Probably Tania (Em Revisão)
6 Enfermaria
Notas iniciais
Capítulo 6
Enfermaria
– Tania Enfron
Fui andando em direção ao ponto de ônibus.
–Odeio vocês por não dirigirem- eu digo.
–Sua casa é aqui do lado se não fosse tão preguiçosa ia a pé- Jason diz.
–SE você fosse mais cavalheiro iria carregar minha mochila.... NÂO!!! Ia me carregar!- eu digo empolgada.
–Pula — Ele diz se virando.
–Sério? — pergunto.
–Seríssimo — Ele diz.
Eu dou minha mochila pra ele e pulo nas costas dele.
Ele me carrega até o ponto de ônibus onde eu desço das costas dele.
–Obrigada meu herói. Meus doces pezinhos agradecem sua imensa gentileza — Eu dramatizo.
Ele ri.
–Deixa de ser besta garota — ele diz.
Eu me viro para Meg e ela está com a mão no topo da cabeça.
–Que isso?- pergunto.
–Vela — ela diz
–Tonta — eu digo rindo
–Paixões de minha vida, querem ir pra casa?
Eu pergunto.
–Pode ser, minha lindeza — Meg responde.
–Claro — Jay diz.
(...)
Abro a porta de casa que está vazia até às dez da noite, como todos os dias, fomos direto para o meu quarto deixar as coisas.
–Oi obra, tá bonita hoje- Meg diz para minha parede que ela tinha pintado, como toda vez que ela vem aqui, ou seja, todo dia.
–Ela é convencida não é? — Jas pergunta pra mim apontando pra Meg.
–É sim — respondo.
Descemos pra sala de televisão e ficamos deitados no tapete felpudo assistindo TV e conversando o dia todo.
(...)
–Olá crianças, vão dormir aqui hoje?
Minha mãe pergunta quando chega em casa.
–Oi tia, podemos? — Meg pergunta.
–É claro minha querida, já te adotei lembra? — minha mãe brinca.
–Então eu quero sim- Meg diz se fazendo de fofa.
–Ótimo, e você Jason? — minha mãe pergunta.
–Sim, vou só avisar meu irmão- Jas diz.
Minha mãe ama Jason, ela vive me enchendo o saco dizendo que ele é um ótimo partido, que eu tenho que casar com ele, ele é bonito, inteligente, meu amigo, etc.... todos esses papos chatos, e a Meg vem aqui quase todo dia desde que eu nasci eu acho, ela é uma “boa influencia”.
–Vamos dormir no tapete!- Jas diz todo empolgado.
–Amo esse tapete, esse tapete é vida- Meg diz se esparramando ainda mais no tapete.
–Ok, dormir no tapete- eu digo e Meg faz uma dancinha da vitória, mas é claro que ela faz a dancinha deitada, então parecia a dança da minhoca doida
Meg liga para a mãe dela e Jas manda mensagem para o irmão mais velho, já que ele é seu responsável legal.
Fomos pra cozinha e preparamos quatro sacos de pipoca e levamos para a sala de TV e ligamos o computador na TV e ficamos vendo filmes, e assim se passou a noite.
De madrugada Meg disse.
–Minha tia comprou uma casa bem grande no Texas, ela me convidou pra ir laá no fim de semana.
Ela diz meio bocejando.
–Gosto do Texas, e das casas da sua tia- eu digo rindo meio bêbada de sono.
–Isso foi um convite, vocês querem ir comigo? Ai Vai eu, vocês e a Lua... se ele quiser pode levar o namorado dela também... — Meg diz como se fosse óbvio.
–Ah, eu quero. Jay você vai?- Eu pergunto me virando pra ele e vejo ele dormindo.
Eu olho maleficamente para Meg e sorrio. Meg sorri de volta de um jeito sacana.
Eu pego a garrafa de água e jogo um pouco do conteúdo nele, ele acorda no susto.
–Bom dia flor do dia, como está? Dormiu bem? Esses dois minutos que você dormiu. Claro
Eu digo rindo da cara dele.
Ele olha mal humorado para a gente.
–Pragas- ele murmura.
–Eu sei, é um dom, enfim... Meg estava convidando a gente pra ir à casa da tia dela no Texas esse fim de semana. Você vai?- eu digo.
–Não tenho escolha não é?- ele pergunta.
–Não, Você vai que eu tô mandando.- eu digo rindo.
–Então eu vou Milady- ele diz.
(...)
–Vocês dormiram?- Minha mãe perguntou quando entravamos na cozinha pra pegar energético.
–Não — Jas diz bocejando
Minha mãe balança a cabeça em desaprovação.
–Jay, temos um pequeno guarda roupa seu aqui em casa- eu digo indo para o quarto pegar as roupas – Meg, temos um jeans e eu te empresto uma blusa.
O dia passou como sempre até a última aula, quando minha visão começou a desfocar, tudo gira, sinto fraqueza, suo frio, meu rosto esfria e tudo fica preto.
(...)
–Volte pra aula, ela não vai poder ser liberada- uma voz masculina rouca que eu reconhecia diz
Escuto a porta se abrir e fechar.
Eu tento abrir os olhos, mas estava tudo muito claro, então eu fecho novamente.
–Abre o olho com calma e nem tente levantar — Kevin diz se virando de costas, ele estava com o jaleco da enfermaria.
–O que você está fazendo aqui? — pergunto meio atordoada.
–Estágio- ele diz colocando aquele negócio de medir pressão no meu braço — Você teve uma crise de hipoglicemia.
–Você me xingou?- Eu pergunto confusa e ele ri.
–Não, hipoglicemia é a falta de açúcar no sangue, sua pressão caiu.- ele esclarece ainda rindo.
–Ah- eu digo.
–Toma esse chá que você vai melhorar- ele diz.
–O que água quente vai ajudar?- pergunto.
–Não é água quente, é chá._ ele diz.
–Tem gosto de agua quente_ eu revido.
–Toma só um pouquinho, vai te ajudar_ ele diz.
Eu faço careta, e tomo uns dois goles e coloco o copo descartável molenga na mesa que estava do meu lado.
–Agora relaxa um pouco, não vai voltar pra aula mesmo, _ele diz sentando do meu lado na maca.
–Quem me trouxe?_ eu pergunto depois de um tempo de silêncio.
–A Sasha. E você está melhor?_ ele diz.
–Não, acho que ouvi você dizendo Sasha-Eu digo achando graça da possibilidade daquela tripa seca ruiva me ajudar.
–Mas foi o que eu disse, ela te trouxe aqui com um menino que deve ser da turma de futebol americano. _ele diz esclarecendo_ Temos meia hora pra matar, quer fazer o que?
Ele pergunta.
–Brincar de só verdades_ eu digo me sentando e cruzando a perna.
–O que é isso? _ ele pergunta.
–Um jogo em que cada um faz uma pergunta e tem que responder apenas a verdade.
–Ok.... Aquele menino que estava com você ontem é seu namorado?
Ele pergunta.
–Não.
Eu respondo e ele sorri.
–Quantos anos você tem?_ eu pergunto.
–Vinte_ ele responde.
–Gosta dos meus beijos? _ele pergunta sorrindo.
Droga!
Eu desvio o olhar, que saco. Que tipo de pergunta é essa?
–Gosto. _respondo a contragosto.
Ele chega muito perto de mim e segura me queixo, eu olho para o fundo dos olhos dele, são olhos bem bonitos, meio esverdeados, Kevin é bem bonito.
–Aceita sair comigo loirinha, vamos no cinema, teatro, shopping, parque da cidade, boliche, de baixo da ponte, se for pra sair contigo eu vou pra qualquer lugar_ ele diz de forma intensa bem perto de mim.
–Não — eu respondo firme.
Ele parece ter ficado decepcionado com a resposta, ele se afasta um pouco de mim.
–Você está na sala da Sasha?_ ele pergunta.
–Infelizmente_ eu respondo.
–Você tem dezesseis anos?_ ele pergunta descrente.
–Sim_ eu digo.
–Me sinto um pedófilo_ ele diz com uma voz estranha e eu dou risada _ Mas tudo bem, gosto de mais da sua boca pra ter problemas com a sua idade_ ele diz com um sorriso de canto de boca.
O sinal bate sinalizando o final da aula, eu levanto da maca e digo.
–Tchau e obrigada.
E saio da enfermaria indo em direção a saída e aos meus amigos.
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