Problem Girl
2 Capítulo 2
Notas iniciais
POV'S Gabriela
– Gaby, você está bem? — Maicon perguntou com um ar preocupado e me ajudou a levantar.
– Não muito.. — Falei com dificuldade devido à dor.
– Diretora, não é para tanto. — Maicon falou enquanto me segurava.
Era incrível a tranquilidade que sua voz passava, a calma ao falar e o cuidado com as palavras. Era de relaxar qualquer pessoa.
– Como não é para tanto Maicon? Olha o que fizeram no banheiro!! — Ela falou um pouco menos assustadora, mas ainda com autoridade.
Maicon observou o banheiro e erguei as sobrancelhas com uma expressão de surpresa, mas não parecia ter achado ruim.
– Eu entendo que a senhora está estressada, mas dê uma chance para ouvi-la, e além do mais, ela está machucada, deveria agir com mais cuidado. — Falou calmamente voltando sua atenção para mim.
A diretora pensou por um instante, sem perder sua seriedade.
– Venha comigo garota. — Ela disse friamente e fez um gesto para que eu a seguisse, eu obedeci.
No meio do caminho, virei para trás e Maicon ainda me observava.
– Obrigado... — Agradeci bem baixinho e com um sorriso gentil.
Ele leu meus lábios e piscou como sinal de "não tem de quê". Seu sorriso era extremamente lindo, o que não faltavam eram motivos para Ellie gostar dele.
Segui a diretora até a sua sala e lá encontrei a Ellie e a Amber.
– Por que você demorou tanto? — Ambs sussurrou após a diretora dar de costas e direcionar-se à sua cadeira.
– Depois eu conto! — sussurrei de volta e me sentei junto à elas.
– Bom, como eu já havia falado anteriormente.. — A diretora começou a falar.
– Gritado.. — Amber a corrigiu.
– Silêncio! — A diretora ordenou.
– Quietinha Amber. — Ellie falou tampando a boca da Amber.
– Como eu ia dizendo.. — Ela continuou falando.
– Vocês vão ficar na detenção por 1 hora todos os dias após às aulas pelo resto da semana. — A diretora falou enquanto caminhava pela sala.
– O QUÊ? — Amber gritou mas Ellie tampou sua boca de novo.
– Ham? Como assim??! — Eu retruquei.
– Eu já decidi, sem mais nem menos! — A diretora levantou a voz.
– Mas você não vai nos dar nem uma chance para nos explicarmos??! — Eu falei levantando da cadeira.
– Não. — Ela disse ao se virar para mim com um sorriso satânico.
– M-mas você disse que ia nos dar uma chance! Você disse isso no corredor! — Falei nervosa e prestes a me ajoelhar para que ela me desse uma chance.
Prometi a minha mãe que não iria mais me meter em problemas, não poderia levar outra advertência. Eu não queria decepcioná-la, não mais uma vez.
– C-com li-licença d-diretora... — O coordenador entrou na sala abrindo a porta lentamente.
A diretora direcionou seu olhar à ele.
– Pois não? — A diretora perguntou.
– E-eu ouvi gritos.. D-desculpe se estou interrompendo algo. — Ele falou, parecia ter medo dela.
– Ora haha, claro que não. — Ela sorriu.
– Ela é macabra até sorrindo.. — Amber sussurrou no meu ouvido.
– O que você queria me dizer Sr. Watterson? — A diretora perguntou.
– Bom... — O Sr. Watterson falou enquanto adentrava a diretoria, seguido de um rapaz.
– Esse aqui é o Jacob, ele se mudou recentemente e precisa concluir o primeiro ano, resolvi traze-lo aqui para que a senhora possa ajudá-lo. — Ele falou puxando Jacob gentilmente para se aproximar da diretora.
– Ai.. meu.. Deus... — Amber falou boquiaberta e um tanto alto demais.
Olhei para Ellie e ela também estava desacreditada com tamanha beleza.
– Mas é claro, sente-se Jacob. — A diretora pediu, nem parecia filha do Sr. Satanás.
– Muito prazer diretora, e muito obrigado. — Ele a cumprimentou apertando-lhe a mão e sorrindo , e MEU DEUS, que sorriso..
– Oi meninas.. — Ele olhou rapidamente para nós três e sorriu de forma incrivelmente sexy, mas não porque queria, ele botava fogo nas pepecas naturalmente.
– Oi.. — Dissemos em uníssono e sorrindo feito idiotas.
Estavam apreciando a beleza dele durante o tempo em que ele e a diretora conversavam quando de repente Amber belisca Ellie.
– Ai!! — Ellie grita.
– Você já tem um homem para chamar de seu, deixe o Jacob em paz. — Amber sussurrou.
– Meninas? — A diretora falou.
Nós olhamos para ela não esperando coisa boa.
– As aulas acabaram, podem ir para a detenção. — Ela falou.
"Merda", pensei. Com tanto fogo já havia até esquecido dessa caralha desse castigo.
Nós nos levantamos e nos direcionamos à porta até a diretora chamar-nos novamente.
– Meninas, não esqueçam disso. — Ela falou enquanto nos entregava alguns materiais de limpeza.
– Ham? — Ellie perguntou confusa.
– Pra quê isso? — Eu perguntei.
– Limpem o laboratório, sempre fica uma bagunça depois das aulas. — Ela disse enquanto voltava para a sua cadeira.
– O quê?? Nem fudendo! — Amber soltou a franga.
– Amber! — Ellie tentou chamar sua atenção.
– Se você acha que vai me fazer limpar aquele porcaria de laboratório e estragar as minhas unhas, você está muito enganada, sua... — Amber não pôde terminar de falar pois Ellie enfiou a mão na sua boca e saiu com ela para evitar que Amber causasse mais problemas.
Eu fiquei sozinha na diretoria com cara de cu e todos me encarando. Forcei um sorriso e me despedi.
Corri para o laboratório onde lá estava Ellie tendo que aturar as reclamações da Amber. E Amber, obviamente, reclamando.
– Tudo bem! Já chega, vamos limpar isso aqui, quero ir para a minha casa. — Eu disse impaciente.
– Eu não vou limpar nada. — Amber falou e sentou em uma das mesas de braços cruzados.
Eu a encarei com vontade de esbofetear sua cara.
– Nem adianta Gabriela, ela não vai limpar.. Vamos logo é terminar isso. — Ellie me acalmou e me entregou um esfregão.
Começamos o trabalho, Amber não fez absolutamente nada, sua única ação durante toda a detenção foi lixar as unhas. Como ela não tinha utilidade alguma, resolvemos deixá-la ir para casa enquanto eu e Ellie limpávamos o laboratório.
– Será que se eu ameaçar enfiar um pepino grosso e cheio de doenças dentro da bunda das pessoas que utilizam o laboratório elas param de fazer tanta bagunça? — Ellie reclamou pela centésima vez.
– Não sei, talvez alguns até gostem.. — Falei.
Ellie sorriu e se jogou em uma das mesas do laboratório.
– Ellie se você tá cansada tudo bem, pode ir. — Eu falei percebendo a sua indisposição para continuar trabalhando.
– Certeza? — Ela levantou a cabeça surpresa.
– Tenho. — Respondi sorrindo.
– Além do mais, faltam poucas coisas para organizar e... — Mal consegui terminar de falar e fui surpreendida por um ataque de beijos.
– Obrigada, obrigada, obrigada! — Ela continuou me cobrindo de beijos.
– De nada.. — Falei sufocada com tantos beijos.
– VOCÊ! É a melhor amiga do mundo! Eu te amo!! Eu te devo uma! Tchau!! — Ela falou enquanto arrumava suas coisas e fugia daquele inferno.
– Tchau. — Me despedi mas acho que ela não ouviu, estava muito apressada. Achei melhor mandá-la para casa, pois estava tão sem vontade de fazer qualquer coisa que iria acabar me atrasando.
15 minutos depois terminei de arrumar o laboratório e fui pegar minha mochila. Não havia mais uma alma na escola, confesso que fiquei com medo, nunca se sabe quando a diretora da sua escola tem pacto com o demônio (pense nisso).
Tranquei o laboratório e tentei colocar as chaves em cima da porta como me pediram, mas percebi que eu era pequena demais para isso.
Continuei tentando colocar, estava suando de tanto pular para tentar alcançar o topo da porta quando repentinamente uma mão firme e forte segurou as chaves da minha mão e as guardou no lugar sem dificuldade alguma.
– Ahhhhhhh!! — Gritei e comecei a bater no ser que eu preferi não abrir os olhos para ver quem era.
– Ai!! Ai!! Ei!! Calma garota! — Ele pediu e eu fiquei envergonhada involuntariamente.
Eu só conseguia sentir vontade de bater a minha cabeça na parede.
– Ai meu Deus...
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