Princess Of Hell

1 Capítulo 1: A benção lunar


Notas iniciais
Bem esse primeiro capitulo é apenas uma apresentação de como tudo começou. Nos proximos háverá mais detalhes e tudo que ficou por dizer e não foi dito será desvendado aos pouco.
Boa leitura

Era madrugada de 2 de julho de 1972, a lua nunca esteve tão grande no céu, ela brilhava em um tom roxo jamais visto em toda Alemanha. Os estudiosos até hoje ainda comentam o acontecido o descrevendo como um evento incomum causado pela aurora refletida no mar desse mês que anoite brilhava em um tom incomum. Mas a realidade é que ninguém sabe explicar o que houve naquela noite única. Os mais crentes colocavam a culpa em espíritos malignos que assombrava um local afastado no alto de uma colina. O céu estava ainda mais aparente no alto daquela ‘colina amaldiçoada’ onde se localizava o Castelo Heinstein, um local que pertencia a família da Senhora Pandora, que é, ainda hoje, um dos territórios de Hades na Terra. É deste local que Pandora e Hades comandam os exércitos dos Espectros em suas investidas sobre a Terra, dizem que há uma maldição para quem adentra este domínio sem ser convidado, é como se suas forças e esperança se perdessem na medida que caminha para mais perto do Submundo, pois bem ao centro do Castelo Heistein está portal que leva ao mundo dos Mortos.


Porem, a algum tempo o senhor do submundo se encontrava adormecido as guerras cessaram, as mortes pararam e o castelo Heinstein ficou quase abandonado. Os espectros fugiram para outros cantos, alguns levando atormento ao mundo, outros apenas para viver em algum lugar afastado a espera do retorno de seu mestre para que suas vidas voltassem a ter sentido. O castelo estava atualmente sendo preenchido apenas por um casal recém formado pelas forças do tempo. Senhorita Pandora jamais poderia deixar o castelo e Minos de Griffon foi o único general que permaneceu. Ambos sabiam que seus atos poderiam ter conseqüências sérias, Hades não sabia de tal relação entre seu general e sua irmã. Tudo poderia se voltar contra eles, o casal tinha todos os motivos para se manterem afastados mas no fim, algo mais forte os uniu. Seus laços se ligaram e se entrelaçaram com o tempo chegando ao ponto de não poderem mais esconder-se um do outro. E nesta gloriosa noite, está união deu a vida a um pequeno fruto.


— É uma garota. – Soou a voz masculina. E a bela mulher respondeu com um sorriso tímido.


Não havia mais ninguém naquele quarto no alto da torre mais isolada do castelo, um lugar onde ninguém poderia ouvi-los. Pandora estava deitada em uma cama pequena de casal, coberta com um lençol negro manchado de vermelho do sangue em alguns pontos, de sua pele ainda escorria suor e sua respiração ainda não era regular. Minos tinha em suas mãos um pequeno ser, tão pequeno que quase sumia em meio as suas mãos grandes. Quanto a tal garotinha, foi colocada perante Pandora, bem perto do olhar da mãe. Era pequena e frágil tão diferente de tudo que estava acostumada aponto de fazer a morena achar que havia perdido toda a delicadeza que havia em si. Ficou com medo de tocá-la agora. Ela tinha os cabelos prateados como a luz da lua semelhantes aos do pai, a pele tão alva que parecia pintada a mão, um leve e quase imperceptível brilho roxo nos olhos praticamente fechados, tão roxo quanto o reluzir do luar aquela noite. A morena desviou o olhar por um momento para a janela e viu a benção dos céus sobre o pequeno bebe que gerou. Pandora sabia o que tudo aquilo significava muito bem, nada era por acaso em um mundo no qual você passara a lidar com Deuses. Ela sorriu. A garotinha resmungou.


— És abençoada pela própria lua minha pequena. – Ressoou a voz doce, aveludada e agora com um toque maternal. – Seu brilho é tão forte e único quanto o dela, essa Deusa é forte e olha por você. Aceitamos sua benção e chamá-la iremos em sua homenagem. Seja bem vinda ao mundo Sellene Heinstein Morten.


Após dar tais palavras a morena fechou os olhos completamente exausta e sem forças caindo em um sono profundo quase que instantaneamente. Enquanto isso o general levou a garotinha recém nascida para lhe dar os primeiros cuidados. Já lavada e vestida fora levada ao berço que era delicado e quase todo branco, tinha flores entalhadas em tons de roxo e folhas verde, ele foi feito pelas mãos de Minos, foi o primeiro presente assim que soube da gravidez de sua amada. Sellene foi posta entre vários brinquedos infantis que contrastavam muito com a aparência mórbida de todo o resto do castelo. Assim que posta ali Sellene dormiu um sono calmo zelado pelos olhos do pai que nada expressava em sua face, porem não conseguia desviar o olhar. Indo janela à fora quase podia-se ver na lua algo se formar e se desfazer devagar. Conforme a garotinha aprofundava-se em seu sono o brilho incomum da lua ia desaparecendo e deixando o castelo no escuro a não ser por um brilho prateado vindo da clareira que recaia exatamente sobre o berço.


Naquela noite o castelo fora abençoado com algo jamais esperado. Um pequeno ser inocente, puro e sem maldade aparente agora pertencia ao castelo de Hades. Ninguém poderia prever o que iria acontecer a partir deste acontecimento, mas uma coisa era certa, nada mais seria como antes.

...

Notas finais
Por hora é só.
Se algupem ler por favor comente.
Kissus.................... ♥