Princess Haylley's Diary - Volume I
2 The Laboratory
Como eu conheço o castelo mais que Demi e Gabita juntas (Gabita, provavelmente, nem sabe que a cozinha existe, já que ela é sonâmbula e só vai até lá quando está dormindo), fui para a biblioteca. Na parte das ficções, peguei o livro Harry Potter a as Relíquias da Morte. A estante girou, abrindo uma passagem. Era a sala das tralhas.
Como eu esperava, só tinha coisas minhas lá. Procurei e peguei uma pinça, uma tesoura, um tubo de ensaio e uma caixinha de vidro. Quando retornei para a árvore perto do lago, peguei um pouco do sangue com o tubo de ensaio e cortei um pedaço da pele com a tesoura. A tesoura era ENORME, e eu, como nunca presto atenção no que estou fazendo, acabei cortando meu dedo.
— Ai! — gritei.
— O que houve? — perguntou Gabita.
— Cortei meu dedo... — repliquei, mas continuei cortando a pele porque nenhuma das duas ia fazer isso por mim.
Coloquei a pele na caixinha e me levantei.
— Pro laboratório! — eu disse, animada.
— Pro laboratório! — repetiram minhas irmãs, levantando-se também.
— Au, au! — latiu Bisnaga.
O caminho para o laboratório é mais ou menos assim: você atravessa o salão de entrada, e à esquerda tem uma porta de madeira, que tem uma escada, que leva ao laboratório. Fomos até lá, eu com o meu dedo enfaixado e levando as coisas. Bisnaga veio com a gente.
— É sangue de dragão — disse Gabita, depois de um tempo analisando.
— Não, imagina! — exclamei. – Isso a gente sabe, né, lerda!
— Eu sei disso! — resmungou Gabita.
— Você é mais lerda que eu e Demi! — eu disse.
— O que vocês estão falando de mim? — indagou Demi.
— Tá vendo? — eu disse.
— Ah, isso aqui tá mais chato do que o nosso dia-a-dia normal! — gritou Gabita, indo para a máquina de fazer clones.
— O que você vai fazer? — inquiri.
— O que isso faz?
— Clones.
Sem hesitar, ela entrou na máquina.
— O que é que ela tá fazendo? — questionou Demi.
— Clones, é claro — respondi. — Mas o objetivo dela com isso eu não tenho ideia.
Então, começaram a sair centenas de Gabitas da grande capsula prateada.
— O que você fez!? — berrei.
— Clones! — disse Gabita, alegre.
— Era pra fazer só um, caramba!! — gritei.
— Vamos sair daqui! — disse Demi.
— E deixar meus clones aqui? Nem pensar!
— Só vem! — exclamei, pegando Gabita pelo braço e puxando ela para fora do laboratório.
No meio da escada, Demi parou e disse:
— Acho que estamos esquecendo alguma coisa...
— BISNAGA!! — gritei, correndo de volta para o laboratório.
Quando cheguei lá, Bisnaga estava sendo segurada pela coleira, rosnando. Corri até ela.
— SOLTA ELA, SEU CLONE IMPRESTÁVEL DA MINHA IRMÃ!!
O clone resmungou, depois fez um barulho de TV sem sinal e depois de uma luz verde, eu estava olhando para mim mesma. Era um clone meu.
— AH! MUTANTES!! — gritei, subindo as escadas correndo com Bisnaga logo à minha frente.
Demi e Gabita já estavam lá em cima.
— Ufa, ainda bem que escapamos! — exclamei.
— Você fechou a porta? — perguntou Demi.
— Eu acho que... ih...
Os clones, melhor, mutantes, subiram as escadas e estavam se espalhando pelo saguão de entrada.
— Aaaah! E agora!? — indagou Gabita, desesperada.
— Sala das armaduras. Agora — respondi.
— Sala das o quê?
— Vem logo!
No meio do caminho, mudei de ideia. Resolvi que iríamos para a masmorra. Elas me seguiram até a torre do quarto de Gabita.
— O que nós estamos fazendo aqui? — perguntou Gabita.
— É por aqui... ah! Achei! — exclamei, tirando um bloco de diamante do chão. Debaixo desse bloco havia uma escada de corda. — Vamos descer?
Começamos a descer as escadas, mas parecia que elas não acabavam. Passados cinco minutos, Gabita questionou:
— Essa escada não acaba nunca, não?
— Demi deve ter explicações — repliquei.
— Eu!? Por que eu!?
— Ah, cansei! — disse Gabita.
— Não podemos parar agora! — eu disse. — Estamos tão perto...
— Só que o meu braço tá doendo, e eu não vou descer mais!
— Então vamos de Bisnaga!
— Bisnaga?
— Isso mesmo. Bisnaga!
Na mesma hora, eu escutei ela latir e vir voando (ela usa a cauda dela de hélice).
— Bisnaga, leva a gente pra baixo — eu disse.
Todo mundo subiu nas costas da Bisnaga (como ela é ninja, ela aguentou a gente) e começamos a ir para baixo, para baixo, para baixo...
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