Notas iniciais
Oi de novo, rs! Bom, aqui está a continuação, e como foram dois capítulos de uma vez, o próximo vai ser durante a semana ok? Beijos e boa leitura ;)

O final de semana passou voando, e logo já estava me arrumando para ir à escola. Não falei com o Mason desde a discussão que tivemos em casa, e sinceramente não queria vê-lo tão cedo. Poxa, ele de meu amigo se transformou em um idiota em menos de 3 dias.
Nem ele, nem Dylan apareceram para ir comigo para a escola, de modo que ao invés de pegar uma carona com a minha mãe, eu peguei meu carro e fui sozinha.
Parei no estacionamento ao lado do corvette preto que reconheci imediatamente — Dyl — que aliás estava encostado nele falando com algumas das líderes de torcida. Desci do carro batendo a porta e fui falar com ele.
– Não foi culpa minha Bar — ele logo levantou os braços como quem pede desculpa, e eu olhei feio para as meninas que logo entenderam o recado e nos deixaram sozinhos — o Mason simplesmente se recusou a ir até a sua casa, e então viemos com meu carro.
– Tudo bem Dyl — disse, tentando não socar alguma coisa — e onde ele está? — perguntei.
– No corredor acredito — ele respondeu — mas aconteceu alguma coisa entre vocês? Aliás, o que tá acontecendo? — perguntou me seguindo enquanto eu voava para dentro da escola.
– Depois te explico Dylan — levantei a mão quando encontrei Mason, e Dyl foi para o outro lado me deixando sozinha com o Mason. Fechei o armário dele violentamente e ele revirou os olhos.
– O que você pensa que tá fazendo? — ele perguntou, tirando minha mão da porta lentamente, e eu bufei.
– O que VOCÊ pensa que tá fazendo — disse entrando na frente dele para que ele fosse obrigado a me olhar nos olhos — você sabe que essa sua birrinha só vai nos expor mais ainda, não sabe? — ralhei — ein? me responde porra.
Ele agarrou meu braço e me conduziu até o armário do zelador, batendo a porta atrás de si.
– Quem tá expondo a gente aqui é você — ele disse nervoso e cerrou o punho numa prateleira — escuta aqui Bárbara, eu não sei o que você quer, não sei o que você espera que eu faça depois do que aconteceu entre a gente — ele engoliu em seco — o que eu podia fazer já fiz, que foi te pedir desculpas e te dar espaço. O que mais, pelo amor de Deus, você quer?
Fiquei um momento vidrada no olhar dele, e quando dei por mim, estávamos nos beijando. Meu Deus, como essa discução foi acabar assim? Éramos amigos não éramos? melhores amigos aliás. Não era pra gente se pegar no armário do zelador antes da aula começar, ou então era, porém faltava o Dylan. O trato não era esse? uma relação de três? O empurrei um pouco.
– Mason, isso não tá certo — balancei a cabeça — não é certo com o Dylan.
– Não estamos fazendo nada demais — e então ele pensou um pouco — não agora — e ambos rimos — olha, não é como se você não possa ficar com ele — e então acariciou minha bochecha com o polegar — eu só não sei se eu gosto da idéia de dividir você, na verdade.
Fechei os olhos tentando clarear as idéias, os sentimentos, e então ele me abraçou.
– Não quero te pressionar, nem fazer você sentir como se tivesse que escolher entre nós dois — ele disse enquanto passava a mão pelos meus cabelos — Só quero que você saiba que eu quero você só pra mim, sem essa complicação de relação escondida à três — e então se afastou um pouco — eu quero ser seu namorado Bárbara, e com toda a glória e tempestade que isso pode trazer.
Fiquei olhando vidrada aqueles olhos azuis, e então ele me deu um beijo na testa — A gente se vê no almoço — e então saiu, me deixando completamente chocada no armário do zelador.

O primeiro tempo passou e eu não absorvi nenhuma palavra do meu professor de história, embora eu venerasse a matéria. Eu só pensava na minha situação com o Mason e o Dylan. Com uma estranha mistura de emoções, eu temia e ansiava pelo almoço — eu devia mesmo ser completamente pirada.
– Barbie, você tá com uma cara péssima — Faith disse enquanto passava por mim no corredor.
– Pelo menos não tenho ela todos os dias né? — disse sem nem me virar para ela, e não pude deixar de ouvir um gritinho.
– Barbie, as meninas querem saber quando começam os ensaios — uma das líderes de torcida veio me perguntar; ridiculamente, ela já usava o uniforme, mesmo sendo caloura e nunca tendo estado realmente na torcida em um jogo.
– Vou ver com a treinadora e coloco no mural de avisos, diga as meninas para terem paciência — disse fechando o armário e indo em direção ao refeitório.
É, além de toda a confusão emocional que eu já estava envolvida, eu ainda tinha que lidar com calouras completamente histéricas com a perspectiva de serem líderes de torcida, achando que isso iam torná-las populares do dia pra noite.
Já na fila para pegar o almoço, após alguns minutos percebi a presença de um dos jogadores do time de futebol ao meu lado.
– Como foi o final de semana Hayes? — Sebastian perguntou.
– Não foi um dos melhores — coloquei uma mecha do cabelo atrás da orelha — e o seu?
– Fui pescar com meus avós — ele disse fazendo uma cara de pena — não foi muito agitado. Queria ter ido à festa sabe, do Mason -completou.
– Foi ótima — disse, pegando um copo de chá gelado — mas vão ter outras — sorri para ele como quem se desculpa.
Peguei meu cartão para pagar o almoço, e então Sebastian se colocou à minha frente, pagando por nossas refeições. Ao olhar para a mesa, via Mason seguindo todos os meus movimentos com o olhar. Me deu arrepios — não sei se bons, ou ruins.
Logo que chegamos à mesa, me sentei no meu lugar de sempre — entre Mason e Dylan — de modo que como não podia ficar ao meu lado, Sebastian se sentou à minha frente.
– Então, como vai a semana da capitã das líderes de torcida? — algum dos jogadores perguntou e vi as meninas corarem. Apenas a menção de algo que elas faziam, já era o suficiente para pensarem que eram incluídas, o que não era o fato. Qualquer uma delas que eu dispensasse ficaria à margem da popularidade até o final do ensino médio.
– Bom, estamos apenas começando, e eu acho que veremos vocês jogarem no treino de hoje à tarde. Ou melhor, vamos treinar por ali — ri e senti Dylan me cutucar.
– Ah, e é lógico que vou também para dar uma olhadinha nessas gracinhas — disse abraçando os dois de modo teatral, e todos riram.
– Mas sério Bárbie, você já tem alguma idéia de quem vai cortar da equipe? — uma das meninas perguntou, e revirei os olhos.
– Até agora todas vocês não têm pontos comigo, de modo que todas podem ser cortadas. O treino de hoje vai servir pra eu ver quem tem o perfil da equipe mesmo — disse remexendo no almoço — mas vamos parar de falar disso que já estou ficando enjoada- ri.
Logo após o almoço, fui até a treinadora e pedi se podíamos usar o campo para a seleção das líderes de torcida e, como o esperado, ela deixou. Avisei todas as garotas por mensagem de texto e, quando terminamos as aulas elas já estavam todas me esperando ansiosas e me me acompanharam nos calcanhares para o vestiário, e depois para o campo. Os garotos já estavam treinando, meu Deus, que treino. Foco Bárbara.
– Quero que se dividam em dois grupos e montem uma coreografia de no máximo dois minutos. Vocês tem 10 minutos para me mostrarem algo, nada mais nada menos — peguei o cronômetro, e quando deu um minuto redondo, falei — já.
Enquanto elas se matavam para fazer algo apresentável, notei que Faith estava em um dos grupos. Aquilo só podia ser brincadeira. Ela não pensa realmente que eu vou deixar ela fazer parte da equipe não é? Decidi esperar pra ver o desempenho dela, e então, quando o tempo terminou, escolhi propositalmente o grupo adversário para se apresentar primeiro.
– Bom, a coreografia ficou fraca, mas vocês performaram bem. Casey, Krista, Danielle, Charlie e Danna vocês ficam. O resto pode ir pra casa — disse anotando seus nomes na prancheta e ouvindo as lamentações e reclamações.
– O segundo grupo pode começar — disse olhando para o relógio, enquanto as meninas dispensadas saiam gritando tanto que os garotos que estavam treinando pararam para olhar. Eu preferi fingir que não era comigo.
O segundo grupo dançou razoavelmente melhor que o outro. E eu precisava de pelo menos quatro meninas para completar a equipe, mas nem por pedido direto da treinadora colocaria Faith. Primeiramente porque não confio nela, e em segundo porque ela não é uma boa animadora. E em terceiro, é que ela simplesmente queria mandar nas outras meninas, e eu via isso. E, uma coisa devia ficar bem clara pra ela — quem mandava naquele grupo era eu. Somente eu.
– Bom, vocês foram surpreendentemente melhor que o outro grupo, mas não quer dizer que vou salvar todas vocês. Selecionei quatro entre vocês, e quando eu chamar seu nome eu quero que vá com o grupo das outras meninas ali — apontei para as garotas que eu já tinha escolhido. — Vamos aos nomes — sorri ao ver o nervosismo delas — Melanie, Abby, Caroline e Joanne.
Ouvi o inconfundível gritinho de desaprovação de Faith em meios aos gritinhos de alegria que as selecionadas davam.
– Às que foram selecionadas, sejam bem-vindas. Às que não foram, vocês podem tentar de novo se alguma das meninas desistir ou for dispensada. Um bom ano letivo à todas — disse e então as selecionadas me derrubaram com um abraço em grupo, e eu consegui ouvir Faith ralhar enquanto as outras garotas que foram dispensadas ficavam ao redor dela.
" Você me paga Hayes, ninguém brinca comigo desse jeito e sai ileso, pode ter certeza disso!"
Após o pequeno momento de confraternização, já comecei os treinos sérios, definindo quem ficaria na base da pirâmide e essas coisas. Todas elas acatavam minhas ordens sem questionamento, e eu sabia que não era pura confiança no meu trabalho como capitã. Era medo. Os próximos anos da vida delas dependia de como se sairiam na equipe de torcida, e como eu era veterana a vaga de capitã ficaria disponível. Elas me agradavam com a promessa de que quando eu saísse, ficariam no meu lugar.
Após o treino, fui embora no meu carro dando carona para o Mason, já que Dylan tinha vindo com o carro dele e estava com muita pressa. Não entendi o porque, apenas ascenti quando ele me pediu para que levasse Mason embora.
– Você tem um carro bem legal — Mason disse, logo que se sentou no banco do passageiro.
– Não é tão legal assim. Perto do seu e da espaçonave do Dylan é uma lata-velha — disse rindo, dando partida e sentindo o ronco do motor tremer a caminhonete toda. Eu tinha uma chevy, ironicamente igual à da Bella do Crepúsculo muito antes dela se tornar moda.
– É uma antiguidade — ele riu — ela é bonita da maneira dela, igualzinha à você — ele disse tentando ser galanteador, e eu tive um ataque de risos.
– Você tá me comparando à essa lata-velha? Tá querendo dizer que eu sou como essa Chevy? — ri mais ainda — melhor você ficar quieto Dylan! — e, só então, após o longo minuto de silêncio e várias ruas percorridas, percebi o que tinha feito.
– Me desculpa Mason, é que quem geralmente fala esse tipo de besteira pra mim é o Dyl — disse com um sorriso amarelo.
– Quer dizer que ele também te canta? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Como se você não soubesse — disse, prestando atenção na rua. Começava à chover, e o limpador do para-brisa não queria funcionar.
– Eu sei que vocês ficam, não que ele sentia alguma coisa por você — ele retrucou, com o tom de voz acusador.
– Você ficaria com alguém só por ficar? Sem ter nenhum tipo de sentimento pela pessoa? — perguntei, enquanto dava pancadinhas no acionador do limpador, que ainda insistia em não funcionar. E, para ajudar, a Chevy parou de pegar no semáforo.
– Depende. Se a garota fosse gostosa o bastante para uma noite só, eu ficaria sim — ele disse dando de ombros e dessa vez quem ficou nervosa fui eu.
– Bom saber disso Mason, realmente muito esclarecedor — disse bufando e saindo da cabine, indo em direção à frente da Chevy para ver se conseguia fazer com que aquele maldito trambolho funcionar.
Por um milagre, não estávamos em uma rua movimentada, então uma caminhonete parada no sinal não fez nenhum atraso no trânsito, gerou apenas alguns olhares estranhos e algumas businadas. Afinal, ali estava uma líder de torcida com seu uniforme completamente molhado e um jogador, também totalmente ensopado.
– Bárbara, para com isso, não vai funcionar — Mason gritou entre trovoadas. A chuva começava a piorar, e eu já estava com os lábios roxos.
– Mason, eu não vou largar a Chevy no sinal, só pra você saber — ralhei pra ele, chorando de raiva. Que ódio, porque eu tinha que ficar presa exatamente com ele, na chuva, com a maravilha da minha caminhonete sem pegar.
– Faz assim, acelera ela com o capô aberto e eu tento ver alguma coisa de errada aqui no motor — ele disse, e eu apenas ascenti com a cabeça.
Dando partida, gritei pela janela — Eaí? — e, em resposta, Mason balançou a cabeça em negação.
– Mason, você sabe o que tá fazendo? — perguntei, colocando a cabeça para fora da porta.
– Não faço ideia — ele disse rindo, enquanto passou a mão pelos cabelos molhados. Ficou graciosamente e perigosamente sexy.
– Vamos ligar pra um mecânico, empurra pra mim tentar estacionar na calçada — ele acentiu com a cabeça, e foi para a parte de trás do veículo, enquanto eu descia e, com a porta aberta, empurrava e manobrava com apenas uma mão no volante.

Notas finais
Eaí? gostaram? Lembrem-se de que reviews são sempre bem vindas para que a história fique do jeitinho que vocês querem. Beijos e até o próximo capítulo!