, fomos jogar Golfe querida. Nos telefone qualquer coisa. Te amamos, papai e mamãe". Ótimo, teria a casa toda pra mim.

Tomei um banho rápido, vesti algum moletom velho e me escondi sob as cobertas. Se o mundo acabasse hoje com muito analgésico, eu juro que não ia ligar.

Dormi por umas duas horas direto, comi um lanche e então liguei a tv para ver algum seriado, e meu celular vibrou; era Mason, e eu ignorei a chamada. Ele ligou mais umas 5 vezes, e então eu desliguei o celular — se ele fosse esperto ia entender o recado.

Vários episódios de Vampire Diaries reprisados depois, alguém bate à porta de casa e me levanto contrariada para atender.

– Ah, você — disse logo fechando a porta novamente. Era o Mason.

– Para com isso Barbie, vamos conversar — ele abriu entrando de novo, e eu subi para o quarto levando a coberta com a qual estava enrolada no sofá.

– Não tenho nada pra conversar com você Dye — ralhei, me deitando na cama fingindo que ele não estava ali. Talvez, se eu o ignorasse bastante mesmo, ele sumisse.

– Temos sim e você sabe disso — ele entrou e fechou a porta — Cadê seus pais ?

– Não te interessa — falei mal humorada.

– Quer parar com isso por um minuto? — ele falou nervoso, me levantando da cama pelos pulsos.

– Para, tá me machucando — disse me soltando dele e fechando a cara — o que você quer?

– Quero pedir desculpas — ele rolou os olhos — me expressei mal hoje de manhã e... — o interrompi.

– Ual, que jeito de pedir desculpas — rolei os olhos — Você só falou a verdade Mason — me levantei e fiquei de costas pra ele, olhando através da janela — eu nunca deveria ter dormido com você.

Não foi uma conversa muito agradável, e eu não me lembro direito como terminou, porque logo que Mason saiu eu só sabia chorar. Chorei até escurecer, e então alguém jogou pedrinhas na minha janela. Levantei cambaleando devagar, e observei um garoto com um sorriso leve nos lábios me encarando — Dylan. Sinalizei para que ele subisse e então abri a janela, indo rapidamente lavar o rosto e tirar a cara de choro.

– Então, nem vi você indo embora — falei, e Dylan já estava se sentando na minha cama.

– Pra falar a verdade, nem eu sei como cheguei em casa — ele riu — alguma das suas líderes de torcida me levou até em casa, e só fui buscar meu carro agora.

– Que sorte a sua — ri sem humor — tem certeza que está com todos os pedaços? Algumas delas podem ser realmente, hm, você sabe — ri — agressivas e tal.

– Isso é ciúmes Srta.Hayes? — ele riu se deitando vagarosamente.

– Não, não é Sr.Sprayberry — ri — só fico preocupado com a sua integridade física — pisquei.

– Ah bom, nesse caso se eu disser que tive uma noite selvagem com alguma delas, você não vai querer me fazer engolir uma meia? — ele perguntou arqueando a sobrancelha.

– Não não — concordei — você tem todo o direito de sair com uma garota sem cérebro de vez em quando — gargalhei.

– você é completamente pirada, sabia? — ele disse e me deitei ao lado dele.

– eu sei — ri, e então dormimos, em meio à conversas completamente sem importância.

Acordei com o barulho dos meus pais chegando e abrindo a porta da sala de estar, e com um pulo acordei Dylan.

– Dyl, meus pais chegaram — atirei a coberta no chão — anda Dylaaaan, vai, acorda logo — bati em sua bunda.

– Aaah, me deixa, minha cabeça tá doendo — ele balbuciou e eu ri.

– Anda logo Dylan, eles vão te ver aqui e depois vão começar com aquelas perguntas estranhas — ri

– Já que você tá me expulsando eu vou. Mas diga ao povo que volto — ele disse cambaleando e indo até a janela, onde logo desapareceu.

Me enrolei nos cobertores e me preparei psicologicamente para quando meus pais me descobrissem ali e me fariam um relatório completo do jogo de golf.

Notas finais
Eaí, o que acharam? Comentem! Alguma idéia do que acham que vai acontecer? Beijinhos