Probably Tania (Em Revisão)
7 Ignoração
Notas iniciais
Capítulo 7
Ignoração
– Tania Enfron
Saio da enfermaria e encontro meus amigos na saída, Megara estava segurando minha mochila e sorriu a me ver.
– Oi, gente.
– Ei — Jason segura meu rosto e me encara — Você está bem? O que houve?
– Estou bem, não se preocupe — falo segurando suas mãos.
– Não faça isso novamente, por favor — ele fala me abraçando.
– Aquele é o cara do muro, né?! — Lua pergunta olhando para trás de mim.
Eu olho e vejo Kevin encostado no portal da porta da enfermaria me observando, ele pisca para mim.
– É sim, Lua — respondo
– O que ele faz aqui? — Jay pergunta com a mesma raiva que ele demonstrou ontem no almoço
– O estágio dele é na enfermaria, ele faz medicina pelo jeito
– E é amigo da Sasha — Meg fala com desgosto
Eu me viro novamente e vejo Sasha dando um beijo demorado no rosto de Kevin, ela se vira e sorri para mim com uma sobrancelha levantada.
Kevin acena para ela e entra novamente para enfermaria.
– Melhor assim — Jay sussurra
– O que? -perguntei confusa
– Nada, definitivamente nada
– Ah — Meg soltou e se virou para Lua — estamos pensando em viajar para o Texas esse fim de semana, vai querer ir?
– Claro, posso chamar o Sol? — ela pergunta animada
– O que seria da Lua sem o Sol? — eu pergunto irônica
– Você quis dizer o que ele seria sem mim, né?! Pois ele não seria nada — Lua disse me mandando língua e depois sorriu
– Em primeiro lugar, ele continuaria sendo um satélite natural, só que sem o seu brilho apaixonado — falei dramaticamente- em segundo lugar, até mandando língua você e em terceiro lugar, suas bochechas não ficam doloridas depois do dia inteiro sorrindo — falo apertando suas bochechas
– Não, faz bem para as bochechas
– Aff — eu soltei junto com Meg
– Tania — ouvi Jay me chamar, e ele não usou o apelido
– Oi — falei me virando devagar
– Você já comeu alguma coisa, hoje?
– Não — respondi dando um sorrisinho
– Vamos logo para sua casa, você precisa comer
– Mas eu estou sem fome — falei enquanto ele me puxava pela mão
– Fingi que está e come
– Jay, você é insuportável — falei revirando os olhos
– Tanto faz, contanto que você esteja bem — ele disse e me olhou de canto
– Ai — Meg e Lua soltaram — Que declaração foi essa?
– Vão arrumar o que fazer — falei enquanto era arrastada até o ponto de ônibus
– Já estamos, eu to me divertindo muito vendo o casal — Meg disse rindo — E você, Lua?
– To me divertindo mais ainda, pois estou gravando — ela falou com seu celular na mão
– Só não faço um gesto obsceno por que você pode querer mostrar para a Dona Cristina, e ai ela fala para o meu pai e eu perco minha jaqueta nova
– Mais uma? — Jay perguntou assustado — Você faz o que com as jaquetas, come?
Soltei uma risada maligna o encarando, o que fez ele largar meu braço e as meninas se afastarem um pouco. Eu dei uma tossida depois da risada.
– Obrigada por largar meu braço — fiz cara de anjo
– Sua doente — Jay resmungou
– Sou não — fiz uma auréola com as mãos em cima da minha cabeça
– Vamos logo pegar o ônibus — Meg falou indo para o ponto e sentando no chão
– Meg, tem bancos — eu disse apontando para os bancos do ponto
– Você sabe do que é feito esses bancos?
– Não, mas eu tenho certeza que você vai falar
– São feitos e árvores, por que fazer bancos e matar nossas pobres árvores se temos o chão
– Mas o chão é sujo — Lua esclareceu
– Lua, não fala isso, ela va...
– Sabe por que o chão é sujo? — Meg perguntou indignada
– Vai começar — Jay falou
– Por que a humanidade é suja e imunda
– Calma — a abracei me sentando ao lado dela — Passou, passou! Um dia você consegue transformar esse mundo em um lugar melhor
– Obrigada — ela disse e respirou fundo
– Ok, desde quando você está tendo esses surtos, Meg? — Lua perguntou
– É que você nunca viu, mas desde sempre
– Foi mal, sou péssima — Lua disse se sentando ao lado de Meg
– Não fala isso, não tem como você ser péssima — Meg disse a abraçando e eu abraçando Meg, um dominó prestes a cair
que caiu por culpa do Jay.
– Desculpa, mas estava engraçado — ele falou rindo — Tinham que cair para ficar mais engraçado
O ônibus parou e nos levantamos para entrar nele, não ante de dar uma porrada em Jay.
– O que vamos comer? — perguntei ao garoto que mexia no ombro, onde eu tinha batido
– Sei lá, a casa é sua — ele respondeu
– Meninas, o que vamos comer? — perguntei para as moças que estavam sentadas na minha frente
– Eu posso fazer algo, se tiver os ingredientes certos — Lua respondeu
– Qualquer coisa mandamos o Jay comprar — Meg falou e ele deu um leve tapa na cabeça dela
– Eu não sou escravo
– Ah, para! Eu jurava que tu era — falei surpresa -Minha vida foi uma mentira
– Você é pura e completa de uma retardada, Tania
– Por que está me chamando de Tania e não de Nia, como sempre faz? — perguntei séria
– Por nada — ele falou e olhou para a janela, dei de ombros e olhei para frente e achei quatro olhos semicerrados olhando para mim
– Que foi?
– Nada — as duas responderam em uníssono
Ninguém mais falou nada e eu fiquei pensando na brincadeira estúpida que fiz com Kevin, por que fui abrir o bico? Agora ele sabe que eu gosto dos beijos dele. Aliás, quem não gostaria? São de tirar o fôlego, aqueles lábios...PARA TANIA, SE CONCENTRA.
Percebi que estava mordendo a ponta da minha unha, fazia tempo que eu não mordia a ponta da minha unha. Droga!
– Chegamos — Meg falou se levantando
Eu acompanhei e descemos no ponto que ficava em frente a minha casa.
Meg abriu a porta com a chave que pegou do meu bolso, se jogou no sofá assim que entrou. Lua se sentou no tapete junto com Jay e eu fui para o quarto. Não sei por que, mas queria um tempo a sós, sem ninguém.
– Ei — ouvi Jay chamando enquanto eu tirava a jaqueta
– Oi — respondi me sentando na cama e tirando o tênis
Ele veio ate mim e se ajoelho de frente para mim se apoiando em minhas pernas
– Foi mal, por me estressar de novo com aquele — ele engoliu em seco — cara
– Tudo bem — baguncei seu cabelo. O cabelo negro e macio, ele sorriu com minha bagunça, pegou minha mão e beijou.
Eu fiquei parada vendo ele a beijar e depois deitar a cabeça em minhas pernas. Sem pensar voltei a fazer carinho em sua cabeça
– Atrapalhamos? — Lua perguntou da porta
– Não — falei tirando a mão do cabelo de Jason rápido demais, ele apenas virou a cabeça para as meninas e voltou a deitar em minha perna.
Meg e Lua entraram, como de costume Meg cumprimentou sua pintura e depois se jogou no chão, Lua sentou ao meu lado.
– Então, eu liguei para o Sam — Lua começou — e ele disse que vai poder ir na viagem — ela disse alegre
– Que ótimo — falei olhando para Meg que me olhava com um olhar completamente desconhecido por mim
– Tania, vamos na cozinha, preciso comer algo — ela disse Meg se levantando
– Por que não vai sozinha? — Jay perguntou levantando a cabeça, sem perceber eu estava acariciando sua cabeça novamente
– Preciso dela — ela disse e saiu do quarto
– Já volto — falei e sai do quarto, fui até a cozinha onde Meg me esperava
– O que houve na enfermaria? — ela me perguntou
– Por que quer saber?
– Por que sinto cheiro de coisa errada e você fede a coisa errada
– Fedo a coisa errada o tempo todo
– Só que dessa vez é seu coração e não sua mente — ela disse cerrando os olhos
– Tá louca? Eu to bem, Meg — falei me virando e ela me segurou pelo braço
– Desembucha — ela mandou e eu bufei
– Eu confessei que os beijos dele são ótimos e eu estou meio que me sentindo...
– Totalmente exposta — Meg adivinhou
– Sim, isso é horrível.
– Eu sinto que...
– Você está envergonhada
– Vou ignorar que você está me interrompendo — a olhei fingindo raiva
– Admite que dói menos
– Não está doendo e nem vai, estou ignorando esse.....
– Sentimento — ela completou novamente
– Isso, esse sentimento de ....
– Vergonha — ela falou rindo
– Não é vergonha — falei de saco cheio
– Me explica então — ela exigiu
– Acho que eu to com raiva de mim mesma
– Por?
– Por ter sugerido o jogo da verdade
– Você que sugeriu? — ela perguntou começando a rir — Foi pega no próprio jogo, isso tá ficando bom
– Tanto faz, o importante é que eu agora sei a idade dele
– Isso é importante?
– Sim
– Estou curiosa para saber o por quê.
– Agora eu posso acusa-lo de pedofilia — ri diabolicamente
– Você não vai fazer isso — Meg disse andando em minha direção — Você o quer demais para isso
– Cala a boca — mandei dando lhe um tapa
– Você quer a boca dele — ela cantarolou passando o dedo nos lábios
– Ele que quer os meus, é bem diferente
– E você quer que ele continue querendo
– Isso é ridic....
– Você estava brincando de Só Verdade, você o quer
– É só uma brincadeira — falei bufando
– Você não quer admitir que o quer. Mas você gosta dos beijos deles e disse que ele tem pegada
– E tem, mas só por que o beijei não quer dizer que eu o queira
– Você o beijou? Pensei que tinha sido ele que tinha te beijado
– E foi!
– Foi pega, sua danada — ela disse indo em direção as escadas
– Pra onde você está indo?
– Contar para o Jay e a Lua que você quer o enfermeiro
– Não, vai não — corri até ela que consequentemente começou a correr também. Quando ela parou na porta eu me joguei contra ela a derrubando e sentando em cima dela.
– Se você abrir a boca para inventar algo eu conto para eles que você gosta do Derek, o rato. — ameacei e ela arregalou os olhos — Você gosta? Só foi um blefe
– Meu silêncio pelo seu — ela sugeriu
– Danada — falei chocada
– Tania — ela chamou quase chorando
– Sabe que eu não contaria nem por todo o dinheiro do mundo
– Eu também não ia contar, não quero que o Jay destrua a casa.
– Por que eu destruiria tudo — Jay perguntou atrás de mim
– Por fome, a Tania não quer fazer a janta
– Que triste — Lua falou — Por favor, Tania, faz pra gente
– Pedindo assim tão fofa eu faço — disse me virando para Lua e a vendo pulando feliz
Desci para a cozinha enquanto eles iam em direção a sala ver qualquer coisa que os deixa-se ocupados até a janta estar pronta.
– Quer ajuda? – Jay se ofereceu
– Não, vale – falei e fui para a cozinha, me apoiei na pia e respirei fundo – Ignora Tania, ignora – falei passando a mão no peito.
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