Princess Haylley's Diary - Volume I
1 The Lovato Sisters
Domingo, 30 de junho de 2013
Então, aqui estamos, eu e minhas irmãs: Gabita e Demi Lovato, no nosso castelo de diamantes em Los Angeles. Gabita era uma garota loirinha com os olhos azuis, lerda pra caramba. Ela e Demi ficavam em uma “luta” para saber quem era a mais lerda. Eu tenho os cabelos pretos e lisos bem compridos e tenho uma mecha vermelha também. Meus olhos são castanhos.
O que nós três fazemos em um castelo? Bom, nós somos princesas. Mas que coisa chata! O que eu não daria para ter uma aventura emocionante como aquelas dos livros que eu leio, onde o herói sai pelo mundo afora matado monstros para salvar alguém? O tédio da vida de uma princesa é constante, nada para fazer o dia todo. Principalmente se você não tem um reino ou um país inteiro para governar, mas eu acho que desse jeito que estamos agora é melhor. De início, a ideia pareceu boa, construir um castelo enorme, todo feito de diamante e viver como princesas o resto de nossas vidas.
Pois é, estávamos erradas.
Por isso eu digo para as menininhas que querem ser princesas: desistam, porque vocês não vão fazer nada o dia todo.
De vez em quando a gente sai do castelo pra distrair um pouco, mas não sei de que, exatamente. Como você se distrai se você não faz nada? Na verdade, acho que a nossa vida em si já é uma distração. Talvez seja por isso que eu resolvi escrever esse diário.
Moramos sozinhas, porque a nossa irmã mais velha, Demi, tem 21 anos, e ela cuida da gente. É, ela é legal. Eu sou a mais nova, tenho 12 anos, e Gabita tem 13. Até que não é tão chato ser a mais nova, já que elas não mandam em mim, e eu posso fazer praticamente tudo o que eu quero. Pelo menos eu tenho uma noção de o que é certo e errado, diferente de Gabita que parece que tem 2 anos de idade. O único ser além de mim que parece ter essa noção é a Bisnaga, minha cadela vira-lata de 8 anos. Um pouco velha, mas tudo bem. Ela tem esse nome porque quando eu a encontrei, ela era só um filhote, e parecia mesmo uma bisnaga. Ela tem olhos castanhos e manchas pretas em volta dos olhos, como um panda ou uma garotinha que estava brincando com maquiagem e borrou a sombra.
O nosso castelo é muito grande, cheio de passagens secretas, cômodos, câmaras que nem Hogwarts. Os quadros, infelizmente, não se mexem nem falam, mas escondem passagens secretas, tendo eu feito a maioria delas. Pra falar verdade, eu fiz os quadros também. “Você é uma artista e tanto!”, disse-me Gabita. No castelo, tem o saguão de entrada (com um lindo candelabro de ouro no meio), a cozinha (que, não sei como, faz a comida e lava a louça sozinha), a sala de jantar, a sala de estar, a sala de visitas (Demi falou que iríamos precisar, mas só a nossa mãe nos visita, e eu achei um desperdício), a torre do meu quarto, a torre do quarto de Gabita, a torre do quarto de Demi, a Torre de Astronomia (ninguém concordou com o nome, mas já que o diário é meu...), o quarto de hóspedes, a sala dos guarda-roupas, o laboratório, a sala das armaduras, a câmara dos espelhos (que parece mais um labirinto), o cofre, o jardim, a biblioteca, e várias outras salas que agora eu não me lembro.
Em mais um dia tedioso na nossa vida monótona, eu estava jogada no chão do saguão de entrada, jogando almôndegas para Bisnaga, que corria que nem uma louca para pegar a carne (e eu comia algumas também porque carne é muito bom) enquanto Demi e Gabita estavam do lado de fora do castelo fazendo seja lá o que for perto do lago. De repente, quando as almôndegas já tinham acabado, escutei a voz de Demi me chamando:
— Haylley! Haylley, vem aqui ver isso!! — é, Haylley é o meu nome.
Me levantei rapidamente e corri, com Bisnaga atrás de mim. Atravessei o gramado o mais rápido que pude e logo as avistei, Gabita e Demi, agachadas na grama.
— O que foi, Demi? — perguntei, ofegante.
— Olha pra isso — respondeu ela.
Bom, não sei descrever exatamente o que era aquilo, mas parecia um pedaço de pele de dragão verde com uma poça de sangue embaixo. Gabita estava horrorizada, Demi mais ainda, mas eu fiquei séria, interessada. Acho que é porque eu sempre gostei de histórias de terror, e eu meio que gostei de ver aquilo lá no chão.
— Haylley, por que você tá assim!? — indagou Gabita. — Parece que não tá nem ligando!
— O que você acha que aconteceu? — inquiriu Demi.
— Eu sei lá! — exclamei. – Mas temos que investigar.
— Tá bom, eu não estava fazendo nada mesmo, como sempre... — disse Gabita.
— Esperem aí, eu já volto — eu disse, indo de volta para o castelo.
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